Dei por mim a ver imagens de minha casa. Da minha primeira casa. Da minha verdadeira casa. Uma casa que desenhei com carinho e atenção (demasiada até) cada cm. Que desenhei moveis. Que escolhi tecidos e madeiras. Muito antes mesmo de saber que a minha vida profissional ia fazer uma curva ligeira, abarcando o mundo dos interiores. Gosto do resultado. Mudaria já muita coisa é certo, mas gosto da leveza, da frescura, do ambiente claro, simples, da luz que entra em cada compartimento.
Gosto de casas que digam quem lá vive. E a minha transparece a nossa vida, as nossas viagens, as nossas escolhas.
Acho importante uma casa ir sendo construida. Não ser algo estanque, fechado. Mas a base tem de ser única, ser pensado como um todo, em que cada viagem, cada momento especial do ano, cada fotos, preenche um espaço. Gosto de misturar imagens, padrões, cores, texturas. Gosto de contrastes.
Gosto de fazer o trabalho completo, cada vez mais. De partir ou desenhar a parede, escolher o mármore e em seguida o tecido da almofada que ali irá pousar. Julgo cada vez mais que o meu pensamento está mais completo. Imagino o tijolo, a cor da parede, já pensando na jarra que ali irá ser colocada.
Quero continuar a fazer isto. Tenho a certeza disso. E em semanas complicadas, semanas com pouco descanso, obra, lama, chuva, encomendas que não chegam ou papeis de parede que vêm trocados, esta certeza é uma segurança.
Moveis desenhados por mim e executados por um belíssimo profissional de Paços de Ferreira
Tapetes By Lusotufo