sábado, 18 de outubro de 2014

Wish list #8 . Furla


Para que não se pense que este blog só  serve para falar de coisas serias... Não. Continuo a adorar compras e coisas bonitas e ultra consumíveis.



Furla. Cada vez melhor. 


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Amigas

A propósito de um dos meus últimos posts sobre jantares de amigas... 
Eu tenho amigas boas. Amigas muito boas. Grandes, majestosas. Cada uma no seu esplendor. Tenho amigas de há muitos anos, do tempo da escola. Tenho amigas mais recentes, do tempo de adulta. Tenho amigas em Angola, que a vida de emigrante me deu. Mas tenho orgulho em ter amigas assim. Muito orgulho. Gajas com G. Algumas boas mães, outras excelentes solteiras! Todas fabulosas profissionais que sabem o que fazem. Gosto de mulheres competentes.  Sinto a falta de muitas que estão longe, mas também sinto que lhes dou mais valor pela distancia. Já tive grandes desilusões e certamente já desiludiu algumas amigas também, mas julgo que a idade ou maturidade nos dão algumas distancia, algum poder de selecção e escolha, evitando alguns erros. Tenho amigas com quem não falo durante semana. Mas tenho amigas que adivinham os meus pensamentos e que juntas passamos momentos ou recordamos momentos que me fazem sentir viva. Já choramos muito juntas. Já rimos até mais não. Já caímos e já nos levantamos. Crescendo e evoluindo. 

Escrevi isto porque estou com saudades de coisas de amigas. Coisas de regueifa, vinho, palermices e gargalhadas (piada privada que nem eu mesma atingi!)

Sou felizarda porque tenho umas amigas do Caralh........

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sobre o baptizado

Sobre o baptizado. Sobre a cerimônia e o seu signifcado. Há tanto a dizer, tanto a escrever. Tantas duvidas, incertezas, questões por resolver ou responder. Algumas certezas: foi uma escolha certa, uma cerimônia fabulosa e há padres incríveis.
Desde que o Guilherme nasceu, nunca tivemos os dois grandes conversas sobre o batizado. Falamos sim, muitas e variadas vezes sobre a escolha dos padrinhos. Sim, porque no nosso entendimento, a criatura tinha direito a ter padrinhos (tinha a ideia de já ter escrito sobre isto, mas não encontro o post! o que só comprova a minha teoria que a minha memoria já deu frutos noutros tempos..). Ter padrinhos não implica um baptismo. Eu própria sou madrinha sem cerimônia e não menos especial por isso. Ter padrinhos implica um ritual de ter alguém especial na nossa vida. Quase como um "tio especial".  E independentemente do ser católico ou não, eu queria dar isso ao meu filho. Queria que alem de todos os "tios" fabulosos que o meu filho tem a aorte de possuir, queria que um fosse especial. A escolha foi mais ou menos fácil e mais ou menos consensual. Gostávamos os dois de duas ou três pessoas e achávamos que qualquer das opções era perfeita. Optamos por alargar a família. Optamos por dois Amigos. Dois amigos de A (grande) que sabemos que serão especiais na vida do Guilherme.
O baptizado foi sendo assim um tema permanentemente adiado. Não há, pela nossa parte, pratica catolica e por isso, não fazia grade sentido. Há fé, mas de   certa forma uma fé diferente, especial e que provavelmente não justificaria o acto do baptismo para a grande, grande maioria dos padres.
Por isso, quando decidimos batizar o Guilherme só fazia sentido com alguém tão especial como a nossa fé. Alguém que nos entendesse e nos percebesse. Alguém atual. Alguém que dá à Igreja Católica uma palavra diferente, um sentido com o qual nos identificamos. Alguém para quem a Igreja evolui, para quem é natural as crianças correrem nos corredores e rirem-se à gargalhada na cerimônia. Alguém que não nos obriga a casar e diz que temos obrigação de ser felizes. Sim, porque se tivemos um filho, temos a obrigação de o fazer feliz! Esse alguém provou-nos na cerimonia que a nossa escolha estava certa, que as palavras foram as certas. Foi uma cerimonia instintiva, sem ensaios, sem aprender as palavras correctas a repetir. Foi uma cerimonia onde nos disseram que o que interessa é que o Guilherme seja feliz e que para isso, nós temos de ser felizes.

Foi uma cerimônia simples, informal, quase que uma conversa entre amigos que se junta em torno dum assunto. O Gui corria pelos corredores da Igreja e  os convidados riam-se à vontade.

Este o melhor baptismo possível!

