domingo, 12 de junho de 2016

12 Junho . 9 anos

12 Junho  de 2007 . 9 anos passados deste dia

Quase nem pensei bem durante o dia.Quase nem me lembro que passaram 9 anos. 9 anos com saúde, depois daquela operação que correu tão bem. Às vezes dou por mim a pensar que gostava que já tivessem passado vinte, se vinte fosse sinal que continuava tudo bem. Outras vezes, penso que gostava de estar apenas no ano a seguir, pois tinha a garantia de oito seguros pela frente. Há pouco tempo, uma pessoa que passou por um problema disse-me "quem tem uma vez cancro, tem para sempre". Concordo. Por muito que os exames corram bem, por muita confiança que se tenha, fica connosco para sempre. À mínima coisa, o fantasma reaparece. Uma simples dor, uma simples infecção, relembram dias, exames, medos. Há 9 anos entrei naquela sala confiante. Hoje, mulher e mãe, quero e preciso, manter para sempre essa confiança, essa força. 

Que os 12 de Junho sejam sempre com saúde. É o que peço...A cada exame, mais seis meses de validade como o grande Dr. Dinis me diz tantas vezes.


outros anos aqui

sexta-feira, 10 de junho de 2016

PORTUGAL

Portanto, já viste, ó Portugal: não preciso de nenhuma razão para te amar. Amo-te sem razão. Amo-te às cegas, antes sequer de olhar para ti. Podes ser o pior país do mundo, ou o melhor, ou o mais monotonamente assim-assim. Não me interessa. Amo-te. Amo-te à mesma. Amo-te antes de falarmos nisso.  


Dia de Portugal 

Dia dos Portugueses 


Gosto muito do meu país. Tenho saudades. Tenho saudades de lá viver (embora não saiba se voltarei a ser totalmente feliz a viver lá) ou não fosse saudade uma palavra só portuguesa.
Sempre fui patriota, sempre vibrei muito mais com a seleção do que com qualquer clube. Sempre defendi a minha zona, a minha cidade, intensamente até, o meu país.
Não percebo quem diz mal da sua terra ou dos seus. Nunca percebi, mas cada vez percebo menos. 
Tenho orgulho no que é meu, nosso. Tenho muito orgulho naquele rectangulo de terra que cheira a paz, a sol, a mar. Onde se come como em nenhum outro lado. Onde se recebe melhor que ninguém. Onde nos rimos de nós próprios.Onde somos amigos!
Temos defeitos sim. Temos muitos problemas. Temos muito que aprender e corrigir. Mas somos muito bons! Eu diria, os melhores! Vamos para qualquer parte deste mundo, habituamo-nos ao pior, e levantamos a cabeça. Também somos demasiado calmos actualmente. Também devíamos batalhar com mais intensidade pelo que queremos. Somos nós, onze milhões mal medidos, porque em cada canto há um de nós. Somos nós que fazemos Portugal.


"Amo-te, Portugal

Portugal,

Estou há que séculos para te escrever. A primeira vez que dei por ti foi quando dei pela tua falta. Tinha 19 anos e estava na Inglaterra. De repente, deixei de me sentir um homem do mundo e percebi, com tristeza, que era apenas mais um dos teus desesperados pretendentes.

Apaixonaste-me sem que eu desse por isso. Deve ter sido durante os meus primeiros 18 anos de vida, quando estava em Portugal e só queria sair de ti. Insinuaste-te. Não fui eu que te escolhi. Quando descobri que te amava, já era tarde de mais.

Eu não queria ficar preso a ti; queria correr mundo. Passei a querer correr para ti - e foi para ti que corri, mal pude.

Teria preferido chegar à conclusão que te amava por uma lenta acumulação de razões, emoções e vantagens. Mas foi ao contrário. Apaixonei-me de um dia para o outro, sem qualquer espécie de aviso, e desde esse dia, que remédio, lá fui acumulando, lentamente, as razões por que te amo, retirando-as uma a uma dentre todas as outras razões, para não te amar, ou não querer saber de ti.

Custou-me justificar o meu amor por ti. És difícil. És muito bonito e és doce mas és pouco dado a retribuir o amor de quem te ama. Até dás a impressão que tanto te faz seres odiado como amado; que gostas de fingir que estás acima disso, olhando para os portugueses de agora como o céu olha para os passageiros nos aviões.

