sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Wish list #16


Acho que a escassez dos dólares e a inexistência das transferências, (apesar das noticias dizerem o contrario!) ainda me aguçam mais o apetite das compras.
Se calhar valem apenas pela alegria de procurar, escolher, pensar, porque enquanto as notas não chegarem a Portugal, não vou ter de me preocupar em decidir!

Enquanto isso...alguns dos meus favoritos da estação!
Dolce Gabbana - verdes?!! (eis a duvida!)



Chanel



Chanel 


Chanel 





Chanel  - estes parecem-me uma perdição! Apesar de que de oculos de sol tem pouco!





quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Wish list #15 Adidas

Quem me conhece (e nem precisa de conhecer muito bem) sabe que não sou moça de sapatilhas. Eu até gosto, mas nunca fui rapariguinha de as usar por aí além. Não sou praticante de desporto (SHAME ON ME!!) e profissionalmente não me dá muito jeito usa-las. Como tal, sobra o social. E socialmente confesso, também não sou árdua utilizadora das mesmas. Coleciono imensas imagens que adoro onde as sapatilhas são rainhas, mas em mim, por muita e diversas razões, nunca ficam assim tão bem como nas foto que idolatro. Mas já há uns tempos que ando mais fã da coisa e como tal, com a desculpa do "pandan pandan" comprei as que toda a gente usa (além das NB, que Nossa Sra das Sapatilhas, já enjoam!!). Sim, comprei as superstar brancas e pretas com cópia no nº 26 para a pequena criatura. Mas este ano, estou deliciada com as novidades. e muita tentada a ter estas pecitas no meu armário. Não sei é como/quando/onde/ e com o quê as vou usar, a mas isso...

E decididamente não as vou comprar toda :(





quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Ainda a Liberdade - palmas à Escocia

Palmas à Escócia que entende e defende a verdadeira Liberdade!

A policia escocesa instituiu a burca como um dos uniformes possiveis às mulheres muçulmanas que integram os seus serviços.


Liberdade

Voltando ao post de ontem, (porque para mim tudo ronda o tema do medo) julgo que anda uma nuvem de estupidez a pairar sobre o mundo. Mas agora, não podemos ir para a praia vestidos como entendemos? É proibido? Na terrinha da Grande Igualdade, Fraternidade e Liberdade, sim Liberdade, não podemos escolher o que vestir? Agora é na praia, e a seguir? Vamos proibir as burcas no Shoping, no aeroporto? Proibir porque ofende os franceses que sofrem com os últimos ataques de terrorismo? Não entendo! 
Não entendo como pessoas, ditas inteligentes, ditas pessoas que governam países e os seus milhões de pessoas conseguem ser tão cegos. Leis como estas alimentam o ódio pela diferença, a proibição, o racismo!
Mas tão chocante ou mais do que até a própria lei, é ver (ou ler) os nossos treinadores de bancada de fb, a comentar a lei! Há demasiada gente que concorda, que defende, que apoiaria a lei em Portugal! Portugal, que segundo me lembro, pertence a uma Europa que apregoa a Liberdade. Mais uma vez essa palavra tão traiçoeira. Tão traiçoeiramente usada! Podemos usar a liberdade e até somos livres, mas pelos vistos de pensar e ser iguais aos outros. Ou pelo menos aos outros que não sejam muçulmanos! Tudo é possível quando a vida corre bem! Quando há medo, e quando as situações são verdadeiramente difíceis, vale tudo, mesmo a falta de respeito pelo "outro".

Hoje, a propósito da notícia que relatava a polícia francesa em Nice a obrigar uma mulher a retirar o burkini, li vários comentários que defendiam o mandar a dita para casa. E em vários, dei-me ao trabalho de responder "E se a mulher for francesa? Vai para onde?". Até à hora ninguém me respondeu. Sim, porque muito provavelmente a mulher é nascida e criada em França e apenas professa a religião islâmica. Não terá ela o direito de ir à praia no seu belo país, tão dela como de qualquer outro francês católico, vestida como entender?
Tudo está tão mal nesta notícia. Uma humilhação pública, em que segundo o relato, quem assistiu, batia palmas! Bater palmas ao ver alguém ser privado dos seus direitos, das suas liberdades?
Qual é o próximo passo, pergunto? Proibir a religião? Ou proibir os trajes na via pública?Muito provavelmente proibirão também os muçulmanos de se candidatarem a cargos públicos. Sim, porque este tipo de proibições são rastilhos, que vão consumindo mentalidades e se instalando silenciosamente em nós. Um dia destes, um mês destes, lá para o Natal, já os proibimos de andar no metro, não vão eles explodir-se!

