P.s: cada dia penso mais na possibilidade duma grande e longa pelo mundo com o Guilherme.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Chale Island
Escrevo a olhar o Indico novamente. Mas de outra praia. Esta sim, quase quase no paraíso. Uma ilha ao largo da costa sul do Kenya. Ao largo como quem diz... É possível passar a pé na maré baixa. Coisa pouco portanto. Mas esta pequena ilha já é suficiente. Escrevo entre crises de bipolaridade de trinta segundos. Vá, dois a três minutos. Ontem pensava que já não vivo certamente o que já vivi. Ou seja, que não tenho mais trinta e nove anos pela frente. Já para bem falar na minha doença. Que essa não quero pensar por agora. Mas, mesmo a correr bem, viver até aos oitenta não é para todos, julgo eu. Hoje, aqui deitada, neste paraíso, penso que afinal tudo pode correr bem. Ainda vou ver mais ilhas destas, ainda irei às Filipinas, ao Japão, ao Cambodja e Vietname, ao Hawai, a Moscovo, à Costa Rica e a Cuba. Isto assim na minha lista prioritária. Penso que o Guilherme ainda vai ver muito mundo comigo e ainda vamos aprender muito juntos. Estes são os dias que queria que o tempo parasse e que esta ilha fosse a nossa casa por uns tempos. Uns tempos largos e sem pressas.
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