sexta-feira, 30 de setembro de 2016

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A vida faz-nos tropeçar. E levantar. E tropeçar e cair e levantar. E tudo! E tudo e mais alguma coisa. Mas um dia vai ser dia de pensar nisso. Hoje não é o dia. Fez ontem quatro anos que o Guilherme nasceu. Quatro anos que num sábado fantástico de calor, a criatura decidiu não esperar pela data marcada, e querer nascer assim de rompante. Sem avisos, sem marcações. Como a vida! E nestes quatro anos, muitas foram as alegrias. Os sustos, alguns, mas de longe as gargalhadas foram em número superior. Este ano o Guilherme adorou fazer anos. Sentiu-se importante, sentiu que o dia era especial! 

E é! Sendo ele a estrela da minha vida, o dia foi especial! Foi feliz e com sol! Como eu desejo do fundo do coração que seja para todo o sempre! 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dois dias antes do dia

Dois dias antes de fazer quatro anos, observo-o. É sem qualquer dúvida, o melhor que fiz em toda a minha vida. Apesar de nunca ter sido o meu grande sonho, ser mãe, sempre foi algo que tinha (quase quase) a certeza que seria. Nunca tinha pensado a sério nisso, mas era algo que existia em mim desde sempre. A certeza que um dia seria mãe. Sem pressas, sem pressões, sem dramas, sem grandes sonhos ou alaridos. Houve depois uma altura que pensei que não o poderia ser, que tive dúvidas e muitos medos. E até ai, o medo, talvez por ser ainda uma coisa incerta não deu muito para pensar. Hoje, vejo-o a brincar com um puto alemão, sem dizer uma única palavra que se entendem e tenho orgulho. Um orgulho desmedido no que ele é. Uma criança feliz! Imensamente feliz! Com um sorriso desmedido por todos o que o rodeiam. Um amor imenso por esta pequena criatura que me faz faltar o ar. Que faz todas as notícias mudarem de tom. Que faz todas as coragens subirem e descerem como se a bipolaridade fizesse parte de mim. Há quatro anos, barriguda que estava, longe de achar que o dia estava tão perto, estava calma e serena. Sem pressa. E assim tem sido a nossa vida. Um dia de cada vez!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

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Escrevo já sentada no banco do aeroporto. Mais uma ficha, mais uma volta. Hoje, de noite, nos trinta segundos que antecederam o meu adormecer, pensei... Ainda ontem dizia que faltava tanto até voltar, até aos novos exames e decisões. Ainda ontem pensava em adiar o pensamento e com isso o problema. Antes disso ainda havia a fabulosa semana de férias, o Kenya, o safari, o mês de Agosto onde todas!!!! as transferências iam sair (iam...ou não!), o recomeço as aulas na sala dos quatro anos..havia um sem número de coisas e momentos que ainda iam acontecer. E o hoje chegou! Num ápice! E cá estou eu a viajar novamente.
Ontem pensava que por isso (sim, e por muitas outras coisas mais) é que Angola "não mata mas mói". Porque da mesma maneira que vivemos o ano em quatro fases distintas (entre idas a casa) como já falei aqui, também da mesma maneira o nosso pico de ansiedade varia em três meses. Subimos nos dias antes ao topo, estacionamos uma semana entre amigos, jantares e saudades, e descemos até ao zero, prontos a recomeçar todo um novo ciclo cada vez que desembarcamos nesta cidade. Nesta cidade onde o calor põe as pessoas loucas! Sim, essa é a única possível explicação para alguns dos últimos dias. Apesar de ainda estarmos no cacimbo!!! Mas é esta montanha russa durante o ano, as quatro descidas e subidas vertiginosas que nos cansam. Que nos envelhecem muito! Que nos moem! Aqui a vida passa a correr, rápida! Ainda ontem cheguei e hoje já estou a embarcar! Eu e uns trezentos chineses que pela conversa vão para não voltar... Nem os chineses querem voltar....


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ainda o Alta Definição


Ainda hoje penso na entrevista. Ainda ontem a relatei durante um almoço. Acho realmente que o Gonçalo Diniz foi grande sem querer ser herói. Foi comovente sem ser lamechas. Foi directo e franco. Muito honesto, também! Mas hoje, enquanto trabalhava calada, lembrava-me de outras frases da entrevista. As frases sobre a mulher dele, Sofia.
Já vi muitas declarações de amor, mas estas foram fortes. Tão bonitas!

Eu, que até não tinha opinião da Sofia Cerveira (nem boa, nem má), fiquei a achar que ela é um mulherão! É daqueles braços que nos levantam quando estamos a cair.
Soube-lhe dar o espaço, o mimo, a paciência, sempre na dose certa, o que imagino que também para ela tenha sido um desafio gigante. Estar lá apenas. Muitas vezes é o estar lá, ainda que sem aparecer, sem falar, que faz a grande diferença.

sábado, 17 de setembro de 2016

Alta definição

Já vi boas entrevistas do Daniel Oliveira. Já vi muitas pessoas a falar de cancro. Mas o Gonçalo Diniz bateu lá em cima!
Ele diz cancro de boca aberta. Chora quando tem de chorar. Ri alto e diz tantas verdades...Tantas, que só Deus sabe. Fala de medo, fala da falta de paciência, fala do não pensar.

O peixeiro esteve em grande! És grande Joni!!!!!

Gonçalo Diniz*

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Novo ano


Mais uma etapa. Mais um ano. Mais um começo!

 Olho para o Guilherme a entrar novamente no Colégio, de passo decidido e sem dúvidas, ainda que os desenhos animados em casa o tenham feito vacilar, e penso que gosto deste espaço. Sinto nele confiança e o meu filho sente-se bem. Penso que esta vida de estar permanentemente a pensar em mudar pode não ser assim tão saudável. Mas, ao mesmo tempo surge a contradição...
Na reunião de sábado pediram-me uma foto de família, para este primeiro dia. Não tive duvidas de qual levaria. Porque o Portugal faz parte de nós.

