2016 entrou com uma queda do Kwanza. Chegamos e a vontade era partir novamente. Numa semana, perdemos quase 20% do ordenado. Ou seja, todas aquelas previsões ou palavreados do último post, seguiram directamente para o meu caixote de lixo pessoal! Passado o último mês, quase que diria que não cumpri nada! Não passei mais tempo com o Guilherme, não cheguei mais cedo a casa e o único exercício que fiz, foram uns belos mergulhos na praia - com o respectivo senta e levanta o rabo da areia!! E quando nós até nos convencemos a aguentar a crise, o dólar, o trabalho, a vida dá-nos uma chapada tão grande, mas tão grande, que nos abala e perdemos o fôlego. Sentimos que é uma grande merda estar longe e que o nosso sitio não pode ser aqui. Queremos muito estar perto e abraçar quem nós é querido e não conseguimos. E desta vez, todas as expressões de "estar perto", "rente ao coração" soam-me a inúteis e vazias. Queríamos mesmo era estar lá. Escrevo no aeroporto de Mpumalanga, África do Sul, já de regresso a Luanda. Tornou-se um (péssimo) hábito só escrever nos voos ou nas salas de embarque. Parece que nunca tenho tempo e ando sempre a correr... Esta mini pausa, deu-me tempo para pensar...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Rosa Quartz 2016
Cor do Ano - Rosa Quartz
A cor eleita para 2016. Decoração e moda serão invadidas por este rosa palido, ainda que assumido.
Gosto particularmente da versão Gold Rosa e acho uma excelente alternativa aos dourados e prateados usualmente utilizados nos acessórios e pequenos apontamento.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
Modo : partida
Estamos no avião. Ó tempo e se melhorasses um bocadinho (grande!!)? Olhar lá para fora não anima muito mas teremos de ir. Chuva, céu negro, fechado, vento, tudo o que se pode querer para um voo. Vamos em direção ao inverno ainda mais rigoroso para almoçar (e jantar) e depois partiremos em direção ao Verão tropical. Amanhã teremos calor, sol, bronze como se pretende. Estaremos na nossa (segunda, ou talvez não) casa. O Guilherme está feliz desde que viu as malas. Na ideia dele, já acabou o tempo de férias.
Na minha? Ficava mais uns dias. Mas acho que não ficava para sempre. Muito mudou. Em nós, no país, em quem nos rodeia. Ficava mais uma semana e ia. E estava bem!
E mais uma vez, o ambiente é algo "conhecido". Algo que nos une a quem parte hoje. Mas hoje, as faces são de lágrimas, de olhos tristes, de abraços longos. E mais uma vez reafirmo a minha ideia - haja coisa dolorosa como despedidas de aeroporto!
Até já, Porto! Fomos!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Ultimas horas
Sobre o ano que termina tenho muito a dizer. Foi um ano difícil. Foram 12 meses de constantes provas, de constantes desafios, que um a um foram sendo, mais ou menos superados, mas cujas marcas estão aqui. Estão aqui e vai ficar. Encontramos há dias um amigo que não víamos há anos que nos disse "estão mais velhos!". Sim, este ano marcou. Começou a tropeçar, com ameaças de doença em mim, com sustos graves, daqueles de perder o ar nos mais próximos, com Angola a descer a pique. O primeiro trimestre variou entre malárias para lá do aconselhável, cancros que parecem piorar mas afinal não e depressões difíceis . E não posso dizer que durante o ano melhorou consideravelmente. O segundo trimestre não foi de todo melhor. No entretanto, e o que mais agradeço, o Gui é uma criança saudável, os meus pais também, e tudo está bem comigo e com o Nuno. As amizades também foram assuntos difíceis este ano. Mas também houve coisas boas, amigas que estiveram lá com as palavras que precisávamos, e foram a mais valia nesse campo. Outros, partiram sem olhar para trás. Mas nós ultrapassamos tudo. Enquanto o meu núcleo estiver bem, eu ultrapasso. Esse pensamento, julgo que foi o meu maior ganho este ano. A consciência da minha força. Não há muita coisa que me derrube! Se os meus estiverem com saúde, o resto eu contorno ou enfrento de peito aberto. Venha Angola, venham as horas intermináveis de trabalho, venham as desilusões! Com o treino deste ano, como diz a Marta, faremos tudo com uma perna às costas. Para 2016 o que desejo? Desejar, desejar... Apenas saúde para mim e para os meus. Como resoluções ou tentativas disso:
- atrever-me a pensar em regressar (mas isto dará no mínimo 25 posts);
- aprender a "filtrar" ainda mais o que realmente importa na nossa vida. Este ano o treino foi intenso, por isso a tendência é melhorar;
- viajar mais e conhecer um país novo. Maldivas ou Madagascar estão na lista;
- trabalhar menos horas;
- escrever mais;
- colocar os diários do Gui em dia;
- fotografar mais;
- fazer um mini Safari com o Gui;
- tentar fazer algum exercício físico (1 vez por semana já era bom);
- começar a por creme anti rugas à noite;
- fazer jantares mensais com amigos (essa ideia é roubada à Ana e já aprovada pela Marta);
- fazer álbuns de fotografias;
E venha 2016!!! Um excelente ano a todos! Um beijinho especial a quem lê estas minhas baboseiras
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Mais uma ida a casa
Mais um
voo. Mais uma viagem até casa. A viagem do ano. Esta é a Viagem. Correndo o
risco de ser pirosa a escrever, esta é a viagem mais esperada do ano. Há
neste dia qualquer coisa que nos une , aos emigrantes. É o dia que chegamos ao
aeroporto e parece que Angola vai ficar vazia. Caras conhecidas (cada vez
menos, é certo) nos cantos e sempre a mesma conversa. Vais por onde? O teu voo
esta no horário? Falta pouco! Boas festas! São sentimentos estranhos, até
saudosistas. Parece que somos uma grande, grande família. Todos unidos porque
vamos a casa. Todos contentes, felizes! Vamos nós, os tugas, mas também vão os.
