quarta-feira, 10 de maio de 2017

Quimono ou roupão?

Quimono ou um belo roupão? Eis a questão que me paira na cabeça há umas semanas.
Sou como sabem uma fã incondicional da Zara mas volta e meia há modas que não me encaixam.
Muitas vezes são modas que até gosto de ver nos modelitos fotografados mas que a mim não favorecem e por isso não adiro, como o caso da calças culote.
Mas neste caso que vos falo hoje nem é isso. É mesmo não ENCAIXAR a cena!
Eu olho para estes apelidados quimonos e só vejo lindos roupões! Ou noutros casos, fabulosos pijamas que eu não me importaria de ter na minha coleção. E acreditem, não há mesmo maneirinha nenhuma de achar que isto pode ser um esvoaçante (e acetinado!!) casaco comprido...lá lindos são sem duvida, mas para tomar um bom pequeno almoço numa belíssima varanda antes de sair à rua :)


 
O meu favorito! padrão e tecido fabulosos....





dois modelos de "roupão"..o azul até bolsinhos debruados tem!

pijaminhas maravilhosos

segunda-feira, 8 de maio de 2017

o dia a dia por cá

A vida vai indo por cá. Numa rotina muito diferente, muito calma e não necessariamente boa. No sábado estivemos numa festa (mexicana por sinal!!) e nessa festa à conversa com um búlgaro que também viveu em Luanda. E claro, as conversas giraram sempre à volta do mesmo. De Angola, de lá, de cá, do que é muito melhor cá, do que fazíamos por lá. E eu dei por mim a pensar, racional e friamente, na dualidade que era ou que ainda é a minha cabeça. Tinha duas vidas, duas casas, dois países. E agora tenho uma casa, um país, uma vida. E parece que esse um, ainda que friamente repito, só possa ser melhor, não completa a falta da outra metade da minha vida. Ou se calhar é só falta da agitação, do corre corre, do cá e lá, do calor e da humidade. Ou se calhar é só cansaço da vida parada de cá. Ou não, não sei. Se calhar gostava mais daquilo do que pensava. Ou se calhar é a velha historia...Só se gosta do que não se tem.

Um dia de cada vez e a dizer à minha criatura que ainda faltam muitossss dias para irmos a Angola
(sim, porque ele pede quase todos os dias para voltar!)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Limonada sem ser de limão

A semana passada fui matar saudades duma amiga. Uma amiga com quem falo frequentemente por telefone mas que nem sempre a vida permite que estejamos juntas. E isto apesar de vivermos a meia dúzia de passos uma da outra!!!
Então, após algumas combinações frustradas lá acertamos e fomos almoçar para por a conversa em dia. Foi ela a escolher e escolheu o BH na Avenida Brasil, supostamente para comermos sushi.
Ponto um: o sushi não é nada de especial, mas também não posso dizer que seja mau.
Ponto dois: senti-me uma aberração quando questionada de que sabor queria a limonada! Eu ainda sou do tempo que limonada era de limões, mas pela cara de admiração do empregado, quase duvidei do meu conhecimento face a este facto. Lá perguntei que sabores havia e escolhi então uma limonada de morango.
Ponto três: é completamente inadmissível que um restaurante como o BH, em plena Avenida Brasil e no mês de Abril, em que há morangos em qualquer supermercado, sirva uma limonada de morango, sem o MENOR vestígio do mesmo, a não ser um espécie murcho pendurado no copo. O que bebi foi uma reles bebida de um reles concentrado que podia ser de morango ou de uma outra coisa qualquer vermelha.
Ponto quatro: preciso repetir mais vezes estes almoços porque as conversas são boas, muito boas mesmo e fazem bem!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Liberdade 

Ontem festejou-se a Liberdade. Essa palavra tão grandiosa a que muitas vezes, demasiadas vezes até, não damos o devido valor. Cresci a celebrar este dia. Lembro-me bem dos meus pais contarem e recontarem o que fizeram em 74 e onde estavam. Lembro-me de me transmitirem desde pequena a sua importância e tudo o que sentiram acerca desta revolução. Cresci a achar que era importante mas quase que um bem adquirido, se é que me entendem. E talvez por isso a não lhe dar o devido valor. E depois vivi uns anos num país onde a Liberdade, essa que por cá achamos "normal", é condicionada. Vivi num país onde não se pode falar do que se quer, nem de quem nos apetece, numa simples mesa de café. Num local onde nos habituamos a ponderar o discurso e onde pensamos antes de tirar fotos na rua. E é estranho, porque apesar de ter vivido trinta anos antes em Liberdade, quase que nos habituamos a estas condicionantes. E não deveríamos! E ninguém deveria. E por isso, este ano, e apesar de nunca ter gostado de cravos, dou ainda mais valor a estes festejos. Que a Liberdade esteja sempre presente mas que seja valorizada. Que nunca a percamos, pois é muito preciosa. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Não há fome que não dê fartura

Não há fome que não dê fartura. Haja provérbiozinho mais verdadeiro!! 