Já que estava apaixonado, sem maneira de me livrar - nem sequer voltando para ti e vivendo contigo mais trinta anos - que remédio tinha eu senão começar a convencer-me que havia razões para te amar.

Encontram-se sempre. E, a partir de certa altura, quando já são seis ou sete razões que se foram arranjando ao longo dos anos, deixamos de amaldiçoar este amor que nos prende a ti e, inevitavelmente, começamos a sentir-nos, muito estúpida e secretamente, vaidosos por te amarmos. Como se fôssemos nós que tivéssemos sido escolhidos.

Digo nós mas falo por mim. Digo eu sabendo que não sou só eu, que nós somos muitos. Possivelmente todos. Tragicamente todos, um bocadinho. Se calhar estamos todos, de vez em quando, um bocadinho apaixonados por ti.

A tua pergunta bocejada, de país farto de ser amado, amado de mais, aborrecido com tanto amor, apesar da merda que tens feito e da maneira como nos pagas, é sempre a mesma: «Diz-me lá, então, porque é que me amas...»

Pois hoje vou-te dizer. Não me interessa nada a tua reacção. Estás a ver? Já comecei a mentir. É sinal que a minha carta de amor já começou.

Amo-te, primeiro, por não seres outro país. Amo-te por seres Portugal e estares cheio de portugueses a falar português. Não há nenhum outro país, por muito bom ou bonito, onde isso aconteça.

Mesmo que não achasse em ti senão defeitos e razões para deixar de te amar, preferia isso, mesmo deixando de te amar, a que não existisses.

Se deixasses de existir, o meu olhar ficava de luto e nunca mais podia olhar para o resto do mundo com os olhos inteiramente abertos ou secos ou interessados.

Para que continuasses a existir, mesmo fazendo cada vez mais merda, trocava imediatamente ir-me embora de ti e nunca mais poder voltar e nunca mais poder ver-te, e nunca mais encontrar um português ou uma portuguesa, e nunca mais poder ler ou ouvir a língua portuguesa.

E olha que este é um desejo que muitas vezes tenho.

Esta é a única verdadeira prova de amor: fazer tudo para que sobreviva quem se ama. Mesmo que nunca mais te víssemos, Portugal, saberíamos que continuavas a existir, que as nossas saudades teriam onde se agarrar. Por muito que mudasses, mal te deixássemos e nunca mais te víssemos, já não mudavas mais.

Mesmo que não houvesse em ti um único pormenor que não houvesse nos restantes países do mundo, que são muitos; mesmo que houvesse um país escondido que fosse igualzinho a Portugal em todos os pormenores; mesmo assim eu amar-te-ia como se fosses o único país do mundo, diferente em tudo.

Portanto, já viste, ó Portugal: não preciso de nenhuma razão para te amar. Amo-te sem razão. Amo-te às cegas, antes sequer de olhar para ti. Podes ser o pior país do mundo, ou o melhor, ou o mais monotonamente assim-assim. Não me interessa. Amo-te. Amo-te à mesma. Amo-te antes de falarmos nisso.

Amo-te tanto que, quando perguntas porque é que eu te amo, não fico nervoso nem irritado. Não preciso de tentar dar uma razão convincente. Amo-te à mesma, fiques ou não convencido.

E, mesmo que te aborreças de ouvir todas as razões que tenho para te amar, eu continuarei a dizê-las, porque gosto de dizê-las e porque, que diabo, também eu preciso, às vezes, de me lembrar e de me convencer do quanto eu te amo.

Amo-te mesmo que sejas impossível de conhecer ou de descrever. Isto é muito importante. O Portugal que eu conheço e descrevo é apenas o Portugal que eu julgo, se calhar, conhecer (pouco) e descrever (mal).

Cada pessoa apaixonada por ti está apaixonada por um Portugal diferente do meu. Até o meu Portugal é, conforme os climas, bastante diferente do meu - para não dizer estrangeiro.

Por exemplo, uma das razões por que te amo é o teu clima. Acho que tens um bom clima. Mas não julgues que há muitos portugueses apaixonados por ti que concordam comigo. Esses julgam o teu clima dia a dia e hora a hora e gostam dele, quando muito, vinte por cento do ano. Em cada cinco horas do teu clima, gostam de uma e odeiam quatro.

Pois eu amo-te sem saber sequer se o teu clima é bom ou mau. Não tenho a certeza, mas não interessa: amo-te mesmo ignorando tudo a teu respeito. Amo-te mesmo estando completamente enganado. A pessoa convencida sou eu. Quem está convencido que ama, quando fala do seu amor, não quer convencer ninguém. Quer declarar que ama. Se é bom ou mau nem secundário é. Fica noutro mundo, onde vivemos.

