domingo, 1 de maio de 2016

Dia da Mãe

Dia da Mãe.

Detesto dias feitos. Aliás, tentando não ser bruta, um dos meus maiores defeitos, posso dizer que não gosto de dias ditos especiais. Para mim, não há dia dos namorados, do pai, da mãe, do filho, do irmão, do cão etc etc etc, mas a sociedade em que vivemos não sou eu, e na medida do possível há que viver na dita normalidade. E como tal, tentando não correr o risco do Guilherme achar que eu não gosto do dia da mãe (e ainda não ter idade para perceber o porquê) ou achar que não quero, que ele, celebre o seu pai  (que é o melhor pai que ele poderia ter) celebramos estes dias.

Hoje, estou deitada na praia, a escrever. A praia quase deserta, o sol fantástico, a água perfeita, fazem-me pensar. Os dias perfeitos fazem-me reflectir. 

Que quero eu para o dia da Mãe? 
Isto, apenas e só isto. Que é tudo! 
Sou mãe como sei e como posso. Tenho um filho feliz. Tremendamente feliz! Tenho uma mãe feliz e com saúde. Isto é ser feliz no dia da Mãe. 

Hoje em dia, deparo-me com imensos artigos sobre "ser mãe". Ou ser melhor mãe. Atingir quase uma perfeição em algo que é mais antigo que tudo. Há cursos, palestras, artigos e é muitas vezes tema de conversa entre jantares. Quanto a isso, tenho muitas e variadas dúvidas. Sim, temos de aprender, sim,  temos de melhorar, mas como em tudo na vida! Mas tanto curso, tanto livro, e tanta palestra, não posso deixar de dizer, fazem-me demasiada confusão. Se dou uma palmada ao meu filho? Dou! Dou algumas vezes e sem qualquer consciência de culpa. Se tento falar com ele e explicar-lhe o motivo? Quando a situação o permite! Se acho que sou melhor pessoa desde que sou mãe? Acho que sou diferente! Mais paciente sem dúvida. 
São tudo questões em que penso, mas penso quando calha e julgo que não em demasia. Da mesma forma que não me sento a pensar em como ser melhor mulher, ou melhor arquitecta, também não paro muito a pensar em como ser melhor mãe. Se calhar, erro grave e meu, mas vou agindo como o instinto me diz, e tendo por base quem sou, fruto de quem me criou! 

Fui mãe na altura que quis (tive essa felicidade e sorte!), na altura em que pessoalmente e profissionalmente entendi que o deveria ser. Talvez por isso, sempre entendi, que apesar do meu filho, ser o meu mundo, aquilo que me tira o ar e é a coisa mais importante da minha vida, chegou a uma vida que já existia e por isso, há uma adaptação mútua. Eu e a minha vida a ele, mas ele , à nossa vida também. E correndo o risco de ser mal interpretada, não mudei assim tanto de mim ou de nós. 
Vivemos longe da família, num país sozinhos (com maravilhosos amigos) e a vida nem sempre é fácil. Por isso, o Gui desde cedo, vai para todo o lado connosco. Faz viagens, voos de longo curso, férias, come comida em locais estranhos. Raramente deixei de fazer algo por sua causa. E para mim, isso é tão natural que não penso muito. Inconsciência? Espero que não! Quero mais usar o termo "naturalidade"!

Penso muito e hoje ainda mais, no que desejo para o Guilherme. E certezas sobre isso tenho muito poucas. Gostava que tivesse um "bocadinho de mundo" nele. Que viajasse muito, que tivesse interesse em conhecer, em ver. Que falasse com todos e tudo quisesse aprender. Muitas línguas, várias comidas, tudo o que fosse oposto. Isso e todo o meu amor, são o legado que lhe quero deixar. 

Tudo o que quero e desejo hoje, são dias da mãe assim.. Com sol, sal, sand e milhões de sorrisos e gargalhadas. 

Que o futuro, cada vez mais incerto, nos permita isso! 

