quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dia de África 

25 Maio, Dia de Africa. 

"Most of us were not born in Africa. But Africa was born in us." Kwame Nkrumah

Citação da Margarida Ribeiro hoje na sua página do fb. Também como em nós, África nasceu na sua família. 

Fomos para África dois. Regressamos um casal firme e voltamos três. E aí crescemos como família. Foi em África e com todas as suas adversidades que aprendemos a ser uma família. Foi em Africa que aprendemos o que é saudade, o que é a pátria. Foi longe que viajamos muito, que nos deslumbramos naquele imenso continente sem fim. Foi lá que passamos momentos difíceis a dois e que os aprendemos a resolver, também a dois. Foi em África que o meu filho aprendeu a andar, que aprendeu a falar. É para Angola que ele (ainda) quer voltar. 

Foi em África que cresci como mulher, Mãe e como profissional. Foi em África que nasceu este blog. 

Africa estará para sempre em nós. 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Praia no norte 

Esqueçam tudo o que já ouviram sobre a praia do norte. A 24 de Maio estamos na praia, nas águas gélidas (ou não!!) de Matosinhos, às seis da tarde. E posso garantir que está para lá de bom! Na praia que o viu crescer, ainda que dentro da barriga, passados cinco anos aqui voltamos. Estar aqui sentada, a esta hora e ver o Guilherme a brincar na água faz-me relembrar o quanto de bom esta terra tem. As grandes vantagens destes dias na Europa, longos, em que o dia não acaba, em que o sol só se põe depois do jantar na varanda! Era isto que quando estava longe sentia tanta falta. É isto que posso finalmente aproveitar por aqui. E é isto que sabe tão bem. 

domingo, 21 de maio de 2017

Santiago de Compostela 

Viemos a Santiago de Compostela. Mais para estar com os amigos do que propriamente para visitar a cidade. Já há muitos anos que não vinha aqui, mas ainda me lembrava bem da área histórica do centro. Santiago é uma cidade girissima mas mais que isso tem uma atmosfera impecável, principalmente com tempo bom. Lembrava-me exactamente disto, do ambiente agradável dos peregrinos de todo o mundo e comprovei que se mantém. Por todo o centro histórico se vê gente que chega, cansado mas alegre. Nota-se nas suas caras, a alegria da chegada, do sucesso da caminhada! Do chegar ao fim do caminho. E é nisto que penso enquanto os vejo a entrar na Catedral para o abraço ao Santo. Nesta alegria, nesta chegada, neste caminho tão diferente de Fátima. Em Fátima as pessoas que chegam a pé, chegam com ar feliz mas sofrido! Muito sofrido até. Em Santiago não. Chegam de todos os lados do mundo, a sorrir, alguns (muitos) com cães ou bicicletas e com um ar de quem conheceu e aprendeu valores de uma vida. Gosto muito deste ambiente! 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Locais onde a Pitú queria ir#1

Fruto da profissão ou talvez só mesmo por gosto e curiosidade, ando sempre a procurar hotéis diferentes e bonitos. Alguns, por serem em locais que conheço e gostava de voltar. Outros, por mero exercício de arquitectura ou de interiores. Outros ainda, por serem de nomes conhecidos na área ou cadeias hoteleiras que só por si valem a pena. Foi o caso deste... Il Sereno, no Lago di Como, apareceu-me no Pinterest há umas semanas. Da designer absolutamente fabulosa Patricia Urquiola, todos os seus recantos são um verdadeiro hino à arquitectura e ao design de interiores.
Localizado nas margens do Lago di Como, local que há anos queremos visitar, o projecto é absolutamente fantástico. Com uma piscina infinita e as vistas do Lago e das pequenas vilas que o rodeiam, deitada nas espreguiçadeiras de design Urquiola no tom verde do momento, que posso eu pedir mais?

Podia-vos falar do requinte do desenho dos quartos, das madeiras e tecidos utilizados. Das peças de design Urquiola que pontuam o hotel, particularmente as de mobiliário exterior - as minhas favoritas!
Podia referir também os sanitários em pedra natural ou mesmo a garrafeira..
Tudo no edifício está extremamente bem conseguido. Elegante e chic sem snobismos, sem ser pretensioso.
Dos melhores hotéis que já vi (ainda que só on line!!!)... 


Um local a visitar!







segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ganhamos o Festival


Conseguimos! Como dizia uma amiga minha na noite de sábado, realizei um sonho de criança.
Sim, nos tempos em que o Festival era um evento "à seria"!!! Dos tempos em que só havia dois canais de televisão e a família se unia naquele sábado tão importante, ainda que invariavelmente disputássemos apenas os últimos lugares do quadro. E ano após ano, tristemente lamentávamos o facto e justificávamos com politiquices europeias.
Este ano, com políticas ou não, Portugal ganhou. E segundo dizem com recorde de votos. Ganhou o Salvador, ganhamos nós enquanto país. Acreditamos que podíamos ganhar e assim aconteceu. O país inteiro canta em uníssono a musica. O país inteiro vibrou com a vitória.

