domingo, 5 de outubro de 2014

Ir

Outro ir. Desta vez sozinha. Desta vez dividida entre o sentimento de ainda custar mais e o "ele fica a aproveitar mais uns dias". Cansada. Ainda mais cansada que há uma semana atrás. Mas feliz. Muito mais feliz que há uma semana atrás! Uma semana recheada de eventos, de momentos felizes, de fotografias fabulosas, de gargalhadas e de algumas (demasiadas) birras. Uma semana que me fez pensar em tudo e em todos e nos últimos dois anos. Uma semana que me comprovou ideias e sentimentos (ou duvidas) que tinha. Que me provou que não há continente, distancia, ou tempo que apague o que é honesto, verdadeiro e puro. E que a família, a verdadeira, somos nós que a fazemos e escolhemos. Vou mais uma vez. Parto para mais uma ficha, mais uma volta. A ultima deste ano. Regresso no Natal com as renas. Amanha dou notícias de Luanda, Angola, Africa! 

sábado, 27 de setembro de 2014

Dia de ir a casa

Hoje é um bom dia. O Tap acaba de passar por cima de mim, como quem me diz "eu vou indo, tu vais lá ter". Sim, porque eu sou daquelas que todos os dias ouve o Tap e olha para ele como um pedaço da nossa terra que vem cá e torna a ir. Hoje é dia de ir a casa. A nossa casa, à nossa terra. Não serão grandes ferias mas são sempre bons dias e estes serão muito especiais. Estas serão a ferias que nos roubaram no ano passado. Esta será a festa que a burocracia não nos permitiu em 2013. Hoje é dia de Portugal. Vai indo Tap que nós já vamos!!!


* texto escrito ontem e não publicado pelos transtornos habituais de falta de ligação ao mundo! 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

*

Quero escrever e desabafar. Por outro lado é tão grave e triste que acho que o silêncio diz tudo. Todos os dias mães perdem filhos, todos os dias há tragédias gigantescas, mas já diz o velho ditado "olhos que não vêm, coração que não  sente"... Ou sente menos. Sente longe. Hoje foi diferente. Hoje senti muito. E para esses pais, esses incríveis pais, esses pais com uma força gigante,um beijo do tamanho do mundo. Porque a puta da vida é cruel, é injusta. Lembro-me da nossa conversa no Natal, de eu sentir que não tinha palavras e que as minhas lágrimas chegavam a ser ridículas, em frente a ela. Que encontres paz...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Friday

Sexta feira a começar muito cedo. Reunião com o assessor do Governador marcada (Xiiii que eu sou gente importante!!) seguida de reunião com cliente e forte perspectiva de fechar um projecto/obra fabuloso! Gosto de dias assim. Dias ocupados mas com fortes probabilidades de sucesso. Este projecto caiu-me nas mãos no seguimento de um orçamento que íamos entregar de obra. E fez-me ficar triste. Triste por haver profissionais sem brio, sem gosto, sem dedicação. Comecei por dar "um jeito" e mais um, e mudar mais uma parede e voilá, temos uma moradia nova. Cliente fascinada com o resultado, arquitecta feliz! Tenho-me deparado (infelizmente) com alguns maus projectos. Projectos que são feitos a correr, mas mais que isso que são feitos sem prazer, sem cuidado, sem tempo para sequer olhar. Isso não é arquitectura. Tenho visto projectos que são dignos de alguns maus desenhadores dos anos 90 em Portugal. Mas maus, porque os que trabalharam um dia comigo, fariam muito melhor. São projectos mal desenhados de gente que acha que revestimentos em mármore salvam tudo! Mas eu gosto deste trabalho de "re make Up". Ver, analisar e corrigir. E muitas vezes destruir! Deitar a baixo e desenhar de novo. Posto este desabafo profissional temos um fim de semana à porta que se adivinha preenchido e já com sol, calor e praia! E acima de tudo, fim de semana de "quase em casa". Isto sim, é uma sexta que eu aprecio. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Imagens que sim #1

Eu sou uma pessoa de imagens. De desenhos, de fotos, de riscos. E hoje vou começar uma rubrica nova: Imagens que sim! Imagens que me fazem sorrir ou lembrar, ou chorar. Imagens que me fazem sentir.

Esta fez-me sorrir. Fez-me desejar que um dia esta bicicleta me bata à porta.


Foto by Pinterest

Noite de sossego

Deitada no sofá. Pai e filho na cama há um par de horas. Sossego e silêncio. Vi a Fox, li os meus blogs. Procurei jardins em bambo no pinterest. Organizei elementos que faltavam para a festa da minha linda criatura. O computador veio mas está ali desligado a olhar para mim. Estas noites assim, vésperas de feriado, , em que as horas passam devagar, sabem a mel. E eu preciso de algumas assim. 

P.s: agora é deitar-me a fazer figas para o sol aparecer amanha. 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Desabafos sem assunto#1

E três semanas depois outro post. Porque? Porque me esperam no mínimo duas belas horas de transito até chegar a Talatona, Luanda Sul. Alguém já viu este filme? Pura coincidência de um post há uns tempos atras! E mudanças? Zero! Trabalhinho "até aos olhos"! Cansada como nunca. Enfim, cansada deste tipo de vida e cansada deste tipo de posts. Posts deprimidos, a falar de chatices e problemas (e ainda não vos falei do aviso acerca do Ebola, presente no meu elevador!!). Posts sem assuntos e temas novos, interessantes, agradáveis de ler. A minha vida ultimamente está um "cacimbo". Com o tempo nublado, de temperatura amena e sem nada de novo. Aguarda-se o verão ansiosamente. Dia de calor tórrido e sol forte. Afinal estou em Africa porque? 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

É sexta!!!


