terça-feira, 25 de abril de 2017

Não há fome que não dê fartura

Não há fome que não dê fartura. Haja provérbiozinho mais verdadeiro!! 

Toda a gente, mesmo toda a gente, de todo o mundinho (sim, porque eu fiz um grande inquérito além mar!!) se queixa do ano passado. Foi um ano mau, pronto! Houve doenças, crise, divórcios, um mau geral em toda a gente que me rodeia. E, (para chegar ao assunto que interessa) não houve, nem um nascimento no círculo que me rodeia! Nem um bebê para festejar, para fazer compras, etc etc. Já este ano, o ano adivinha-se muito generoso! Elas, as grávidas, são aos montes! E todas próximas, e todas muito felizes! Ainda ontem soube de mais um bebê que aí vem, e que feliz fiquei! 2017 vai ser um Ano extraordinário! Só pode :) 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sugestões no Sotavento 

Ainda por Tavira...

Os dias foram maravilhosos. Estávamos a precisar disto. Sair de casa a três, aproveitar o sol e o calor e esquecer alguns momentos mais difíceis dos últimos tempos. Acho mesmo que para se aguentar um problema ou mesmo uma doença, uma folga num sítio diferente, faz maravilhas. São dias de recuperação, de ânimo, de força, que nos fazem aguentar o que falta e o que ainda virá por aí. Quando lá chegarmos estaremos recuperados e frescos para o que for preciso. E esperemos que com mais uns bons kilos. Por agora o truque é não pensar e aproveitar o melhor que o sotavento algarvio tem para nos oferecer, tanto a nível de praias como de comida!
Graças às fantásticas sugestões que o grupo de mães do fb me deu, visitamos praias maravilhosas que não conhecíamos. Correndo o risco de dizer algo que todos sabemos, Portugal tem locais absolutamente fabulosos e muitos de nós (contra mim falo!!) passamos a vida a juntar os euros para conhecer esse mundo e esquecemos os nossos melhores cantinhos! Pois bem, a Praia da Fábrica e da Cacela Velha são realmente lindas. Recentemente galardoada com a título de "melhor praia do mundo", o que francamente também me parece exagero, é sem duvida uma zona belíssima e que vale a pena visitar. Especialmente se a visita é fora da época alta do Algarve e nos torna possível apreciar o que esta praia tem de melhor- praias desertas de areal imenso a perder de visita. A passagem de barco, para quem tem crianças, é sem duvida, a cereja no topo do bolo.
Na praia da Fábrica sugeriram-nos o restaurante "Fábrica do Costa". E nós, bem mandados que somos, não quisemos deixar de experimentar. Não achamos a comida nada de especial, mas confesso que também não comi o famoso arroz de lingueirão, o prato famoso da casa. Não ajudou muito o imenso tempo que esperamos.
Na praia de Cabanas, muito menos bonita e muito mais "comercial", fomos ao " Noelia & Jerônimo". Aqui sim, ficamos muito satisfeitos. O ceviche de dourada com caviar, compensou largamente o tempo de espera pela mesa. Destaco a simpatia do staff sempre atentos r preocupados com a nossa satisfação.
Outro restaurante que adoramos foi o "Pezinhos na Areia" na Praia Verde, onde jantamos duas vezes. Um restaurante ligeiramente mais sofisticado e onde o arroz de marisco é fantástico. Mais uma vez a simpatia de todo o staff é a destacar.
Por ultimo mas não menos importante, o tasquinho onde se comem ostras, em Cacela Velha. O sitio, o ambiente, as ostras, enfim tudo, fazem-nos sentir orgulhosos do melhor que há em Portugal.








terça-feira, 18 de abril de 2017

10 anos

Faz hoje 10 anos. Faz hoje de dez anos que a minha vida mudou.
Era uma 5ª feira, e uma consulta de rotina para o ok final para Angola. Vacinas tomadas, consultas varias em dia, e estava a quinze dias de embarcar para outro continente. Vinte e nove anos, um namorado e África como horizonte. Naquele dia tudo mudou. Uma simples suspeita duma médica de família amiga que sugere um raio X. Naquele momento achei que algo estaria errado. E no dia a seguir soube que estava. Nunca mais fumei, embora tivesse guardado na carteira o maço daquele dia durante meses a fio. Seguiram-se exames e mais exames, dúvidas, medos, uma operação e uma recuperação. Nunca mais nada voltou a ser igual. Hoje, passados dez anos, dezenas de exames e consultas e mais duas operações, olho para trás e lembro como se fosse hoje aquele dia. Lembro-me onde tinha o carro estacionado! Lembro-me do que pensei enquanto fui fazer o raio X. Lembro-me tão bem de tudo naquele dia...
Lembro-me como era, o que pensava e como mudei. Nada voltou a ser igual, principalmente eu. Lembro-me bem como era aos vinte e nove anos. 
Faz hoje dez anos!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Tavira 

