domingo, 26 de abril de 2015

Até já Porto.

O meu Porto. Adeus. Até ao verão. Voltamos já. O Guilherme subiu as escadas do avião a correr, feliz. A sorrir, como quem volta para casa. Esse provavelmente é o seu sentimento. O Guilherme volta a casa. Eu deixo a minha. Deixo o meu Porto, cada dia mais lindo. Deixo os meus. Mas a alegria dele, quase contagiante, faz-me sorrir. Fui! 

terça-feira, 14 de abril de 2015

O meu Porto #3

Porto novamente. A minha paixão. A cidade onde mora o meu coração. No sábado, enquanto tomava café no Guindelense (local a inserir nos roteiros do meu Porto) falava com a Marcia da Stim, sobre o meu bairrismo. Sobre o meu anterior bairrismo e a minha actual (pós-condição de emigrante) adoração tripeira. 

Falar deste tema nos Guindais é fácil. Falar deste tema a ver o Guilherme com o elevador a passar como pano de fundo é demasiado fácil mesmo. É orgulho puro. É amor. É do cimo do Douro, achar que somos os maiores e que tudo podemos. É achar que somos feitos de granito e que como duros que somos vamos vencer e vamos ser sempre felizes. Falar disto aqui e acreditar que o futuro vai ser fácil, vai ser bom, porque temos o nosso Porto de abrigo. 

Fizemos uma sessão fotográfica diferente  desta vez. Com o Porto sempre, mas um Porto urbano, actual, gráfico. Um Porto com talento que merece ser visto. Uma sessão que irá crescer trimestralmente.

Ansiosa de ver o resto das fotos....



segunda-feira, 13 de abril de 2015

O meu Porto #2

Na sexta feira, o programa foi animado. Jantar de gajos e jantar de gajas. À boa maneira do Norte, do Porto.
Cada grupo com a sua escolha (lógica escolha, mesmo!). Enquanto que os nossos maridos literalmente se empanturravam com comidinha portuguesa nortenha no "Rei dos Galos de Amarante" nós, como gajas muito xic que somos, fomos "deliciar-nos" com Ostras, no "Ostras e Coisas". Coisa boinha! Jantar e conversa boa, das que fazem falta mais vezes (para nós é certo, pois para os restantes clientes do espaço, julgo que o tom animadíssimo da nossa conversa, não agradou tanto). 
Falamos e falamos e falamos. E comemos. Comemos bem. 

É bom ver no Porto uma quantidade de restaurantes novos tal, que vindo a cada três meses não me consigo actualizar. 
Este é novo e vale a pena. As ostras são boas (o resto também), e o espaço agradável, fresco, elegante sem ser pretensioso. Falta a meu ver na sala de cima, o "fresco" da sala de baixo. Falta um azulejo azul, um toque de peixaria, um toque de mar. O Porto cresce a olhos vistos. Aparecem coisas novas em cada esquina, embora a meu ver, começa a não haver qualquer critério de abertura. Já vi o espaço da " melhor torrada do mundo"!!! Valha-nos!!!! 
Haja algum bom senso. Ninguém que vem visitar a nossa, a minha cidade, quer comer torradas! O Porto tem potencial mas tem de crescer "ajuizadamente", com qualidade. Muita qualidade. Não podemos nem devemos deixar abrir qualquer hostel, qualquer "melhor do mundo". Deverá haver uma forte e apertada vigilância no que nasce na cidade, sob pena de nos vulgarizamos. E o Porto não é e não pode ser vulgar. 




O meu Porto #1

O Porto é nosso. As ruas nunca acabam e andamos e andamos e andamos. Cada vez que voltamos o Nosso Porto está melhor. Está ainda mais bonito (quase que como isso fosse possível!). São duas  dedicados à cidade, à família e à gastronomia. Ora vai que se experimentam coisas novas, ora vai que se repetem as preferidas. É uma semana de assimilação. Quer de calorias, quer de vistas, quer de conhecimento. 
Na 5feira repetimos o Kyoto, onde a relação qualidade/preço no sushi continua optima. Hoje experimentamos o Stash-Sandwich Room, que apesar da simpatia e paciência (muita, kilos dela) do staf para com o Guilherme me deixou desapontada. As sandes de porco são boas, as batatas com alecrim simpáticas mas... São apenas isso, simpáticas. Não me fazem lá ir de propósito! O espaço é interessante apesar de achar demasiado pequeno para possuir rentabilidade. Mas realmente e para grande pena minha, que sou grande amante de pãozinho e de tudo o que com ele se relacione, não é um espaço de figurar em nenhum roteiro. Nem sequer do meu roteiro trimestral. 





terça-feira, 7 de abril de 2015

Ipo

Dia de ferias doente. Ninguém merece. Tarde de ferias no Ipo. IPO com atrasos monumentais. Tempos de espera de mais de 2horas. Mas o sorriso de sempre. A disponibilidade de sempre. A piada. O estarem aqui ao lado para nos. Gosto destas pessoas. Ao longo de quase quase 8 anos (1 contacto a 16 de Maio de 2007) já conheci dezenas de profissionais. Nunca tive menos de um sorriso. Nunca sai daqui, mesmo com as más notícias, vazia, sem um carinho ou uma palavra. Muitas vezes, quase todas, pergunto-me como é possível. Como estas pessoas vêm tudo isto e sorriem. E brincam. E têm famílias em casa e brincam com os seus filhos após horas de tragédias. Já tive aqui muito medo. Ja tive boas notícias. E conheço aqui pessoas fabulosas que acima de tudo se preocupam. E isso é tanto.
Se eu acredito em super-heróis?? Não! Mas que os há, há!! 

