segunda-feira, 30 de março de 2015

Musicas e memórias


Tão verdade! Há músicas que me fazem recuar no tempo e na memoria, levando-me a lugares muito bons. Levam-me a alturas muito boas da minha vida (não que estas não sejam, mas alturas diferentes com coisas boas diferentes!). Levam-me a sitios onde me diverti uito, onde me ri, onde nos rimos muito. Levam-me a historias não publicáveis. Há musicas que fazem parte da vida e deviam ser ouvidas de quando a quando numa especie de terapia.



sábado, 28 de março de 2015

Imagens que sim #2


Imagens que nos prendem. Porque sim. 
Porque cheiram a Verão. Porque cheiram a férias. Porque cheiram a liberdade. 


sexta-feira, 27 de março de 2015

Chuva em Luanda #2

Sexta feira. A chuva continua por aqui. Em sete anos nunca vi chover tantos dias seguidos. As obras sentem, o trânsito piora, os angolanos (os necessitados) desesperam. As minhas empregadas demoraram horas a chegar a casa e horas a chegar de manhã. São 9.11 e eu aguardo por uma das duas em casa. Atrasada! Eu! Muito atrasada!!!! Já chateada e para falar em bons termos. Obras paradas. Lama por todo o lado. Mosquitos a mais! Não adianta falar. Não adianta dizer nada. É Luanda com chuva! 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Chuva em Luanda

Mais uma semana. A última antes de ir a casa. Passou mais um trimestre. Mais três meses cá. Mais uma viagem a casa. Uma viagem que se adivinha estranha. Uma viagem sem data marcada de regresso. Não, não vou regressar à terra mãe (infelizmente) ... (Ou não!!!) .. (Ou sei lá !!). Vou apenas renovar o visto, para continuar por aqui mais uns tempos. Ontem mais uma notícia que um de nós vai embora. A segunda notícia destas do trimestre. Custa ouvir, porque aqui, mais que em qualquer outro lado, habituamo-nos que a família são os amigos. E estes já vão. Vão começar outra vez lá na "nossa casa". Vão e fazem bem em ir. Mas custa a quem fica. Custa porque eles vão. Custa porque nós ficamos. Custa porque nos obriga a pensar se um dia será o nosso dia de ir. 
(Também custa mais porque hoje chove e estou nostálgica! Se estivesse esticada na piscina ao sol, não me custava tanto!!) 
Aqui no trânsito (sim, hoje com motorista) penso na família que tenho cá. Nas amizades que criei do zero e que nos irão acompanhar na vida. Nas pessoas que conheci e que são parte de nós. Em quem agora nós é tão próximo. E penso nas que estão longe. Na família/amigos de lá. Nós que a distância mantém, afasta ou até aproxima. Penso nas conversas que tenho cá, nas que falto lá. Penso em tudo porque o dia está cinzento e chove lá fora. E há lama! Muita lama! Demasiada lama. Penso e penso que daqui a uma semana estou quase a ver o azul do meu céu! 

terça-feira, 24 de março de 2015

Quase em casa

Mais uma semana. A última antes de ir a casa. Passou mais um trimestre. Mais três meses cá. Mais uma viagem a casa. Uma viagem que se adivinha estranha. Uma viagem sem data marcada de regresso. Não, não vou regressar à terra mãe (infelizmente) ... (Ou não!!!) .. (Ou sei lá !!). Vou apenas renovar o visto, para continuar por aqui mais uns tempos. Ontem mais uma notícia que um de nós vai embora. A segunda notícia destas do trimestre. Custa ouvir, porque aqui, mais que em qualquer outro lado, habituamo-nos que a família são os amigos. E estes já vão. Vão começar outra vez lá na "nossa casa". Vão e fazem bem em ir. Mas custa a quem fica. Custa porque eles vão. Custa porque nós ficamos. Custa porque nos obriga a pensar se um dia será o nosso dia de ir. 
(Também custa mais porque hoje chove e estou nostálgica! Se estivesse esticada na piscina ao sol, não me custava tanto!!) 
Aqui no trânsito (sim, hoje com motorista) penso na família que tenho cá. Nas amizades que criei do zero e que nos irão acompanhar na vida. Nas pessoas que conheci e que são parte de nós. Em quem agora nós é tão próximo. E penso nas que estão longe. Na família/amigos de lá. Nós que a distância mantém, afasta ou até aproxima. Penso nas conversas que tenho cá, nas que falto lá. Penso em tudo porque o dia está cinzento e chove lá fora. E há lama! Muita lama! Demasiada lama. Penso e penso que daqui a uma semana estou quase a ver o azul do meu céu! 

