Há 365 dias sobrevoava pela última vez o Porto. Aterrava. Não sabia (ou sabia um bocadinho) o que me esperava. Não sabia que era de vez. Há um ano chegava outra vez a Portugal, com a ideia de marcar uma operação e de regressar com tempo para me preparar. Não foi assim. Foi tudo muito mais rápido, mais barulhento, mais violento, sem dar tempo para pensar ou olhar para trás. Para trás ficaram oito anos e meio de um país, de uma vida. Para trás ficou muita coisa sem eu me ter despedido. Hoje olho e nem acredito que passou um ano... por esta hora, aterrava, com a cabeça em água e a certeza que algo ia mudar. Mal eu sabia o quanto....
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
Porto e os seus "tascos"
O Porto que eu tanto adoro. O Porto, cidade que me viu nascer e crescer, e estudar, e continuar a estudar. Esse Porto que eu tanto amo, e que ainda aprendi a amar mais desde que vivi longe, está a crescer. Está a crescer rapidamente demais, quase diria eu. Cidade apelidada de sombria, de antiga, de húmida, hoje atinge o seu auge há tanto tempo merecido. Em cada canto e em cada esquina abrem todos os dias espaços novos. Mesmo vivendo cá, é difícil acompanhar todas as aberturas e novidades. Ainda por cima, quando somos pessoinhas como eu, que gosta de voltar onde sabe ser bem servida. Adiante!!! Hoje, fomos finalmente ao Zenith, na Praça Carlos Alberto. Já lá tentamos ir diversas vezes mas o número de pessoas à porta, acabava por me desmotivar. Hoje foi o dia. Pacientemente, depois de friamente me informarem que estavam 14 mesas à minha frente, esperei. Nem uma palavra simpática acompanhou esta informação. Nem um convite sequer a uma água ou café enquanto esperávamos. Primeiro ponto negativo. Cinquenta minutos depois, fomos chamados para o "sofá". Sugestão...tirem aquele sofá e coloquem duas mesas! O sofá é mal jeitoso para comer e imediatamente por baixo duma saída de conduta de ac - resultado, não funciona! Pedimos três tostas, umas panquecas e dois sumos naturais. Vieram os sumos e quarenta e cinco minutos depois, duas tostas queimadas, e uma tosta que não era tosta...eram fatias de batata doce. Enquanto a paciência já esgotava, uma das tostas tornou a vir, enquanto a outra ficou no esquecimento. Nem as panquecas se salvaram. No final, destaco a simpatia do gerente e o enorme pedido de desculpas. Mas mesmo com as várias ofertas que nos fez, duvido que volte!
É bom, muito bom, ver o Porto crescer. Onde há anos tudo era deserto e em elevado estado de degradação, hoje são lojas e restaurantes cheios de turistas ou habitantes com gosto em passear. Mas neste caso específico, a incapacidade de lidar com a avalanche de clientes é notória! Resultado, uma mini cozinha que não dá resposta ao número de visitantes, consequência de fotos e fotos bem conseguidas no fb e demais redes sociais.
Hoje fiquei desiludida no Porto.
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Setembro e os seus inicios
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
terça-feira, 25 de julho de 2017
Algarve
Adoro o Algarve. Sempre adorei. Mesmo viajando por esse mundo fora (não tanto como gostaria) sempre adorei passar uns dias neste paraíso ao sul plantado. Nos anos que não consegui cá vir, lembro-me de ver fotos dos dias longos, da praia interminável e sentir saudades. Talvez por ter vindo para cá desde os sete meses, e por ter cá família, sinto o Algarve um bocado meu. Sinto que faz parte de mim. Gosto da sua pronúncia, dos seus lugares, das suas manias e tenho grandes amigos desta terra. Pessoas puras, sãs, que em tempos de faculdade sentiam falta desta terra como de ar para respirar! Acho que só não gosto mesmo dos coentros que usam e abusam na comida! E talvez por gostar tanto disto é que ontem me passei, literalmente. A pedido dos mais novos, fomos com uns amigos e respectiva miudagem ao Aquashow, supostamente, o melhor parque aquático da zona. Além de ter ficado completamente escandalizada com o preço - 29€ por pessoa e 19€ pela pequena criatura - fiquei desiludida pela falta de cuidado na organização que por o se vê. Não há um cuidado em melhorar nada. Apenas e só o sentido de vender. Vender bilhetes, vender fotos - numa imposição que chega a ser absurda- vender gelados, bolinhas. A piscina é no mínimo ridícula e as filas bastante desmotivadoras. A piscina de ondas praticamente a fazer lembrar as chinesas e no ar, o som da RFM! Senhores, não vos ocorre nafa melhor que ouvir Salvador Sobral numa piscina de ondas, com os putos aos gritos?! Mas, para além de tudo isto, que fomos levando mais ao menos na boa, em prol da alegria e entusiasmo dos pequenos, o que chateia mesmo, mesmo, é a "tromba" dos pessoal de guarda dos escorregas. Tirando uma personagem, claramente supervisor do local, os restantes, miúdos que provavelmente ganham um trocados nas férias, estavam de trombas!! A olhar para o lado, a ver as unhas, a pensar na morte da bezerra... nem um sorriso as pequenas criaturas que estavam em êxtase. Compreendo que não seja provavelmente o emprego de sonho de todos, mas deixa uma má, muito má imagem das pessoas algaravias. E uma imagem que não é de todo verdade. Valeu pelas risadas que demos ao ver o bronze com que ficam graças ao uniforme. É castigo :)