É verdade que alguns dos ditos países muçulmanos são rígidos, e quando lá vamos, nos sentimos pressionados e até legalmente obrigados a ter comportamentos diferentes dos habituais. Mas lá está... Por isso é que devíamos ter orgulho! Porque nós somos diferentes. Porque nós permitimos a diferença, a multiculturalidade e até a multi religião e seu culto! Porque nós somos a favor da Liberdade, mas aquela verdadeira, a pura, e ganhamos com isso! Porque nós vemos mais longe que quem restringe, obriga, fecha a mentalidade e o olhar! 

Serão isto tudo ilusões?

Salvaguardando exageros, as praia de Nice estão a um pezinho de areia dos "neo-nazis" e quem lá está, com o seu belo bikini aplaude!

Haja santa estupidez!!!! 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Onde nos leva a violência

Ser revistada para entrar na loja da Emirates. Ter de abrir a carteira e explicar ao segurança o que venho fazer. Ao que chegamos! 
Temos medo de assaltos? Temos medo de terrorismo em lojas árabes? Temos medo do quê afinal? 
Vamos viver com medo para sempre?
Detesto viver num mundo com medo, apesar de não nunca me ter sentido totalmente segura em Luanda. Mas esta tensão dissimulada confesso que me faz impressão. Detesto viver num mundo em que a violência nos faz ter medo de tudo!  Vamos ser revistados nas lojas, nos concertos, nos shopings? Que mundo é este?

Ontem "desamiguei" uma página no fb. A página "Pais criativos, filhos felizes". Era uma página que seguia já há algum tempo e confesso que nem sempre concordava com as suas opções ou ideais. Mas, como em tudo na vida, não acho que tenhamos de concordar plenamente com as ideias de todos, nem sequer dos nossos melhores amigos. Acho que podemos e até devemos ler outras ideias diferentes da nossas. Acho é que os nossos melhores amigos, ou o que lemos, mesmo tendo ideias distintas das nossas, têm de cumprir alguns princípios básicos, que aos meus olhos são a base do ser. Senão, não são meus amigos. E o mesmo se passa com os blogs ou as páginas que sigo. Não concordo com todos em absoluto. Longe disso! Tenho grandes amigas, bloggers, que defendem ideias distintas das minhas em vários assuntos. E são minhas grandes amigas! E continuarão a ser! Mas há outros blogs ou páginas, com os quais não me identifico, e por isso, não os sigo nem leio. Não sou daquelas que segue para dizer mal! Acho isso ridiculamente absurdo! E por isso deixei de ler a página em questão. E tudo consequência dum post sobre a "violência".

As pessoas hoje vivem com medo de alguma coisa. Do diferente, do longínquo, particularmente do árabe, sem dúvida. E ver dois putos parvos, árabes, a espancar um miúdo português até a morte, levantou questões graves no nosso país, e sobretudo nas redes sociais. Os miúdos têm imunidade, coisa pelos vistos antiga e que sempre existiu. Se é errado no meu ponto de vista??? Não tenho dúvida! Neste caso eles deveriam ser julgados. Aqui ou lá? Se fossem condenados tanto me faz. Agora, que se coloque a cara deles, num blog que apregoa as boas condutas da educação, da felicidade, do bem estar, e lhes chame "fuças"?!!WTF??! Isso é duma estupidez sem limites. E as justificações ou os comentários seguintes, ultrapassam ainda mais a eventual estupidez do post, que até podia ter sido escrito num momento instintivo de raiva sem pensar nas consequências. Isso é a velha história... "Eu sou boazinha, eu leio estes blogs lindos todos, e defendo a não-violência, mas se baterem no meu filho, eu parto-vos a focinheira toda!!!" Ou seja.. Vamos publicar a foto e se alguém os vir, podemos atropela-los, ok??? 
Ó minha gente, isso resolve-se assim? É mesmo isto que querem divulgar? Éisto que querem ensinar aos vossos filhos? Do gênero, "quando alguém vos bater, peguem na foto dele e partilhem nas redes sociais!". 
Eu até posso não concordar com a justiça, (muitas vezes até, demasiadas talvez) mas não acho certo este julgamento em "praça publica de FB" e muito menos numa pagina destinadas a crianças.
E tenho dito!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Amigos em S.O.S