Um feliz Dia da Mãe, a todas as mães *


sábado, 30 de abril de 2016

Sabor a sal

Três dias de praia. Este cenário perante os últimos dias, faz tocar as campainhas de férias. Três dias seguidos sem obra, sem trabalho (quase!!! Porque as mensagens chegam e urgem resposta), com calor, sol e descanso. 
Três dias que começam com uma viagem a cantar, uma música perfeita no bar de praia. Umas mini férias que me fazem pensar que tudo vai correr bem. 
Com esta música, e está água, tudo vai correr como deve. Bem, com sol, sal e sabor a mar na pele e no cabelo! 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Casa das Penhas Douradas #4anos depois


São imagens destas que me fazem ter orgulho no que é nacional.

 CASA DAS PENHAS DOURADAS 



 4 anos depois voltamos a três. 

Estivemos aqui em Janeiro de 2012, cheios de esperança, de ideias, com dúvidas em relação ao nosso futuro. Tínhamos acabado de regressar (definitivamente) de Luanda e um futuro em Portugal (ou não) pela frente. As dúvidas eram muitas, as incertezas ainda mais, mas eram tempos de "quase ferias" e queríamos descansar. Na altura gostamos muito. E por isso, passados quatro anos, e com o objectivo de mostrar ao Guilherme o que era neve, decidimos voltar.

E mais uma vez, o serviço foi irrepreensível!
O atendimento continua excelente, o hotel com peças incríveis e até têm uma babá para brincar com as crianças, enquanto os pais jantam. 
O jantar foi provavelmente o melhor dos últimos meses - Robalo orado com rosti de batata e ervas em sopa de marisco. O nome, ligeiramente mais rebuscado que esta minha descrição, mesmo assim era pouco, para os sabores divinais que nos apresentaram.
De sobremesa, farofias (de baunilha infelizmente) numa sopa de ovos moles com gelado de limão! Comentário? Morri e aterrei num Paraíso com defeito...porque existe baunilha! :)

No dia seguinte, o pequeno almoço voltou a deslumbrar. Mini garrafas de sumos naturais em cada mesa (morango!!!!!, pêra e laranja), acompanhavam umas torradas num pão da serra ou uns bolos caseiros maravilhosos. Vários tipos de leite disponíveis, uma granola excelente e fruta local, fizeram-me mais uma vez pensar no assunto da hotelaria e do "bom serviço".

Um dos factos que não posso deixar de destacar, é a absolutamente maravilhosa coleção de livros e filmes, existentes nas três salas de descanso do Hotel. 

" Em 1880 Sousa Martins e a comunidade médica consideraram as Penhas Douradas o lugar mais saudável de Portugal e provaram-no cientificamente". Não há duvidas que o Hotel persegue este principio e renova energias!

4 anos depois, a CASA DAS PENHAS DOURADAS continua de parabéns!


p.s : post completamente não patrocinado!! Infelizmente :)

A verdadeira Primavera


Uma Sonho de Primavera! 
imagens by Pin

terça-feira, 26 de abril de 2016

Milão

Já fui e já vim. E Milão, como sempre, é fascinante. Não sei bem se é pela feira, ou se é por ser Primavera, mas estas duas ultimas estadias, convenceram-me em relação à cidade.
Esta semana é uma semana completamente. As ruas apinhadas de pessoas ligadas à moda, à decoração, ao design. Tudo é pensado, medido, ponderado em função duma imagem, que a grande maioria das vezes é quase perfeita! Haja gentinha bonita, e bem vestida! 

Foram três dias intensos. Três dias entre fazer viagens de longo curso, ver a feira, encontrar velhos amigos, conhecer pessoas e fornecedores novos, deliciar-me com coisas bonitas (muitooooo bonitas), voar outra vez e ter tempo até de dar um beijo nos meus pais.

