sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Mais uma ida a casa



Mais um voo. Mais uma viagem até casa. A viagem do ano. Esta é a Viagem. Correndo o risco de ser pirosa a escrever, esta é a viagem mais esperada do ano.  Há neste dia qualquer coisa que nos une , aos emigrantes. É o dia que chegamos ao aeroporto e parece que Angola vai ficar vazia. Caras conhecidas (cada vez menos, é certo) nos cantos e sempre a mesma conversa. Vais por onde? O teu voo esta no horário? Falta pouco! Boas festas! São sentimentos estranhos, até saudosistas. Parece que somos uma grande, grande família. Todos unidos porque vamos a casa. Todos contentes, felizes! Vamos nós, os tugas, mas também vão os. Ingleses, os franceses, os espanhóis. Vamos todos ao Natal a casa. E era esse o sentimento ontem no aeroporto de Luanda. Nas horas (imensas) de fila da imigração. No avião da Lufthansa, a maioria eram passageiros das petrolíferas, pessoal do mar. Todos grandes, em tshirt, felizes e a cantar de irem a casa. Não sei se este é o sentimento em outros aeroportos, outros países, mas ontem lá foi assim. Todos unidos porque íamos felizes, a casa. Há qualquer coisas nas caras com quem nos cruzamos esta semana. Qualquer coisa que se chama uma felicidade simples! A maior parte de nós não leva dólares como outrora, não conseguiu transferir dinheiro, não sabe o dia de amanha em Angola, mas o sorriso hoje não dizia nada disso. O sorriso hoje falava em família, voltar à terra, ver os amigos. Falava em frio, neve, compras e abraços! 
Dei por mim a pensar que um dia até posso ir embora, deixar de ser emigrante. Ficar a trabalhar e a viver em casa, feliz e junto aos meus. Mas estes dias, estas viagens, estes sentimentos vão certamente marcar-me para sempre e até deixar saudades. Estes dias fazem-nos crescer, fazem-nos dar valor ao que é nosso! 
Um dia certamente estas milhas vão acalmar. Mas nesse dia, vai haver um  bocadinho de mim que se vai lembrar destes dias, da semana antes do Natal, dos voos com o pessoal de obra, a cantar e a ansiar a chegada a casa porque é Natal! 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Work #1

Há dia em que pesquisamos, e pesquisamos e pesquisamos. E encontramos peças assim, maravilhosas!

mais sugestões aqui

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

As fotos esperadas

As fotos do aniversário do Guilherme chegaram hoje!

Estava ansiosa pelo resultado, não o nego. Gosto de fotografias, gosto de fotografar, gosto de ser fotografada e acima de tudo, adoro guardar estas recordações. E estas recordações estão deliciosas de se guardar! Acho que são verdadeiras prendas que dou ao Guilherme, para que um dia, mais tarde, possa ver todas as pessoas e momentos que fizeram dele o que ele é. Sendo suspeita para falar, achei a festa linda, e estas fotos, transmitem bem as gargalhadas e a alegria desse dia.

 Obrigada Marcia!



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

5º aniversario dos 33

Ontem fiz anos. Como o meu compadre me disse, o 5º aniversario dos 33 anos. Uma bela lembrança de um amigo emigrante. Eu e os meus 33 anos. Sempre 33. Mas ontem foram 38. Um pé a acabar a década de 30. Não sei se acredito muito naquele historia de que os 30 são os novos 20. Não sei se sinto muito isso, mas isso daria para outro post. Este fim de semana foi de festa. Foi de algum trabalho e muita alegria. Sábado, um jantar em casa, com a família de cá. Um jantar com boas conversas e algumas más mas felizes fotos. Um jantar com quem faz parte de nós há alguns anos. Ontem, um dia em casa, de sossego absoluto, entre piscina e gargalhadas.

Feliz por ter saúde, por estar com quem amo. Mas a ponderar que 38 pode ser um bom ano para mudanças.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Numa semana com horas a menos, e lama a mais, espera-me (espero eu!) um fim de semana gold. 

Bom fim de semana

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

13 Novembro 2011



13 Novembro 2011

Hoje é um dia especial. Ou deveria ser pelo menos. Ou no mínimo é um dia que terá (e será) de ser lembrado. Faz hoje quatro anos que fui embora. Quatro anos que apanhei um avião de lágrimas nos olhos e fui embora de Luanda. Andava cansada de cá estar, cansada desta vida de emigrante, com saudades do meu pais, e consequência de conjunturas empresariais daquela altura fomos forçados a ir embora de repente.

Um dia estávamos cá, recém chegados de Buenos Aires, recém chegados do tango e da força das aguas do Iguaçu e no dia a seguir soubemos que íamos embora. Não deu tempo para pensar, para despedir, para ponderar. Fizemos as malas e no dia 13 de Novembro, domingo, voamos na Tap para Portugal.
Para quem na altura não queria cá estar, aquele dia custou. A nossa mente (e coração) é estranha. Parecia um filme a passar diante dos meus olhos. A nossa vida de quatro anos cabia em sete malas. Nunca mais me esqueci deste numero. Sete malas eram o resumo da nossa vida de cá.