Como vês, não preciso de razões para te amar. Mas tenho muitas. E boas. A primeira delas é secreta e embaraça-me confessá-la: amo-te, Portugal porque, não sei como e contra todas as provas e possibilidades, acho que és o melhor país do mundo.

Pronto. Está dito. É uma vergonha pôr as coisas de uma maneira tão simples. Mas era isto que eu estava há que séculos para te dizer: amo-te, Portugal, por seres o melhor país do mundo.

Como vês não sou o romântico que estava a fingir ser, que te ama sem precisar de razões para isso. Tenho uma razão muito interesseira para te amar: acho que és o melhor país do mundo. Por muito relativista que eu seja noutras coisas, acho mesmo que tive sorte de nascer aqui. Em ti. Aqui, entre nós.

Desculpa.

Mesmo assim, insistes em perguntar: que tens tu de tão especial, que os outros países não têm?

Essa íntima vaidade, por exemplo. Tu não és orgulhoso. Mas, muito bem disfarçada, tens uma vaidade sem fim. Dizes-te feio e vestes-te mal mas, quando passas por um espelho, espreitas e achas-te giro. E se alguém te diz que és feio e estás mal vestido, não ficas ofendido - achas que aquela pessoa é obviamente estúpida e não tem olhos na cara.

Ou, pelo menos, não tem o discernimento e o bom gosto necessários para apreciar a tua oblíqua mas inegável formosura. A tua beleza, estás convencido, está reservada para os apreciadores. A ralé passa ao lado e não vê: deixá-la passar.

A tua vaidade é tanta que até te permites um grande desleixo. Sabes que, na terra onde nada plantaste, há-de crescer um jardim preguiçoso que um dia será selvagem e bonito, sem qualquer esforço teu. Deus e o tempo trabalham por tua conta.

Sabes que a tinta fresca salta muito à vista e que é cansativa. Esperas, despreocupado, pela beleza que há-de vir com a passagem dos tempos. E a vaidade que sussurra, preguiçosamente, a quem insista em aproximar-se: «Sim, eu sei que sou uma casa bonita e não, não me lembro da última vez que fui pintada. Eu cá não preciso de me abonecar.»

Graças ao desleixo que a tua vaidade consente, mudas menos do que os outros países. As pessoas acham que és conservador, que és contra a mudança. Mas não é isso. És vaidoso e preguiçoso porque achas que não precisas de grandes esforços ou mudanças: sabes que continuas encantador.

O teu desleixo também é causa de muito sofrimento mas não é numa carta de amor que vou falar dele. Também tem consequências agradáveis.

Por exemplo, dizes que queres ser um país de primeira categoria. Mas sabemos todos que não queres. Gostas de ser de segunda, como gostas de não ser de terceira. Gostas de ter países melhores do que tu, para visitar ou invocar, quando fazes aquela fita de lamentar que não seja possível teres tudo o que tens de bom, menos tudo o que tens de mau, trocado pelo melhor que houver nos outros países.

Tu não queres nada a não ser que gostem de ti. E não estás disposto a fazer nada por isso. Nem é preciso serem muitos a gostar. Se calhar, até te bastava um. Aposto que é essa a impressão que consegues dar a cada um dos desgraçados, como eu, que estão apaixonados por ti.

Eu poderia perder anos a fazer um cuidadoso retrato de ti. Por muito verosímil que fosse, davas uma olhadela e dizias com desdém, a fazer-te caro ao mesmo tempo: «Isso não sou eu. Isso é outro país qualquer que inventaste...»

É a tua maneira, Portugal amado, de garantir que continuaremos a tentar retratar-te. Tanto te faz que o retrato seja feio ou bonito, desde que seja de ti.

Quanto mais variados forem, mais gostas. Até tu, nas tuas paisagens, varias e hesitas tanto e recusas-te a decidir, como quem não tem pressa e, no fundo, não escolhe nem decide, porque quer tudo.

Preferias ser amado por quem tem razões para te odiar? Isso sei eu. Paciência. Eu amo-te porque mereces. Eu amo-te pelas tuas qualidades. Preferias não tê-las. Para que o amor fosse mais puro, mais contraditório, mais injustificável. Mas tens qualidades.
Desculpa lá dizer-te isto, Portugal, mas amar-te é uma coisa simples.

