domingo, 30 de agosto de 2015

Final de Agosto

Estamos a 15 dias de começar uma nova fase na nossa vida de família. Uma fase que aguardo com alguma expectativa, mas com muita confiança. Daqui a duas semanas, o Guilherme vai entrar no colégio. Pela primeira vez, deixará de estar em casa, rodeado de mimos e atenções. Nos seus primeiros tempos estivemos os dois. Depois foram dois anos com a baba, a quem agradeço do coração, e com a nossa empregada de sempre. Agora, dia 14, dará início ao resto da sua vida de "horários". Tenho quase quase a certeza que irá adorar, visto ser uma criança que adora brincar com outras, mas... Há sempre coisas novas, pessoas diferentes, ritmos completamente distintos do que está habituado e por isso, receio uma ou outra birra. 
Por agora procuro mochilas, lancheiras e um stock de sapatilhas! 
O colégio, para minha alegria e descanso, possuiu uniforme e esse sistema (até acho que já comentei isso por aqui) agrada-me muito. Agrada-me principalmente porque logo pela manhã, não penso muito rápido, o que implicaria atrasos ao escolher dois looks diários. E agrada-me muito pelo conceito e "suposta" disciplina. Agrada-me também porque pela "chatice" que a escolha diária do pijama proporciona, adivinho algumas discussões de moda com o mais novo! E discussões as 7 da manhã, (o colégio aqui inicia as aulas às 8horas) nao seriam nada agradáveis, certamente.


E faltam 3 semanas para voarmos até casa e para o aniversário do Guilherme. Haja boas perspectivas! 

sábado, 22 de agosto de 2015

Agosto

Agosto deveria ser o mês dos gelados, dos cabelos com sal, das noites com sol. Lembro-me bem de adorar Agosto. Parecia que trabalha mas custava tão menos...Em vez disso, Agosto, é agora um mês que não gosto. Chega a ser o pior mês em Luanda.
Muitos amigos vão de ferias, o cacimbo ainda perdura, não há praia, nem sequer um mergulho na psicina lá de baixo. Não há programas para fazer. Este é o mês que mais sinto saudades de casa.

Tédio aos molhes! Trabalho às resmas! Sábado à tarde a trabalhar sozinha em casa. Há dias que me pergunto porque não vamos embora. Hoje é um dia. Angola vive momentos difíceis e têm sido muitos a ir embora. O ir, o não ir, o quando ir, é uma conversa agora habitual nos momentos entre os que cá estão.

Preciso de uma festa na minha vida!

terça-feira, 21 de julho de 2015

O meu Porto #4

Pensar em férias e no meu Porto enquanto espero pela próxima reunião. 

Desta vez a temporada foi de quinze dias, mas com uma pausa para "férias a serio" (ou pelo menos uma tentativa disso) fora de Portugal. 
Mas sempre deu para passear mais um bocadinho em "casa" e conhecer coisas novas. 
Não tantas como gostaria, mas as habituais consultas, idas a bancos, embaixadas, etc, anulam grande parte do tempo que deveria ser considerado livre, despreocupado e totalmente dedicado ao lazer.

Em termos gastronómicos, nesta temporada as novidades não foram muitas. Fomos conhecer dois restaurantes : o Tasca Japonesa, na rua do Sol, na Batalha, e o 17, no cimo do Hotel Dom Henrique. 

Em relação à Tasca, posso dizer que adorei tudo, menos o sushi, o que só por si tem piada, sobretudo quando o objectivo desse jantar era comer um bom sushi. 
O espaço é muito pequenino (mesmo!!! cerca de 18/20 pessoas) e por isso convém reservar. Quem nos atendeu e o restante staff primam pela simpatia genuína que me faz orgulhar de ser tripeira. O chá de lemongrass estava perfeito e tudo o que provamos era delicioso, excepto o tal sushi que achei demasiado banal, tendo em conta os sabores do restante menu.
Recomendo o tártaro de salmão com ovo de codorniz, o ceviche, o pepino. Aliás, acho que será difícil algum prato não valer a pena.

