segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Ainda o Alta Definição
Ainda hoje penso na entrevista. Ainda ontem a relatei durante um almoço. Acho realmente que o Gonçalo Diniz foi grande sem querer ser herói. Foi comovente sem ser lamechas. Foi directo e franco. Muito honesto, também! Mas hoje, enquanto trabalhava calada, lembrava-me de outras frases da entrevista. As frases sobre a mulher dele, Sofia.
Já vi muitas declarações de amor, mas estas foram fortes. Tão bonitas!
Eu, que até não tinha opinião da Sofia Cerveira (nem boa, nem má), fiquei a achar que ela é um mulherão! É daqueles braços que nos levantam quando estamos a cair.
Soube-lhe dar o espaço, o mimo, a paciência, sempre na dose certa, o que imagino que também para ela tenha sido um desafio gigante. Estar lá apenas. Muitas vezes é o estar lá, ainda que sem aparecer, sem falar, que faz a grande diferença.
sábado, 17 de setembro de 2016
Alta definição
Já vi boas entrevistas do Daniel Oliveira. Já vi muitas pessoas a falar de cancro. Mas o Gonçalo Diniz bateu lá em cima!
Ele diz cancro de boca aberta. Chora quando tem de chorar. Ri alto e diz tantas verdades...Tantas, que só Deus sabe. Fala de medo, fala da falta de paciência, fala do não pensar.
O peixeiro esteve em grande! És grande Joni!!!!!
Gonçalo Diniz*
Ele diz cancro de boca aberta. Chora quando tem de chorar. Ri alto e diz tantas verdades...Tantas, que só Deus sabe. Fala de medo, fala da falta de paciência, fala do não pensar.
O peixeiro esteve em grande! És grande Joni!!!!!
Gonçalo Diniz*
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Novo ano
Olho para o Guilherme a entrar novamente no Colégio, de passo decidido e sem dúvidas, ainda que os desenhos animados em casa o tenham feito vacilar, e penso que gosto deste espaço. Sinto nele confiança e o meu filho sente-se bem. Penso que esta vida de estar permanentemente a pensar em mudar pode não ser assim tão saudável. Mas, ao mesmo tempo surge a contradição...
Na reunião de sábado pediram-me uma foto de família, para este primeiro dia. Não tive duvidas de qual levaria. Porque o Portugal faz parte de nós.
Porque parece que lá somos mais. Porque lá somos mais completos. Ou seja, estou a precisar de organizar ideias!
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Wish list #16
Acho que a escassez dos dólares e a inexistência das transferências, (apesar das noticias dizerem o contrario!) ainda me aguçam mais o apetite das compras.
Se calhar valem apenas pela alegria de procurar, escolher, pensar, porque enquanto as notas não chegarem a Portugal, não vou ter de me preocupar em decidir!
Enquanto isso...alguns dos meus favoritos da estação!
Dolce Gabbana - verdes?!! (eis a duvida!)
Chanel
Chanel
Chanel
Chanel - estes parecem-me uma perdição! Apesar de que de oculos de sol tem pouco!
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Wish list #15 Adidas
Quem me conhece (e nem precisa de conhecer muito bem) sabe que não sou moça de sapatilhas. Eu até gosto, mas nunca fui rapariguinha de as usar por aí além. Não sou praticante de desporto (SHAME ON ME!!) e profissionalmente não me dá muito jeito usa-las. Como tal, sobra o social. E socialmente confesso, também não sou árdua utilizadora das mesmas. Coleciono imensas imagens que adoro onde as sapatilhas são rainhas, mas em mim, por muita e diversas razões, nunca ficam assim tão bem como nas foto que idolatro. Mas já há uns tempos que ando mais fã da coisa e como tal, com a desculpa do "pandan pandan" comprei as que toda a gente usa (além das NB, que Nossa Sra das Sapatilhas, já enjoam!!). Sim, comprei as superstar brancas e pretas com cópia no nº 26 para a pequena criatura. Mas este ano, estou deliciada com as novidades. e muita tentada a ter estas pecitas no meu armário. Não sei é como/quando/onde/ e com o quê as vou usar, a mas isso...
E decididamente não as vou comprar toda :(
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Ainda a Liberdade - palmas à Escocia
Palmas à Escócia que entende e defende a verdadeira Liberdade!
A policia escocesa instituiu a burca como um dos uniformes possiveis às mulheres muçulmanas que integram os seus serviços.
