terça-feira, 15 de julho de 2014

Ferias 2014 #3. Praiano e Positano

Esta etapa nao começou da melhor maneira. Chegamos cansados, com o Guilherme a fazer birras e foi-nos comunicado que teríamos de pagar pelo berço 30€/dia. Claro está que a minha resposta não foi uma das melhores. Comuniquei-lhes que aquela hora e com a falta de disponibilidade de hotéis nesta zona e nesta altura não teríamos outra hipótese, mas oportunamente o facto iria ser reportado ao "booking" e aos seus respectivos canais. Pensei logo num belíssimo texto a escrever no "trip advisor" e nos efeitos que teria. Pensei eu e certamente pensou o gerente que em menos de meia hora nos comunicou que iria oferecer a estadia do Guilherme. Como já referenciei anteriormente esta zona é absolutamente fantástica para ferias, especialmente ferias de verão. Os italianos são fervosos adeptos de sol e de um bom bronze. Aliás até julgo que alguns exageram no tom (quem diria que eu, Andreia Rodrigues, algum dia diria isto??!!) que roça um cenoura escuro, já bastante "demodé" a meu ver. Mas adiante. Este hotel onde estamos, aqui há uns míseros dois anos teria sido perfeito, mas hoje com a minha mini criaturaquenaoparaquietanemumsegundo....este hotel é bastante bom, repito, mas não tem praia de areia. A praia é uma espécie de plataforma artificial criada na imensa e fabulosa ravina, de onde se mergulha directo para este mar com a cor mais fabulosa que já vi. Ou seja, perigo a cada cinco segundos e a areia como falta de grande entretenimento. Mas repito, para adultos que apreciem o bronze e não tenham problemas em mergulhar, o sítio é idílico. Para nós, uma espécie de dia fabuloso com mil olhos, intervalando entre mergulhos, bronze, e vigilância redobrada. 
A esta hora a criatura dorme o sono de beleza pré-almoço de pizza e eu tosto!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ferias 2014 #2. Positano

E subir (e descer!!) as vielas e escadarias de Positano com um Guilherme de 12kg agregado a um Maclaren? Deita por terra (quase) todas as convicções de ferias com mini criancas!

Mas depois há estes momentos ....

Ferias 2014 #1. Sorrento

Estamos de férias na Costa Amalfitana. Em Sorrento mais exactamente. Um sonho de destino como a maioria pensa. E eu confirmo. Estou aqui pela segunda vez mas já não me recordava como alguns destes sítios são tão belos. As paisagens são de cortar a respiração, a agua transparente, a comida ainda mais maravilhosa que nas restantes zonas italianas. Uma espécie de bons risotos misturados com ostras e mexilhões! Uma conjugação perfeita. Mas.... Tudo tem um senão (ou quase tudo alias). Provavelmente este não foi o destino mais bem escolhido para o Guilherme. Apesar de termos (até agora) conseguido dar a volta à questão da alimentação (é a terceira vez que a sopa é creme de espargos) com as bolonhesas e pizzas há outras questões que não têm sido tão fáceis de contornar. Com o ritmo diário a que tem estado sujeito, as sestas têm sido curtas e fora de horas. E as questões de segurança que tanto prezamos por vezes...há que respirar fundo, é o que posso dizer. Não há taxis com cadeiras em Capri (mas em Portugal também não!!) e os mini bus não são certamente o meio de transporte de eleição. Mas fomos e o Guilherme amou. Fomos de ferri, comigo a pensar que os coletes que estavam à vista eram demasiado largos, mas fomos. Passeamos por Capri. Tiramos fotos. Ficamos com recordações que nos enchem as memórias e nos dão força para "aturar" gritos ao jantar. Férias deste tipo com crianças não é certamente o mais fácil mas queremos desde sempre dar-lhe estes momentos. Permitir-lhe andar de um lado para o outro ainda que cansado. Permitir-lhe saborear outras comidas ainda que sem a necessária sopa habitual. E permitir-lhe acima de tudo conviver/brincar  com outras pessoas cuja língua nem sequer entende. Em termo de conselhos, recomendo vivamente a escolha dum hotel com praia privada de areia, pois a grande maioria são uma espécie de paredão com espreguiçadeiras, que esta gente chique não gosta de areia nos pés. Para quem tem crianças pequenas a areia é fundamental. E um bom carro de passeio! Um carro todo o terreno que permita tudo! Dormir, comer, andar no empedrado e até mudar a fralda. Recomendo também a cadeira da Stokke de viagem para as refeições. Muito fácil de transportar tem sido extremamente útil, pois há demasiados sítios sem cadeira de criança. Por ultimo, doses extras de paciência (que me faltam!!!). E ainda só vamos no terceiro dia de ferias. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Tempo

