sábado, 13 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Kruger National Park
Fomos ao Kruger. Fazia parte da "to do list" em Africa antes de pensar em ir embora.
(Até parece que já andamos a pensar, mas não!). Uma lista das melhores viagens regionais, sendo que o conceito de regional africano, ultrapassa largamente as redondezas a que nos habituamos quando vivemos em Portugal e na Europa.
Viagem já varias vezes ponderada e pensada, foi finalmente levada a cabo. Aproveitamos os dois feriados (4 de Fevereiro - Inicio da Luta Armada e 9 Fevereiro- Carnaval) e voamos em direcção ao verdadeiro sentido de África. Ao dos filmes! Ao das paisagens sem fim e animais sem comparação.
Apesar de já ter feito safaris em outros dois paises, na Namíbia- Etosha e na Tanzania (sem duvida, o melhor), achamos que este seria o local ideal para levar o Guilherme. Trata-se de um parque com milhares de visitas, e não sendo "comercial" do gênero de um Jardim Zoologico, é um local com trilhos curtos e com Camp Rest e outras acessibilidades bastante próximas.
Ficamos no Pestana Kruger Lodge na Malalene Gate (porta Sul do Parque - aeroporto de Mpumalanga). A primera opção não era esta, nem 2ª nem tão pouco 3ª, mas marcar voos e estadias três dias antes da data (é estupidez total) não permitiu outras escolhas. As opiniões eram favoráveis e por isso, mediante as outras impossibilidades não procuramos mais. Mas....O Pestana não merece as 4 estrelas que possui e desilude francamente! Os pontos positivos são o seu preço (bastante barato) e localização (500m da porta do Parque).
Quanto ao Kruger, foi tudo o que pensavamos. Trata.se de um Parque com uma quantidade incrivel de animais e por isso, a possibilidade de os ver, mesmo na epoca das chuvas (a epoca baixa dos safaris) é altissima. E assim foi, em grande parte e lamentavelmente, pela grande seca que se faz sentir na area, o Guilherme conseguiu ver os BIG FIVE.
Vimos elefantes (grandes, pequenos, bebês, isolados e em manada), rinocerontes, hipopótamos, búfalos, leões, um leopardo, um crocodilo, girafas, milhares de impalas (ou bambis como chama o Gui)...Vimos tudo!
Fizemos dois safaris diurnos (all day a começar as 5.30 da manha) e estreamo-nos num noturno.Também aqui, e apesar dos rangers (guias que acompanham os safaris) serem bons e simpáticos, não posso deixar de pensar que não são ao nível dos da Tanzânia.
As paisagens do Parque são maravilhosas e valem cada momento, cada fotografia, cada suspiro ao ver o nascer do sol.
São estas alturas, em que olho para o meu filho, com a luz do sol africano a nascer, de chapéu de ranger, a dizer adeus ao leão, que me sinto feliz. Que sei que ele é feliz. Que isto faz parte do Mundo que lhe quero dar.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
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2016 entrou com uma queda do Kwanza. Chegamos e a vontade era partir novamente. Numa semana, perdemos quase 20% do ordenado. Ou seja, todas aquelas previsões ou palavreados do último post, seguiram directamente para o meu caixote de lixo pessoal! Passado o último mês, quase que diria que não cumpri nada! Não passei mais tempo com o Guilherme, não cheguei mais cedo a casa e o único exercício que fiz, foram uns belos mergulhos na praia - com o respectivo senta e levanta o rabo da areia!! E quando nós até nos convencemos a aguentar a crise, o dólar, o trabalho, a vida dá-nos uma chapada tão grande, mas tão grande, que nos abala e perdemos o fôlego. Sentimos que é uma grande merda estar longe e que o nosso sitio não pode ser aqui. Queremos muito estar perto e abraçar quem nós é querido e não conseguimos. E desta vez, todas as expressões de "estar perto", "rente ao coração" soam-me a inúteis e vazias. Queríamos mesmo era estar lá. Escrevo no aeroporto de Mpumalanga, África do Sul, já de regresso a Luanda. Tornou-se um (péssimo) hábito só escrever nos voos ou nas salas de embarque. Parece que nunca tenho tempo e ando sempre a correr... Esta mini pausa, deu-me tempo para pensar...
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Rosa Quartz 2016
Cor do Ano - Rosa Quartz
A cor eleita para 2016. Decoração e moda serão invadidas por este rosa palido, ainda que assumido.
Gosto particularmente da versão Gold Rosa e acho uma excelente alternativa aos dourados e prateados usualmente utilizados nos acessórios e pequenos apontamento.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
Modo : partida
Estamos no avião. Ó tempo e se melhorasses um bocadinho (grande!!)? Olhar lá para fora não anima muito mas teremos de ir. Chuva, céu negro, fechado, vento, tudo o que se pode querer para um voo. Vamos em direção ao inverno ainda mais rigoroso para almoçar (e jantar) e depois partiremos em direção ao Verão tropical. Amanhã teremos calor, sol, bronze como se pretende. Estaremos na nossa (segunda, ou talvez não) casa. O Guilherme está feliz desde que viu as malas. Na ideia dele, já acabou o tempo de férias.
