Adoro o "Sexo e a Cidade". Mas adoro mesmo! Sempre adorei e acho que agora ainda gosto mais. Ver os dois episódios seguidos na Foxlife, no sossego do meu sofá, com pai e filho a dormir é o meu momento! Só meu! Sempre tive relações estranhas com series televisivas. Relações um tanto ou quanto obsessivas quase. Quando gosto, gosto mesmo, e não me importo de dormir menos horas ou mesmo de deixar de ir jantar fora para ver um certo episódio. Quem me conhece há uns anos sabe bem a "doença" (porque quando chega a isto não pode ter outro nome) que era a minha relação com o "Serviço de Urgência" à sexta-feira à noite. Adiante.
Quando comecei a escrever este post acabava de ver um episódio que tratava uma desilusão amorosa. A Carrie era deixada por uma mulher mais nova, uma modelo gira e magra e alta e fabulosa e o Mr. Big fica noivo dela. E quer ser amigo da Carrie! E as quatro amigas juntam-se a beber uns copos, a tentar perceber os porquês e a animar a Carrie. Este resumo podia ser o resumo de alguns jantares da minha vida. Não especificamente com o tema de alguém "ser trocada " mas também mas com o tema amigas. Amigas que se juntam, que jantam, que conversam, que dizem algumas muitas e que se riem muito. Jantares de baboseiras de gajas que jamais poderão ser reveladas. Esta serie retrata o tema da amizade entre mulheres duma forma fabulosa. Amigas, mulheres, que bebem, que saem, que batalham pelo sucesso, que falham, que procuram um amor (verdadeiro, louco, inconveninente...quem não procura ou procurou?) e que vivem em NY, a cereja no topo do bolo. Como poderiam estes episódios não ser um mito? Já houve alturas da minha vida que não tinha namorado e muitas das minhas noites podiam tentar ser parecidas com estas, à parte de serem no Porto e nem eu nem nenhuma das minhas amigas usar Manolos! Entretanto a vida foi passando e as noites e os jantares passaram a ser diferentes. Nem melhores nem piores, apenas diferentes. Evolução natural da vida e dos episódios.
Os episódios de hoje foram de ir às lágrimas. A Carrie tinha-se mudado ontem para Paris, para viver com um escultor russo por quem entretanto se tinha apaixonado. E duplo episódio retrata a Carrie, sozinha, enquanto o russo está na vidinha dele, na cidade dos seus sonhos, Paris. Mas infeliz! Perdida, sozinha, triste. Faltam-lhe as amigas, "a treta", a sua vida, a sua cidade. Sim ...e o seu Big. Claro está que nem por estar infeliz ela deixa de estar absolutamente fabulosa com aquelas saias a imitar tutus gigantes que na minha ideia só ficariam bem a alguém gigante. Mas não. A ela ficam! E claro está que à boa maneira da Carrie, no segundo dia se endivida por longos anos da Dior. Curar infelicidades em Paris e na Dior é outro nivel. Em Luanda por exemplo, onde curaria eu uma saudade? A comprar bananas certamente! E claro está que tudo acaba bem porque o Big a vai buscar porque as amigas o mandam e voltam juntos para a cidade que nunca dorme e que lhes pertence. Estes episódios falam de amizades, amizades longas, verdadeiras, quase eternas. E de amores loucos, capazes de atravessarem oceanos. E de vidas que eram duma maneira e evoluem, mas que mantêm ligações inabalaveis. Lembram-me bons tempos passados e tempos igualmente bons de agora! Fazem-me pensar que quem um dia foi companheira de noite e de copos, hoje é madrinha do meu filho. Evolução natural? Acho que sim. Agrada-me pensar que sim. Mas são tempos que deixam saudade.
Quem viu a serie desde o inicio lembra-se das quatro amigas em NY cujas únicas preocupações eram roupas, shoes e gajos. Hoje a serie retrata uma Samantha (que continua doida por sexo) sobrevivente dum cancro da mama, uma Miranda casada, com um filho que vive com uma sogra doente, a Charlotte que não consegue engravidar. A serie evoluiu como a nossa vida evoluiu também. Também já houve casos de cancro, de maternidades, de episódios mais ou menos bons da vida. E até já houve NY nas nossas vidas. Mas a vida mesmo é em Luanda, a três, em família e com saudades do lado de lá!
Quem viu a serie desde o inicio lembra-se das quatro amigas em NY cujas únicas preocupações eram roupas, shoes e gajos. Hoje a serie retrata uma Samantha (que continua doida por sexo) sobrevivente dum cancro da mama, uma Miranda casada, com um filho que vive com uma sogra doente, a Charlotte que não consegue engravidar. A serie evoluiu como a nossa vida evoluiu também. Também já houve casos de cancro, de maternidades, de episódios mais ou menos bons da vida. E até já houve NY nas nossas vidas. Mas a vida mesmo é em Luanda, a três, em família e com saudades do lado de lá!
Mas a verdadeira questão que não me deixa dormir é: será que algum dia irei relembrar bons tempos com as minhas amigas ao Dubai?? Deveremos marcar já esta viagem?
Nunca se sabe!
ResponderEliminarAdorei e revi-me em algumas coisas...até porque sou uma viciada em Sexo e a Cidade...já vi as várias temporadas imensas vezes e nunca me canso.
ResponderEliminarBjo Mariana
Gostei tanto de ler este post. Em muitas maneiras toca-me. Estou desterrada da minha (nossa!) cidade apesar de não de País. Mas falta-me quase tudo aqui, porque me faltam as minhas Pessoas! Um grande beijinho
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