Amo-te, aconteça o que acontecer. Amo-te por causa de ti. Não é apesar de ti. É por causa de ti. Não há outra razão. Nem podia haver uma razão mais simples.

Por muito que te custe ouvir (apesar de eu saber que não só não te custa nada como gostas de ouvir), digo-te: é tão grande o meu amor por ti que até consigo amar-te sem dar por isso.

Já viste? 

By MEC"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Wish List #14


Se falamos de casacos de pele, de Boho Style, falem-me disto! 

e dizem eles "A Arte veste-se"...
Não podia concordar mais!



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ser mãe presente vs work

Correndo o risco de não ser compreendida pelas minhas amigas professoras e educadoras de infância, gostava muito que as do Colégio do meu rapaz, professoras estas que eu até à data, só tenho a elogiar, marcassem actividades extra-curriculares a horários mais simpáticos e compatíveis.

Eu juro que quero ser boa mãe (como se boa mãe fosse ir ao colégio às festas todas), quero participar nas actividades todas, passeios, trabalhos, etc etc e tal, mas marcar programas às quatro da tarde, vulgo 16h por estes lados, é matar-me!

Uma vez de vez em quando é possível, mas três dias na mesma semana? 
Escolher entre projectos/obra e o Guilherme sentir-se órfão...Eis a questão!

Douro

Quando se fala em beleza do Douro, fala-se disto!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Comboio Histórico do Douro #1 - a ideia

Estava eu, sentadinha no meu sofá, no domingo à noite, a pensar na vida. Aliás, a pensar na merd**** de vida nos últimos tempos e eis que me deparo com uma belíssima peça jornalística sobre o Comboio Histórico do Douro.



Cabecinha pensadora que sou e com (muita) vontade de marcar passeios, e e tudo o que seja motivo de festa no meu Portugal, mandei logo mensagem ao meu grupo de amigas, para organizar uma ida ao mesmo, dia 9 de Julho.
Primeira fase ultrapassada do quem vai, quem deixa de ir, quem pode e quem vai tentar, toca a tentar comprar bilhetes. E eis que começa o drama! Não há bilheteira on line, não respondem a emails e ao telefone afirmam que só na bilheteira física se resolve o problema.

É esta a imagem de turismo de qualidade que queremos passar? Não é aqui que brilhávamos e facilitávamos a vida a todos, permitindo compras a partir de qualquer pais, e já com uma mega sugestão de onde passar a noite na noite na Régua, onde jantar, onde almoçar, etc e tal???!!

Mas esta gente precisa de aulas e marketing duma arquiteta?

Jantar em Capri

Vem ai o verão. Ou pelo menos, para quem vive na minha amada e doce terra, vem ai. Por cá, avizinham-se os dois meses mais duros do ano. E este ano....vão ser extra-duros certamente!

Mas por Portugal, o Verão está à porta e com ele, as noites quentes, as férias, as jantaradas cá fora no jardim ou na varanda, as coisas boas desta vida, resumindo!
No seguimento da minha mais recente obsessão,  algumas imagens (fabulosas) do que fazer com limões!




Não vou referir que estas fotos foram tiradas num evento da D&G em Capri....
Voltamos sempre ao mesmo- Itália e limões! 

O restaurante chama-se "Da Paolino Lemon Trees" em Capri. Não tenho o prazer de o conhecer, mas pelas fotos, convence qualquer um! Se alguém estiver por esses lados em breve, fica a sugestão!


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Angola e as despedidas

Dos 487 amigos que tenho no facebook não conheço pessoalmente seis. Destes seis, sendo que quatro são situações comerciais, uma é a Margarida. Troquei umas mensagens há cerca de três anos com ela, num grupo de mães. Ela estava gravida, eu já tinha tido o Guilherme. Julgo que já estava em Angola, mas não posso precisar. Ela ia voltar com a bebê. 
Angola, Luanda, e as suas dificuldades, acrescidas pelo facto de sermos (ambas)  mães pela primeira vez aproximaram-nos, ainda que apenas ciberneticamente. Convidei-a no fb, coisa que nunca fiz (mandar convites a quem não conheço!).
Ela regressou e fomos trocando comentários, a maior parte dos quais humorísticos, sobre o transito, os iogurtes, ou o tempo.
Nunca nos vimos, nunca tomamos um café, mas quando soube que ia embora, fiquei a pensar nisso...

