terça-feira, 13 de outubro de 2015

Amigos outra vez


E depois há dias, em que as mensagens de Whatup são tão ilegíveis, tão sem nexo e sem contexto, por qualquer outra pessoa fora do grupo (diga-se!!!) ,que percebemos que afinal a hierarquização afinal não está assim tão errada.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Qualidade não é quantidade


Tenho vindo a escrever sobre o Porto. Sobre a minha cidade, sobre o seu crescimento e evolução. Sobre o facto de estar apinhada de gente diariamente e dessa mesma gente no adorar.
E é exactamente neste contexto, que escrevo este post.
O Porto tem crescido em número de sítios, em número de visitantes, em número de voos. Basicamente tem crescido muito em números. E em qualidade também, não há duvida. Mas precisa crescer na mesma proporção em formação, em educação, em cuidado no atendimento, pois a meu ver, e sendo estes olhos, olhos de quem está fora e com saudades, ainda há muito a fazer neste campo. Basicamente resume-se a crescer em profissionalismo. E quando falo em profissionalismo falo em duas vertentes: turismo e população local. Porque que nós somos simpáticos, sabemos receber, cozinhamos bem, etc etc e etc, já nós sabemos e já muita gente sabe. Agora, dai até ao profissionalismo de "receber", de estar, de ser como essas grandes cidades que visitamos por esse mundo fora (nem todo o mundo é certo), ainda nos falta.
Não podemos nesta fase deste intenso campeonato que é o turismo, dar-nos ao luxo de abrir tascos, tasquinhas e lojinhas em cada canto e esquina, com qualquer justificação, como um qualquer “melhor a tudo”, sem uma avaliação intensa do que se abre, de quem está à frente dos serviços, do que se oferece. Sim, se queremos manter este número de turistas, se queremos manter este lucro imenso anual, temos de ser bons. Muito bons! Um turista vem uma vez e aprecia a vista, a francesinha, a Lello. Mas só volta se valer mesmo a pena! Só se repetem sítios perfeitos.
Repete-se Roma, Londres, Paris, Nova Iorque e Singapura. Vai-se uma vez na vida a Marselha, Cannes, Dublin, Split. (propositadamente não refiro nenhuma 2ªcidade italiana, porque a Itália ia, se fosse possível, semanalmente!)
E na busca desta perfeição, não pode haver taxistas a jogar bublle em frente a São Bento, que não se dignam sequer a olhar o turista, que simpaticamente pede umas poucas palavras em inglês.
Não pode haver “gajos rascos, mesmo rasca” a vender, não, a obrigar a comprar, um supermercado de droga a quem sai de São Bento, sem um único polícia num raio de dezenas, talvez centenas de metros.
Não pode haver 90% dos tascos fechados à 2ªfeira, até porque, sendo os voos mais baratos neste dia, há muito viajante que escolhe este regresso. Não pode haver trocos dados com as moedas do bolso das calças, nem o ter de pedir factura.
E não pode, não pode mesmo haver um desleixo com quem é de cá. Não posso de maneira alguma sentir que agora, que há ingleses ou franceses a visitar a minha terra, e assim eu não interesso tanto. Se calhar é ressentimento, mas no decurso da organização da festa do Guilherme, foi impressionante a quantidade de emails enviados e da falta de respostas dos mesmos. Tentei variadíssimos sítios, alguns da moda, outros nem por isso, e poucas, muito poucas foram as respostas profissionais que recebi. Onde está o profissionalismo aqui? E nisto, não tenho duvida, temos de crescer!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O meu Porto #6

