segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sabe bem chegar a casa

Cheguei a casa e já vou partir.....



foto de Sofia Principe


O Porto é a Cidade! Tanta saudade me deixa o nevoeiro, e para grande surpresa minha até da chuva miudinha sinto falta.
Sou tripeira de gema e cada vez tenho mais essa certeza. Cada vez que chego a casa, cada vez que o avião levanta voo para vir embora, o coração aperta. Os pais, os amigos e até os conhecidos ficam. É bom estar fora, mas mil vezes melhor chegar ao Porto!
Quem lá vive não dá valor à maravilha que tem! Ao ser tripeiro!


Tenho saudades..Tenho saudades dos amigos à distancia de um telefonema, da minha mãe e do meu pai, do café ao fundo da rua, de Mac, do meu carro, do meu cão (por mais louco que ele seja),de sushi, de sair à noite e conhecer milhões de gente, de ir às compras sem ser ao Jumbo,de uma boa sessão de Arrábida ao domingo à noite, enfim do meu país e da minha cidade.


Estou longe, mas rente ao coração de quem gosta de mim. A distância e as dificuldades fazem-nos ver as verdadeiras amizades (como diz a minha Fi que eu adoro). Passam-se à frente algumas e nascem outras que nos ajudam a viver o dia a dia on line a matar saudades (obrigada sra fotografa futura ONG africana)..


Enfim como disse outra amiga (Cecilia) na semana passada por altura de seu aniversário (ao qual eu faltei) "não vivo sem os que me amam"! Não vos posso enumerar a todos mas vocês sabem o quanto são importantes! Quem lá está sabe bem!

e viva o Porto! O PORTO É UMA NAÇÃO!

«O cenário onde isto se passou é dos mais pitorescos que os meus olhos viram: a Ribeira, ou a Ribeira Velha, creio eu que lhe chamam. É um cais sobre o Douro, perto da ponte de D.Luís. Todo o aspecto em redor é pesado e amontoado, conforme o carácter da cidade, Desde aquele cais a cidade sobe sempre em todas as direcções até à Torre dos Clérigos. Na outra margem a ascensão igualmente à de cá, de modo que o rio parece ter metido pelo mais alto de um monte que ficou dividido. Tudo isto faz que o cais nos dê a estúpida impressão de estar enterrado. Lembro-me de umas interessantíssimas casa cujos alicerces se advinham por causa da solidez com que as suas fachadas intimam os nossos olhos. Julgo serem vermelhas ou foi a impressão violenta da cor que me deixaram. Do que bem me lembro é dos arcos em vez de portas e de umas janelas que pareciam desviadas dos seus respectivos lugares.»

Almada Negreiros, no romance Nome de Guerra, 1938

BEIJOS MIL

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