Semana de ferias #3 . o dia da festa

Estou cá há quatro dias e na minha cabeça (e alma) parece que não vou a casa há meses. O resto da semana passada, foi, (à semelhança do descrito nos posts anteriores) muito preenchida. Ver amigos, fazer compras (muito poucas) e sobretudo tratar da festa grande de sábado. Sábado, no dia em que pelas contas do Dr Boaventura Alves, ele deveria fazer dois anos, o Guilherme foi batizado. Alguém fervorosamente católico até poderia alegar um segundo nascimento neste dia 4 de Outubro, mas eu escolho pensar apenas em coincidências felizes da vida. Se a festa tivesse sido no ano passado, tinha sido a 29 de Setembro, um domingo, no dia do seu primeiro aniversario. 

Este ano, a marcação impôs-se a 4 de Outubro, dois anos depois da data marcada para a cesariana. Não há forma de não sorrir, nem de não lembrar de futuro este calendário que a vida me deu. Passei o ultimo mês a organizar esta festa. Queria uma festa perfeita. Uma festa informal, com duas fases distintas -batizado e festa de aniversario-, e com sabor a Porto. Assim como na sessão de fotografias do dia do aniversario, era importante para mim, que a festa fosse "tripeira" na alma. Vi e vi e tornei a ver todos os sítios possíveis na minha cidade. Mandei mails, liguei, pedi orçamentos e muitas vezes desesperei. Julgo que metade dos proprietários de espaços de eventos endoideceu, mas adiante. "Ele é a crise", mas ninguém cede!!! E perdeu-se muito da noção de preços, de valores e do que é, ou deveria ser uma festa de criança. Eu SÓ queria uma festa bonita. E com sabor a Porto, a  Douro. Uma festa com origem, berço, tradição e muitos balões! E assim foi a festa!!! Foi tudo o que imaginei.

Descobri em Junho, por indicação da fabulosa food blogger Teresa Rebelo, do Lume Brando, um espaço que na primeira visita (nas ferias de Julho), nos encheu as medidas. Uma Associação sem fins lucrativos, localizada no coração do meu Porto, que além de ter uma vista incrível, aparentava um excelente serviço. Digo aparentava, pois não provei nada. As fotografias da comida eram boas e a opinião da Teresa contou muito. O preço era agradável, mas acima de tudo o conceito era perfeito. A SAOM é uma associação que resumidamente ajuda as pessoas numa segunda oportunidade de vida, dando-lhes uma excelente formação ao nível da hotelaria e da cozinha. Presta ainda apoio a idosos e população sem abrigo na área do Porto antigo. Ou seja, nesta casa erguida e cima da Muralha Fernandina, além de se respirar Porto, ajuda-se as populações carenciadas do nosso casco antigo. Pareceu-nos que não podíamos esperar melhor e arriscamos, sem provar nada e a escolher tudo por fotografias. E não podíamos ter acertado mais! 

As escolhas foram perfeitas. O dia começou com a cerimônia do baptizado (sobre a qual escreverei mais tarde) na Igreja de São Baptista da Foz e seguimos para almoçar no Passeio das Virtudes, na Saom. Começava a festa!
Com a fabulosa decoração da designer gráfica e minha grande amiga Raquel Peão, e o apoio (no bolo e lembranças) da cake designer Francisca Neves o tema Safari Jungle Party foi um sucesso. Tive duvidas sobre escolher tema ou não. Não sou grande apreciadora de bonecos no geral, mas achei que uma festa de criança, precisava de ser "infantil". O Guilherme tinha de se identificar. E as gargalhadas dele ao ver os animais, nos primeiros testes de impressão, não me deixaram duvidas.

Tudo estava lindo, tudo estava saboroso e o Guilherme estava feliz! Estava tão feliz! Batia palmas, gritava, e o olhar dele e o seu sorriso quando viu o lançamento de balões foi e será para sempre inesquecível. Valeu cada minuto, cada esforço, cada desenho que se fez tentando que fosse um dia perfeito. E foi!

A festa era do Gui. Era para o Gui. Estiverem presentes quase todos os seus amigos, e tenho de reafirmar o quase. Faltaram amigos importantes, amigos#família, que a "crise" e as más condições de Portugal, o fizeram ganhar lá fora, lá longe. Mas estiverem muitos. (demasiados até quando penso nos gritos a correr por aquelas escadas!). Estiveram quase todos os que sempre fizeram parte da vida do Guilherme. E sempre vão fazer. Os sorrisos foram uma constante. Havia tatuagens de animais, riscos na roupa, bolas de sabão. As fotografias às centenas. As conversas tão boas, que o sol foi embora e os amigos teimavam em não ir embora. E o Guilherme sempre a sorrir. O balões, o vento levou-os com a promessa de entregar os desejos de quem nos rodeia.






quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Semana de ferias #2

A semana foi atarefada. Não descansei, não  parei, não fiz curas de sono, nem massagens, mas vim preenchida. Mais magra mas de coração cheio. Dia 29 de Setembro, a minha criaturinha fez dois anos. Há dois anos atrás, estava na Cuf às 8h da manha, depois de dormir 3 horas, vinda dum jantar de mulherio (mais uma vez os tais jantares!!) a "ganir", tamanhas eram as dores. Apesar da cesariana estar marcada para a semana seguinte (para o dia 4 de Outubro), o Guilherme mal soube que o pai tinha chegado, tratou de "meter pés ao caminho". E acreditem que isto não é uma mera expressão. Doeu-me bem mais que julgava possível, mas também durou bem menos do que pensava. Realmente é bem verdade quando se diz que custa, mas que depressa se esquece. 