Não me canso de falar das novidades da cidade. Parece fanatismo ou bairrismo. Parece mesmo, eu sei. Mas não é!
A cidade está mesmo a mostrar o que vale. Não digo exatamente que esteja muito melhor, porque sempre foi linda, mas consegue agora convencer os mais descrentes das suas qualidades.
No post anterior, referi a belíssima esplanada dos Clérigos, em frente à Torre. A simpatia é enorme, a comida é boa e  vista...Enfim, a comida até podia ser má, tamanha é a qualidade do envolvente.
O conceito da "marmita" e almoçar no parque, saudavelmente (tanto em termos de calorias como economicamente falando) começa a implantar-se (e bem) na Baixa e são imensas as pessoas que habituam aquelas mantas e aproveitam o sol ainda de verão.
Na 4ªfeira, andamos no corre corre de compras e tarefas e finalizamos o dia, no Gull. O sushi continua irrepreensível, mas reparei, que estava praticamente vazio.
O Porto sempre foi de modas. Ou melhor, as gentes do Porto!
Ou vem que saímos todos na Zona Industrial de Matosinhos, já tendo ultrapassado os tempos da Ribeira, relembrando épocas do Cais 447, e outros que a minha memória já não permite, ou bem que passamos para a Zona Industrial do Porto. Anos depois surge a Baixa e agora, nada que se situe fora daqueles lados, é lembrado. Sempre foi assim, e julgo que sempre será. Espero também, do fundo do meu ser, que não se perca o amor pelo centro. 

Na 5ªfeira, lá estávamos nós novamente pela Baixa a almoçar. E aqui digo...A melhor surpresa da semana. O Brick! Divinal! Nota 5* posso dizer. Almoçamos uma tosta de salmão (carregada de morangos perfumados), uma salada de camarão e manga, uma sopa, cujos ingredientes não identifiquei mas amei (e eu não sou amante de sopa!) e o chef ainda se ofereceu para fazer uma massa com frango para o Guilherme (prato que nao havia sequer na lista). Este restaurante, tem o melhor de nós, tripeiros! "Honest Food" dizem eles. Honesta, simpática, fresca, perfumada e linda. Tudo recheado duma decoração brutal, muito na onda nórdica do unfinished furniture, e dumas funcionarias simpaticíssimas. Nessa noite, a 1ª Vogue Fashion Night Out do Porto. O ambiente era incrível. Musica nas ruas apinhadas, as lojas cheias, restaurantes sem mesas. 

O Porto a mostrar o que vale :)



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

29.10.2015

Na 3ª feira, o Guilherme fez 3 anos! Três anos de descobertas, de amor, de muitas alegrias e de milhares de gargalhadas e sorrisos. Cresce de dia para dia e desde que entrou no Colégio, começa a sentir-se da sua parte vontade de comunicar e falar connosco, o que tem dado peripécias de papagaio para lá de engraçadas.
No dia do seu aniversário, e como eu tinha consulta marcada no IPO, o programa estava condicionado. Tínhamos pensado almoçar algo cedo e rápido para dar tempo para conciliar tudo. Mas o Porto, como cidade nossa mãe, ou melhor, nosso Pai que é (porque o Porto é Um e não Uma, nao??!) ofereceu-nos um sol incrivel e decidimos ir petiscar para a esplanada superior dos Clérigos.
Que prenda melhor poderiamos dar ao Gui que almoçar no coração do que é seu?
De 3 na mão, lá fomos nós! E maravilhados ficamos! O espaço é lindoooooo, mas mesmo lindo. Arrisco-me a dizer que é a mais linda esplanada do centro do Porto. Com a Torre em todo o seu esplendor almoçamos umas sandes/saladas muito boas e aproveitamos o jardim para correr, brincar e tirar umas belas fotografias. A simpatia da funcionária e o sumo de melão com ananás destacam-se.
Foi um almoço simples, sentados no chão, onde dei por mim a pensar nestes três últimos anos, na nossa vida e na beleza da minha cidade. O dia estava tão lindo que me custou sair dali para ir à consulta.

Pai e filho, continuaram a passear pelo Porto até eu chegar e fomos deliciar-nos, pela primeira vez, na Santini. São escusados comentários! Haja gulodices saborosas! Ainda percorremos a nossa cidade mais um bom bocado até irmos para casa, organizar o jantar de família.

Foi um dia perfeito! Venham mais aniversários assim.



