Os dias passam por aqui. Veio o bom tempo e com ele os dias compridos, que eu tanto adoro e que tanta falta me faziam. Tenho trabalho para acabar e as horas agora não chegam. Perco-me no sol. Preciso encontrar-me num horário de trazer por casa, num método voluntário que nunca tive. Ando ocupada mas sinto falta da ocupação que tinha. O Guilherme relembra todos os dias Angola e pede para voltar. Lá lhe vamos dizendo que não podemos voltar já, adiando a conversa que não iremos mesmo voltar (acho eu!!!). Ultimamente temos sabido notícias (de conhecidos apenas, felizmente!), más, que me fazem acreditar (cada vez mais) que a vida dá voltas repentinas e que num sopro, como o João tão bem diz, tudo muda, tudo acaba. E depois há dias, de sol, de gargalhadas, de felicidade, em que sabemos que tudo vai ficar bem. Enquanto isso, vou ganhando peso e cor por este país maravilhoso, à beira mar plantado.
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