Passados dois anos, e muitas gargalhada e aventuras depois, lá estávamos outra vez no Porto, num dia de sol, a tentar fazer uma pequena comemoração. Almoçamos com vista para o Douro e depois fizemos uma sessão fotográfica com a Catarina Ferreira do Ties. Pedi-lhe fotos que mostrassem ao Gui as suas origens. O meu (e também dele) Porto. O meu amado Porto. Passeamos por Serralves e acabamos a tarde, com porto tónico por baixo da Ponte. De seguida um jantar em casa. Um jantar com velas e parabéns. Um jantar com quem lhe quer tão bem. Com a família que escolhemos. Um 29 de Setembro muito feliz. Com sabor a festa, a Porto, a família, a mimo, a Douro, a felicidade e a muito amor. Que seja sempre assim!  


 foto by Catarina Macedo Ferreira do Ties

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Semana ferias #1

Estou cansada. Repito, muito cansada. Dormi no avião e trabalhei o dia todo. E trabalhei muito. E jantei pão com manteiga e um iogurte, enquanto os meus mais que tudo comem pataniscas com arroz de bacalhau noutro continente. A parte boa disto tudo é ter o sofá só para mim e poder descansar e pensar. Pensar nos últimos dias, nos últimos tão bons e tão preenchidos dias. A semana de ferias (ou tentativa disso) começou com um pé direito. Um jantar de "gajas"! Um fabuloso jantar de mulherio no novo restaurante do Porto - "O Cantinho do Avillez". Conversa da boa e da que faz falta. Amigas que falam de qualquer assunto, que dizem boas verdades ou más, mas que acima de tudo estão juntas. Amigas que se riem, que recordam e que fazem contas estranhas e contam segredos. Amigas que dividem sobremesas e partilham carros, mesmo sem haver lugar. Estes são os momentos que fazem falta e deixam saudade. Jantares que alternam conversas sérias com gargalhadas e desenhos. Jantares polaroid red lips stick. Jantares bons.


foto "minha"

domingo, 5 de outubro de 2014

Ir

Outro ir. Desta vez sozinha. Desta vez dividida entre o sentimento de ainda custar mais e o "ele fica a aproveitar mais uns dias". Cansada. Ainda mais cansada que há uma semana atrás. Mas feliz. Muito mais feliz que há uma semana atrás! Uma semana recheada de eventos, de momentos felizes, de fotografias fabulosas, de gargalhadas e de algumas (demasiadas) birras. Uma semana que me fez pensar em tudo e em todos e nos últimos dois anos. Uma semana que me comprovou ideias e sentimentos (ou duvidas) que tinha. Que me provou que não há continente, distancia, ou tempo que apague o que é honesto, verdadeiro e puro. E que a família, a verdadeira, somos nós que a fazemos e escolhemos. Vou mais uma vez. Parto para mais uma ficha, mais uma volta. A ultima deste ano. Regresso no Natal com as renas. Amanha dou notícias de Luanda, Angola, Africa! 

sábado, 27 de setembro de 2014

Dia de ir a casa

Hoje é um bom dia. O Tap acaba de passar por cima de mim, como quem me diz "eu vou indo, tu vais lá ter". Sim, porque eu sou daquelas que todos os dias ouve o Tap e olha para ele como um pedaço da nossa terra que vem cá e torna a ir. Hoje é dia de ir a casa. A nossa casa, à nossa terra. Não serão grandes ferias mas são sempre bons dias e estes serão muito especiais. Estas serão a ferias que nos roubaram no ano passado. Esta será a festa que a burocracia não nos permitiu em 2013. Hoje é dia de Portugal. Vai indo Tap que nós já vamos!!!


* texto escrito ontem e não publicado pelos transtornos habituais de falta de ligação ao mundo! 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

*

Quero escrever e desabafar. Por outro lado é tão grave e triste que acho que o silêncio diz tudo. Todos os dias mães perdem filhos, todos os dias há tragédias gigantescas, mas já diz o velho ditado "olhos que não vêm, coração que não  sente"... Ou sente menos. Sente longe. Hoje foi diferente. Hoje senti muito. E para esses pais, esses incríveis pais, esses pais com uma força gigante,um beijo do tamanho do mundo. Porque a puta da vida é cruel, é injusta. Lembro-me da nossa conversa no Natal, de eu sentir que não tinha palavras e que as minhas lágrimas chegavam a ser ridículas, em frente a ela. Que encontres paz...