Ingleses, os franceses, os espanhóis. Vamos todos ao Natal a casa. E era esse o
sentimento ontem no aeroporto de Luanda. Nas horas (imensas) de fila da
imigração. No avião da Lufthansa, a maioria eram passageiros das petrolíferas,
pessoal do mar. Todos grandes, em tshirt, felizes e a cantar de irem a casa.
Não sei se este é o sentimento em outros aeroportos, outros países, mas ontem
lá foi assim. Todos unidos porque íamos felizes, a casa. Há qualquer coisas nas
caras com quem nos cruzamos esta semana. Qualquer coisa que se chama uma
felicidade simples! A maior parte de nós não leva dólares como outrora, não conseguiu
transferir dinheiro, não sabe o dia de amanha em Angola, mas o sorriso hoje não
dizia nada disso. O sorriso hoje falava em família, voltar à terra, ver os
amigos. Falava em frio, neve, compras e abraços!
Dei por mim a pensar que um dia
até posso ir embora, deixar de ser emigrante. Ficar a trabalhar e a viver em
casa, feliz e junto aos meus. Mas estes dias, estas viagens, estes sentimentos
vão certamente marcar-me para sempre e até deixar saudades. Estes dias
fazem-nos crescer, fazem-nos dar valor ao que é nosso! Um dia certamente estas milhas vão acalmar. Mas nesse dia, vai haver um bocadinho de mim que se vai lembrar destes dias, da semana antes do Natal, dos voos com o pessoal de obra, a cantar e a ansiar a chegada a casa porque é Natal!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
As fotos esperadas
As fotos do aniversário do Guilherme chegaram hoje!
Estava ansiosa pelo resultado, não o nego. Gosto de fotografias, gosto de fotografar, gosto de ser fotografada e acima de tudo, adoro guardar estas recordações. E estas recordações estão deliciosas de se guardar! Acho que são verdadeiras prendas que dou ao Guilherme, para que um dia, mais tarde, possa ver todas as pessoas e momentos que fizeram dele o que ele é. Sendo suspeita para falar, achei a festa linda, e estas fotos, transmitem bem as gargalhadas e a alegria desse dia.
Obrigada Marcia!
Estava ansiosa pelo resultado, não o nego. Gosto de fotografias, gosto de fotografar, gosto de ser fotografada e acima de tudo, adoro guardar estas recordações. E estas recordações estão deliciosas de se guardar! Acho que são verdadeiras prendas que dou ao Guilherme, para que um dia, mais tarde, possa ver todas as pessoas e momentos que fizeram dele o que ele é. Sendo suspeita para falar, achei a festa linda, e estas fotos, transmitem bem as gargalhadas e a alegria desse dia.
Obrigada Marcia!
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
5º aniversario dos 33
Ontem fiz anos. Como o meu compadre me disse, o 5º aniversario dos 33 anos.
Uma bela lembrança de um amigo emigrante. Eu e os meus 33 anos. Sempre 33. Mas
ontem foram 38. Um pé a acabar a década de 30. Não sei se acredito muito
naquele historia de que os 30 são os novos 20. Não sei se sinto muito isso, mas
isso daria para outro post. Este fim de semana foi de festa. Foi de algum trabalho
e muita alegria. Sábado, um jantar em casa, com a família de cá. Um jantar com
boas conversas e algumas más mas felizes fotos. Um jantar com quem faz parte de
nós há alguns anos. Ontem, um dia em casa, de sossego absoluto, entre piscina e
gargalhadas.
Feliz por ter saúde, por estar com quem amo. Mas a ponderar que 38
pode ser um bom ano para mudanças.
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