quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Cabinda

Nas minha resoluções deste ano estava conhecer um sítio novo. E um já cá canta. Não era bem o que eu previa quando escrevi, mas é sempre bom juntar conhecimento. E viajar para mim, para um sítio bom ou mau, implica sempre conhecimento. Raros foram os sítios que jurei não voltar. Há sempre algo que nos marca no desconhecido.

Hoje vim a Cabinda. Andei a adiar esta viagem, nos últimos meses do ano passado, principalmente pelas notícias sobre o Ebola rondar estas paragens, mas esta semana teve de ser. 

E cá vim eu. Um voo às 10h, que acabou por ser às 11.30m para o qual tive de sair de casa às 6 da manha. Já não me lembrava destas maratonas de voos regionais em África. E era coisa que não tinha saudades. 
Escrevo, sentada no chão duma sala de embarque carregada de mosquitos e de gente, que como eu aguarda o avião que deveria ter saído daqui as 20.30! São 23.16, ou seja, coisa pouca de atraso. 
Acabei de pagar 100usd para arranjar um lugar em executiva no próximo avião, pois tudo apontava para que o meu lugar  só saísse daqui por volta das 2 da manha, no avião seguinte, que ainda não  saiu de Luanda! E julgo ter conseguido ir no voo mais cedo. Sim, esse que ainda não chegou sequer!

Não me lembrava destes dramas de "aviões carreira" que vão e vêem e acumulam atrasos que podem chegar a um dia! E disto não tinha saudades, confesso. 
Mas estar aqui, de mochila às costas, de botas, sentada no chão, traz-me saudades. Lembra-me bons velhos tempos!

Isto de ver uma cidade pela primeira vez aguça-me o apetite. Em Cabinda, como na maioria das províncias angolanas, sente-se África. Cabinda é verde, muito verde mesmo, incrivelmente húmida e no horizonte inúmeras são as plataformas de petroleo visíveis. As senhoras donas deste pais. Deste pais e de muitos outros. Vêm-se chamas ao longe, silhuetas de aranhiços gigantes, enquanto miúdos tomam banho em praia que podiam ser de filme. Areal fino, não sei se um dia branco, mas hoje negro, com palmeiras e bambus a marcar presença.
Dizem que subindo poucos kms a norte, já perto da fronteira do Congo, a areia é branca e a agua límpida. Vou ter se voltar e comprovar. 
Por hora, uma cidade em crescimento. Menos suja, mais verde. Uma cidade angolana com certeza. 


(Escrito 2feira, 2 Fevereiro)

Cheguei a Luanda dia 3 Fevereiro!!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

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"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

E porque a nossa vida é entre cá e lá. É entre casas. Entre continentes. Entre famílias. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

1/52

"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

Com algum atraso mas a promessa de tentar cumprir!


Bom Ano*

P.s: Foto cedida pela madrinha 



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Planos para 2015

Voltamos ao ritmo. Trabalho. Trabalho a mais, casa, calor, pouco tempo para tudo e sonhar com a próxima ida a casa. Planos para 2015? Há dias que penso que sim, que tenho planos. Há outros, que penso...que isto dos planos nunca dá em nada e o que vale é viver o dia a dia e como der. Mas também tenho consciência que é obrigatório fazer planos ou ter objectivos. Sei que hoje já é dia 21 mas mais vale tarde que nunca. E para relembrar varias vezes ao longo do ano, estas serão as minhas preciosas intenções:
- beber mais agua (2 litros diários);
- fazer exercício físico (mínimo 2 vezes por semana e não conta nadar na praia!);
- organizar as fotos e mandar imprimir centenas delas; mandar fazer dois ou três quadros com fotos;
- conhecer pelo menos um sítio (pais/cidade) novo;
- brincar mais com o meu filho, o que implicará sair mais cedo do gabinete;
- ter o "diário" do Guilherme em dia (coisa difícil!);
- aprender receitas novas e cozinhar mais (se possível comida saudável);

- e acima de tudo, lembrar-me que devemos aproveitar cada dia, cada minuto!!
O resto não adianta planear...o destino dita a linha e nós contornamos ou não!!! 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Saúde para 2015