Liberdade
Voltando ao post de ontem, (porque para mim tudo ronda o tema do medo) julgo que anda uma nuvem de estupidez a pairar sobre o mundo. Mas agora, não podemos ir para a praia vestidos como entendemos? É proibido? Na terrinha da Grande Igualdade, Fraternidade e Liberdade, sim Liberdade, não podemos escolher o que vestir? Agora é na praia, e a seguir? Vamos proibir as burcas no Shoping, no aeroporto? Proibir porque ofende os franceses que sofrem com os últimos ataques de terrorismo? Não entendo!
Não entendo como pessoas, ditas inteligentes, ditas pessoas que governam países e os seus milhões de pessoas conseguem ser tão cegos. Leis como estas alimentam o ódio pela diferença, a proibição, o racismo!
Mas tão chocante ou mais do que até a própria lei, é ver (ou ler) os nossos treinadores de bancada de fb, a comentar a lei! Há demasiada gente que concorda, que defende, que apoiaria a lei em Portugal! Portugal, que segundo me lembro, pertence a uma Europa que apregoa a Liberdade. Mais uma vez essa palavra tão traiçoeira. Tão traiçoeiramente usada! Podemos usar a liberdade e até somos livres, mas pelos vistos de pensar e ser iguais aos outros. Ou pelo menos aos outros que não sejam muçulmanos! Tudo é possível quando a vida corre bem! Quando há medo, e quando as situações são verdadeiramente difíceis, vale tudo, mesmo a falta de respeito pelo "outro".
Hoje, a propósito da notícia que relatava a polícia francesa em Nice a obrigar uma mulher a retirar o burkini, li vários comentários que defendiam o mandar a dita para casa. E em vários, dei-me ao trabalho de responder "E se a mulher for francesa? Vai para onde?". Até à hora ninguém me respondeu. Sim, porque muito provavelmente a mulher é nascida e criada em França e apenas professa a religião islâmica. Não terá ela o direito de ir à praia no seu belo país, tão dela como de qualquer outro francês católico, vestida como entender?
Tudo está tão mal nesta notícia. Uma humilhação pública, em que segundo o relato, quem assistiu, batia palmas! Bater palmas ao ver alguém ser privado dos seus direitos, das suas liberdades?
Qual é o próximo passo, pergunto? Proibir a religião? Ou proibir os trajes na via pública?Muito provavelmente proibirão também os muçulmanos de se candidatarem a cargos públicos. Sim, porque este tipo de proibições são rastilhos, que vão consumindo mentalidades e se instalando silenciosamente em nós. Um dia destes, um mês destes, lá para o Natal, já os proibimos de andar no metro, não vão eles explodir-se!
É verdade que alguns dos ditos países muçulmanos são rígidos, e quando lá vamos, nos sentimos pressionados e até legalmente obrigados a ter comportamentos diferentes dos habituais. Mas lá está... Por isso é que devíamos ter orgulho! Porque nós somos diferentes. Porque nós permitimos a diferença, a multiculturalidade e até a multi religião e seu culto! Porque nós somos a favor da Liberdade, mas aquela verdadeira, a pura, e ganhamos com isso! Porque nós vemos mais longe que quem restringe, obriga, fecha a mentalidade e o olhar!
Serão isto tudo ilusões?
Salvaguardando exageros, as praia de Nice estão a um pezinho de areia dos "neo-nazis" e quem lá está, com o seu belo bikini aplaude!
Haja santa estupidez!!!!
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Onde nos leva a violência
Ser revistada para entrar na loja da Emirates. Ter de abrir a
carteira e explicar ao segurança o que venho fazer. Ao que chegamos!
Temos medo de assaltos? Temos medo de terrorismo em lojas árabes? Temos medo do quê afinal?
Vamos viver com medo para sempre?
Detesto viver num mundo com medo, apesar de não nunca me ter sentido
totalmente segura em Luanda. Mas esta tensão dissimulada confesso que me
faz impressão. Detesto viver num mundo em que a violência nos faz ter
medo de tudo! Vamos ser revistados nas lojas, nos concertos, nos shopings? Que mundo é este?
Ontem "desamiguei" uma página no fb. A página "Pais criativos, filhos felizes". Era uma página que seguia já há algum tempo e confesso
que nem sempre concordava com as suas opções ou ideais. Mas, como em
tudo na vida, não acho que tenhamos de concordar plenamente com as
ideias de todos, nem sequer dos nossos melhores amigos. Acho que podemos e até devemos ler outras ideias diferentes da nossas. Acho é que os
nossos melhores amigos, ou o que lemos, mesmo tendo ideias distintas das nossas, têm de
cumprir alguns princípios básicos, que aos meus olhos são a base do ser.
