segunda-feira, 2 de novembro de 2015

um email para o Gui

Hoje, em casa, hiper deprimida e chateada com o São Pedro angolano, dediquei-me a algumas coisas (muito poucas é certo) que estavam pendentes há já algum tempo. Resisti a ligar o skype com Portugal e perceber que literalmente #estaumacasaaarder e tratei de actualizar o diário do Guilherme, umas fotos e criar um email para o Gui.
Sim, um email! Criei um email para o Gui receber noticias vossas, recordações, resumos do colégio, o que nos e vos apetecer. É certo que tenho, desde que a criatura nasceu, uns diarios onde escrevo, colo fotos, colo bilhetes, guardo momentos para ele, mas tabém é verdade que está atrasado e julgo que nunca mais estará ao dia! Assim, o que é mais facil que um email? A foto que se tira, a frase que se diz, um momento de click e pimba..Estará numa caixa guardada para um dia ele ler. 
Não tenho duvidas do que amaria ler agora, recordações e pensamentos, escritos pelos meus pais, ao domingo à tarde, enquanto víamos pela milésima vez o por do sol no Passeio Alegre, ao volante do Ford castanho que tínhamos. Ou o que aconteceu quando fomos de Fiat 500 descapotável até ao Algarve, com malas e baldes de praia. Porque as recordações, o que vivemos, são a nossa bagagem para o mundo que nos atravessa todos os dias à frente.

Não sei se ele vai apreciar, se vai gostar, até se um dia deixará até de haver mail ou net, mas à luz do que sabemos hoje, o mail está criado.

sábado, 31 de outubro de 2015

Halloween

Sempre gostei do Carnaval. Sempre gostei de fantasias, mas acima de tudo de as fazer. De as coser, construir, descobrir, inventar mil cenários e acessórios, sempre o mais perto da perfeição possível. unca achei piada a #fantasiasàultimadahoracomroupaquesetememcasa. Nas semanas que antecediam o Carnaval, a pesquisa era intensa e as noitadas chegaram a ser algumas. Tao ou mais divertidas que a propria noite em si. Mas a vida mudou-me de sitio, de pais, de hábitos, e o carnaval e o mais recente Halloween ficaram lá longe. O Halloween não tem uma tradição assim tão grande no nosso, no meu pais e por isso, nem me recordo bem deste dia quando era miúda. Lembro-me sim do "Dia dos Fieis", e da carga saudosa colocada nesse dia. Mas nessa carga não se incluíam abóboras, nem sequer festas assustadoras. Se for a pensar bem, e ponderadamente, nem acho grande piada à importação de festas ou tradições que não são nossas  (detesto o Dia dos Namorados!), nem esta coisa de distribuir doces me agrada por ai além, mas a parte das fantasias...essa sim, que fique!

E como, me parece de todo improvável andar mascarada neste pais (aliás, já acho que ando em demasiados dias!) há que transferir para a minha criatura esse meu gosto. E quem sai aos seus....Gosta de festa, de fantasias, de disfarces! 



Apresento-vos o meu Pirata Esqueleto do Coração!


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Encontros e recordações

Há dias que começam mal. Começam com injustiças, stresses variados, telefonemas absurdos e continuam. Continuam ao longo da manhã. E depois vamos almoçar aqui ao ladinho do escritório e quando olhamos para o lado, o dia muda! O dia muda porque volta 10anos atrás. Volta ao Museu dos Presuntos, volta ao Bazaar. Volta "à tua casa" em Miragaia. Volta a tempos idos. Tempos loucos, tempos irresponsáveis até. Tempos idos, bons, muito bons, que deixam saudade. Lembrar tempos do Porto, de noitadas sem fim, de dançar até os sapatos virem nas mãos. E há quem diga que na noite não se fazem amizades. Fazem e das boas. Das que duram e marcam. Das que fazem parte de ti como pessoa que és. E olhar para o lado em Luanda e nuns caracóis loiros e num sorriso franco, lembrar estes momentos todos foi tão bom! 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Rotinas

Em pouco mais de 1 mês, passamos de uma rotina de deitar tarde, levantar tarde e brincar o dia todo com babá e empregada, para deitar as 20.30, levantar as 7.15, farda, colégio, natação.
Passamos do oito ao oitenta. Passamos de não falar,  para num mês dizer o nome dos amigos, da babá, dos brinquedos favoritos, contar, e comer sozinho. Vai feliz de manhã, regressa feliz à tarde. Pede para dormir cedo e acorda a rir. No meio de tudo o que corre menos bem, o meu Guilherme entrou na rotina com dois pés direitos e sobretudo entrou e anda feliz. Até eu, tenho de rir às 7.30, cantar, e falar, o que não aconteceu nos ultimos 37 anos seguramente.
A vida muda muito, os hábitos transformam-se. Mas no meio deste ano, dos terremotos, furacões e quedas de petróleos e dólares, no meio de tudo o que tivemos de adaptar no nosso dia a dia para entrar nesta nova etapa, o meu Gui é a coisa mais perfeita da minha vida.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Travel wish list #1