Na minha? Ficava mais uns dias. Mas acho que não ficava para sempre. Muito mudou. Em nós, no país, em quem nos rodeia. Ficava mais uma semana e ia. E estava bem!
E mais uma vez, o ambiente é algo "conhecido". Algo que nos une a quem parte hoje. Mas hoje, as faces são de lágrimas, de olhos tristes, de abraços longos. E mais uma vez reafirmo a minha ideia - haja coisa dolorosa como despedidas de aeroporto!
Até já, Porto! Fomos!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Ultimas horas
Sobre o ano que termina tenho muito a dizer. Foi um ano difícil. Foram 12 meses de constantes provas, de constantes desafios, que um a um foram sendo, mais ou menos superados, mas cujas marcas estão aqui. Estão aqui e vai ficar. Encontramos há dias um amigo que não víamos há anos que nos disse "estão mais velhos!". Sim, este ano marcou. Começou a tropeçar, com ameaças de doença em mim, com sustos graves, daqueles de perder o ar nos mais próximos, com Angola a descer a pique. O primeiro trimestre variou entre malárias para lá do aconselhável, cancros que parecem piorar mas afinal não e depressões difíceis . E não posso dizer que durante o ano melhorou consideravelmente. O segundo trimestre não foi de todo melhor. No entretanto, e o que mais agradeço, o Gui é uma criança saudável, os meus pais também, e tudo está bem comigo e com o Nuno. As amizades também foram assuntos difíceis este ano. Mas também houve coisas boas, amigas que estiveram lá com as palavras que precisávamos, e foram a mais valia nesse campo. Outros, partiram sem olhar para trás. Mas nós ultrapassamos tudo. Enquanto o meu núcleo estiver bem, eu ultrapasso. Esse pensamento, julgo que foi o meu maior ganho este ano. A consciência da minha força. Não há muita coisa que me derrube! Se os meus estiverem com saúde, o resto eu contorno ou enfrento de peito aberto. Venha Angola, venham as horas intermináveis de trabalho, venham as desilusões! Com o treino deste ano, como diz a Marta, faremos tudo com uma perna às costas. Para 2016 o que desejo? Desejar, desejar... Apenas saúde para mim e para os meus. Como resoluções ou tentativas disso:
- atrever-me a pensar em regressar (mas isto dará no mínimo 25 posts);
- aprender a "filtrar" ainda mais o que realmente importa na nossa vida. Este ano o treino foi intenso, por isso a tendência é melhorar;
- viajar mais e conhecer um país novo. Maldivas ou Madagascar estão na lista;
- trabalhar menos horas;
- escrever mais;
- colocar os diários do Gui em dia;
- fotografar mais;
- fazer um mini Safari com o Gui;
- tentar fazer algum exercício físico (1 vez por semana já era bom);
- começar a por creme anti rugas à noite;
- fazer jantares mensais com amigos (essa ideia é roubada à Ana e já aprovada pela Marta);
- fazer álbuns de fotografias;
E venha 2016!!! Um excelente ano a todos! Um beijinho especial a quem lê estas minhas baboseiras
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Mais uma ida a casa
Mais um
voo. Mais uma viagem até casa. A viagem do ano. Esta é a Viagem. Correndo o
risco de ser pirosa a escrever, esta é a viagem mais esperada do ano. Há
neste dia qualquer coisa que nos une , aos emigrantes. É o dia que chegamos ao
aeroporto e parece que Angola vai ficar vazia. Caras conhecidas (cada vez
menos, é certo) nos cantos e sempre a mesma conversa. Vais por onde? O teu voo
esta no horário? Falta pouco! Boas festas! São sentimentos estranhos, até
saudosistas. Parece que somos uma grande, grande família. Todos unidos porque
vamos a casa. Todos contentes, felizes! Vamos nós, os tugas, mas também vão os.
Ingleses, os franceses, os espanhóis. Vamos todos ao Natal a casa. E era esse o
sentimento ontem no aeroporto de Luanda. Nas horas (imensas) de fila da
imigração. No avião da Lufthansa, a maioria eram passageiros das petrolíferas,
pessoal do mar. Todos grandes, em tshirt, felizes e a cantar de irem a casa.
Não sei se este é o sentimento em outros aeroportos, outros países, mas ontem
lá foi assim. Todos unidos porque íamos felizes, a casa. Há qualquer coisas nas
caras com quem nos cruzamos esta semana. Qualquer coisa que se chama uma
felicidade simples! A maior parte de nós não leva dólares como outrora, não conseguiu
transferir dinheiro, não sabe o dia de amanha em Angola, mas o sorriso hoje não
dizia nada disso. O sorriso hoje falava em família, voltar à terra, ver os
amigos. Falava em frio, neve, compras e abraços!
Dei por mim a pensar que um dia
até posso ir embora, deixar de ser emigrante. Ficar a trabalhar e a viver em
casa, feliz e junto aos meus. Mas estes dias, estas viagens, estes sentimentos
vão certamente marcar-me para sempre e até deixar saudades. Estes dias
fazem-nos crescer, fazem-nos dar valor ao que é nosso! Um dia certamente estas milhas vão acalmar. Mas nesse dia, vai haver um bocadinho de mim que se vai lembrar destes dias, da semana antes do Natal, dos voos com o pessoal de obra, a cantar e a ansiar a chegada a casa porque é Natal!
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