No sábado antes de virmos, e no habitual jantar de amigos, fomos ao 17, depois duma (mais uma) tentativa de experimentar o "Cantina 32" que não tinha disponibilidade. 
O restaurante é por assim dizer .... Uma desilusão! Uma desilusão porque tem tudo para ser perfeito, fantástico, um dos melhores do Porto e não é. É apenas mais um restaurante onde se come "benzinho" (a minha macarronete de azeitona estava boa) e se paga bastante. 
O espaço é bonito, muito elegante, como qualquer projecto de Paulo Lobo, embora não seja inovador em nenhum aspecto. O Porto e aquela vista de cortar a respiração, de nos aquecer a alma, merecia mais. Muito mais! Quem chega aquele terraço e vê a Invicta a seus pés, merecia mais que um Mojito fraco, feito com "xaropes". 
Comemos bem, repito, mas pagamos 50€/pessoa e em momento algum o jantar justificou tal facto. 
O Porto cresce a olhos vistos, mas nem tudo tem a qualidade apregoada e isso preocupa-me. 






Voltar

Já regressamos a Luanda. Já estou novamente a mil. Começo a odiar o sentimento de chegado o fim do dia precisar de outras tantas horas de trabalho para fazer o que tinha idealizado  de manha. Digo e repito que adoro o que faço mas a este ritmo é impossível adorar seja o que for! 
Dou por mim a pensar na minha amiga e comadre Ana, que acha que me devia dedicar a viajar e a escrever sobre isso! 
Será que algum dia concretizarei este sonho? 
Gosto de viajar. É o grande prazer e luxo da minha vida. É a melhor prenda que posso receber. E gosto de anotar e fotografar tudo sobre essas mesmas viagens. 
Um dia vou ter um blog só de viagens!!! 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Coisas que me tiram do sério ou questões pertinentes

Utilizando o título dos posts duma amiga - Questões pertinentes - o que se faz com a pessoa ao nosso lado no cabeleireiro, além de ter uma voz horrível, que irrita um santo, só diz asneiras, autenticas barbaridades??!!! 

A minha cara já por si deve dizer alguma coisa!!! Haja gentinha estúpida! Dois pares de estalos não era suficiente. 


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Menorca #3

A respeito de Menorca e dos destinos child friendly posso dizer que nunca vi tanta criança junta, facto que aos meus olhos podia não ser assim tão positivo , (noutros anos não seria decididamente) mas aos do Guilherme foi fabuloso. Fez amigos diferentes todos os dias, brincou até cair de cansaço, nadou até não poder mais, andou de barco e isso sim, foram as mais valias destas ferias. 
Correndo o risco de ser mal interpretada não aprecio ferias de charter pois salvo raras excepções significam destinos cheios, e excursões tipo carneirinhos. Ora vamos todos para o hotel, ora é hora de seguir para o aeroporto. 
Tentamos amenizar a coisa indo para um hotel diferente do pacote e alugando carro no aeroporto. Correu melhor do que pensava. 
Menorca poderá ser um destino a repetir mas da próxima vez com um aluguer de um veleiro (e as refeições no S'Aguait!!) Isso sim, parece-me uma decisão a ponderar.

Menorca #2

Estamos de partida. Já vamos no avião a sobrevoar o mediterrâneo e a dizer adeus à pequena e bela ilha de Menorca.  As ferias foram boas. Não foram fabulosas, nem fantásticas, como eu previa. Foram boas. A ilha é bonita na sua generalidade, embora não seja nada de cortar a respiração. As praias, de aguas límpidas e de um azul lindo, são realmente a mais valia do local.
Isso e o facto do voo ser directo ao Porto e demorar cerca de 1h40m. 