sábado, 14 de março de 2015

Dias rapidos

Estes dias têm corrido a um ritmo alucinante. Festas, trabalho, feriados que me sabem pela vida, mais trabalho, clientes emocionados, desilusões, e muita praia da boa! Mesmo da boa. Daquela com pouco espaço, muita confusão, mas muitas gargalhadas e conversas das que valem a pena. Tudo passa pelas nossas vidas a correr e lembrei-me hoje que já passaram dois anos que o Guilherme fez de Luanda a sua casa. Não posso, nem quero deixar de assinalar esta data. Esta data será sempre um registro das nossas vidas. Aterramos os três pela primeira vez cá, dia 7 de Março de 2013. E dia 8, feriado, o Guilherme ia à praia pela primeira vez. Já vai tão longe o dia...
Dois anos passaram. Saldo? Continua positivo! A praia faz parte da sua vida, o calor também. Já se aguenta sozinho (com braçadeiras, claro) na piscina grande. E viveu a grande, grande maioria dos seus dois anos e meio cá. 
Este ano não se adivinha fácil. Muitos serão os problemas, as dificuldades, mas vamos continuar por aqui. Há amigos a irem embora. Nós vamos continuar no ritmo de África. Sol tórrido de manhã e tempestades assustadoras pela tarde. Vamos continuar no verão. Um dia a seguir ao outro, vamos continuar os dois anos que aqui passamos os três!

sexta-feira, 6 de março de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Mais do mesmo

Ao fim de 40 minutos a secar e a destilar numa pastelaria sem ac e com 40 graus lá fora, em pleno centro de Luanda, recebo um telefone a confirmar a hora da reunião (que era há 35m atrás!!!). Nada de mais por estes lados. O único burro aqui sou eu que continuo a chegar a horas, ao fim de sete anos nesta terra.

Reunião feita. Objetivo atingido. Resultado: Mais do mesmo. 

Agora rumo a Talatona. Esperam-me seguramente duas horas de transito. Mais do mesmo. Revejo o fim de semana  que foi só metade, (e aqui nem vou dizer novamente "mais do mesmo" porque a burra mais uma vez sou eu!!) e penso no panicanço que tive quando vi sangue na cabeça do Guilherme (que afinal se veio a revelar um mini mini mini golpe).
Penso que tenho de mudar e ter mais calma. E penso no aperto que me dá quando ele chora com dores.
Penso e espero no transito. Vou começar seriamente a pensar utilizar o motorista da empresa nestas idas à cidade. Rentabiliza o meu tempo e descansa a minha mente, já para não falar que poupa os meus tacões.

As noticias por estes lados não são animadoras (também raramente são). Fala-se em impostos e mais impostos a serem aplicados nas transferências. As noticias de cá na imprensa portuguesa ainda são piores - Mais do mesmo!!!!!
É certo que para muita gente, perder 20% do ordenado pode inviabilizar o estar cá, pode deixar de compensar o esforço (porque ele existe e é grande), mas para a grande grande maioria, a questão continua a ser: menos 20% ou nenhum??! Ter emprego e ganhar menos, apesar de estar longe, ou não ter rendimento mensal fixo? A resposta será por demais evidente! Mas independentemente desta questão, do ir ou ficar, que a cada cabecinha cabe decidir, acho perfeitamente escusado capas da Visão com fotografias quase trágicas. Acho perfeitamente escusado a utilização de palavras como "Êxodo". Olho para as noticias na Sic e quase que nos imagino tipo gnus em plena migração. Utilizando a expressão "daquela que está aqui rentinha ao coração": MENOS!! MUITO MENOS minha gente.
Até pode haver necessidade de preocupação, que existe é certo. Mas menos show-off. Menos tragedias nas redes sociais. Menos palermices por favor.



p.s: post escrito ontem e publicado hoje por questões informáticas - Mais do mesmo!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Carnaval

Um profundo silêncio na sala. Na tv aguardo, quase, quase sem som o episódio da semana. Um momento meu aqui no sofá. Penso no carnaval enquanto vejo as fotos de quem gosto. Penso nas festas que fui, nas fantasias que fiz, nos maravilhosos momentos que passei. Muitos mais a preparar tudo ao mais minucioso detalhe, do que nas festas propriamente ditas. Penso nos amigos que partilhavam este gosto. Penso em ti Bruno, penso em ti Ana. Lembro-me de muitos outros que iam quase obrigados.
Lembro-me de tantas fantasias com muita alegria, com um saudoso sorriso. Lembro-me de atravessar a ponte D.Luis a pé, praticamente a morrer de hipotermia, com uma saia de sereia que permite passos de 30cm. Lembro-me que nessa noite quando tirei a fabulosa peruca, cujo cabelo terminava nos joelhos (qual sonho antigo de criança) tinha uma ferida na testa! Não referindo o facto da preparação demorar tanto, que quando chegamos à festa, a mesma estava no fim.
Lembro-me de comprar rendas para vestidos de anos 20. Lembro-me de medusas com serpentes no cabelo e olhos pintados de verde musgo. Lembro-me de fantasias inventadas onde o Gold e as flores eram o tema.
Lembro-me do ultimo Carnaval antes de decidir (aceitar) vir para Angola. Sem dizermos nada a ninguém, parecia que essa noite já tinha um sabor de saudade. 
Lembro-me da noite de Carnaval de 2012, novamente em Portugal, após a consulta onde soube (confirmei) que estava gravida. 
Parece que o Carnaval sempre esteve aqui, na minha vida. 
Cleópatras, diabos, odaliscas, todas fizerem parte da minha vida. E agora pelo terceiro ano, esforço-me que também faça parte as memórias do Guilherme. Não temos grande companhia, ainda não temos rituais escolares nem festas temáticas, mas temos vontade, temos fantasia e espero eu, temos memórias que se criam. Temos no mínimo dezenas de fotos para recordar.