terça-feira, 6 de outubro de 2015

O meu Porto #5

O Porto cresce a olhos vistos e é impressionante o número de visitantes a qualquer dia da semana. As ruas estão cheias, o ambiente é fantástico.Já não é Verão, mas o sol, parece que entende que vale a pena aparecer para mostrar o que o nosso coração de granito tem de melhor. Cidade de nevoeiro outrora, é vê-la em finais de Setembro a brindar-nos com dias fabulosos de sol dourado.
Desta vez a estadia foi curta. Uma semana dividida em consultas, festas de aniversários e (muito poucas) compras. Mas sobrou tempo de passeio! E passeio de qualidade. 

O Porto está maravilhoso! Repito, MARAVILHOSO!
No sábado em que chegamos, fomos jantar ao "Cozinha dos Loios". Ver aquela área, tão familiar para mim, dos meus (bons) tempos de estudante, tão requalificada é tão bom! Não posso deixar de referir contudo, que requalificar as cidades, promovê-las, não pode passar apenas por dota-las de restaurantes giros, espaços gourmet e lojas de artesanato. As idades são feitas de sentimentos, usos diários e não podem ser meras fachadas para estrangeiro ver. Mas isso são outras questoes e outros (demasiado longos) posts. Há que preservar quem deu identidade aos espaços. E neste contexto lamento o desfecho da Papelaria Modelo! Mantêm-se os Morgados, valha-nos! Adiante..
No que diz respeito ao restaurante, gostei bastante. Acolhedor, castiço, charmoso. O risoto de cogumelos que escolhi estava bom, mas o destaque do jantar são sem dúvida os couscous com legumes. Já comi couscous de variadíssimas maneiras e em vários países, mas foi de longe, o melhor! O sabor cítrico e o molho quem nem percebi bem de que era (talvez um molho com base de iogurte e alho) dão aos couscois um sabor inigualável. A conversa bem regada com as amigas e o matar saudades, proporcionaram um noite das que fazem falta.

Na 2ªfeira, a desilusão. O Porto está a crescer em espaços, e em qualidade, mas ainda tem de crescer em formação. Há que mudar muitas mentalidades. De tantos e tantos restaurantes novos e menos novos que queríamos experimentar, estavam todos fechados (tirando o Cantina 32, que mesmo numa 2ªfeira não tinha mesa). Numa semana, em que na cidade se atropelam turistas, a grande maioria dos espaços estava fechado. Não consigo perceber esta "gestão". Ou esta "má gestão"! Optamos, por falta de outra escolha, por ir ao Kyoto (a abarrotar) que nunca desilude! 

Semana cheia

Já voltamos à rotina, a Luanda, ao nosso (ou não) mundo. A semana passada foi tão cheia, tão preenchida, com tantos tão bons momentos, que parece que voou num segundo, mas ao mesmo tempo, parece que em 9 dias, vivemos anos. 
O Guilherme, agora auto apelidado de Guigui, fez três anos. Três anos entre Portugal e Angola, entre vidas e mundos, mas rodeado de amor e carinho sempre! Esses três anos tiveram direito a duas belíssimas festas, rodeado de quem o adora. Alguns! Porque a opção de festejar aqui ou ali, deixa sempre muitos de fora. Este ano pensei muito nesta opção. Onde festejar! Pela primeira vez ponderei. Se o nosso sentimento mandava festejar na casa do coração, a razão fazia-me pensar que é cá, em África, que estão quem ele mais reconhece, mais brinca, mais convive. Fará sentido em anos próximos, abdicar da festa com quem ele vive para optar por Portugal? O tempo o dirá! (já para não falar que pelo andar da carruagem, para o ano festejamos noutro lugar qualquer!)
O Guigui teve duas belas festas, onde o tema foram os aviões. Para ele, apenas o brinquedo favorito, ou algo que adora, para nós, a materialização da vida cá e lá, no ar, com malas e milhas.
E foi bem escolhido! A sua alegria foi imensa, contagiante. O seu sorriso e o seu cansaço encheram-nos o coração. 
O Guigui estava feliz! 