Sexta feira com sabor quase a segunda! Ando tão trocada que sextas nem têm grande sabor. São sextas com sabor a tarefas por cumprir, com papeis acumulados na secretaria, telefonemas por devolver, levantamentos por fazer, reuniões por agendar. Projectos que acumulam e não conseguimos responder.
Isto até é bom, aliás, é muito bom! Ou deveria ser. Arquitetura com pressão para mim funciona. Sempre funcionou. Projetos feitos de noite ainda saem melhor. Mas assim não. Agora preciso de mais duas mãoes junto a mim (minimo!!).
Vim de férias há um mês e falta outro tanto para tornar a ir. E parece tão longe. Ao mesmo tempo, julgo que precisava de três meses para acertar isto antes de me ausentar outra vez.



Por agora, e por hoje...Mais um dia! E longo!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Escritas difíceis

Acabo de escrever um relatório medico. Sim, eu, eu mesminha, arquitecta de profissão (e contente com a mesma, diga-se a bem da verdade!), acabo de escrever um relatório "medico". Passo a explicar... Acabo de escrever, como quem diz passar a limpo, transpor para o papel (ou iPhone neste caso), tudo o que aconteceu há três fins de semana atrás com um amigo/colega de trabalho. E este relatório será entregue a um medico em Portugal, esperando que com isto ele perceba melhor o que aconteceu naqueles dias. Daí o nome que escolhi para o "relato"! Relatar aqueles dias foi revive-los e como tal reviver todas as dúvidas e medos que me assaltaram naquelas horas que pareciam não ter fim.  Passo a explicar resumidamente... FMG (para proteger a sua indentidade ;) ) teve um episódio de malária, supostamente curado, e passados quinze dias volta a sentir-se mal. Com febre, repete os exames e tudo dá negativo. Dois dias depois, fica confuso, febre alta e basicamente entra num estado "meio coma meio sedado". E aqui começa o pânico. Começam as duvidas, os menos, as incertezas. As conversas inconclusivas, as perguntas sem resposta, o "vamos aguardar e ver". Surgem os telefonemas horríveis para quem a 6mil km de distancia chora. Somos impotentes para nesta altura ajudar e explicar alguma coisa a quem nunca cá esteve. Começa a nossa incerteza com o sistema de saúde local. É melhor transferir?? Pode-se sequer transferir? E para onde? Africa do Sul, Portugal? Ficar cá?!! Vêm à baila todos os medos de sempre. Surgem na nossa mente todas as questões sobre viver em Africa vs viver na Europa. Surge em particular na minha mente a imagem do meu filho e de EU o sujeitar a estes mosquitos, a estas doenças, a estes cuidados. Lembro com angustia a certeza e confiança  que deposito nos meus médicos portugueses. E a falta que aqui fazem. Algumas horas de aflição e duvidas depois, entre episódios de transferências de clinicas que noutro contexto até podiam ter piada, o FMG, ainda sem diagnostico, acorda! E isso é o único resulto que interessa. Hoje tive de reviver essas horas de medo e rezar para que elas nunca mais voltem. Tenho de viver aqui pelas condições que a vida me trouxe. E se tenho de o fazer, prefiro fazê-lo feliz! "Relatórios" destes dispenso! 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Thai

Quando me tornei assim lamechas? Credo!! Estou aqui com a lagrima a querer escorrer, pela Ana, pelo Rei, pelos costumes, pelas tradições, pelo desenvolvimento travado. Já vi este filme vezes sem conta e sempre que surge no écran, não perco a oportunidade de o ver outra vez. O meu fascínio pela Ásia e pela Tailândia em particular fazem-me suspirar com estas imagens, com estas paisagens deslumbrantes. Lembro de passear por Phuket, encharcada por gotas daquela chuva em 2007. De visitarmos um monumento a Buda (julgo que até aquela data o maior Buda construído), grandioso, no meio duma tempestade, e sentir serenidade. Lembro-me da agua, do bolo e da banana que o monge me deu, para que nada me faltasse. Lembro-me da puseira que nos acompanhou anos no pulso e hje, quase um fio, permanece sempre comigo. A Tailandia é isso tudo. É majestosa em si. É grandiosa mas com um sorriso sereno. Na cena da chuva que a princesinha morre, quase sinto o cheiro a palmeira molhada, da pulmerian a gotejar. O pensamento vagueia entre aquela humidade que nos cola, o cheiro a lemongrass, as velas que queimam eternamente, o dourado, o Buda, um amor que nao acontece. Um amor proibido que fica para sempre por acontecer, dividido entre continentes, perdido entre mentalidades. Um sonho de evolução de um pais, e de todos os contratempos e desafios que isso implica. Um sonho de um Rei majestoso no seu caracter. Este filme é um baú gigante de história. De história e de amor. Uma valsa no Palácio Dourado preenchem-me a alma hoje. Vou dormir e tentar sonhar com Bangkok (e imaginar uma maneira de lá voltar!)
 
Thai- the land of smile!