Adorei a Tailândia quando lá estive em Setembro de 2007. Era pra mim uma viagem que significava muito e também ou talvez por isso, acho que foi a viagem da minha vida. Significava um novo começo, um novo inicio, uma prenda inesperada. Era também a primeira grande viagem e tudo me parecia fabuloso. "The Land of Smile " sorriu-nos intensamente e brindou-nos com uma gentileza, uma amabilidade, uma graciosidade e uma grandeza que nos fez amar a Ásia e jurar que íamos voltar. E voltamos! Já disse isto por muitas vezes aqui, mas há um cheiro nestas manhas, nesta humidade que me faz querer lá viver.
Quando estive na Tailândia, há 8 anos atrás, estivemos em Bangkok, em Phuket e nas Ilhas Phi Phi. De tudo, o que menos gostei foi Phuket. Além de apanharmos um mini grande susto de ameaça de tsunami, achei a zona demasiado comercial. Tínhamos estado em Phi Phi ants e o contraste era demasiado forte. Mas hoje, ao deparar-me com um artigo no Buro 24/7, sobre um Resort em Keemala, acho que estou profundamente enganada. Estas fotografias são mais que um excelente motivo para voltar à Tailandia, a terra que tão feliz me fez.

...mais motivos em aqui...



Tempo

Não é original dizer que o tempo voa. Que não damos pelos dias, que os putos crescem demasiado rápido, etc etc e tal. Mas este ano...A semana passada, em conversa com duas amigas minhas de cá (as tais #familiaqueescolhemos) pensava nas nossas conversas a três logo logo no inicio do ano. Tínhamos entrado com o pé esquerdo. Lembro-me de conversas de Janeiro, onde dissemos "2015 não está a começar bem" , "uiui 2015 vai ser difícil". E mais tarde, conversas de Fevereiro e Março, exactamente na mesma linha de pensamento em que "já dizíamos que 2015 ia ser O ano". Realmente o ano começou mal, com sustos, melhorou para mim, piorou para as outras, o dólar subiu por ai acima e a nossa situação cá virou-se de pernas para o ar. Amigos que foram embora, divórcios, algumas doenças, tudo estava errado. Está a ser difícil. Mas está a ser rápido, muito rápido mesmo. Porque na tal conversa da semana passada, com as mesmas absurdas frases sobre 2015, pensei que realmente estão a ser dias complicadas, mas, ....(acorda!!) mas estamos a dois meses do fim do ano. Os nossos discursos, sobre repetição de passagem de ano e esquecer este, já estão quase quase. E agora, olhamos para trás (retrospectivas em Outubro é de gente muito avançada!) e pensamos...Sim, foi mau, está a ser mau, mas nunca pior. Siga com a moeda em baixas, com o pessoal a ir embora, com empregos difíceis, mas siga com saúde. Vamos até ao fim de 2015 e que o próximo nos dê mais. E Marta, parece que a passagem de ano no "bairro social de casas coladas e aguas transparentes" ainda não é este ano.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Amigos outra vez


E depois há dias, em que as mensagens de Whatup são tão ilegíveis, tão sem nexo e sem contexto, por qualquer outra pessoa fora do grupo (diga-se!!!) ,que percebemos que afinal a hierarquização afinal não está assim tão errada.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Qualidade não é quantidade