domingo, 5 de abril de 2015

Casa

Viemos a casa passar a Páscoa. Nunca dei importância à Páscoa e a grande maioria dos anos, após começar a trabalhar, aproveitava o fim de semana prolongado para me pirar para algum lado. Gosto muito, mas muito de escapelas de Páscoa. Gosto do Algarve na Páscoa. Mas agora, desde que a minha criatura nasceu, e uma vez que estamos ausentes 330 dias por ano, parece-me uma maldade sem tamanho, tirar o Guilherme aos meus pais. Por isso, e apenas por isso, vamos ficar por aqui. Porque preciso de ferias, e quando digo ferias, digo distancia, outra língua, comida diferente e passagens de perder a alma. Preciso de ferias como de pão para a boca. E eu gosto de pão. Adiante!
Viemos até casa. O Nuno trouxe o Guilherme na quarta-feira de manha e eu vim na quinta à noite. Mas o simples facto de passar cá o dia de sexta feira já soa a quase quase "ferias grandes". Hoje é segunda de Páscoa (dia inventado por mim) e já fizemos tanta coisa. Na sexta, um jantar fabuloso com amigos num novo restaurante que ainda não conhecíamos e onde me deliciei com um maravilhoso risotto, num espaço lindo e belissimamemte decorado. O risotto era mesmo maravilhoso - parabéns FLOW!! Grandes conversas, novidades boas e algumas trágicas que nos fazem pensar que a vida tem de ser vivida todos os dias e com muita intensidade. Gargalhadas boas, temas ridículos, que nos fazem sentir que estamos longe mas estamos sempre cá. 
No sábado um dia que se pode apelidar de perfeito. Há dias assim! Um calor incrível, um céu azul como só o Porto tem, umas mantas no chão e o verde do Parque da Cidade num piquenique perfeito. Rimos, conversamos, comemos e comemos, as crianças brincaram (e já são tantas!!), correram, sujaram-se (e muito!). Foi bom. Foi mesmo perfeito. 
Ontem, dia de Páscoa em família. Família  família e a família que escolhemos. Boas conversas, bons amigos. Hoje é segunda feira e esta temporada já rendeu tanto! 
Próximos capítulos - quando houver tempo! 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Musicas e memórias


Tão verdade! Há músicas que me fazem recuar no tempo e na memoria, levando-me a lugares muito bons. Levam-me a alturas muito boas da minha vida (não que estas não sejam, mas alturas diferentes com coisas boas diferentes!). Levam-me a sitios onde me diverti uito, onde me ri, onde nos rimos muito. Levam-me a historias não publicáveis. Há musicas que fazem parte da vida e deviam ser ouvidas de quando a quando numa especie de terapia.



sábado, 28 de março de 2015

Imagens que sim #2


Imagens que nos prendem. Porque sim. 
Porque cheiram a Verão. Porque cheiram a férias. Porque cheiram a liberdade. 


sexta-feira, 27 de março de 2015

Chuva em Luanda #2

Sexta feira. A chuva continua por aqui. Em sete anos nunca vi chover tantos dias seguidos. As obras sentem, o trânsito piora, os angolanos (os necessitados) desesperam. As minhas empregadas demoraram horas a chegar a casa e horas a chegar de manhã. São 9.11 e eu aguardo por uma das duas em casa. Atrasada! Eu! Muito atrasada!!!! Já chateada e para falar em bons termos. Obras paradas. Lama por todo o lado. Mosquitos a mais! Não adianta falar. Não adianta dizer nada. É Luanda com chuva! 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Chuva em Luanda

Mais uma semana. A última antes de ir a casa. Passou mais um trimestre. Mais três meses cá. Mais uma viagem a casa. Uma viagem que se adivinha estranha. Uma viagem sem data marcada de regresso. Não, não vou regressar à terra mãe (infelizmente) ... (Ou não!!!) .. (Ou sei lá !!). Vou apenas renovar o visto, para continuar por aqui mais uns tempos. Ontem mais uma notícia que um de nós vai embora. A segunda notícia destas do trimestre. Custa ouvir, porque aqui, mais que em qualquer outro lado, habituamo-nos que a família são os amigos. E estes já vão. Vão começar outra vez lá na "nossa casa". Vão e fazem bem em ir. Mas custa a quem fica. Custa porque eles vão. Custa porque nós ficamos. Custa porque nos obriga a pensar se um dia será o nosso dia de ir. 
(Também custa mais porque hoje chove e estou nostálgica! Se estivesse esticada na piscina ao sol, não me custava tanto!!) 
Aqui no trânsito (sim, hoje com motorista) penso na família que tenho cá. Nas amizades que criei do zero e que nos irão acompanhar na vida. Nas pessoas que conheci e que são parte de nós. Em quem agora nós é tão próximo. E penso nas que estão longe. Na família/amigos de lá. Nós que a distância mantém, afasta ou até aproxima. Penso nas conversas que tenho cá, nas que falto lá. Penso em tudo porque o dia está cinzento e chove lá fora. E há lama! Muita lama! Demasiada lama. Penso e penso que daqui a uma semana estou quase a ver o azul do meu céu!