Toda a gente, mesmo toda a gente, de todo o mundinho (sim, porque eu fiz um grande inquérito além mar!!) se queixa do ano passado. Foi um ano mau, pronto! Houve doenças, crise, divórcios, um mau geral em toda a gente que me rodeia. E, (para chegar ao assunto que interessa) não houve, nem um nascimento no círculo que me rodeia! Nem um bebê para festejar, para fazer compras, etc etc. Já este ano, o ano adivinha-se muito generoso! Elas, as grávidas, são aos montes! E todas próximas, e todas muito felizes! Ainda ontem soube de mais um bebê que aí vem, e que feliz fiquei! 2017 vai ser um Ano extraordinário! Só pode :) 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sugestões no Sotavento 

Ainda por Tavira...

Os dias foram maravilhosos. Estávamos a precisar disto. Sair de casa a três, aproveitar o sol e o calor e esquecer alguns momentos mais difíceis dos últimos tempos. Acho mesmo que para se aguentar um problema ou mesmo uma doença, uma folga num sítio diferente, faz maravilhas. São dias de recuperação, de ânimo, de força, que nos fazem aguentar o que falta e o que ainda virá por aí. Quando lá chegarmos estaremos recuperados e frescos para o que for preciso. E esperemos que com mais uns bons kilos. Por agora o truque é não pensar e aproveitar o melhor que o sotavento algarvio tem para nos oferecer, tanto a nível de praias como de comida!
Graças às fantásticas sugestões que o grupo de mães do fb me deu, visitamos praias maravilhosas que não conhecíamos. Correndo o risco de dizer algo que todos sabemos, Portugal tem locais absolutamente fabulosos e muitos de nós (contra mim falo!!) passamos a vida a juntar os euros para conhecer esse mundo e esquecemos os nossos melhores cantinhos! Pois bem, a Praia da Fábrica e da Cacela Velha são realmente lindas. Recentemente galardoada com a título de "melhor praia do mundo", o que francamente também me parece exagero, é sem duvida uma zona belíssima e que vale a pena visitar. Especialmente se a visita é fora da época alta do Algarve e nos torna possível apreciar o que esta praia tem de melhor- praias desertas de areal imenso a perder de visita. A passagem de barco, para quem tem crianças, é sem duvida, a cereja no topo do bolo.
Na praia da Fábrica sugeriram-nos o restaurante "Fábrica do Costa". E nós, bem mandados que somos, não quisemos deixar de experimentar. Não achamos a comida nada de especial, mas confesso que também não comi o famoso arroz de lingueirão, o prato famoso da casa. Não ajudou muito o imenso tempo que esperamos.
Na praia de Cabanas, muito menos bonita e muito mais "comercial", fomos ao " Noelia & Jerônimo". Aqui sim, ficamos muito satisfeitos. O ceviche de dourada com caviar, compensou largamente o tempo de espera pela mesa. Destaco a simpatia do staff sempre atentos r preocupados com a nossa satisfação.
Outro restaurante que adoramos foi o "Pezinhos na Areia" na Praia Verde, onde jantamos duas vezes. Um restaurante ligeiramente mais sofisticado e onde o arroz de marisco é fantástico. Mais uma vez a simpatia de todo o staff é a destacar.
Por ultimo mas não menos importante, o tasquinho onde se comem ostras, em Cacela Velha. O sitio, o ambiente, as ostras, enfim tudo, fazem-nos sentir orgulhosos do melhor que há em Portugal.