Tenho vindo a escrever sobre o Porto. Sobre a minha cidade, sobre o seu crescimento e evolução. Sobre o facto de estar apinhada de gente diariamente e dessa mesma gente no adorar.
E é exactamente neste contexto, que escrevo este post.
O Porto tem crescido em número de sítios, em número de visitantes, em número de voos. Basicamente tem crescido muito em números. E em qualidade também, não há duvida. Mas precisa crescer na mesma proporção em formação, em educação, em cuidado no atendimento, pois a meu ver, e sendo estes olhos, olhos de quem está fora e com saudades, ainda há muito a fazer neste campo. Basicamente resume-se a crescer em profissionalismo. E quando falo em profissionalismo falo em duas vertentes: turismo e população local. Porque que nós somos simpáticos, sabemos receber, cozinhamos bem, etc etc e etc, já nós sabemos e já muita gente sabe. Agora, dai até ao profissionalismo de "receber", de estar, de ser como essas grandes cidades que visitamos por esse mundo fora (nem todo o mundo é certo), ainda nos falta.
Não podemos nesta fase deste intenso campeonato que é o turismo, dar-nos ao luxo de abrir tascos, tasquinhas e lojinhas em cada canto e esquina, com qualquer justificação, como um qualquer “melhor a tudo”, sem uma avaliação intensa do que se abre, de quem está à frente dos serviços, do que se oferece. Sim, se queremos manter este número de turistas, se queremos manter este lucro imenso anual, temos de ser bons. Muito bons! Um turista vem uma vez e aprecia a vista, a francesinha, a Lello. Mas só volta se valer mesmo a pena! Só se repetem sítios perfeitos.
Repete-se Roma, Londres, Paris, Nova Iorque e Singapura. Vai-se uma vez na vida a Marselha, Cannes, Dublin, Split. (propositadamente não refiro nenhuma 2ªcidade italiana, porque a Itália ia, se fosse possível, semanalmente!)
E na busca desta perfeição, não pode haver taxistas a jogar bublle em frente a São Bento, que não se dignam sequer a olhar o turista, que simpaticamente pede umas poucas palavras em inglês.
Não pode haver “gajos rascos, mesmo rasca” a vender, não, a obrigar a comprar, um supermercado de droga a quem sai de São Bento, sem um único polícia num raio de dezenas, talvez centenas de metros.
Não pode haver 90% dos tascos fechados à 2ªfeira, até porque, sendo os voos mais baratos neste dia, há muito viajante que escolhe este regresso. Não pode haver trocos dados com as moedas do bolso das calças, nem o ter de pedir factura.
E não pode, não pode mesmo haver um desleixo com quem é de cá. Não posso de maneira alguma sentir que agora, que há ingleses ou franceses a visitar a minha terra, e assim eu não interesso tanto. Se calhar é ressentimento, mas no decurso da organização da festa do Guilherme, foi impressionante a quantidade de emails enviados e da falta de respostas dos mesmos. Tentei variadíssimos sítios, alguns da moda, outros nem por isso, e poucas, muito poucas foram as respostas profissionais que recebi. Onde está o profissionalismo aqui? E nisto, não tenho duvida, temos de crescer!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O meu Porto #6

Não me canso de falar das novidades da cidade. Parece fanatismo ou bairrismo. Parece mesmo, eu sei. Mas não é!
A cidade está mesmo a mostrar o que vale. Não digo exatamente que esteja muito melhor, porque sempre foi linda, mas consegue agora convencer os mais descrentes das suas qualidades.
No post anterior, referi a belíssima esplanada dos Clérigos, em frente à Torre. A simpatia é enorme, a comida é boa e  vista...Enfim, a comida até podia ser má, tamanha é a qualidade do envolvente.
O conceito da "marmita" e almoçar no parque, saudavelmente (tanto em termos de calorias como economicamente falando) começa a implantar-se (e bem) na Baixa e são imensas as pessoas que habituam aquelas mantas e aproveitam o sol ainda de verão.
Na 4ªfeira, andamos no corre corre de compras e tarefas e finalizamos o dia, no Gull. O sushi continua irrepreensível, mas reparei, que estava praticamente vazio.
O Porto sempre foi de modas. Ou melhor, as gentes do Porto!
Ou vem que saímos todos na Zona Industrial de Matosinhos, já tendo ultrapassado os tempos da Ribeira, relembrando épocas do Cais 447, e outros que a minha memória já não permite, ou bem que passamos para a Zona Industrial do Porto. Anos depois surge a Baixa e agora, nada que se situe fora daqueles lados, é lembrado. Sempre foi assim, e julgo que sempre será. Espero também, do fundo do meu ser, que não se perca o amor pelo centro. 

Na 5ªfeira, lá estávamos nós novamente pela Baixa a almoçar. E aqui digo...A melhor surpresa da semana. O Brick! Divinal! Nota 5* posso dizer. Almoçamos uma tosta de salmão (carregada de morangos perfumados), uma salada de camarão e manga, uma sopa, cujos ingredientes não identifiquei mas amei (e eu não sou amante de sopa!) e o chef ainda se ofereceu para fazer uma massa com frango para o Guilherme (prato que nao havia sequer na lista). Este restaurante, tem o melhor de nós, tripeiros! "Honest Food" dizem eles. Honesta, simpática, fresca, perfumada e linda. Tudo recheado duma decoração brutal, muito na onda nórdica do unfinished furniture, e dumas funcionarias simpaticíssimas. Nessa noite, a 1ª Vogue Fashion Night Out do Porto. O ambiente era incrível. Musica nas ruas apinhadas, as lojas cheias, restaurantes sem mesas. 

O Porto a mostrar o que vale :)