domingo, 11 de dezembro de 2016

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Continuamos por cá, por este pais ou paraíso à beira mar plantado. Claro que o espírito podia ser melhor mas temos tido sorte. O sol tem sido presença frequente e a chuva e o frio, e consequentes constipações, tem estado ao longe. O que eu agradeço muito! Tenho tido tempo para pensar em tudo! Demasiado talvez, mas também ainda não me sinto com força para nada sem ser pensar!
Ontem passei pela Baixa para ver as iluminações de Natal. Passamos de carro e nem sequer estacionamos. Também, nem que quiséssemos. Estava um maranhal de gente que impressionava. Pergunto-me eu... antes da moda da Baixa, quando eu andava na faculdade por exemplo, onde se metiam estas pessoas? Não saiam? Não gostavam da sua cidade? Lembro-me bem do Porto deserto, até por alturas do Natal. Uma cidade triste e sombria onde vagueávamos entre trabalhos e diretas e copos e bares que só quem ali estudava e vivia se lembra.
Passamos do oito ao oitenta!! O Porto é a cena! Não querendo com isto dizer que não me agrada, esta coisa das gentes do Porto serem um bocado "carneirinhos" sempre me enervou! Mas adiante, amo o Porto e sempre amei e não é de agora, por isso, a minha consciência está tranquila!!! 
Mas do que vinha falar era das cores da iluminação. Luz amarela (como se quer em qualquer circunstância) e AZUL! Azul, essa cor tão natalícia que sempre ocupou as decorações desta época! Really???!! wTF!!! Há coisas que não se inovam, não se inventam. Os mercados de Natal por essa Europa central a dentro são bons exemplos a copiar. Vermelhos, verdes, luz e luz e luz amarela! Esqueça lá o azul sr presidente, seja qual for a sua justificação para o efeito! É feio e fica mal! 

domingo, 27 de novembro de 2016

Coincidências da vida

Vou-vos contar uma história para acabar bem este domingo. E juro que é tudo verdade...

Havia um menino, que vivia num país africano, chamado G, que em meados do ano, queria uma festa de anos da Patrulha Pata. Quando a sua mãe, enjoada por natureza destes temas, lhe tentou dar a volta, a substituição ainda foi pior, sendo que a escolha recaiu sobre os Minions e o seu mundo amarelo! Meu deus, pensou a mãe!! Qual liberdade de escolha ou expressão, qual carapuça e tentou habilmente tentar levar a criatura G a escolher ou a pensar que escolhia, um tema "bonito"! Sim, eu sei que isto de mudar a vontade da criatura para ter uma festa bonita é vergonhoso! Shame on Mãe do Gui! Em meados de Julho e depois de uma quase derrapagem no Pirata Jake, lá a mãezinha conseguiu que o tema fosse "Piratas" mas na generalidade, conseguindo fugir da Disney. Veio Setembro, a família voou para Portugal, e a festa lá se fez com o devido tema e por sinal, muito bonita! Mas, na vida, nem tudo é como escolhemos, e a sua mãe teve um contratempo, não regressando a família ao país africano, onde o tema da sala do colégio do G este ano, eram as borboletas (WTF de ema!!!). Enquanto a mãe tratava de si, a criatura passou a frequentar um colégio português cujo tema da sua sala, espantem-se... são os piratas! A sua adaptação foi optima e tudo corria bem. No dia que sua mãe teve alta do hospital, a criatura fez a sua primeira visita de estudo e sabem onde? A uma nau, supostamente "ao navio dos piratas"! Nesse dia, ao sair do hospital, à porta do mesmo, estava uma pequena banca com bonecos à venda. Que bonecos? Piratas! Piratas que ajudam crianças a ter uma casa nos intervalos de tratamentos. A banca só lá esteve nesse dia, no dia da alta, no dia da visita. Esta semana, a criatura foi ao teatro. Ver o que? A Terra do Nunca e os seus piratas! 

 Há coincidências? Há piratas!!! 
O meu pirata anda feliz :) 

domingo, 20 de novembro de 2016

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Nos dias que estive internada pensei bastante. Pensei em coisas absolutamente diversas e distintas. Tive no quarto uma companheira que nunca vou esquecer e que irei guardar para sempre no coração. A D. E., Sra de 95 anos, (e peço desde já desculpa por falar num caso sem autorização para tal) era um exemplo de vida. Com esta belíssima idade tomou a decisão de tirar a segunda mama (sendo que a primeira tinha sido retirada há trinta anos atras) e dizia-me a sorrir que nada doia. Não tinha dores e apenas se queixava da comida ensossa. Acho que lhe conquistei o coração quando troquei a minha sopa com ela, pois a minha tinha o normal de sal! A D. E era um amor!!! Completamente lúcida, apesar de um bocado surda, o que dificultava as nossas conversas, era benfiquista ferrenha e tinha vivido quarenta e dois anos em Luanda. 

Depois disto, não consigo deixar de acreditar no destino! 
D.E foi um gosto e um privilégio conhecê-la! 

sábado, 19 de novembro de 2016

Sapatos para casar


Se eu estivesse a pensar casar, comprava estes sapatos! Por acaso, mero acaso não estou, mas os sapatos são preciosos!!! Estive com eles na mão ontem. São lindos!!!!! 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Gui e o seu Porto

Chegar a casa, dum dia a correr de um lado para o outro (até parece que estive a trabalhar!) e a tentar organizar a vida estes tempos cá em Portugal, e ter esta prenda é bom...é muito bom!
Ver estas imagens, ver-me nestas imagens, algumas tao lindas, com o Guilherme, foi o máximo que podia esperar deste dia!
O Gui e o seu Porto, é um conjunto de sessões que lhe/nos oferecemos, para que ele nunca se esquece de onde é, dê o mundo as voltas que der!

