Voltamos ao ritmo normal. Muito
trabalho, pouco tempo e muito calor. Alguma piscina e muitas gargalhadas. Chego
à conclusão, que não me admira, que tudo na minha vida é drástico. Ou muito
muito, ou quase nada. Ou preto, ou branco. Como Africa. Ou chove torrencialmente
ou não se aguenta o sol abrasador. Mas eu gosto da vida assim. Já aqui
transmiti varias vezes o meu desagrado pelo “não chove nem molha” ou tripeiramente
(palavra bonita esta que inventei!) falando, “nem fod%&$# nem sai de
cima!”.
Olho para as três semanas que
passei em Portugal e sinto que já estão tão longe. Tão longe. Parece que nem sai daqui. Tudo à inha volta está "normal". Penso em tanta coisa que
ficou por fazer. Em tudo o que tinha anotado e que ficou por cumprir (desculpa
Sofia, desculpa Diana). Mas também olhos as fotos e vejo o tanto que
aproveitamos. Tantos momentos bons e felizes com quem “nos faz parte”. Pensei
muitas vezes, principalmente a ver o céu azul do meu Porto, em como seria feliz
ali outra vez. Pensei, repensei e no momento a seguir tive duvidas. Será que ia ser feliz ali outra vez? Será que ia ser completa outra vez? Uma vez fora, será que encaixaria nvamente a100% na minha terra, no meu Porto, no meu País? nos primeiros quinze segundos de cada pensamento, digo que sim com convicção. Nos seguintes quinze hesito, nos outros prefiro deixar de pensar.
Tudo mudou, tudo é diferente. A minha terra, o meu Porto, eu, nós. Por isso, nem penso!
Aliás, desde que cheguei ainda não consegui parar para
pensar. Pensar em tudo o que tenho para fazer. Pensar em tudo o que me falta
fazer. Pensar nas nossas férias deste ano. Pensar em nada e pensar só.
E na sexta-feira, feriado, vou
estar ocupada demais a apanhar sol e a retocar o bronze para pensar!