Toda a minha vida vim para o Algarve. A primeira vez tinha apenas sete meses e desde então, as férias em Lagos foram uma constante na minha vida. Costumava até dizer que queria uma casa em Lagos. Até ir para Angola... desde aí, e porque os trinta dias das férias de um expatriado não davam para tudo, raras foram as vezes que rumamos à cidade que me viu crescer. No ano que estive grávida e a viver em Portugal (2012) desforrei-me das saudades. Fui três vezes e uma das quais, em fins de Maio, passei uma semana de férias sozinha na praia. A praia D. Ana estava quase vazia e eu, barriguda, deliciei-me entre o sol, o mar e o silêncio, parando apenas almoçar no restaurante de sempre! Lembro-me bem dessas ferias e do que pensei do Algarve fora da época alta. Este ano, a três, voltamos ao "bom Algarve". Mas desta vez à zona leste, a Tavira, zona que só conhecia (shame on me!!) de passagem. E estamos maravilhados! Estamos hospedados no Ozadi Hotel em Tavira e temos corrido estas praias de cortar a respiração. Não sei se são e sinceramente não preciso de saber, as mais bonitas do mundo, mas são lindas e muito portuguesas! O Guilherme está descalço, no seu habitat natural de calor, e muito feliz! O Algarve com pouca gente está no seu esplendor.
Recuperam-se energias e tento engordar!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ozadi Hotel 

Fomos até Tavira. Rumamos ao sul à procura de sol, descanso e uns bons momentos a três. Já há muito tinha visto e ouvido falar do Ozadi hotel e por isso decidimos experimentar. Gosto sempre de tentar aliar uns bons momentos de férias a uma "semi" visita de estudo e pareceu-me que este hotel seria um excelente objecto a analisar. E é! Arquitetonicamente muito bem conseguido. Trata-se de um hotel cujo edifício original é dos anos 70 (autoria de Barros da Fonseca e Paiva Lopes) e que recentemente foi alvo de uma recuperação a cargo do Arq. Pedro Campos Costa (cujo trabalho não conhecia). O hotel é um hotel médio, com 77 quartos e todos os espaços foram renovados. Julgo que a nível do edifício principal a diferença assenta unicamente nos interiores, sendo a escolha das cores e dos tecidos utilizados muito bem conseguida (arquitectura de interiores ao cargo de Verónica de Mello e Lara Matos). Escolhas que tiverem certamente o valor custo muito presente, pois tratam-se de escolhas nacionais e bastante econômicas e que funcionaram lindamente. Uma nota de parabéns para o espelho de corpo inteiro tão raro de encontrar num quarto de hotel! A grande alteração é a nova estrutura, em betão e madeira, onde funciona o restaurante e bar. É sem duvida o ex-libris do hotel e o seu chamariz.
Já a nível de serviços o hotel não deslumbra tanto. Nota-se alguma confusão quer a nível de check-in como ao pequeno almoço, o que num quatro estrelas não seria de esperar.
Mas foi uma semana fantástica. Entre praias fabulosas, manhãs na piscina, barcos e jantares perfeitos para quem quer engordar, os dias foram optimos. O Sotavento algarvia está aprovadíssimo!!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Praia

Viemos até ao sul. O pai chegou de Angola, moreno, com o ar saudável que apesar de tudo África nos dá. Que Angola nos dá. Parece que agora, longe, só nos dá coisas boas. A saudade dos que lá estão, do que também é nosso, aperta. Saudades dos rituais que fazem falta, do calor intenso, da humidade, das noites quentes, dos amigos que lá são família. Por cá habituamos-nos à Primavera, que não víamos há anos, e a tudo basicamente. Rumamos ao sul para estar um pouco mais perto do calor, da praia, de África e de Angola, dos hábitos que foram nossos nove anos. O Guilherme pede praia. Viemos até à praia!