terça-feira, 18 de abril de 2017

10 anos

Faz hoje 10 anos. Faz hoje de dez anos que a minha vida mudou.
Era uma 5ª feira, e uma consulta de rotina para o ok final para Angola. Vacinas tomadas, consultas varias em dia, e estava a quinze dias de embarcar para outro continente. Vinte e nove anos, um namorado e África como horizonte. Naquele dia tudo mudou. Uma simples suspeita duma médica de família amiga que sugere um raio X. Naquele momento achei que algo estaria errado. E no dia a seguir soube que estava. Nunca mais fumei, embora tivesse guardado na carteira o maço daquele dia durante meses a fio. Seguiram-se exames e mais exames, dúvidas, medos, uma operação e uma recuperação. Nunca mais nada voltou a ser igual. Hoje, passados dez anos, dezenas de exames e consultas e mais duas operações, olho para trás e lembro como se fosse hoje aquele dia. Lembro-me onde tinha o carro estacionado! Lembro-me do que pensei enquanto fui fazer o raio X. Lembro-me tão bem de tudo naquele dia...
Lembro-me como era, o que pensava e como mudei. Nada voltou a ser igual, principalmente eu. Lembro-me bem como era aos vinte e nove anos. 
Faz hoje dez anos!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Tavira 

Toda a minha vida vim para o Algarve. A primeira vez tinha apenas sete meses e desde então, as férias em Lagos foram uma constante na minha vida. Costumava até dizer que queria uma casa em Lagos. Até ir para Angola... desde aí, e porque os trinta dias das férias de um expatriado não davam para tudo, raras foram as vezes que rumamos à cidade que me viu crescer. No ano que estive grávida e a viver em Portugal (2012) desforrei-me das saudades. Fui três vezes e uma das quais, em fins de Maio, passei uma semana de férias sozinha na praia. A praia D. Ana estava quase vazia e eu, barriguda, deliciei-me entre o sol, o mar e o silêncio, parando apenas almoçar no restaurante de sempre! Lembro-me bem dessas ferias e do que pensei do Algarve fora da época alta. Este ano, a três, voltamos ao "bom Algarve". Mas desta vez à zona leste, a Tavira, zona que só conhecia (shame on me!!) de passagem. E estamos maravilhados! Estamos hospedados no Ozadi Hotel em Tavira e temos corrido estas praias de cortar a respiração. Não sei se são e sinceramente não preciso de saber, as mais bonitas do mundo, mas são lindas e muito portuguesas! O Guilherme está descalço, no seu habitat natural de calor, e muito feliz! O Algarve com pouca gente está no seu esplendor.
Recuperam-se energias e tento engordar!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ozadi Hotel 

Fomos até Tavira. Rumamos ao sul à procura de sol, descanso e uns bons momentos a três. Já há muito tinha visto e ouvido falar do Ozadi hotel e por isso decidimos experimentar. Gosto sempre de tentar aliar uns bons momentos de férias a uma "semi" visita de estudo e pareceu-me que este hotel seria um excelente objecto a analisar. E é! Arquitetonicamente muito bem conseguido. Trata-se de um hotel cujo edifício original é dos anos 70 (autoria de Barros da Fonseca e Paiva Lopes) e que recentemente foi alvo de uma recuperação a cargo do Arq. Pedro Campos Costa (cujo trabalho não conhecia). O hotel é um hotel médio, com 77 quartos e todos os espaços foram renovados. Julgo que a nível do edifício principal a diferença assenta unicamente nos interiores, sendo a escolha das cores e dos tecidos utilizados muito bem conseguida (arquitectura de interiores ao cargo de Verónica de Mello e Lara Matos). Escolhas que tiverem certamente o valor custo muito presente, pois tratam-se de escolhas nacionais e bastante econômicas e que funcionaram lindamente. Uma nota de parabéns para o espelho de corpo inteiro tão raro de encontrar num quarto de hotel! A grande alteração é a nova estrutura, em betão e madeira, onde funciona o restaurante e bar. É sem duvida o ex-libris do hotel e o seu chamariz.
Já a nível de serviços o hotel não deslumbra tanto. Nota-se alguma confusão quer a nível de check-in como ao pequeno almoço, o que num quatro estrelas não seria de esperar.
Mas foi uma semana fantástica. Entre praias fabulosas, manhãs na piscina, barcos e jantares perfeitos para quem quer engordar, os dias foram optimos. O Sotavento algarvia está aprovadíssimo!!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Praia

Viemos até ao sul. O pai chegou de Angola, moreno, com o ar saudável que apesar de tudo África nos dá. Que Angola nos dá. Parece que agora, longe, só nos dá coisas boas. A saudade dos que lá estão, do que também é nosso, aperta. Saudades dos rituais que fazem falta, do calor intenso, da humidade, das noites quentes, dos amigos que lá são família. Por cá habituamos-nos à Primavera, que não víamos há anos, e a tudo basicamente. Rumamos ao sul para estar um pouco mais perto do calor, da praia, de África e de Angola, dos hábitos que foram nossos nove anos. O Guilherme pede praia. Viemos até à praia!