Como diz o nosso Presidente : ""Quando somos muito bons, somos os melhores dos melhores."

sábado, 13 de maio de 2017

Amar pelos dois 

"Amar pelos dois". Podemos não ganhar o Festival da Eurovisão mas já ganhamos muito. Ganhamos como país, como povo. À semelhança do que aconteceu no Euro passado, estes fenômenos unem o país de uma forma absolutamente extraordinária. A música está na boca de toda a gente, nos ouvidos de pequenos e graúdos e todos ansiamos por uma vitória. E além de tudo a música é fantástica! Ainda ontem, num jantar de amigas, ouvíamos a canção e arrepiávamos ao som da voz do Salvador. Que venha mais uma vitória!!!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Quimono ou roupão?

Quimono ou um belo roupão? Eis a questão que me paira na cabeça há umas semanas.
Sou como sabem uma fã incondicional da Zara mas volta e meia há modas que não me encaixam.
Muitas vezes são modas que até gosto de ver nos modelitos fotografados mas que a mim não favorecem e por isso não adiro, como o caso da calças culote.
Mas neste caso que vos falo hoje nem é isso. É mesmo não ENCAIXAR a cena!
Eu olho para estes apelidados quimonos e só vejo lindos roupões! Ou noutros casos, fabulosos pijamas que eu não me importaria de ter na minha coleção. E acreditem, não há mesmo maneirinha nenhuma de achar que isto pode ser um esvoaçante (e acetinado!!) casaco comprido...lá lindos são sem duvida, mas para tomar um bom pequeno almoço numa belíssima varanda antes de sair à rua :)


 
O meu favorito! padrão e tecido fabulosos....





dois modelos de "roupão"..o azul até bolsinhos debruados tem!

pijaminhas maravilhosos

segunda-feira, 8 de maio de 2017

o dia a dia por cá

A vida vai indo por cá. Numa rotina muito diferente, muito calma e não necessariamente boa. No sábado estivemos numa festa (mexicana por sinal!!) e nessa festa à conversa com um búlgaro que também viveu em Luanda. E claro, as conversas giraram sempre à volta do mesmo. De Angola, de lá, de cá, do que é muito melhor cá, do que fazíamos por lá. E eu dei por mim a pensar, racional e friamente, na dualidade que era ou que ainda é a minha cabeça. Tinha duas vidas, duas casas, dois países. E agora tenho uma casa, um país, uma vida. E parece que esse um, ainda que friamente repito, só possa ser melhor, não completa a falta da outra metade da minha vida. Ou se calhar é só falta da agitação, do corre corre, do cá e lá, do calor e da humidade. Ou se calhar é só cansaço da vida parada de cá. Ou não, não sei. Se calhar gostava mais daquilo do que pensava. Ou se calhar é a velha historia...Só se gosta do que não se tem.

Um dia de cada vez e a dizer à minha criatura que ainda faltam muitossss dias para irmos a Angola
(sim, porque ele pede quase todos os dias para voltar!)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Limonada sem ser de limão

A semana passada fui matar saudades duma amiga. Uma amiga com quem falo frequentemente por telefone mas que nem sempre a vida permite que estejamos juntas. E isto apesar de vivermos a meia dúzia de passos uma da outra!!!
Então, após algumas combinações frustradas lá acertamos e fomos almoçar para por a conversa em dia. Foi ela a escolher e escolheu o BH na Avenida Brasil, supostamente para comermos sushi.
Ponto um: o sushi não é nada de especial, mas também não posso dizer que seja mau.
Ponto dois: senti-me uma aberração quando questionada de que sabor queria a limonada! Eu ainda sou do tempo que limonada era de limões, mas pela cara de admiração do empregado, quase duvidei do meu conhecimento face a este facto. Lá perguntei que sabores havia e escolhi então uma limonada de morango.
Ponto três: é completamente inadmissível que um restaurante como o BH, em plena Avenida Brasil e no mês de Abril, em que há morangos em qualquer supermercado, sirva uma limonada de morango, sem o MENOR vestígio do mesmo, a não ser um espécie murcho pendurado no copo. O que bebi foi uma reles bebida de um reles concentrado que podia ser de morango ou de uma outra coisa qualquer vermelha.
Ponto quatro: preciso repetir mais vezes estes almoços porque as conversas são boas, muito boas mesmo e fazem bem!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Liberdade 

Ontem festejou-se a Liberdade. Essa palavra tão grandiosa a que muitas vezes, demasiadas vezes até, não damos o devido valor. Cresci a celebrar este dia. Lembro-me bem dos meus pais contarem e recontarem o que fizeram em 74 e onde estavam. Lembro-me de me transmitirem desde pequena a sua importância e tudo o que sentiram acerca desta revolução. Cresci a achar que era importante mas quase que um bem adquirido, se é que me entendem. E talvez por isso a não lhe dar o devido valor. E depois vivi uns anos num país onde a Liberdade, essa que por cá achamos "normal", é condicionada. Vivi num país onde não se pode falar do que se quer, nem de quem nos apetece, numa simples mesa de café. Num local onde nos habituamos a ponderar o discurso e onde pensamos antes de tirar fotos na rua. E é estranho, porque apesar de ter vivido trinta anos antes em Liberdade, quase que nos habituamos a estas condicionantes. E não deveríamos! E ninguém deveria. E por isso, este ano, e apesar de nunca ter gostado de cravos, dou ainda mais valor a estes festejos. Que a Liberdade esteja sempre presente mas que seja valorizada. Que nunca a percamos, pois é muito preciosa.