A Margarida vai embora e escreveu ontem estas palavras... Não posso e não quero deixar de partilhar.


" Olá Angola,

Já deves saber - porque aqui tudo se sabe - que me vou embora. Vou-me embora em breve, praticamente seis anos depois de te ter conhecido pela primeira vez. Essa primeira e inesquecível vez em que me apaixonei por ti, nem sei porquê: terão sido as tuas incongruências indecifráveis? O teu cheiro inconfundível a terra vermelha de todas as vezes que saí do avião? Serão as tuas pessoas de sorriso fácil? As tuas paisagens de tirar o fôlego? Ou os pores do sol mais rápidos e intensos do mundo? O teu mar azul cantado pela Yola, ou terá sido a música, ah, a música e a dança que me faz vibrar em emoções inexplicáveis. Não sei. Foi tudo isto numa azáfama de emoções que nem me deixava tempo para pensar se estava bem ou não. Estava feliz e pronto. Estava viva, no auge da minha juventude, a viver o destino que para mim escolhera. E o meu destino eras tu.
Deste-me tanta coisa boa. Foste a minha casa, o meu lar, durante estes anos. Foste as minhas ruas, as minhas estradas, as minhas pessoas, as minhas praias. Foste a minha referência. Tive muito orgulho em ti e expliquei-te quando ousaram dizer mal de ti. Foi aqui que me apaixonei, foi aqui que fiz a minha filha, foi para aqui que a trouxe com três meses, cheia de força e contei com a ajuda da melhor babá do mundo. Obrigada por tudo. Obrigada a cada um de vocês que de alguma forma fez parte desta minha aventura.
Também foste palco das maiores agruras, das dores mais fortes e dos maiores sustos e por isso, olha Angola, obrigada. Obrigada por me teres feito crescer.
Obrigada por me teres recebido uma menina e me deixares ir uma mulher.


É tempo de ir.

Até sempre,"

Nunca me apaixonei aqui, nem por Angola, nem por ninguém, como a Margarida.  Também aqui não foram os meu maiores medos.
Mas aqui cresci muito, aqui me fiz mãe, e aqui também fui muito feliz. Aqui é a casa que o meu filho reconhece como tal.
A Margarida é apenas uma, das muitas que me tenho despedido ultimamente. e cada pessoa que vai, amiga, conhecida ou apenas "faceamiga" leva um bocado da nossa esperança, do que era a nossa casa cá e que está a ir embora.

À Margarida desejo sorte! Muita! E tenho a certeza que a vida, um dia, nos pagará um café!














segunda-feira, 30 de maio de 2016

A sério??!!! Conselhos idiotas!

Como assinante e colecionadora que sou da revista "Volta Ao Mundo", há anos e anos, pergunto-me se não há conselhos melhores que estes para as chamadas "Viagens Seguras". 

Uma revista, que no mesmo número, aborda uma ida a à Colômbia, a uma aldeia conhecida pelos seus habitantes traficantes de droga, e que mesmo assim, é altamente recomendável do ponto de vista do editor, acha mesmo que devemos escolher o lugar junto à janela por eventuais sequestros de aviões??

Acham mesmo que devemos começar a considerar este tipo de perigos quando escolhemos os destinos? A sério???? A ser assim, parece-me que a melhor opção passa por viajar apenas em revista, ou no tal novo programa de televisão que eles vão iniciar.
Acho que de vez em quando mais vale uma boa publicidade numa pagina de revista do que um conselho idiota!
 
Em contrapartida, na mesma revista, um excelente conselho de leitura - Joland!

A Maria João abandonou tudo para ir correr o mundo a viajar! Tenho lindo as cronica e os seus conselhos, parecem-me bem mais úteis!


quarta-feira, 25 de maio de 2016

DIA DE AFRICA


Dia de África!

E esta cena é África. É África na sua plenitude, na sua grandeza, na sua imensidão.

Quando vim, há oito anos e meio atrás, eram estas as imagens que tinha na mente. Esta esperança, este tamanho, esta beleza. 
E por muita desilusão, e por muitos problemas que a vida me tenha trazido entretanto, Africa para mim continua bela e com encanto. África trouxe-me uma nova vida, uma vida a dois, uma vida a três. 

Um dia, quando for embora, estas são as imagens que vou levar comigo na mente. E esta banda sonora!
p.s: Neste voo, parte foi filmado na Cratera de Ngongoro,  na Tanzânia! África no seu melhor.