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 a prenda favorita

bolo by Um dia feliz





terça-feira, 6 de outubro de 2015

O meu Porto #5

O Porto cresce a olhos vistos e é impressionante o número de visitantes a qualquer dia da semana. As ruas estão cheias, o ambiente é fantástico.Já não é Verão, mas o sol, parece que entende que vale a pena aparecer para mostrar o que o nosso coração de granito tem de melhor. Cidade de nevoeiro outrora, é vê-la em finais de Setembro a brindar-nos com dias fabulosos de sol dourado.
Desta vez a estadia foi curta. Uma semana dividida em consultas, festas de aniversários e (muito poucas) compras. Mas sobrou tempo de passeio! E passeio de qualidade. 

O Porto está maravilhoso! Repito, MARAVILHOSO!
No sábado em que chegamos, fomos jantar ao "Cozinha dos Loios". Ver aquela área, tão familiar para mim, dos meus (bons) tempos de estudante, tão requalificada é tão bom! Não posso deixar de referir contudo, que requalificar as cidades, promovê-las, não pode passar apenas por dota-las de restaurantes giros, espaços gourmet e lojas de artesanato. As idades são feitas de sentimentos, usos diários e não podem ser meras fachadas para estrangeiro ver. Mas isso são outras questoes e outros (demasiado longos) posts. Há que preservar quem deu identidade aos espaços. E neste contexto lamento o desfecho da Papelaria Modelo! Mantêm-se os Morgados, valha-nos! Adiante..
No que diz respeito ao restaurante, gostei bastante. Acolhedor, castiço, charmoso. O risoto de cogumelos que escolhi estava bom, mas o destaque do jantar são sem dúvida os couscous com legumes. Já comi couscous de variadíssimas maneiras e em vários países, mas foi de longe, o melhor! O sabor cítrico e o molho quem nem percebi bem de que era (talvez um molho com base de iogurte e alho) dão aos couscois um sabor inigualável. A conversa bem regada com as amigas e o matar saudades, proporcionaram um noite das que fazem falta.

Na 2ªfeira, a desilusão. O Porto está a crescer em espaços, e em qualidade, mas ainda tem de crescer em formação. Há que mudar muitas mentalidades. De tantos e tantos restaurantes novos e menos novos que queríamos experimentar, estavam todos fechados (tirando o Cantina 32, que mesmo numa 2ªfeira não tinha mesa). Numa semana, em que na cidade se atropelam turistas, a grande maioria dos espaços estava fechado. Não consigo perceber esta "gestão". Ou esta "má gestão"! Optamos, por falta de outra escolha, por ir ao Kyoto (a abarrotar) que nunca desilude! 

Semana cheia

Já voltamos à rotina, a Luanda, ao nosso (ou não) mundo. A semana passada foi tão cheia, tão preenchida, com tantos tão bons momentos, que parece que voou num segundo, mas ao mesmo tempo, parece que em 9 dias, vivemos anos. 
O Guilherme, agora auto apelidado de Guigui, fez três anos. Três anos entre Portugal e Angola, entre vidas e mundos, mas rodeado de amor e carinho sempre! Esses três anos tiveram direito a duas belíssimas festas, rodeado de quem o adora. Alguns! Porque a opção de festejar aqui ou ali, deixa sempre muitos de fora. Este ano pensei muito nesta opção. Onde festejar! Pela primeira vez ponderei. Se o nosso sentimento mandava festejar na casa do coração, a razão fazia-me pensar que é cá, em África, que estão quem ele mais reconhece, mais brinca, mais convive. Fará sentido em anos próximos, abdicar da festa com quem ele vive para optar por Portugal? O tempo o dirá! (já para não falar que pelo andar da carruagem, para o ano festejamos noutro lugar qualquer!)
O Guigui teve duas belas festas, onde o tema foram os aviões. Para ele, apenas o brinquedo favorito, ou algo que adora, para nós, a materialização da vida cá e lá, no ar, com malas e milhas.
E foi bem escolhido! A sua alegria foi imensa, contagiante. O seu sorriso e o seu cansaço encheram-nos o coração. 
O Guigui estava feliz! 