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Casa

Estamos em casa. Fizemos a mala, entramos no avião e aterramos na mais linda cidade do mundo. A nossa! 
Já estivemos com alguns amigos, já fomos a uma festa e já passeamos um bom bocado. E hoje é dia de consultas, exames, ansiedade e minutos sempre difíceis. Amanha faz três anos, o dia mais  especial do ano. A pessoinha mais especial do meu mundo. 9 dias em casa. 9 dias no Porto com os nossos. 9 dias que espero, sejam só de festejo. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

4º dia no Colégio


E ao 4º dia, depois de um feriado, no mínimo conturbado, continua a boa disposição à entrada do Colégio!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

3º dia de escola

 
3º dia de Colégio

 foto tirada pelo protagonista do post


A semana corre a outro ritmo. O dia 1 correu muito bem, graças talvez à companhia do Gui, boneco feito pela familia e onde pude testar as minhas fracas competências ao nível dos trabalhos manuais. 
O dia 2, bem correu e hoje estamos no dia 3. O Guilherme fica no Colégio muito bem disposto e acima de tudo, feliz. Até perceber que terá de obedecer a regras e não poderá fazer o que bem entende, a coisa vai lindamente (acho eu!).
Levantamo-nos mais cedo, e eu, ainda consigo chegar uma hora antes ao escritório. Resultado, ainda consigo trabalhar mais uma hora, o que não é linearmente uma vantagem.
O cambio, esse, continua a descer miseravelmente e o situação nacional é preocupante, o que não ajuda em nada nas muitos (demasiadas) horas de trabalho diárias.
A juntar a tudo isto, (mas a parte boa da coisa), a necessidade de organizar o 3º aniversario do Guilherme, daqui a 15 dias e Terras Lusas! 
Vamos indo, com horas a mais e sono a menos (muito menos), mas muito felizes!

domingo, 13 de setembro de 2015

Colégio

Hoje fomos à primeira grande reunião da nova fase da nossa vida. Fomos à primeira reunião do Colegio do Guilherme. Primeira reunião com os restantes pais. Na passada segunda feira, tínhamos ido conhecer a educadora, a sala onde o Guilherme irá ficar e tomar os primeiros contactos com  o ensino pre-escolar. Mas hoje, já foi reunião à seria! Hoje começaram os meus medos, por assim dizer. 
Não sei se tenho muito jeito para algumas coisas que julgo estão à espera da nossa parte e isso faz-me uma ligeira impressão. Nao me estou a ver a fazer grandes amizades entre pais, só porque temos filhos na mesma sala. Alias, os meus pais nunca foram jantar com os pais dos meus amigos da escola, e não me parece que isso me tenha prejudicado. Sempre tive o meu grupo de amigos da escola, comp que uma parte independente. Uma coisa eram os filhos dos amigos dos meus pais, ou os meus primos. Outra, completamente distinta, eram os meus colegas de escola. 
Outro facto que hoje me deixou a pensar, é a nossa suposta importante e fundamental intervenção nos trabalhos escolares, nos ditos "projectos" que o Guilherme trará para casa. Á parte de quase não ter tempo para me "coçar" nos últimos meses (sim, e sei que tenho de mudar para bem de todos, principalmente do Guilherme), os momentos que vou passar com o meu filho serão ligeiramente (espero bem que a promessa da educadora se cumpra!!) condicionados por trabalhos que temos de executar a três! Juntando a este pouco tempo, o pouco gosto que tenho e sempre tive, em trabalhos manuais! Egoisticamente falando, os nossos mergulhos na piscina e na praia, não poderão ser sacrificados. 

É nestes dias que nos perguntamos inúmeras vezes se fazemos bem em insistir em Angola. Se agimos correctamente em matricular o Guilherme num Colegio cá. É nestas semanas, mais  que em todas as outras, que me questiono se nao é tempo de ir embora.