Tenho posts e posts para escrever. Tanto para contar. Tanto que não se escreve mas se sente. Porque gosto de escrever e há que escrever sobre os assuntos que nos "fazem parte". Fomos de ferias que não souberam a ferias. Começavam ainda quando se avisinhou que não iam ser simples. Medicos e mais medicos. Começou com o dentista, depois passou pelo IPO, ginecologista e de volta ao dentista, pois o tipo de consulta requeria uma divisão. E voltar ao IPO, para saber resultados do exame de ontem. Rapidez no serviço publico? Excelência! Médicos que se preocupam comigo e que desde sempre foram fabulosos. Médicos que sabem que vivo longe e me marcam exames e me atendem fora de horas. Médicos que me fazem dizer que quem aqui trabalha é mesmo especial. Médicos que me fazem sentir segura. Ver semblantes pesados, de quem vive com o cancro. E quem vive, vive sempre. Vive no Natal, na Páscoa, nas ferias. Vive em cada aniversario, em cada momento mais especial. Vive sempre e para sempre.  Porque a minha vida é assim, a viver com ele. Oposta e feliz! Natal. Ano Novo. Dias na minha cidade, no meu Porto de abrigo com as minha ancoras. Natal. Ano Novo. Ano Novo no meu Porto. Num Porto lindo com 140 mil pessoas. O Gui a ouvir "Cupido", a sua música favorita (já alguém dizia isto ao Demo, não???) Nem se sentia frio. Está provado 140mil pessoas aquecem a sala de estar da nossa cidade, da minha casa. Más noticias. Comecar o ano com um funeral e com hospitais de quem nos é proximo. Pensar que isto de estar bem é demasiado instavel. Que tudo muda e num segundo. Recuperar. Respirar um bocado mais fundo. Pronto, é hora de embora. Fui, Natal,  Ano Novo, e regresso. Não foram as melhores mas de longe podim ter sido piores. Confirma-se... O que se deve pedir no  Ano Novo é saúde. Saúde aos molhos, aos ramos, ramalhetes , tipo alho porro para se dar na cabeça de quem nos rodeia. Saudinha!!!! Muito! Saúdinha para pais e filhos. Com saúde somos TUDO.

Bom ano de 2015 com muita saúde para todos*

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ida a casa

Fim da temporada 2014. Ida a casa. Stress habitual de viagem de Natal. Stress habitual de voar na ultima sexta feira à noite antes do Natal! 
Lá vamos nós a casa, ver os nossos, ver o que é nosso. Esta altura a vontade é muita. O Natal por cá não se sente da mesma maneira e apesar das decorações esforçadas, Pai Natal e praia com bikini não combina. O Guilherme começa a perceber bem o conceito do dia da viagem e é ve-lo a (des)ajudar a fazer a mala. Os dias vão ser curtos e poucos para tudo, e parece que já penso no regresso. Mas quero aproveitar cada minuto destas ferias. Quero pensar, descansar, dormir, passear. Quero preparar-me para um ano que se adivinha difícil em Luanda. Quero pensar no futuro, sim eu, que detesto grandes pensamentos e filosofias ou grandes "eu vou fazer..". Quero mandar fazer fotos para as minha casas. Quero fazer uma linda arvore de Natal. Quero fazer tanta coisa que já estou cansada so de pensar. 

Post escrito no aeroporto de Luanda nas três horas de espera do voo. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nós e o nosso Porto by Ties

Uma das prendas que queria dar ao Guilherme pelo seu segundo aniversario, era um bocado de Porto.
Um bocado da cidade que é tão minha, que é tão dele e que a maior parte do tempo está tão longe.
Na escolha do local da festa, tentamos isso, como aqui descrevi. E no seu dia de aniversário também.
Queria algo para um dia mais tarde ele saber de que é feito. Porque ele é feito de calçada de granito, de ferro forjado, de arcos de betão que um dia foram os maiores do mundo. É feito de Douro. É feito de muita história, sinceridade e até alguma brusquidão. É feito de Porto.
Escolhemos a Catarina Ferreira do Ties e o resultado é assombroso. 

O Guilherme e o nosso Porto.
















segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Wish list #8 . Oculos de Sol 2015

E o meu pensamento, coração e internet vagueiam por estes lados. Decisão difícil....





Joias com significado

Quem me conhece sabe que gosto de joias. Gosto de dar e receber joias. E quando digo joias (e já disse demasiadas vezes neste post!) , não quero necessariamente dizer ouro, diamantes, pedras preciosas. Muitas vezes, a maioria das vezes até, significa algo amarrado com um fio. Uso esta palavras pelo seu significado. Joia, como algo precioso, com muito significado.E se gosto de dar e receber peças destas, mais ainda quando possuem um significado espcial. Quando querem dizer algo, quando nos recordam alguém ou algum momento belo.
Como já falei aqui alguma vezes, felizmente tenho algumas peças destas. Peças que me acompanham quase diariamente (para isto, também conta eu ser hiper preguiçoso e me custar horrores mudar de pulseiras ou fios de manha quando me visto) e que me fazem lembrar coisas especiais da minha vida.
Recentemente ofereceram-me mais duas peças belíssimas, e como eu gosto, com muito significado!
No meu aniversario, os meus pais oferecem-me um pulseira linda, finíssima, super elegante, com um menino. Uma perfeição de menino. No batizado do Guilherme, a minha grande amiga, ofereceu-me esta medalha que publico. Uma medalha que coincidentemente esteve nos meus olhos nessa mesma semana...Palavras para que? São prendas de quem nos conhece bem.