Sentada no computador. Mais um dia de (muitas horas de) trabalho. Demasiadas até para quem trabalha em processos criativos. Mas isso seria levantar mais uma vê a discussão de trabalhar sobre pressão vs criatividade. Enfim! Cansada. E ainda é 4ª feira. Quase quase a fazer 37anos! Obrigatório pensar na vida. Ou não! Fazer balanços. Pensar em tudo o que consegui ate agora, tudo o que tenho, tudo o que sou. O que sou? Como me definiria aos 37 anos? Mulher, Mãe, Arquiteta? Talvez. Sou feliz. Podia ser mais? Podia! Mas sou feliz. Mas ainda não é este ano que festejo nas Maldivas. Mas acreditem, esse dia vai chegar!
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Fim de semana bom
Sabado e Domingo de praia. Noite bem dormida depois de jantar com amigos. Fins de semana preenchidos que dão alento para a semana. O verão está finalmente a chegar. O sol já queima e os vestidos coloridos já combinam com o tom bronze. A agua salgada ainda fresca ajuda ao despertar. Mergulhar e mergulhar. Areia nos dedos dos pés a acompanhar conversas futeis. Preciso disto para aguentar Angola.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
*
Já escrevi varias vezes sobre a vida não ser justa. Sobre os atropelos que sofremos volta e meia. Haverá alguma maneira de nos habituarmos a ser abalroados por algo que não controlamos nem prevemos? Julgo que não. Há que viver a vida no dia a dia, tentando nem sequer pensar em algumas possibilidades. Porque há possibilidades que nos deitam abaixo, que nos tiram o chão, nos apertam de tal forma o coração que nao nos deixam respirar. E ficamos sem respirar uns dias. Mas depois, vem uma lufada de ar fresco, carregada das melhores notícias. E é aqui que acreditamos na Vida outra vez!
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Compras
Passam morangos do Lubango e já não vou a tempo de chamar a moça. Saldo! Bolachas fritas que nunca provei. Pipocas doces e salgadas, talvez os vendedores mais castiços pelo volume. Vestidos em tecidos do Congo. Saldo! Cds. Sapatilhas adidas. Tomadas T, extensões. Uma cana de pesca. Porta fatos. Pentes, agulhas e linhas das mais variada cores. Cocos e mangas ainda verdes. Relógios de parede. Agua e refrigerantes. Saldo! Almofadas. Molduras e duche de chuveiro. Pipocas again. Pilhas, pinças, phobes e capa de iPhone. Oculos de sol. Cruzetas com e sem pinças. Coletes e triângulos. Telemóveis. Fraldas de pano. Raquetes chinesas mata-mosquitos e espanadores do pó. Óculos de sol. Gravatas. Pára-sol do Mickey. Maquinas de aparar barba e cabelo.
Isto foi a minha visita ao Shoping em 500m, 1h20m de transito! Podia ser pior.
sábado, 18 de outubro de 2014
Wish list #8 . Furla
Furla. Cada vez melhor.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Amigas
A propósito de um dos meus últimos posts sobre jantares de amigas...
Eu tenho amigas boas. Amigas muito boas. Grandes, majestosas. Cada uma no seu esplendor. Tenho amigas de há muitos anos, do tempo da escola. Tenho amigas mais recentes, do tempo de adulta. Tenho amigas em Angola, que a vida de emigrante me deu. Mas tenho orgulho em ter amigas assim. Muito orgulho. Gajas com G. Algumas boas mães, outras excelentes solteiras! Todas fabulosas profissionais que sabem o que fazem. Gosto de mulheres competentes. Sinto a falta de muitas que estão longe, mas também sinto que lhes dou mais valor pela distancia. Já tive grandes desilusões e certamente já desiludiu algumas amigas também, mas julgo que a idade ou maturidade nos dão algumas distancia, algum poder de selecção e escolha, evitando alguns erros. Tenho amigas com quem não falo durante semana. Mas tenho amigas que adivinham os meus pensamentos e que juntas passamos momentos ou recordamos momentos que me fazem sentir viva. Já choramos muito juntas. Já rimos até mais não. Já caímos e já nos levantamos. Crescendo e evoluindo.
Escrevi isto porque estou com saudades de coisas de amigas. Coisas de regueifa, vinho, palermices e gargalhadas (piada privada que nem eu mesma atingi!)
Sou felizarda porque tenho umas amigas do Caralh........
sábado, 11 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Sobre o baptizado
Sobre o baptizado. Sobre a cerimônia e o seu signifcado. Há tanto a dizer, tanto a escrever. Tantas duvidas, incertezas, questões por resolver ou responder. Algumas certezas: foi uma escolha certa, uma cerimônia fabulosa e há padres incríveis.