Não há melhor que ter estas imagens para sempre*




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A festa dos Piratas

Este ano, o tema escolhido foram os Piratas. Aliás, sendo mesmo honesta, mesmo mesmo mesmo, este foi o tema induzido! Tipo um parto que tem de nascer mas não sabe se quer. A primeira vez que abordamos o assunto, a resposta foi imediata- Patrulha Pata. E eu, subtilmente, acabei com a conversa. Segunda tentativa - Minions!!! Ou seja, como se costuma dizer, pior a emenda que o soneto! Depois, e correndo o risco de ser apelidada de tinhosa, má mãe, esquisita, queque, etc e tal, comecei a indução. Mostrei-lhe fotos de festas giras de piratas. E ao fim de duas ou três semanas, chegamos a um "acordo". Já adorava a ideia dos Piratas.
Antes que alguém fale, sei que vai haver um dia que não vou ter hipótese alguma de fugir aos temas menos bonitos, às cores fortes, e aos bonecos (alguns) horrorosos que andam por aí, mas enquanto eu puder ir contornando, vou continuar!
E assim, e tentando poupar tempo e cabeça, o local escolhido foi o mesmo do ano passado- o Meet, no Parque da Cidade do Porto.
Com a precioso trabalho da Raquel , foi montada toda a imagem gráfica da festa. Continuamos na mesma palete de cores mais neutra, tentando fugir à imagem do Jake e da Disney e das suas cores garridas e fortes.
Este foi o resultado! Foi um dia imensamente feliz, rodeados de quem nos quer bem. O Guilherme transbordava felicidade e alegria. As suas gargalhadas eram contagiantes e ainda hoje ouve vezes sem conta o vídeo dos parabéns!

algumas imagens 
(as profissionais da Stim, virão depois)





 os docinhos individuais são da Luisa
 
 a criadora e o aniversariante 







 o bolo e as bolachas - uma criação maravilhosa de Um dia feliz

domingo, 9 de outubro de 2016

Mudanças

Ficamos por Portugal uns tempos. Tempos de mudança ou de pausa. Tempos que não se avizinham fáceis mas também nunca ninguém disse que a vida era fácil. Adoro estas frases feitas!! E melhor ainda são as suas continuações " mas vai valer a pena"! É convém que valha mesmo. 
Vamos indo e vendo. Um dia de cada vez é o lema. O outro grande lema destes dias é "ir indo sem pensar". Há uma frase antiga que dizia "penso, logo existo". Neste momento ando mais no "para existir tenho de não pensar". O outono está a ser simpático e tem-me dado sol para me alegrar o espírito e ajudar nas caminhadas. Nos próximos episódios vou tentar experimentar o ioga, e vou tentar descansar. Vou fazer álbuns de fotos e vou ler. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

• 4 •

A vida faz-nos tropeçar. E levantar. E tropeçar e cair e levantar. E tudo! E tudo e mais alguma coisa. Mas um dia vai ser dia de pensar nisso. Hoje não é o dia. Fez ontem quatro anos que o Guilherme nasceu. Quatro anos que num sábado fantástico de calor, a criatura decidiu não esperar pela data marcada, e querer nascer assim de rompante. Sem avisos, sem marcações. Como a vida! E nestes quatro anos, muitas foram as alegrias. Os sustos, alguns, mas de longe as gargalhadas foram em número superior. Este ano o Guilherme adorou fazer anos. Sentiu-se importante, sentiu que o dia era especial! 

E é! Sendo ele a estrela da minha vida, o dia foi especial! Foi feliz e com sol! Como eu desejo do fundo do coração que seja para todo o sempre! 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dois dias antes do dia

Dois dias antes de fazer quatro anos, observo-o. É sem qualquer dúvida, o melhor que fiz em toda a minha vida. Apesar de nunca ter sido o meu grande sonho, ser mãe, sempre foi algo que tinha (quase quase) a certeza que seria. Nunca tinha pensado a sério nisso, mas era algo que existia em mim desde sempre. A certeza que um dia seria mãe. Sem pressas, sem pressões, sem dramas, sem grandes sonhos ou alaridos. Houve depois uma altura que pensei que não o poderia ser, que tive dúvidas e muitos medos. E até ai, o medo, talvez por ser ainda uma coisa incerta não deu muito para pensar. Hoje, vejo-o a brincar com um puto alemão, sem dizer uma única palavra que se entendem e tenho orgulho. Um orgulho desmedido no que ele é. Uma criança feliz! Imensamente feliz! Com um sorriso desmedido por todos o que o rodeiam. Um amor imenso por esta pequena criatura que me faz faltar o ar. Que faz todas as notícias mudarem de tom. Que faz todas as coragens subirem e descerem como se a bipolaridade fizesse parte de mim. Há quatro anos, barriguda que estava, longe de achar que o dia estava tão perto, estava calma e serena. Sem pressa. E assim tem sido a nossa vida. Um dia de cada vez!