Os sentimentos eram contraditórios, ambíguos. Estava feliz de voltar a Portugal, apreensiva face ao que me esperava, com pena de deixar os meus amigos de cá, contente de rever os de lá. Confusa, feliz, com lágrimas. O voo foi mais ao menos igual ao meu interior. Uma turbulência tal que houve momentos que achamos que não íamos chegar! O teco-teco que nos levou ao Porto teve alguma (seria/muita dificuldade em passar a grande e fabulosa Ponte da Arrabida. Chovia tanto…O dia era de Inverno puro, duro, e nós, morenos, tostados. 

Faz hoje quatro anos foi assim. Chegamos e fizemos as compras de Natal. Não conseguíamos fazer planos sequer. Quando passou o Natal, vieram os planos. Engravidar, ter um filho, arranjar emprego e ficar. Ou ir até ao Brasil. E passar o Carnaval em Veneza. E ir à neve, e às Maldivas. Voltar não fazia parte dos planos.
Fomos à neve, engravidei em Janeiro, não fui ao Carnaval a Veneza, nem tão pouco às Maldivas. Também não fomos trabalhar para o Brasil. E em Abril, o Nuno aceitou voltar para cá. Voltou em Maio.

E cá estamos, quatro anos depois. Cá estamos felizes os três, em família, em Luanda. A tentar levar… A tentar aguentar, quatro anos depois, a três.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Wish List #11










Preciso de tomar decisões na minha vida. 
Decisões difíceis para o Verão 2016.
Dior , Miu Miu ou Chloe?
Preto e dourado ou branco e dourado?

"E quando o dia é de feriado e chove, a inutilidade toma conta da mente."
 

um email para o Gui

Hoje, em casa, hiper deprimida e chateada com o São Pedro angolano, dediquei-me a algumas coisas (muito poucas é certo) que estavam pendentes há já algum tempo. Resisti a ligar o skype com Portugal e perceber que literalmente #estaumacasaaarder e tratei de actualizar o diário do Guilherme, umas fotos e criar um email para o Gui.
Sim, um email! Criei um email para o Gui receber noticias vossas, recordações, resumos do colégio, o que nos e vos apetecer. É certo que tenho, desde que a criatura nasceu, uns diarios onde escrevo, colo fotos, colo bilhetes, guardo momentos para ele, mas tabém é verdade que está atrasado e julgo que nunca mais estará ao dia! Assim, o que é mais facil que um email? A foto que se tira, a frase que se diz, um momento de click e pimba..Estará numa caixa guardada para um dia ele ler. 
Não tenho duvidas do que amaria ler agora, recordações e pensamentos, escritos pelos meus pais, ao domingo à tarde, enquanto víamos pela milésima vez o por do sol no Passeio Alegre, ao volante do Ford castanho que tínhamos. Ou o que aconteceu quando fomos de Fiat 500 descapotável até ao Algarve, com malas e baldes de praia. Porque as recordações, o que vivemos, são a nossa bagagem para o mundo que nos atravessa todos os dias à frente.

Não sei se ele vai apreciar, se vai gostar, até se um dia deixará até de haver mail ou net, mas à luz do que sabemos hoje, o mail está criado.

sábado, 31 de outubro de 2015

Halloween

Sempre gostei do Carnaval. Sempre gostei de fantasias, mas acima de tudo de as fazer. De as coser, construir, descobrir, inventar mil cenários e acessórios, sempre o mais perto da perfeição possível. unca achei piada a #fantasiasàultimadahoracomroupaquesetememcasa. Nas semanas que antecediam o Carnaval, a pesquisa era intensa e as noitadas chegaram a ser algumas. Tao ou mais divertidas que a propria noite em si. Mas a vida mudou-me de sitio, de pais, de hábitos, e o carnaval e o mais recente Halloween ficaram lá longe. O Halloween não tem uma tradição assim tão grande no nosso, no meu pais e por isso, nem me recordo bem deste dia quando era miúda. Lembro-me sim do "Dia dos Fieis", e da carga saudosa colocada nesse dia. Mas nessa carga não se incluíam abóboras, nem sequer festas assustadoras. Se for a pensar bem, e ponderadamente, nem acho grande piada à importação de festas ou tradições que não são nossas  (detesto o Dia dos Namorados!), nem esta coisa de distribuir doces me agrada por ai além, mas a parte das fantasias...essa sim, que fique!

E como, me parece de todo improvável andar mascarada neste pais (aliás, já acho que ando em demasiados dias!) há que transferir para a minha criatura esse meu gosto. E quem sai aos seus....Gosta de festa, de fantasias, de disfarces! 



Apresento-vos o meu Pirata Esqueleto do Coração!