Não tenho tido tempo. Não tenho tempo. E não vou ter tempo tão cedo. Essa é a maior verdade dos meus últimos tempos.  Nos meus tempos idos, eram vários os temas deste local. Agora??? Sou eu a queixar-me do tempo. Ou melhor, da falta dele. Profissionalmente a coisa parece que corre pelo melhor. Ou melhor, correria melhor se houvesse mais tempo. Mas o facto desta parte da minha vida estar a correr bem, faz, mas não devia fazer, com que a parte pessoal corra pior. Não sou daquelas mães que queria não trabalhar de tarde para ficar com a criatura, mas agradava-me chegar a casa meia hora antes de jantar. Facto que não tem sido fácil. Mas a pior parte de tudo isto é que acho que quando não se tem tempo, é fácil falhar. É fácil não percebermos que amigos precisam de nós porque simplesmente não temos tempo para falar com eles. É fácil falhar em momentos importantes no meu filho. É demasiado fácil falhar como "mulher" ou como dona de casa (love the expression!!). Tudo por culpa da falta de tempo. E eu, que por acaso me gabava de não me esquecer de nenhum aniversario. Agora??? Nem sequer tenho tido tempo para parar e me lembrar disso. Mas lembrei-me que ontem fiz nove anos ao lado do meu #gajoquemedesculpaafaltadetempo! E que hoje faz sete anos que ele aterrou nesta terra, enquanto eu recuperava. E que desde esse dia o nosso tempo tem sido traçado por aqui. E a minha vida tão a correr só é possivel porque ele ajuda. Mas hoje foi um dia bom. E mesmo com poucos minutos ou poucas horas sem trabalhar os dias têm sido bons. Hoje saí a horas e fizemos uma dança com música do panda. E dançamos, eu e o Gui. E dançamos muito. E foi bom! E melhor ainda é ter no horizonte ferias! E tempo!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

7 anos

Faz hoje 7 anos que me tiraram um bocado. Mas um bocado mau. Um bocado que estava onde não devia. Faz hoje 7anos que pensei ao de leve que podia não acordar mais. Mas acordei. Acordei naquela 3ª feira depois de duas horas de operaçao, muito zonza e a ouvir ao fundo que correu bem.
Muito ao fundo porque o sono e a má disposição eram muitos. Faz hoje 7 anos que conheci os profissionais do IPO de muito perto e que fiquei com uma divida para todo o sempre para com eles. Faz hoje 7anos que percebi que vou ter sempre uma doença, um cancro, por muito que me custe dizer esta palavra. Que nunca se sai mesmo que se esteja bem. Que nunca acaba passem os anos que passarem. Temos sempre isto conosco, bem perto, rente. Demasiado rente. Mas faz hoje 6, 5, 4, 3, 2 anos que todos os 12 de Junho penso que tenho sorte, que vale a pena acreditar na vida. Passados 7anos tenho um filho lindo e sou feliz.
O meu muito obrigada a todos os que fizeram parte daquele 12 de Junho, mas muito especialmente ao Dr.Dinis, ao Dr.Franco, à Dra Filomena, ao Prof Agostinho Marques e ao enfermeiro que fez noite (que não sei o nome) e que até gelatina roubou para mim!

E viva o 12 de Junho! Venham mais 7!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Educar

Este é um post controverso. Um post em que tenho a certeza que vou ser criticada. Mas sei que alguém, (tem de haver alguém) vai pensar que agiria como eu agi.
Desde que sou mãe, e se calhar até antes disso, desde que tenho amigas próximas mães e por isso convivo mais com estes temas, que tenho vindo a pensar sobre os "limites" da educação. Sobre os limites das crianças. Sobre o que deve ou pode ser permitido e quais as consequências que trará cada proibição ou permissão. Sobre dar uma sapatada ou não. Sobre hoje em dia isso ser quase "o dilema". Ainda não tenho uma conclusão e como tal umas vezes permito, outras nem tanto. Mas acho que na generalidade hoje em dia permiti-se muito, demasiado mesmo. E eu corro o risco de falar e se calhar ir por esse mesmo caminho. Tenta-se compreender tudo, mesmo o que por vezes não tem compreensão nem tão pouco explicação do meu ponto de vista. Acho que grande parte das birras do meu filho, (nos últimos tempos mais frequentes) são só birras porque são. Porque ele quer. Ou porque lhe dizem não a virar o piripiri no chão da cozinha, ou porque não pode trepar para cima da mesa da sala de jantar ou simplesmente porque sim. E para mim, estas são as birras sem sentido. Até podem ter sentido para a pequena criatura mas para mim não e como tal não há volta! E aqui vem a pior parte. Se há dias em que até tento explicar o porquê do não, há outros que nem isso adianta ou não me apetece, ou o "não" não tem nenhuma explicacao sequer e só se resolve a cena teatral ao fim de dez minutos de pranto. Prantos profundos que por vezes termina sozinho por baixo da sala de jantar (é aqui que vou começar a ser chamada de má mãe!!) . Mas adiante. Fomos jantar a um restaurante giro aqui em Luanda. Daqueles giros, cheios de gente animada, onde se come e bebe bem e com bom ambiente. E eis que o sr Guilherme, que nos acompanhou ao jantar, (aqui não há avós para "cravar") se lembrou que queria andar a passear pelo restaurante inteiro. Passeou dez, quinze minutos talvez mas a comida estava na mesa e era preciso sentar. Até porque nesta terra, os pratos não têm preços possíveis para se deixar a comida arrefecer. E eis que surge o drama, o horror , a tragédia! O Guilherme não se queria sentar e nem iPad, nem carrinho, nem caderninho de desenhos o demoveram. E é aqui que surgem as duvidas e as questões. Vou deixar de jantar para andar a passea-lo?? Ou vou contraria-lo fazendo prevalecer o bom senso? Ganhou a hipótese dois. A criatura foi sentada (literalmente à força) no carrinho, com uma animação frontal. Dez minutos de pranto depois calou-se. Meia hora depois dormia e nós jantávamos com o nosso grupo de amigo. Fiz bem? Não sei.. Ele chorou é verdade. Chorou até soluçar. Mas percebeu que eu não ia ceder e que tinha de estar sentado também. Que desta vez ia fazer o que a mama mandava. Eu sei que a melhor opção seria não o levar a estes jantares tardios, mas aqui não temos outra hipótese. Aqui não há avós nem família para ajudar. E nós temos de continuar a ter vida. Menos vezes é certo e em locais escolhidos mas tem de haver um meio termo, pois amo de paixão o meu filho mas tenho de sair com gente adulta. E ele tem de cooperar e acima de tudo saber o que é um sim e um não da nossa parte. 