 
Era uma caixa deste antibiótico por favor. Se possível com o S.O.S (o vulgar paracetamol) de bons jantares e umas excelentes gargalhadas, acompanhadas dum belo copo de vinho. 
Ao longo da vida vamos tendo amigos. Amigos do infantário, da escola primária, secundário, faculdade, etc.Também há aqueles amigos que nos são impostos, porque são filhos dos amigos dos nossos pais, e como tal, teremos toda a vida de levar com eles, gostando ou não. Há os amigos que vamos criando e que entretanto seguem para outros cursos, outros grupos e até outras vidas, impossíveis muitas vezes de partilhar com as nossas. Posso dizer que neste campo, já vivi um pouco de tudo. Já tive bons amigos que perdi sem saber porquê, já me chateei e fiz as pazes, mas também tenho histórias com anos e anos e anos. Tenho muito bons amigos, felizmente. E até tenho bons amigos, que o acaso estranho da vida me trouxe, que ainda hoje me divirto a pensar que no decorrer usual do dia-a-dia, nunca seriamos amigos. Haja circunstâncias felizes. Tenho de tudo. Amigos correctissimos, certinhos, loucos desvairados, equilibrados, preocupados e até aqueles que quase se esquecem de ser amigos. 
Sou daquelas que faço pela amizade. Que me preocupo (às vezes demais) e até acho que devemos fazer alguns sacrifícios. E confesso, faz-me alguma espécie quem não é assim. Quem acha que as amizades se mantêm por si, sozinhas, e sem telefonemas sequer. Aquele conceito do "ele sabe que estou lá, se precisar, liga" não me assiste, como se diz por ai. 
Tudo isto para no final concluir que gosto dos meus amigos. Acho que "comprimi-los" numa caixinha e traze-los no bolso, para situações difíceis, era uma excelente ideia!

p.s: isto a propósito dum telefonema (por motivos até tristes) com um velho amigo



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

As fotos de Chalé




Nos últimos dias no Kenya, estivemos na Chale Island. Uma mini ilha no sul de Diani Beach, a cerca de 6okm de Mombassa. Seguimos directamente do safari para lá e posso-vos dizer que os acessos me desmoralizaram completamente. Aqueles kms percorridos novamente em picada até chegar ao embarcadouro onde o barco ou o tractor fazem a travessia, deixaram as minhas expectativas mesmo rentinho ao chão. Vimos mais uma vez inúmeros imóveis abandonados, muros fechados, cadeados gigantes, cartazes de venda que ninguém deve dar resposta. Finalmente passamos para a ilha e a minha alegria voltou. O sitio era perfeito. Tudo o que eu imaginava e mais ainda. Tudo o que eu acho que devem ser os hoteis nestas paragens. Despretensiosos mas com elegância e qualidade, com trajes locais e um aroma a fresco no ar. O hotel é lindo, e os funcionários são de uma simpatia sem limites. Ou os quenianos gostam todos de crianças, ou o Guilherme foi um verdadeiro sortudo estes dias.
A ilha possui uma vegetação imensa, mesmo densa, o que permite criar uma atmosfera muito tropical e fresca em todos os espaços. Possuiu uma praia onde estão colocadas as espreguiçadeiras, mas é possível percorrer a ilha e aproveitar as áreas mais desertas. Possui ainda três piscinas, sendo uma de água salgada.
Mais uma vez, devido às marés e à grande diferença que provocam nestas áreas, fazíamos praia de manhã num imenso areal branco, de areia fina como o pó, aproveitando os corais, as zonas de mergulho, e as ”pocinhas” a fazer as delicias do Guilherme. De tarde, e depois de almoçar no bar da praia, íamos até à piscina. Usufruímos de tudo e fazíamos a vontade a todos!
Foram dias de verdadeiro descanso e paz. Comemos lindamente, apanhamos sol, descansamos muito e ainda conseguimos conhecer o spa, uma das minhas áreas de eleição em qualquer destino.
O spa, era sem dúvida uma das áreas mais bonitas da ilha. Embrenhado no coração da vegetação e junto a uma zona de lagoa, as salas de tratamento eram pequenas cabaninhas dispersas entre a intensa vegetação. E aqui dediquei duas horas à minha pessoinha, numa maravilhosa esfoliação de lemongrass, seguida de uma massagem de óleos quentes.
Do fundo do meu ser, cada dia acho mais, que devia (devíamos) ter duas horas destas por mês (no mínimo). São duas horas em que a mente começa a pensar, atinge rapidamente um grau de preocupação intenso, mas depois…Depois deixo-me ir e esqueço. Deixo as preocupações para depois, e descanso…Corpo e mente!
Foram dias muito bons. Foram dias de ferias, em família, de gargalhadas, de alegria, de coisas boas e muito boas.
Foram dias que me fazem pensar que tudo vai correr bem!