Desde que o Guilherme nasceu, nunca tivemos os dois grandes conversas sobre o batizado. Falamos sim, muitas e variadas vezes sobre a escolha dos padrinhos. Sim, porque no nosso entendimento, a criatura tinha direito a ter padrinhos (tinha a ideia de já ter escrito sobre isto, mas não encontro o post! o que só comprova a minha teoria que a minha memoria já deu frutos noutros tempos..). Ter padrinhos não implica um baptismo. Eu própria sou madrinha sem cerimônia e não menos especial por isso. Ter padrinhos implica um ritual de ter alguém especial na nossa vida. Quase como um "tio especial". E independentemente do ser católico ou não, eu queria dar isso ao meu filho. Queria que alem de todos os "tios" fabulosos que o meu filho tem a aorte de possuir, queria que um fosse especial. A escolha foi mais ou menos fácil e mais ou menos consensual. Gostávamos os dois de duas ou três pessoas e achávamos que qualquer das opções era perfeita. Optamos por alargar a família. Optamos por dois Amigos. Dois amigos de A (grande) que sabemos que serão especiais na vida do Guilherme.
O baptizado foi sendo assim um tema permanentemente adiado. Não há, pela nossa parte, pratica catolica e por isso, não fazia grade sentido. Há fé, mas de certa forma uma fé diferente, especial e que provavelmente não justificaria o acto do baptismo para a grande, grande maioria dos padres.
Por isso, quando decidimos batizar o Guilherme só fazia sentido com alguém tão especial como a nossa fé. Alguém que nos entendesse e nos percebesse. Alguém atual. Alguém que dá à Igreja Católica uma palavra diferente, um sentido com o qual nos identificamos. Alguém para quem a Igreja evolui, para quem é natural as crianças correrem nos corredores e rirem-se à gargalhada na cerimônia. Alguém que não nos obriga a casar e diz que temos obrigação de ser felizes. Sim, porque se tivemos um filho, temos a obrigação de o fazer feliz! Esse alguém provou-nos na cerimonia que a nossa escolha estava certa, que as palavras foram as certas. Foi uma cerimonia instintiva, sem ensaios, sem aprender as palavras correctas a repetir. Foi uma cerimonia onde nos disseram que o que interessa é que o Guilherme seja feliz e que para isso, nós temos de ser felizes.
Foi uma cerimônia simples, informal, quase que uma conversa entre amigos que se junta em torno dum assunto. O Gui corria pelos corredores da Igreja e os convidados riam-se à vontade.
Este o melhor baptismo possível!
Semana de ferias #3 . o dia da festa
Estou cá há quatro dias e na minha cabeça (e alma) parece que não vou a casa há meses. O resto da semana passada, foi, (à semelhança do descrito nos posts anteriores) muito preenchida. Ver amigos, fazer compras (muito poucas) e sobretudo tratar da festa grande de sábado. Sábado, no dia em que pelas contas do Dr Boaventura Alves, ele deveria fazer dois anos, o Guilherme foi batizado. Alguém fervorosamente católico até poderia alegar um segundo nascimento neste dia 4 de Outubro, mas eu escolho pensar apenas em coincidências felizes da vida. Se a festa tivesse sido no ano passado, tinha sido a 29 de Setembro, um domingo, no dia do seu primeiro aniversario.
Este ano, a marcação impôs-se a 4 de Outubro, dois anos depois da data marcada para a cesariana. Não há forma de não sorrir, nem de não lembrar de futuro este calendário que a vida me deu. Passei o ultimo mês a organizar esta festa. Queria uma festa perfeita. Uma festa informal, com duas fases distintas -batizado e festa de aniversario-, e com sabor a Porto. Assim como na sessão de fotografias do dia do aniversario, era importante para mim, que a festa fosse "tripeira" na alma. Vi e vi e tornei a ver todos os sítios possíveis na minha cidade. Mandei mails, liguei, pedi orçamentos e muitas vezes desesperei. Julgo que metade dos proprietários de espaços de eventos endoideceu, mas adiante. "Ele é a crise", mas ninguém cede!!! E perdeu-se muito da noção de preços, de valores e do que é, ou deveria ser uma festa de criança. Eu SÓ queria uma festa bonita. E com sabor a Porto, a Douro. Uma festa com origem, berço, tradição e muitos balões! E assim foi a festa!!! Foi tudo o que imaginei.
Descobri em Junho, por indicação da fabulosa food blogger Teresa Rebelo, do Lume Brando, um espaço que na primeira visita (nas ferias de Julho), nos encheu as medidas. Uma Associação sem fins lucrativos, localizada no coração do meu Porto, que além de ter uma vista incrível, aparentava um excelente serviço. Digo aparentava, pois não provei nada. As fotografias da comida eram boas e a opinião da Teresa contou muito. O preço era agradável, mas acima de tudo o conceito era perfeito. A SAOM é uma associação que resumidamente ajuda as pessoas numa segunda oportunidade de vida, dando-lhes uma excelente formação ao nível da hotelaria e da cozinha. Presta ainda apoio a idosos e população sem abrigo na área do Porto antigo. Ou seja, nesta casa erguida e cima da Muralha Fernandina, além de se respirar Porto, ajuda-se as populações carenciadas do nosso casco antigo. Pareceu-nos que não podíamos esperar melhor e arriscamos, sem provar nada e a escolher tudo por fotografias. E não podíamos ter acertado mais!