domingo, 16 de julho de 2017
Aeroporto
Viemos ao aeroporto buscar o pai. Uma viagem de dois dias a lazer. E o Gui está feliz como não o via há dias. O entrar neste sítio provoca-lhe um sorriso inacreditável! A alegria dele em estar no aeroporto, a cara com que se ri para todo o lado, as saudades que diz sentir por este local, provocam em mim sentimentos tão contraditórios! Há um ano atrás, embarcávamos para Luanda e de seguidinha para o Kenya. Uma estada de aeroportos e de voos seguidos que o G aguentou maravilhosamente bem. Parece que foi feito para isto. Dizia-me há pouco as saudades que tinha do aeroporto e no seguimento da conversa, de andar de avião e de Angola. E nós aqui, supostamente felizes porque este vai e vem acabou, porque estamos no nosso país e aqui é que é bom! Não consigo evitar um sorriso e um olhar de "sei bem o que é" ao ver parte desta gente aqui, que aguarda os seus emigrantes. Notam-se tão bem..também já esperaram por nós tantas e tantas vezes com os mesmos sorrisos! Lembro-me de todas as vezes que embarquei aqui, que aqui aterrei e feliz, sem preocupação alguma. Tenho saudades do ir e vir, destas alturas tão mais leves. De tudo estar bem e as saudades serem apenas o nosso único mal. E que mal tão grande eram na altura. E esta minha criaturinha, continua a sorrir como se estivesse no mais lindo sítio do Porto!
terça-feira, 20 de junho de 2017
O jornalismo de hoje
No meu longíquo tempo de escola, havia uma altura, em português, que aprendíamos a fazer notícias! E nestas aulas lembro-me bem, éramos ensinados a relatar, sem emoção ou pontos de vista, os factos! Alem disso, aprendíamos também que o carácter, a verdade, a justiça, eram objectivos do jornalismo.
Hoje em dia, a sensação que tenho, é que vale tudo pelas audiências. Os nossos jornais roçam a puta da vergonha presente na "Casa dos Segredos"! JS faz uma reportagem ao lado de alguém que perdeu a vida a fugir do inferno. Minha gente... é uma pessoa!!!! Tem família, filhos, pais, amigos, amigos que perderam o chão e não precisam de ver ainda mais está lamentável imagem.
Hoje, a jornalista do Público Natália (qualquer coisa) escreve que "fulano empurra filhas para a morte" a propósito da inquantificavel dor de um pai que fez, numa hora de inferno, uma opção errada. E que provavelmente irá culpar-se disso para o resto da sua miserável vida.
Entrevistam-se pessoas a chorar porque perderam tudo. Fazem-se comentários e publicam-se títulos para ganhar likes, sem qualquer respeito por quem morreu na mais angustiante e agonizante das mortes.
Títulos como "fulano empurra filhas para a morte" só me fazem acreditar que a violência é a melhor forma de resposta! Porque um bom par de bofetadas naquela jornalista que faltou às mesmas aulas que eu, é pouco!
domingo, 18 de junho de 2017
Enquanto eu estava com o meu querido filho na praia, uma mãe perdia a vida dentro de um carro com um filho de quatro anos. Não imagino sequer o terror de presenciar esta morte tão horrível, tão medonha, tão assustadora da pessoa que mais se ama neste mundo. E numa também simples vinda de uma praia algures. Portugal e os portugueses, estão, infelizmente, habituados a estes cenários e aos fogos de verão. Mas não a tragedias desta dimensão!!! Imaginar pessoas a serem consumidas por este tão terrível fogo é assustador e tira expressão a qualquer palavra que se possa dizer. Não consigo e nem quero imaginar a dor daquelas gentes, parada entre o terror... um obrigada (que de nada serve) a todos os que lutaram...
segunda-feira, 12 de junho de 2017
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Os dias passam por aqui. Veio o bom tempo e com ele os dias compridos, que eu tanto adoro e que tanta falta me faziam. Tenho trabalho para acabar e as horas agora não chegam. Perco-me no sol. Preciso encontrar-me num horário de trazer por casa, num método voluntário que nunca tive. Ando ocupada mas sinto falta da ocupação que tinha. O Guilherme relembra todos os dias Angola e pede para voltar. Lá lhe vamos dizendo que não podemos voltar já, adiando a conversa que não iremos mesmo voltar (acho eu!!!). Ultimamente temos sabido notícias (de conhecidos apenas, felizmente!), más, que me fazem acreditar (cada vez mais) que a vida dá voltas repentinas e que num sopro, como o João tão bem diz, tudo muda, tudo acaba. E depois há dias, de sol, de gargalhadas, de felicidade, em que sabemos que tudo vai ficar bem. Enquanto isso, vou ganhando peso e cor por este país maravilhoso, à beira mar plantado.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Medithai
p.s: para grande pena minha, isto não é um post patrocinado. Foi uma massagem oferecida por amigas! Quem tem amigas assim, tem tudo :)