sábado, 8 de abril de 2017

A moda do Brunch 

Instalou-se no Porto (e em Lisboa calculo eu) a moda do brunch. Hoje em dia, ninguém almoça ao fim de semana. Toda a gente vai ao brunch!! É prático, giro e decididamente está na moda. E eu assumo a mea culpa! Adoro! Mas adoro quando é um brunch verdadeiro, em condições. O que hoje em dia não é assim tão comum. 
Hoje fomos ao Posto 2, na Avenida da França, muito perto da saída do metro e da Casa da Música. Fomos três casais e quatro miúdos. O sítio é muito giro. Interiormente é mesmo muito muito giro, sendo que a esplanada, localizada num logradouro traseiro, fechado, inacessível da rua e por isso perfeito para crianças, ainda tem uma zona em obras. Ponto um- devia ser vedado o acesso a essas obras. Uns paineis ao alto, eventualmente com umas imagens, fariam ali maravilhas! Fica a dica completamente grátis minha gente. Ponto dois e fundamental - chamar aquilo de brunch é absurdo! O que comemos é apenas e só um pequeno almoço, com um reforço extra de pão. Nada mais que isso! E com uma qualidade média. Em primeiro lugar trouxeram um sumo de laranja natural e um iogurte com fruta e granola, seguido de um cesto com pão torrado e pão doce acompanhado de manteiga e doce. Depois deste exagero de pão, veio ainda uma fatia de quiche de atum. Para finalizar, um café e uma mini bola de berlim. Ora minha gente, isto não é um brunch. Como a própria palavra indica : breakfast + lunch é suposto ser uma refeição que substitui o almoço e o pequeno almoço. Ora isto era apenas um pequeno almoço com pão a mais. Não vi ovos, saladas, salmão (que é sempre o que mais aprecio em brunchs e pequenos almoços de hotel!), nem uma sopa ou um prato quente. Não vi leite, nem chá ou outras opções. Apesar de ter uma forma engraçada de servir à mesa, dispensando a necessidade de nos levantarmos (o que para preguiçosos como eu funciona) achei demasiado fraco. O preço é baixo (7€) mas tive de pedir uma tosta mista no fim. Não permite repetições. Não aconselho a quem tiver fome :)

sábado, 1 de abril de 2017

Volta ao Mundo 

Parece que ultimamente estou de mal com o mundo e só vejo erros ou coisas que não concordo. E se calhar estou e não sei, mas acho que não. Acho é que tenho olhado para o que me rodeia com mais atenção e tempo e dai, as minhas opiniões serem mais críticas. 

Hoje, estava eu deitada no meu sofá, a deliciar-me (ou não, porque a revista ultimamente tem perdido qualidade!) com a minha Volta ao Mundo, quando reparo na chamada de atenção, na capa da mesma para a versão televisiva. Toca de pegar no comando, puxar para trás (maravilhas desta Europa) e ver o programa. Assim resumindamente, não valeu um chavo!!! O gajo que apresenta não tem jeitinho nenhum, além de interromperem várias vezes a reportagem para publicidade duma forma rasca! Ok! Desliga e volta à revista! Estava nas últimas paginas quando me deparo com a "oferta" que fotografo em cima- créditos Cetelem para viagens!

A sério??!! WTF?!! O pessoal mete-se nestes créditos escandalosos para viajar? E melhor que isso, a Volta ao Mundo entra nesta onda palerma?

Vou ali aterrar em Marte e já venho!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Roxo vs Thai 

Não gosto de roxo. Nunca gostei. Não gosto de roxo na roupa, na decoração, em nada resumindo! Mas olhar para este fato de banho fez-me recordar uma das melhores semanas na minha vida, na Tailândia. Este padrão e estas cores fazem-me tanto lembrar aqueles tempos que quaseeeeee que estou decidida a comprá-lo! Mas como acho que não o vou usar, vou esperar sossegadinha e longe da Zara on-line até está minha vontade passar. Parece-me que me estou a ver dentro daqueles aviões Thai, cujo logo é desta cor, cujas mantas são desta cor. Apelidado de país do sorriso, para mim também o país das orquídeas, das plumerias, do roxo, das massagens, do cheiro a Ásia.

Quase que jurava que este padrão estava presente no hotel das Ilhas Phi Phi, ou em qualquer spa de Bangkok. Cheira inclusive a lemongrass, tenho a certeza!

Contradições desta vida.. não gosto de roxo e adoro tudo o que este roxo me faz lembrar! 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mais do mesmo 

Mais do mesmo! Blogs com publicidade em exagero. Instagram com publicidade a mais. As pessoas já não escrevem sobre nada? Sobre dias normais, coisas boas ou más, mas sem objectivos? 

(Sim Ana P. tenho a certeza que a Zilian não te ofereceu um par de sapatos, mas devia!)

Habituei-me a seguir meia dúzia de blogs e hoje em dia, que até tenho tempo, não tenho nada de jeito para ler. Uma, anda há dias a falar e a postar escovas de dentes. Outra, cada frase que escreve, tem a marca da tshirt que usa. E coisas??! Ditas coisas normais? Nada?! Zerinhos? Ok!

A vida por aqui vai bem, sem patrocínios nem ofertas. Agradecia mais sol e calor para aumentar a minha (pouca) vontade de exercício físico (vulgar caminhada) que tanto preciso. Recupero bem mas devia ser mais rápido! Mas também ninguém disse que isto da saúde é o que a gente quer. 

Tenho saudades do calor!