Senão, não são meus amigos. E o mesmo se passa com os blogs ou as
páginas que sigo. Não concordo com todos em absoluto. Longe disso! Tenho
grandes amigas, bloggers, que defendem ideias distintas das minhas em
vários assuntos. E são minhas grandes amigas! E continuarão a ser! Mas há
outros blogs ou páginas, com os quais não me identifico, e por isso, não
os sigo nem leio. Não sou daquelas que segue para dizer mal! Acho isso
ridiculamente absurdo! E por isso deixei de ler a página em questão. E tudo consequência dum post sobre a "violência".
As pessoas hoje vivem com medo de alguma coisa. Do diferente,
do longínquo, particularmente do árabe, sem dúvida. E ver dois putos
parvos, árabes, a espancar um miúdo português até a morte, levantou
questões graves no nosso país, e sobretudo nas redes sociais. Os miúdos
têm imunidade, coisa pelos vistos antiga e que sempre existiu. Se é
errado no meu ponto de vista??? Não tenho dúvida! Neste caso eles
deveriam ser julgados. Aqui ou lá? Se fossem condenados tanto me faz.
Agora, que se coloque a cara deles, num blog que apregoa as boas
condutas da educação, da felicidade, do bem estar, e lhes chame "fuças"?!!WTF??!
Isso é duma estupidez sem limites. E as justificações ou os comentários
seguintes, ultrapassam ainda mais a eventual estupidez do post, que até
podia ter sido escrito num momento instintivo de raiva sem pensar nas
consequências. Isso é a velha história... "Eu sou boazinha, eu leio
estes blogs lindos todos, e defendo a não-violência, mas se baterem no
meu filho, eu parto-vos a focinheira toda!!!" Ou seja.. Vamos publicar a
foto e se alguém os vir, podemos atropela-los, ok???
Ó minha gente, isso resolve-se assim? É mesmo isto que querem divulgar? Éisto que querem ensinar aos vossos filhos? Do gênero, "quando alguém vos bater, peguem na foto dele e partilhem nas redes sociais!".
Eu até posso não concordar com a justiça, (muitas vezes até, demasiadas talvez) mas não acho certo este julgamento em "praça publica de FB" e muito menos numa pagina destinadas a crianças.
E tenho dito!
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Amigos em S.O.S
Era uma caixa deste antibiótico por favor. Se possível com o S.O.S (o vulgar paracetamol) de bons jantares e umas excelentes gargalhadas, acompanhadas dum belo copo de vinho.
Ao longo da vida vamos tendo amigos. Amigos do infantário, da escola primária, secundário, faculdade, etc.Também há aqueles amigos que nos são impostos, porque são filhos dos amigos dos nossos pais, e como tal, teremos toda a vida de levar com eles, gostando ou não. Há os amigos que vamos criando e que entretanto seguem para outros cursos, outros grupos e até outras vidas, impossíveis muitas vezes de partilhar com as nossas. Posso dizer que neste campo, já vivi um pouco de tudo. Já tive bons amigos que perdi sem saber porquê, já me chateei e fiz as pazes, mas também tenho histórias com anos e anos e anos. Tenho muito bons amigos, felizmente. E até tenho bons amigos, que o acaso estranho da vida me trouxe, que ainda hoje me divirto a pensar que no decorrer usual do dia-a-dia, nunca seriamos amigos. Haja circunstâncias felizes. Tenho de tudo. Amigos correctissimos, certinhos, loucos desvairados, equilibrados, preocupados e até aqueles que quase se esquecem de ser amigos.
Sou daquelas que faço pela amizade. Que me preocupo (às vezes demais) e até acho que devemos fazer alguns sacrifícios. E confesso, faz-me alguma espécie quem não é assim. Quem acha que as amizades se mantêm por si, sozinhas, e sem telefonemas sequer. Aquele conceito do "ele sabe que estou lá, se precisar, liga" não me assiste, como se diz por ai.
Tudo isto para no final concluir que gosto dos meus amigos. Acho que "comprimi-los" numa caixinha e traze-los no bolso, para situações difíceis, era uma excelente ideia!
p.s: isto a propósito dum telefonema (por motivos até tristes) com um velho amigo
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