As escolhas foram perfeitas. O dia começou com a cerimônia do baptizado (sobre a qual escreverei mais tarde) na Igreja de São Baptista da Foz e seguimos para almoçar no Passeio das Virtudes, na Saom. Começava a festa!
Com a fabulosa decoração da designer gráfica e minha grande amiga Raquel Peão, e o apoio (no bolo e lembranças) da cake designer Francisca Neves o tema Safari Jungle Party foi um sucesso. Tive duvidas sobre escolher tema ou não. Não sou grande apreciadora de bonecos no geral, mas achei que uma festa de criança, precisava de ser "infantil". O Guilherme tinha de se identificar. E as gargalhadas dele ao ver os animais, nos primeiros testes de impressão, não me deixaram duvidas.
Tudo estava lindo, tudo estava saboroso e o Guilherme estava feliz! Estava tão feliz! Batia palmas, gritava, e o olhar dele e o seu sorriso quando viu o lançamento de balões foi e será para sempre inesquecível. Valeu cada minuto, cada esforço, cada desenho que se fez tentando que fosse um dia perfeito. E foi!
A festa era do Gui. Era para o Gui. Estiverem presentes quase todos os seus amigos, e tenho de reafirmar o quase. Faltaram amigos importantes, amigos#família, que a "crise" e as más condições de Portugal, o fizeram ganhar lá fora, lá longe. Mas estiverem muitos. (demasiados até quando penso nos gritos a correr por aquelas escadas!). Estiveram quase todos os que sempre fizeram parte da vida do Guilherme. E sempre vão fazer. Os sorrisos foram uma constante. Havia tatuagens de animais, riscos na roupa, bolas de sabão. As fotografias às centenas. As conversas tão boas, que o sol foi embora e os amigos teimavam em não ir embora. E o Guilherme sempre a sorrir. O balões, o vento levou-os com a promessa de entregar os desejos de quem nos rodeia.
A festa era do Gui. Era para o Gui. Estiverem presentes quase todos os seus amigos, e tenho de reafirmar o quase. Faltaram amigos importantes, amigos#família, que a "crise" e as más condições de Portugal, o fizeram ganhar lá fora, lá longe. Mas estiverem muitos. (demasiados até quando penso nos gritos a correr por aquelas escadas!). Estiveram quase todos os que sempre fizeram parte da vida do Guilherme. E sempre vão fazer. Os sorrisos foram uma constante. Havia tatuagens de animais, riscos na roupa, bolas de sabão. As fotografias às centenas. As conversas tão boas, que o sol foi embora e os amigos teimavam em não ir embora. E o Guilherme sempre a sorrir. O balões, o vento levou-os com a promessa de entregar os desejos de quem nos rodeia.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Semana de ferias #2
A semana foi atarefada. Não descansei, não parei, não fiz curas de sono, nem massagens, mas vim preenchida. Mais magra mas de coração cheio. Dia 29 de Setembro, a minha criaturinha fez dois anos. Há dois anos atrás, estava na Cuf às 8h da manha, depois de dormir 3 horas, vinda dum jantar de mulherio (mais uma vez os tais jantares!!) a "ganir", tamanhas eram as dores. Apesar da cesariana estar marcada para a semana seguinte (para o dia 4 de Outubro), o Guilherme mal soube que o pai tinha chegado, tratou de "meter pés ao caminho". E acreditem que isto não é uma mera expressão. Doeu-me bem mais que julgava possível, mas também durou bem menos do que pensava. Realmente é bem verdade quando se diz que custa, mas que depressa se esquece.
Passados dois anos, e muitas gargalhada e aventuras depois, lá estávamos outra vez no Porto, num dia de sol, a tentar fazer uma pequena comemoração. Almoçamos com vista para o Douro e depois fizemos uma sessão fotográfica com a Catarina Ferreira do Ties. Pedi-lhe fotos que mostrassem ao Gui as suas origens. O meu (e também dele) Porto. O meu amado Porto. Passeamos por Serralves e acabamos a tarde, com porto tónico por baixo da Ponte. De seguida um jantar em casa. Um jantar com velas e parabéns. Um jantar com quem lhe quer tão bem. Com a família que escolhemos. Um 29 de Setembro muito feliz. Com sabor a festa, a Porto, a família, a mimo, a Douro, a felicidade e a muito amor. Que seja sempre assim!
foto by Catarina Macedo Ferreira do Ties
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