Porque parece que lá somos mais. Porque lá somos mais completos. Ou seja, estou a precisar de organizar ideias!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Wish list #16


Acho que a escassez dos dólares e a inexistência das transferências, (apesar das noticias dizerem o contrario!) ainda me aguçam mais o apetite das compras.
Se calhar valem apenas pela alegria de procurar, escolher, pensar, porque enquanto as notas não chegarem a Portugal, não vou ter de me preocupar em decidir!

Enquanto isso...alguns dos meus favoritos da estação!
Dolce Gabbana - verdes?!! (eis a duvida!)



Chanel



Chanel 


Chanel 





Chanel  - estes parecem-me uma perdição! Apesar de que de oculos de sol tem pouco!





quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Wish list #15 Adidas

Quem me conhece (e nem precisa de conhecer muito bem) sabe que não sou moça de sapatilhas. Eu até gosto, mas nunca fui rapariguinha de as usar por aí além. Não sou praticante de desporto (SHAME ON ME!!) e profissionalmente não me dá muito jeito usa-las. Como tal, sobra o social. E socialmente confesso, também não sou árdua utilizadora das mesmas. Coleciono imensas imagens que adoro onde as sapatilhas são rainhas, mas em mim, por muita e diversas razões, nunca ficam assim tão bem como nas foto que idolatro. Mas já há uns tempos que ando mais fã da coisa e como tal, com a desculpa do "pandan pandan" comprei as que toda a gente usa (além das NB, que Nossa Sra das Sapatilhas, já enjoam!!). Sim, comprei as superstar brancas e pretas com cópia no nº 26 para a pequena criatura. Mas este ano, estou deliciada com as novidades. e muita tentada a ter estas pecitas no meu armário. Não sei é como/quando/onde/ e com o quê as vou usar, a mas isso...

E decididamente não as vou comprar toda :(





quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Ainda a Liberdade - palmas à Escocia

Palmas à Escócia que entende e defende a verdadeira Liberdade!

A policia escocesa instituiu a burca como um dos uniformes possiveis às mulheres muçulmanas que integram os seus serviços.


Liberdade

Voltando ao post de ontem, (porque para mim tudo ronda o tema do medo) julgo que anda uma nuvem de estupidez a pairar sobre o mundo. Mas agora, não podemos ir para a praia vestidos como entendemos? É proibido? Na terrinha da Grande Igualdade, Fraternidade e Liberdade, sim Liberdade, não podemos escolher o que vestir? Agora é na praia, e a seguir? Vamos proibir as burcas no Shoping, no aeroporto? Proibir porque ofende os franceses que sofrem com os últimos ataques de terrorismo? Não entendo! 
Não entendo como pessoas, ditas inteligentes, ditas pessoas que governam países e os seus milhões de pessoas conseguem ser tão cegos. Leis como estas alimentam o ódio pela diferença, a proibição, o racismo!
Mas tão chocante ou mais do que até a própria lei, é ver (ou ler) os nossos treinadores de bancada de fb, a comentar a lei! Há demasiada gente que concorda, que defende, que apoiaria a lei em Portugal! Portugal, que segundo me lembro, pertence a uma Europa que apregoa a Liberdade. Mais uma vez essa palavra tão traiçoeira. Tão traiçoeiramente usada! Podemos usar a liberdade e até somos livres, mas pelos vistos de pensar e ser iguais aos outros. Ou pelo menos aos outros que não sejam muçulmanos! Tudo é possível quando a vida corre bem! Quando há medo, e quando as situações são verdadeiramente difíceis, vale tudo, mesmo a falta de respeito pelo "outro".

Hoje, a propósito da notícia que relatava a polícia francesa em Nice a obrigar uma mulher a retirar o burkini, li vários comentários que defendiam o mandar a dita para casa. E em vários, dei-me ao trabalho de responder "E se a mulher for francesa? Vai para onde?". Até à hora ninguém me respondeu. Sim, porque muito provavelmente a mulher é nascida e criada em França e apenas professa a religião islâmica. Não terá ela o direito de ir à praia no seu belo país, tão dela como de qualquer outro francês católico, vestida como entender?
Tudo está tão mal nesta notícia. Uma humilhação pública, em que segundo o relato, quem assistiu, batia palmas! Bater palmas ao ver alguém ser privado dos seus direitos, das suas liberdades?
Qual é o próximo passo, pergunto? Proibir a religião? Ou proibir os trajes na via pública?Muito provavelmente proibirão também os muçulmanos de se candidatarem a cargos públicos. Sim, porque este tipo de proibições são rastilhos, que vão consumindo mentalidades e se instalando silenciosamente em nós. Um dia destes, um mês destes, lá para o Natal, já os proibimos de andar no metro, não vão eles explodir-se!

É verdade que alguns dos ditos países muçulmanos são rígidos, e quando lá vamos, nos sentimos pressionados e até legalmente obrigados a ter comportamentos diferentes dos habituais. Mas lá está... Por isso é que devíamos ter orgulho! Porque nós somos diferentes. Porque nós permitimos a diferença, a multiculturalidade e até a multi religião e seu culto! Porque nós somos a favor da Liberdade, mas aquela verdadeira, a pura, e ganhamos com isso! Porque nós vemos mais longe que quem restringe, obriga, fecha a mentalidade e o olhar! 

Serão isto tudo ilusões?

Salvaguardando exageros, as praia de Nice estão a um pezinho de areia dos "neo-nazis" e quem lá está, com o seu belo bikini aplaude!

Haja santa estupidez!!!!