domingo, 27 de novembro de 2016

Coincidências da vida

Vou-vos contar uma história para acabar bem este domingo. E juro que é tudo verdade...

Havia um menino, que vivia num país africano, chamado G, que em meados do ano, queria uma festa de anos da Patrulha Pata. Quando a sua mãe, enjoada por natureza destes temas, lhe tentou dar a volta, a substituição ainda foi pior, sendo que a escolha recaiu sobre os Minions e o seu mundo amarelo! Meu deus, pensou a mãe!! Qual liberdade de escolha ou expressão, qual carapuça e tentou habilmente tentar levar a criatura G a escolher ou a pensar que escolhia, um tema "bonito"! Sim, eu sei que isto de mudar a vontade da criatura para ter uma festa bonita é vergonhoso! Shame on Mãe do Gui! Em meados de Julho e depois de uma quase derrapagem no Pirata Jake, lá a mãezinha conseguiu que o tema fosse "Piratas" mas na generalidade, conseguindo fugir da Disney. Veio Setembro, a família voou para Portugal, e a festa lá se fez com o devido tema e por sinal, muito bonita! Mas, na vida, nem tudo é como escolhemos, e a sua mãe teve um contratempo, não regressando a família ao país africano, onde o tema da sala do colégio do G este ano, eram as borboletas (WTF de ema!!!). Enquanto a mãe tratava de si, a criatura passou a frequentar um colégio português cujo tema da sua sala, espantem-se... são os piratas! A sua adaptação foi optima e tudo corria bem. No dia que sua mãe teve alta do hospital, a criatura fez a sua primeira visita de estudo e sabem onde? A uma nau, supostamente "ao navio dos piratas"! Nesse dia, ao sair do hospital, à porta do mesmo, estava uma pequena banca com bonecos à venda. Que bonecos? Piratas! Piratas que ajudam crianças a ter uma casa nos intervalos de tratamentos. A banca só lá esteve nesse dia, no dia da alta, no dia da visita. Esta semana, a criatura foi ao teatro. Ver o que? A Terra do Nunca e os seus piratas! 

 Há coincidências? Há piratas!!! 
O meu pirata anda feliz :) 

domingo, 20 de novembro de 2016

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Nos dias que estive internada pensei bastante. Pensei em coisas absolutamente diversas e distintas. Tive no quarto uma companheira que nunca vou esquecer e que irei guardar para sempre no coração. A D. E., Sra de 95 anos, (e peço desde já desculpa por falar num caso sem autorização para tal) era um exemplo de vida. Com esta belíssima idade tomou a decisão de tirar a segunda mama (sendo que a primeira tinha sido retirada há trinta anos atras) e dizia-me a sorrir que nada doia. Não tinha dores e apenas se queixava da comida ensossa. Acho que lhe conquistei o coração quando troquei a minha sopa com ela, pois a minha tinha o normal de sal! A D. E era um amor!!! Completamente lúcida, apesar de um bocado surda, o que dificultava as nossas conversas, era benfiquista ferrenha e tinha vivido quarenta e dois anos em Luanda. 

Depois disto, não consigo deixar de acreditar no destino! 
D.E foi um gosto e um privilégio conhecê-la! 

sábado, 19 de novembro de 2016

Sapatos para casar


Se eu estivesse a pensar casar, comprava estes sapatos! Por acaso, mero acaso não estou, mas os sapatos são preciosos!!! Estive com eles na mão ontem. São lindos!!!!! 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Gui e o seu Porto

Chegar a casa, dum dia a correr de um lado para o outro (até parece que estive a trabalhar!) e a tentar organizar a vida estes tempos cá em Portugal, e ter esta prenda é bom...é muito bom!
Ver estas imagens, ver-me nestas imagens, algumas tao lindas, com o Guilherme, foi o máximo que podia esperar deste dia!
O Gui e o seu Porto, é um conjunto de sessões que lhe/nos oferecemos, para que ele nunca se esquece de onde é, dê o mundo as voltas que der!

Não há melhor que ter estas imagens para sempre*




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A festa dos Piratas

Este ano, o tema escolhido foram os Piratas. Aliás, sendo mesmo honesta, mesmo mesmo mesmo, este foi o tema induzido! Tipo um parto que tem de nascer mas não sabe se quer. A primeira vez que abordamos o assunto, a resposta foi imediata- Patrulha Pata. E eu, subtilmente, acabei com a conversa. Segunda tentativa - Minions!!! Ou seja, como se costuma dizer, pior a emenda que o soneto! Depois, e correndo o risco de ser apelidada de tinhosa, má mãe, esquisita, queque, etc e tal, comecei a indução. Mostrei-lhe fotos de festas giras de piratas. E ao fim de duas ou três semanas, chegamos a um "acordo". Já adorava a ideia dos Piratas.
Antes que alguém fale, sei que vai haver um dia que não vou ter hipótese alguma de fugir aos temas menos bonitos, às cores fortes, e aos bonecos (alguns) horrorosos que andam por aí, mas enquanto eu puder ir contornando, vou continuar!
E assim, e tentando poupar tempo e cabeça, o local escolhido foi o mesmo do ano passado- o Meet, no Parque da Cidade do Porto.
Com a precioso trabalho da Raquel , foi montada toda a imagem gráfica da festa. Continuamos na mesma palete de cores mais neutra, tentando fugir à imagem do Jake e da Disney e das suas cores garridas e fortes.
Este foi o resultado! Foi um dia imensamente feliz, rodeados de quem nos quer bem. O Guilherme transbordava felicidade e alegria. As suas gargalhadas eram contagiantes e ainda hoje ouve vezes sem conta o vídeo dos parabéns!

