Sobre o baptizado. Sobre a cerimônia e o seu signifcado. Há tanto a dizer, tanto a escrever. Tantas duvidas, incertezas, questões por resolver ou responder. Algumas certezas: foi uma escolha certa, uma cerimônia fabulosa e há padres incríveis.
Desde que o Guilherme nasceu, nunca tivemos os dois grandes conversas sobre o batizado. Falamos sim, muitas e variadas vezes sobre a escolha dos padrinhos. Sim, porque no nosso entendimento, a criatura tinha direito a ter padrinhos (tinha a ideia de já ter escrito sobre isto, mas não encontro o post! o que só comprova a minha teoria que a minha memoria já deu frutos noutros tempos..). Ter padrinhos não implica um baptismo. Eu própria sou madrinha sem cerimônia e não menos especial por isso. Ter padrinhos implica um ritual de ter alguém especial na nossa vida. Quase como um "tio especial". E independentemente do ser católico ou não, eu queria dar isso ao meu filho. Queria que alem de todos os "tios" fabulosos que o meu filho tem a aorte de possuir, queria que um fosse especial. A escolha foi mais ou menos fácil e mais ou menos consensual. Gostávamos os dois de duas ou três pessoas e achávamos que qualquer das opções era perfeita. Optamos por alargar a família. Optamos por dois Amigos. Dois amigos de A (grande) que sabemos que serão especiais na vida do Guilherme.
O baptizado foi sendo assim um tema permanentemente adiado. Não há, pela nossa parte, pratica catolica e por isso, não fazia grade sentido. Há fé, mas de certa forma uma fé diferente, especial e que provavelmente não justificaria o acto do baptismo para a grande, grande maioria dos padres.
Por isso, quando decidimos batizar o Guilherme só fazia sentido com alguém tão especial como a nossa fé. Alguém que nos entendesse e nos percebesse. Alguém atual. Alguém que dá à Igreja Católica uma palavra diferente, um sentido com o qual nos identificamos. Alguém para quem a Igreja evolui, para quem é natural as crianças correrem nos corredores e rirem-se à gargalhada na cerimônia. Alguém que não nos obriga a casar e diz que temos obrigação de ser felizes. Sim, porque se tivemos um filho, temos a obrigação de o fazer feliz! Esse alguém provou-nos na cerimonia que a nossa escolha estava certa, que as palavras foram as certas. Foi uma cerimonia instintiva, sem ensaios, sem aprender as palavras correctas a repetir. Foi uma cerimonia onde nos disseram que o que interessa é que o Guilherme seja feliz e que para isso, nós temos de ser felizes.
Foi uma cerimônia simples, informal, quase que uma conversa entre amigos que se junta em torno dum assunto. O Gui corria pelos corredores da Igreja e os convidados riam-se à vontade.
Este o melhor baptismo possível!