 Foto retirada do site do hotel. Aqui é possível ver a proximidade da ilha. Uns horas, uma ilha onde se chega de lancha. Outras, uma praia, atravessada de tractor.

o acesso à ilha de barco - maré alta


  
"KARIBU" - bem vindo em swahili
  a praia com a maré baixa e os corais
a praia com a maré alta 

  
o aceso ao spa e as cabanitas
preparada para duas horas para mim

os ovos das tartatugas




 
A area que atravessamos de lancha no primeiro dia e de trator no ultimo -o acesso à ilha  




 O regresso a casa via Joanesburgo - Sobrevoando o fronteira com a Tanzânia. O Monte Kilimanjaro e o Monte Meru. Apesar da cor, a foto não possui nenhum filtro. O tom azul é consequência da incidência dos raios solares (quase frontais a esta hora da manha) nas janelas do avião.

 
Aeroporto de Joanesburgo - O Guilherme e o Sr Madiba :)
em missangas!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ainda o Tsavo


 o nascer do sol e as caras de sono

Como já disse mais que uma vez, a primeira vez que fiz um safari, lá longe em 2009 no Etosha na Namíbia, não fui muito entusiasmada. Ia mais para ver hotéis e aproveitar o bom turismo que lá se pratica, do que exactamente para ver bichezas! Tinha curiosidade de conhecer a Namíbia e por isso, lá ia toda contente na viagem. Acho que essa falta de entusiasmo face aos animais derivava do facto de nunca ter achado grande piada ao Jardim Zoologico. Estupidez grande minha, pois evidentemente, uma coisa não tem nadaaaaaaa a ver com a outra! E há Jardim Zoológicos e "Jardim Zoológicos" como mais tarde tive oportunidade de ver em Singapura! 
Entretanto e como também já o disse, fiquei a gostar. E muito! Ver estes animais, deste maravilhoso porte, no seu habitat natural, livres, onde nós é que nos sentimos intrusos, é qualquer coisa de incrível. Temos tido muita sorte e já vimos cenas verdadeiramente fantásticas, como uma caçada duma chita na Tanzânia, no Ngongoro National Park.
Mas, por muitos safaris que tenha feito, há uma coisa que me custa sempre horrores...As horas de acordar! Em férias, levantar às 4.30 ou 5h da manha, é uma pequena tragédia! É certo que ver o sol a nascer na savana africana, é algo digno de um filme e recompensa qualquer sono, mas na horinha de levantar da cama, custa tanto.....E ver o Gui a acordar a essa hora, ainda mais custa! Mas, como se diz na minha terra "quem corre por gosto não cansa" (mentira!!) e lá fomos nós, cheios de sono, à procura do Simba mais uma vez!
Neste parque no Kenya, assim como nos que eu visitei na Tanzânia, a entrada dos parques é feita com pessoal credenciado. Ou seja, é obrigatório ir com guias locais, que supostamente conhecem melhor os espaços e até as atitudes dos animais. No Kruger e no Etosha é possível entrar com o nosso próprio parque e percorrer os trilhos, buscando a nossa sorte. 
Na minha opinião, não há comparação possível! Indo com um guia, conseguimos ver muito mais animais, além de que nos sentimos muito mais seguros. A grande maioria deles vai armado, ainda que com armas pessoais, pois a maioria dos parques não autoriza tal.
Eu acho que numa emergência pode dar muito jeito, o que felizmente nunca foi o caso. Além disso, ouvimos variadíssimas historias sobre os parques e dezenas de experiências que eles próprios já viveram. Quase todos fazem isto há anos e anos, e todos eles adoram os países e o mundo selvagem em geral. Além disso, acho uma excelente forma de os governos do país, obrigarem o turista a "participar" na criação de emprego nacional, além de se precaveram de alguns acidentes (alguns muito idiotas) que acontecem quando alguns visitantes saem dos carros, ou se metem onde não devem. Ainda há pouco tempo, no Kruger, dois elefantes viraram um carro (um mini carro) que se meteu no meio da manada. Indo com um ranger, isto não acontece. Eles conhecem os locais, os melhores trilhos e sobretudo os sinais passados pelos animais. Além disso, comunicam entre si, via rádio, partilhando informações e localizações, muitas vezes secretas.




uma girafa Massai - especie existente no Kenya e Tanzania com manchas mais escuras







o adeus ao Tsavo

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Leis controversas

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/dois-hoteis-algarvios-so-para-adultos-processados-por-discriminarem-criancas-1740666




Vi esta noticia hoje. Não concordo. Não percebo o porquê duma queixa destas. Ou o porquê de haver pessoas que entram por estes caminhos. Atenção que eu sou plenamente a favor de as pessoas apresentarem queixas e fazerem valer os seus direitos.

