terça-feira, 21 de julho de 2015

O meu Porto #4

Pensar em férias e no meu Porto enquanto espero pela próxima reunião. 

Desta vez a temporada foi de quinze dias, mas com uma pausa para "férias a serio" (ou pelo menos uma tentativa disso) fora de Portugal. 
Mas sempre deu para passear mais um bocadinho em "casa" e conhecer coisas novas. 
Não tantas como gostaria, mas as habituais consultas, idas a bancos, embaixadas, etc, anulam grande parte do tempo que deveria ser considerado livre, despreocupado e totalmente dedicado ao lazer.

Em termos gastronómicos, nesta temporada as novidades não foram muitas. Fomos conhecer dois restaurantes : o Tasca Japonesa, na rua do Sol, na Batalha, e o 17, no cimo do Hotel Dom Henrique. 

Em relação à Tasca, posso dizer que adorei tudo, menos o sushi, o que só por si tem piada, sobretudo quando o objectivo desse jantar era comer um bom sushi. 
O espaço é muito pequenino (mesmo!!! cerca de 18/20 pessoas) e por isso convém reservar. Quem nos atendeu e o restante staff primam pela simpatia genuína que me faz orgulhar de ser tripeira. O chá de lemongrass estava perfeito e tudo o que provamos era delicioso, excepto o tal sushi que achei demasiado banal, tendo em conta os sabores do restante menu.
Recomendo o tártaro de salmão com ovo de codorniz, o ceviche, o pepino. Aliás, acho que será difícil algum prato não valer a pena.

No sábado antes de virmos, e no habitual jantar de amigos, fomos ao 17, depois duma (mais uma) tentativa de experimentar o "Cantina 32" que não tinha disponibilidade. 
O restaurante é por assim dizer .... Uma desilusão! Uma desilusão porque tem tudo para ser perfeito, fantástico, um dos melhores do Porto e não é. É apenas mais um restaurante onde se come "benzinho" (a minha macarronete de azeitona estava boa) e se paga bastante. 
O espaço é bonito, muito elegante, como qualquer projecto de Paulo Lobo, embora não seja inovador em nenhum aspecto. O Porto e aquela vista de cortar a respiração, de nos aquecer a alma, merecia mais. Muito mais! Quem chega aquele terraço e vê a Invicta a seus pés, merecia mais que um Mojito fraco, feito com "xaropes". 
Comemos bem, repito, mas pagamos 50€/pessoa e em momento algum o jantar justificou tal facto. 
O Porto cresce a olhos vistos, mas nem tudo tem a qualidade apregoada e isso preocupa-me. 






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