algumas imagens 
(as profissionais da Stim, virão depois)





 os docinhos individuais são da Luisa
 
 a criadora e o aniversariante 







 o bolo e as bolachas - uma criação maravilhosa de Um dia feliz

domingo, 9 de outubro de 2016

Mudanças

Ficamos por Portugal uns tempos. Tempos de mudança ou de pausa. Tempos que não se avizinham fáceis mas também nunca ninguém disse que a vida era fácil. Adoro estas frases feitas!! E melhor ainda são as suas continuações " mas vai valer a pena"! É convém que valha mesmo. 
Vamos indo e vendo. Um dia de cada vez é o lema. O outro grande lema destes dias é "ir indo sem pensar". Há uma frase antiga que dizia "penso, logo existo". Neste momento ando mais no "para existir tenho de não pensar". O outono está a ser simpático e tem-me dado sol para me alegrar o espírito e ajudar nas caminhadas. Nos próximos episódios vou tentar experimentar o ioga, e vou tentar descansar. Vou fazer álbuns de fotos e vou ler. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

• 4 •

A vida faz-nos tropeçar. E levantar. E tropeçar e cair e levantar. E tudo! E tudo e mais alguma coisa. Mas um dia vai ser dia de pensar nisso. Hoje não é o dia. Fez ontem quatro anos que o Guilherme nasceu. Quatro anos que num sábado fantástico de calor, a criatura decidiu não esperar pela data marcada, e querer nascer assim de rompante. Sem avisos, sem marcações. Como a vida! E nestes quatro anos, muitas foram as alegrias. Os sustos, alguns, mas de longe as gargalhadas foram em número superior. Este ano o Guilherme adorou fazer anos. Sentiu-se importante, sentiu que o dia era especial! 

E é! Sendo ele a estrela da minha vida, o dia foi especial! Foi feliz e com sol! Como eu desejo do fundo do coração que seja para todo o sempre! 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dois dias antes do dia

Dois dias antes de fazer quatro anos, observo-o. É sem qualquer dúvida, o melhor que fiz em toda a minha vida. Apesar de nunca ter sido o meu grande sonho, ser mãe, sempre foi algo que tinha (quase quase) a certeza que seria. Nunca tinha pensado a sério nisso, mas era algo que existia em mim desde sempre. A certeza que um dia seria mãe. Sem pressas, sem pressões, sem dramas, sem grandes sonhos ou alaridos. Houve depois uma altura que pensei que não o poderia ser, que tive dúvidas e muitos medos. E até ai, o medo, talvez por ser ainda uma coisa incerta não deu muito para pensar. Hoje, vejo-o a brincar com um puto alemão, sem dizer uma única palavra que se entendem e tenho orgulho. Um orgulho desmedido no que ele é. Uma criança feliz! Imensamente feliz! Com um sorriso desmedido por todos o que o rodeiam. Um amor imenso por esta pequena criatura que me faz faltar o ar. Que faz todas as notícias mudarem de tom. Que faz todas as coragens subirem e descerem como se a bipolaridade fizesse parte de mim. Há quatro anos, barriguda que estava, longe de achar que o dia estava tão perto, estava calma e serena. Sem pressa. E assim tem sido a nossa vida. Um dia de cada vez!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

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Escrevo já sentada no banco do aeroporto. Mais uma ficha, mais uma volta. Hoje, de noite, nos trinta segundos que antecederam o meu adormecer, pensei... Ainda ontem dizia que faltava tanto até voltar, até aos novos exames e decisões. Ainda ontem pensava em adiar o pensamento e com isso o problema. Antes disso ainda havia a fabulosa semana de férias, o Kenya, o safari, o mês de Agosto onde todas!!!! as transferências iam sair (iam...ou não!), o recomeço as aulas na sala dos quatro anos..havia um sem número de coisas e momentos que ainda iam acontecer. E o hoje chegou! Num ápice! E cá estou eu a viajar novamente.
Ontem pensava que por isso (sim, e por muitas outras coisas mais) é que Angola "não mata mas mói". Porque da mesma maneira que vivemos o ano em quatro fases distintas (entre idas a casa) como já falei aqui, também da mesma maneira o nosso pico de ansiedade varia em três meses. Subimos nos dias antes ao topo, estacionamos uma semana entre amigos, jantares e saudades, e descemos até ao zero, prontos a recomeçar todo um novo ciclo cada vez que desembarcamos nesta cidade. Nesta cidade onde o calor põe as pessoas loucas! Sim, essa é a única possível explicação para alguns dos últimos dias. Apesar de ainda estarmos no cacimbo!!! Mas é esta montanha russa durante o ano, as quatro descidas e subidas vertiginosas que nos cansam. Que nos envelhecem muito! Que nos moem! Aqui a vida passa a correr, rápida! Ainda ontem cheguei e hoje já estou a embarcar! Eu e uns trezentos chineses que pela conversa vão para não voltar... Nem os chineses querem voltar....