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Casa

Estamos em casa. Fizemos a mala, entramos no avião e aterramos na mais linda cidade do mundo. A nossa! 
Já estivemos com alguns amigos, já fomos a uma festa e já passeamos um bom bocado. E hoje é dia de consultas, exames, ansiedade e minutos sempre difíceis. Amanha faz três anos, o dia mais  especial do ano. A pessoinha mais especial do meu mundo. 9 dias em casa. 9 dias no Porto com os nossos. 9 dias que espero, sejam só de festejo. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

4º dia no Colégio


E ao 4º dia, depois de um feriado, no mínimo conturbado, continua a boa disposição à entrada do Colégio!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

3º dia de escola

 
3º dia de Colégio

 foto tirada pelo protagonista do post


A semana corre a outro ritmo. O dia 1 correu muito bem, graças talvez à companhia do Gui, boneco feito pela familia e onde pude testar as minhas fracas competências ao nível dos trabalhos manuais. 
O dia 2, bem correu e hoje estamos no dia 3. O Guilherme fica no Colégio muito bem disposto e acima de tudo, feliz. Até perceber que terá de obedecer a regras e não poderá fazer o que bem entende, a coisa vai lindamente (acho eu!).
Levantamo-nos mais cedo, e eu, ainda consigo chegar uma hora antes ao escritório. Resultado, ainda consigo trabalhar mais uma hora, o que não é linearmente uma vantagem.
O cambio, esse, continua a descer miseravelmente e o situação nacional é preocupante, o que não ajuda em nada nas muitos (demasiadas) horas de trabalho diárias.
A juntar a tudo isto, (mas a parte boa da coisa), a necessidade de organizar o 3º aniversario do Guilherme, daqui a 15 dias e Terras Lusas! 
Vamos indo, com horas a mais e sono a menos (muito menos), mas muito felizes!

domingo, 13 de setembro de 2015

Colégio

Hoje fomos à primeira grande reunião da nova fase da nossa vida. Fomos à primeira reunião do Colegio do Guilherme. Primeira reunião com os restantes pais. Na passada segunda feira, tínhamos ido conhecer a educadora, a sala onde o Guilherme irá ficar e tomar os primeiros contactos com  o ensino pre-escolar. Mas hoje, já foi reunião à seria! Hoje começaram os meus medos, por assim dizer. 
Não sei se tenho muito jeito para algumas coisas que julgo estão à espera da nossa parte e isso faz-me uma ligeira impressão. Nao me estou a ver a fazer grandes amizades entre pais, só porque temos filhos na mesma sala. Alias, os meus pais nunca foram jantar com os pais dos meus amigos da escola, e não me parece que isso me tenha prejudicado. Sempre tive o meu grupo de amigos da escola, comp que uma parte independente. Uma coisa eram os filhos dos amigos dos meus pais, ou os meus primos. Outra, completamente distinta, eram os meus colegas de escola. 
Outro facto que hoje me deixou a pensar, é a nossa suposta importante e fundamental intervenção nos trabalhos escolares, nos ditos "projectos" que o Guilherme trará para casa. Á parte de quase não ter tempo para me "coçar" nos últimos meses (sim, e sei que tenho de mudar para bem de todos, principalmente do Guilherme), os momentos que vou passar com o meu filho serão ligeiramente (espero bem que a promessa da educadora se cumpra!!) condicionados por trabalhos que temos de executar a três! Juntando a este pouco tempo, o pouco gosto que tenho e sempre tive, em trabalhos manuais! Egoisticamente falando, os nossos mergulhos na piscina e na praia, não poderão ser sacrificados. 

É nestes dias que nos perguntamos inúmeras vezes se fazemos bem em insistir em Angola. Se agimos correctamente em matricular o Guilherme num Colegio cá. É nestas semanas, mais  que em todas as outras, que me questiono se nao é tempo de ir embora.

Quero muito que o Guilherme seja feliz neste colegio. Quero muito que o Guilherme se adapte bem a esta nova fase da sua e da nossa vida. E vou esforçar-me! Juro que vou!