Quero muito que o Guilherme seja feliz neste colegio. Quero muito que o Guilherme se adapte bem a esta nova fase da sua e da nossa vida. E vou esforçar-me! Juro que vou! 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Setembro

Hoje estou sentada no sofá a ver televisão. Não dá nada de jeito, mas mudo de canal enquanto passeio pelo fb e Instagram. Descanso. Sossego e acalmo. Penso que Setembro é um início. Um novo ciclo começa agora. Um novo "ano". E no meu calendário/gráfico mental, estamos no arranque da subida até ao Natal. Um subida que outrora foi de folhas caídas no chão, galochas, mochilas novas e vento frio. Uma subida de chuva, de marmelada, de um Outubro e Novembro que culminam no Natal. Lembro-me de comer marmelada no pao do lanche enquanto andava na escola.
Por aqui, Setembro também vai ser um início, mas de calor e sem marmelada. Vai ser um início duma nova etapa, com mochilas e sem galochas. De cadernos, de escola mas, espera-se, de festa e de verão. 

Alguém disse esta semana no fb ou Instagram, que Setembro é um mês importante. É o maior dos meses!!! O melhor! Foi o que me trouxe o Guilherme. Foi o mais importante de todos os Setembros, o mais importante de todos os meus inícios. 



domingo, 30 de agosto de 2015

Final de Agosto

Estamos a 15 dias de começar uma nova fase na nossa vida de família. Uma fase que aguardo com alguma expectativa, mas com muita confiança. Daqui a duas semanas, o Guilherme vai entrar no colégio. Pela primeira vez, deixará de estar em casa, rodeado de mimos e atenções. Nos seus primeiros tempos estivemos os dois. Depois foram dois anos com a baba, a quem agradeço do coração, e com a nossa empregada de sempre. Agora, dia 14, dará início ao resto da sua vida de "horários". Tenho quase quase a certeza que irá adorar, visto ser uma criança que adora brincar com outras, mas... Há sempre coisas novas, pessoas diferentes, ritmos completamente distintos do que está habituado e por isso, receio uma ou outra birra. 
Por agora procuro mochilas, lancheiras e um stock de sapatilhas! 
O colégio, para minha alegria e descanso, possuiu uniforme e esse sistema (até acho que já comentei isso por aqui) agrada-me muito. Agrada-me principalmente porque logo pela manhã, não penso muito rápido, o que implicaria atrasos ao escolher dois looks diários. E agrada-me muito pelo conceito e "suposta" disciplina. Agrada-me também porque pela "chatice" que a escolha diária do pijama proporciona, adivinho algumas discussões de moda com o mais novo! E discussões as 7 da manhã, (o colégio aqui inicia as aulas às 8horas) nao seriam nada agradáveis, certamente.


E faltam 3 semanas para voarmos até casa e para o aniversário do Guilherme. Haja boas perspectivas! 

sábado, 22 de agosto de 2015

Agosto

Agosto deveria ser o mês dos gelados, dos cabelos com sal, das noites com sol. Lembro-me bem de adorar Agosto. Parecia que trabalha mas custava tão menos...Em vez disso, Agosto, é agora um mês que não gosto. Chega a ser o pior mês em Luanda.
Muitos amigos vão de ferias, o cacimbo ainda perdura, não há praia, nem sequer um mergulho na psicina lá de baixo. Não há programas para fazer. Este é o mês que mais sinto saudades de casa.

Tédio aos molhes! Trabalho às resmas! Sábado à tarde a trabalhar sozinha em casa. Há dias que me pergunto porque não vamos embora. Hoje é um dia. Angola vive momentos difíceis e têm sido muitos a ir embora. O ir, o não ir, o quando ir, é uma conversa agora habitual nos momentos entre os que cá estão.

Preciso de uma festa na minha vida!