Apesar de cansada, muito cansada até, vim feliz e muito preenchida.



http://www.viabizzuno.com/ 


http://www.cassina.com

http://www.poltronafrau.com/en


 http://www.flexform.it/

 

http://www.rimadesio.com/

 http://www.tribu.com/


 http://www.gallottiradice.it/


  http://www.poliform.it/

http://www.classicon.com/


e algumas imagens bonitas do que se vê cá fora....
 



quarta-feira, 6 de abril de 2016

Descubra as diferenças

Sobre o ir e vir, sobre uma semana de férias que não soube a nada, sobre doenças em férias, e mau tempo (muito mau tempo) escrevo depois. Agora descubra as diferenças:


Fotografia tirada à minha pessoa agora no trânsito para casa. Camisola Uterque, colar H&M (19,99€ julgo eu, pois já foi há uns tempos!)


Colar Uterque da coleção actual! 

É nestas alturas que me divirto!

Sem querer e já fazendo juízos de valor, há muito se fala nas cópias que a Zara e outras lojas fazem de grandes coleções. E aí, a maioria das criaturas, incluindo eu própria, agradecem. Relembro com carinho uma blusa que comprei há uns anos, com um fabuloso padrão de limões e laranjas, inspirado nos melhores desfiles da Stella Mccartney. Mas lá está... Era inspirado, não uma cópia exacta e rigorosa. Mas era uma forma de tornar acessível algo não possível aos comuns mortais. 

Agora, copiar um colar e torná-lo mais caro? Qual a lógica, pergunto eu??!




sábado, 26 de março de 2016

Quase casa

Aterro em Lisboa. Quase em casa. Aterrar aqui lembra-me bons momentos. Momentos, já emigrada, mas diferentes. Em que tudo era tão diferente. As vindas a casa, os dias de férias, os programas que se adivinhavam, o dinheiro que cá estava à nossa espera. Tudo era diferente! Até as saudades e a alegria eram diferentes. 
Angola tem sido difícil. Muito difícil! Dia a dia fazem-se malas, ganham-se preocupações, perde-se dinheiro. Mas no meio de tudo isto. As amizades estão lá. Quem permanece, está mais forte, mais unido. "Para o que der e vier, nem que isso seja fumar cigarros, de iPhone e LV na mão, à porta do banco!". Estamos juntos para rir e aguentar. E ainda no meio disto, uma criatura que adora voar, que adora aviões e que ja diz alto e bom som, que vimos a Portugal. Mas não diz que vamos a casa! Vamos só a Portugal e isso é diferente. 
Adivinha-se uma semana preenchida, com encontros bons, passeios ainda melhores e excelentes conversas! Chegamos a casa.

p.s: sobre o meu desagrado com a TAP falo depois!!!

Coisas de aviões

No avião. Na Tap. E (como muitas vezes!!) a comer massa de bacalhau. Contente de ir a casa, muito cansada da semana que passou. E boqueaberta com a situação do voo de hoje! A mãe que estava na fila atrás de mim, pediu-me para não reclinar o banco, de forma a colocar a cadeira da filha (já com mais de dois anos e direito a lugar). Ou seja, a família atrás dorme sossegada.. Mãe, pai e menina na cadeirinha, e eu estou sentadinha, para me fazer bem às costas! Claro que não recusei. Longe de mim ficar com os remorsos da miúda ir a gritar sete horas de voo devido à não ir alapadinha na sua cadeira. Mas... Até onde vai o nosso direito como mães, de na busca de procurar bem estar às nossas pequenas criaturas, temos o direito de chatear (sim, chatear e incomodar) pessoas estranhas? Na minha opinião, temos direito zero! Fiz milhas sem fim com o meu filho e nunca precisei destes filmes. No entanto, reconheço que há crianças difíceis. Mas para isso, a Sra mãe, reservaria um lugar sem cadeira à frente, nem que para isso viesse para o check In as 4 da manhã! Ou por exemplo, não iriam os três em fila e um deles abdicaria de dormir pela filha! Agora eu? Tudo o que eu precisava no fim desta semana de cão!!!! A menina vai dormir, a mãezinha também, mas antes de aterrar vou ter de lhe dar um conselho! 

segunda-feira, 21 de março de 2016


No seguimento deste post onde abordamos o Mac e o ser ou não saudável....

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Tenho a certezinha absoluta que serão estas as batatinhas fritas mais "saudáveis" do mundo!