sábado, 26 de março de 2016

Quase casa

Aterro em Lisboa. Quase em casa. Aterrar aqui lembra-me bons momentos. Momentos, já emigrada, mas diferentes. Em que tudo era tão diferente. As vindas a casa, os dias de férias, os programas que se adivinhavam, o dinheiro que cá estava à nossa espera. Tudo era diferente! Até as saudades e a alegria eram diferentes. 
Angola tem sido difícil. Muito difícil! Dia a dia fazem-se malas, ganham-se preocupações, perde-se dinheiro. Mas no meio de tudo isto. As amizades estão lá. Quem permanece, está mais forte, mais unido. "Para o que der e vier, nem que isso seja fumar cigarros, de iPhone e LV na mão, à porta do banco!". Estamos juntos para rir e aguentar. E ainda no meio disto, uma criatura que adora voar, que adora aviões e que ja diz alto e bom som, que vimos a Portugal. Mas não diz que vamos a casa! Vamos só a Portugal e isso é diferente. 
Adivinha-se uma semana preenchida, com encontros bons, passeios ainda melhores e excelentes conversas! Chegamos a casa.

p.s: sobre o meu desagrado com a TAP falo depois!!!

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