Coisas boas destes dias? 
- a simpática incrível de todos os que nos serviram nos mais variados locais. Desde os restaurantes, ao hotel, ao taximar, todos foram bestialmente simpáticos. Destaco os motoristas do taximar que recomendo para visitar praias sem acesso automóvel e o dono da loja Granel.
- a comida!!! Nunca mais me ouvirão dizer que se come mal em Espanha. Comi maravilhosamente bem estes dias. O Guilherme ficou-se pela massa à bolonhesa, prato que nas ferias já lhe é habitual. Nós provamos pratos maravilhosos, sobretudo na onda das tapas.
Recomendo o Restaurante Santa Clara, o Restaurante Tastet (risotto nero e os mexilhões), e o Restaurante S'Aguait, junto ao mercado do peixe (aqui recomendo a lista toda!!!, mas especialmente o tataki de salmão, os mexilhões, o carpaccio de rape, e a "brocheta de pollo" que  é uma espécie de tortilha que me fez salivar por mais). Este ultimo restaurante é tão bom, tão simples, tudo tão saboroso que me fez inclusive pensar que gostava de ter algo meu deste género. Todos estes restaurantes são na Ciutadella. 
Por ultimo, na Cala Santa Galdana, recomendo o Restaurante Cala Mitjana e o seu carpaccio de bacalhau com azeitonas!
- as praias! As praias são todas boas. Todas bonitas, todas com agua quente e areia branca. Claro que em Julho, a maioria das mesmas estão cheias e por isso em dois dias, optamos por usar o taximar que nos levou a praias sem acesso automóvel e cujo acesso pedonal não é para as minhas perninhas e muito menos com o Guilherme. Em relação a praias:
. Cala n'bosch - praia ao lado do hotel e com acesso directo do mesmo. Ou seja, do nosso e de outros, o que provoca alguma intensidade de gente, sobretudo crianças por m²;
. Cala Macarella - linda! Apesar de ser das supostas e apelidadas praias virgens o parque automóvel é grande e perto da praia. Um bocado congestionada mas  nada que não se suporte. Tem um restaurante com take away!!!
. Cala Mitjana - muito bonita mas com muita gente. O parque é longe e a caminhada (sobretudo o regresso a subir, de 20/30m) custa um bocado;
. Cala Galdana - praia numa zona de hotéis e com muita gente.
. Cala Escorxada - a praia mais bonita que visitamos. Só acessível por barco ou com longas, mui longas caminhadas. Quase deserta! Perfeita!
. Cala Fustam - ao lado da Cala Escorxada e com passagem para esta. Igualmente deserta e linda! 
. Cala San Saura - areal muito perto do estacionamento mas com muita gente. Tem escolinhas de manha!!
. Cala Turqueta - só conseguimos visita-lá no ultimo dia, pois o seu parque é mínimo e sempre que tentávamos estava  lotado. O areal não fica perto do parque e o regresso, a subir, também não ajuda!

Todas as praias que visitamos permitem que o acesso se faça com um carrinho de bebe, apesar de nós termos optado por não o fazer.

Menorca é decididamente um destino de famílias de crianças pequenas e como tal, todos os hotéis, restaurantes, taxis estão preparados para tal. 



Menorca #1

Mais de um mês ausente. Razões? Demasiadas. E nem uma é das boas. Adiante. Estamos em Menorca, os três. Estamos de ferias. Não as ferias que pretendia, que merecia ou que tinha pesquisado. Vamos dizer que foram as ferias possíveis na conjuntura actual. Nem a Grecia foi minha amiga! Este ano (acho que nos outros todos também) precisava dumas ferias que me enchessem a alma, que me preenchessem, que me dessem algo novo. Quase que me fizessem esquecer o envolvente.  Precisava dumas Ferias (com F grande!!) con tudo: cidade, praia, cultura, comida da boa e da muito diferente, massagens relaxantes e um hotel que me fizesse suspirar. Há alturas da minha vida, (não muitas felizmente) que preciso dum "reset" e este Julho era decididamente uma delas. 
Não sei se vou gostar ou recomendar Menorca (acabamos de chegar), mas darei notícias devidamente acompanhadas por fotos de agua límpida e azul! 


Post escrito a 9 de Julho 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Lima para o Verão 2015



 imagem retirada do meu instagram


Ainda a propósito de padrões e combinações, jogos de cores e texturas, segue uma amostra de um projecto que me anda a crescer nas mãos. Tecidos fabulosos que apelam ao verão, aos dias quentes, a novas decorações nas nossas casas.

Lima é a palavra do Verão 2015!