Post escrito no passado domingo. A net por aqui está lenta!

domingo, 11 de maio de 2014

Sábado

Mais um sábado. Mais uma semana que passou e menos uma que falta para irmos de ferias. Sim, verdades absolutas e sem necessidade de confirmação mas assim parece que é mais real. Mais perto de se concretizar. As ferias ainda não estão decididas e contava com a tarde de hoje para me debruçar sobre esse tema. O cansaço evidente, a tosse do Gui, a ausência do pai e a falta de net fizeram com que os planos se alterassem. Uma tarde de pesquisa foi substituída por uma tarde de sono com o meu filho. Por isso continuo sem destino certo mas mais refeita desta ultima (pesada) semana que passou! 


A falta de net e mesmo de rede telefónica vai fazer com que provavelmente so publique este post amanha!! Ou segunda ... Nunca se sabe o que acontece nesta terra!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dias compridos

Já devo ter escrito sobre este tema uma meia dúzia de vezes mas começam a chegar os dias que mais me custam por cá. Nem é o frio, pois esse nunca chega. Nem tão pouco é a falta de sol. O que me falta são os dias compridos. Os jantares com claridade na esplanada ou no jardim dos meus pais. Fosse Angola um pais com sol até as 9h da noite e eu seria tão mais feliz. Aquele ritual de ficar na praia até tarde. De jantar com sol. Esta época em Portugal é grande. Os dias duram e duram. Combinam-se programas depois do trabalho. Tenho tantas saudades dos meus cafés de fim de tarde com as minhas amigas. Aqueles momentos de descontração depois dum dia de trabalho e antes de voltar a casa. Os dias compridos permitem isso. Os dias grandes cheiram a passeio, a festa, e sabem a martini ou sangria. Nos dias compridos vive-se mais e eu tenho saudades disso. 

Dias menos bem

Há dias em que não tenho tempo para almoçar. Ou parar para actualizar os meus blogs favoritos (demasiados dias!!). Há muitos dias mesmo que chego tarde para jantar ou que não consigo fazer seque metade da minha lista. E outros que só sobram seis horas para dormir. Mas tudo isso, mesmo tudo, eu levo "na boa" (ou quase!). Mas basta o Guilherme não estar a 100% ou tossir de manha para eu ir de coração apertado. Já nada me corre bem. Já a minha cabeça está constantemente fora do autocad. Preciso que ele esteja bem para eu poder estar "fora", mais ausente, mais lá na obra, menos "aqui" em casa. 

terça-feira, 6 de maio de 2014

wish list de vida

É nestes dias que tenho (ainda) mais certezas que quero um dia viver na Asia. Nem digo especificamente onde, pois tenho algumas (varias) opções. Mas quero ir viver para lá. O cheiro a "humidade", a chuva, a calor transpirante. Gosto tanto. O contraste entre verde, praia, milhoes de pessoas e cidades imensas. Onde tudo é bruto. Tudo é intenso. Tudo é Muito. Tudo é imensamente forte. Não há meios termos.  A beleza é imensa. A tragédia também. Lembra-me sempre alguns dos dias mais felizes da minha vida. Este cheiro é feito para mim. Sou eu e é disto que eu gosto.