Hotéis para adultos?! Sim, qual é o problema? Eu tenho um filho e usualmente vou de férias com o meu filho, que por acaso é uma criança de quase quatro anos e mediamente (para o médio alto) bem comportada. Mas admito que haja pessoas que preferem não levar com crianças a fazer birra para tomar o leite ao pequeno almoço. Admito e concordo que tenham esse direito. Se pagam por um hotel e muitas vezes até pagam pequenos balúrdios, têm o direito de usufruir do que pretendem. E como o meu filho e eu (que também pago) temos o direito que ele chore,  acho que deve haver espaços distintos, conforme as preferências e as escolhas.
Há uns anos, em 2009, estivemos numa ilha na Malásia, em que existia um único hotel. Nessa ilha, havia espaços distintos e uma pequena área, a área das water villas e do spa, destinada apenas a adultos. Tínhamos uma piscina só para adultos, sem direito a gritos, empurrões e escorregas e uma zona lounge, híper relax onde bebíamos um chá maravilhoso de lemongrass. E eu, na altura, sem filhos, adorei! Achei e continuo a achar uma excelente ideia mesmo. Não acho que as crianças sejam pequenas pestes demoníacas que estragam férias, muito pelo contrario, mas, gosto de ter liberdade de escolher para onde vou e o que ouço ou não. E como tal, também acho que quem não gosta de crianças, ou até quem gosta mas não quer levar com os filhos dos outros, tem esse direito!
O que pretendem estes pais quando apresentam queixa? Que os hotéis sejam obrigados a aceita-los? Mesmo sem o querer ou muitas vezes serem adequados a crianças? Vendo as coisas do meu ponto de vista profissional chamo a atenção para que muitas vezes, ao projectarmos, e tendo em conta o pedido pelo cliente, a questão “child” não é prioritária. Tomamos opções arquitetónica ou meramente estéticas, que de longe não são as melhores opções para crianças. Opções nas piscinas, escolhas de mobiliário ou até estruturas escolhidas para escadas e corrimões.  Atenção que são estas opções não deixam nunca de ser legais.
Eu, na minha ideia de bom senso, quero ir onde me querem. Atenção, que não encaro da mesma forma, o absurdo de hotéis proibidos a homossexuais, como vem aliás no prolongamento da noticia. Aliás, acho completamente ridículo encaixar estas recusas no mesmo caixote. Enquanto uma trata-se claramente de discriminação, a outra, como não aceitar crianças pode e deve trata-se de uma escolha do hotel. Na questão de homossexuais, julgo que sim, que os casais devem apresentar queixas e levar estas situações absolutamente discriminatórias ao limite e se for caso disso aos tribunais.
Sei que provavelmente aqui bateremos de frente no Decreto-Lei 39/2008 (regime jurídico de instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos), mas da mesma forma que gostava e defendo os restaurantes de fumadores específicos, defendo os hotéis “Adult Only”. Supostamente está aqui consagrado o principio do livre acesso, mas não deveríamos pensar na livre escolha de quem o projeta e é seu proprietário? Sei que poderá levantar questões muito dúbias mas quando falamos de crianças e no seu acesso e bem estar, julgo que poderíamos ter esta “alínea” no Decreto.

No outro dia na minha contínua pesquisa de hotéis, deparei-me com a Pensão Agrícola, uma espécie de turismo rural de luxo no Algarve. Uma pensão que se pretende despretensiosa mas que o quadro de chaves é executado pela vitrinista da Hérmes! Na altura, ao ler sobre o local num outro blog,  soube que não aceitavam crianças. Hoje, não encontro qualquer referência a isso.
Um outro exemplo é o Hotel Areias do Seixo, um boutique hotel lindíssimo que visitamos em 2012, perto de Peniche. No site indica zonas distintas para o alojamento de crianças até dez anos, com horários específicos e demasiado limitados para o acesso à piscina (09 as 12h). Para superiores a dez anos, é sujeito a disponibilidade! Isto para mim, é claramente não aceitar crianças e não o poder afirmar publicamente.
Relembro ainda uma situação na passagem de ano, quando tentamos reservar alojamento nas Casas do Coro em Marialva. Conseguíamos confirmar a dormida mas a resposta em relação ao jantar de passagem de ano foi negativa. Segundo eles, não havia disponibilidade na sala de jantar. Estranho não?

Será preferível desta forma? Eu julgo que não. Eu prefiro que me digam directamente as coisas e reservar locais onde o meu filho seja bem vindo!