O dia hoje começou cedo. Muito cedo. Demasiado cedo, aliás! O Guilherme acordou as 6.50!!! Madrugada, bom dia! O sol já ia alto por estes lados e muita gente já trabalhava na rua. Mas aqui no meu subconsciente ainda era madrugada. Trouxe-o para a minha cama, em modos que zoombie, na tentativa de aproveitar mais meia hora de sono. Mas...passada essa meia hora, já riamos os três à gargalhada. Nestas coisas posso garantir com certeza, que o meu filho não sai à minha pessoa. Mesmo com sono, acorda com uma boa disposição incrível e nos primeiros minutos já fazia palhaçadas. Ainda que com os olhos meus abertos. E os meus quase fechados. Volvida a desilusão de poder descansar mais uns minutos, levantamo-nos os três e enquanto os homens desciam para o pequeno almoço eu arranjei-me para trabalhar e para uma reunião com uma possível grande cliente. Hoje foi dia de pineappleaddicted! Gosto de ananases e gostos de pineapple prints. Seja em roupa seja em home decor. Adiante. A reunião concretizou-se após 1h e 25 minutos de atraso, em que estive literalmente plantada a escorrer ao sol! Ao género perfeito do ananás. Like um fruto tropical! Acabar a reunião e vir a correr para casa para sair o pai, já por sua vez, 1h atrasado para a sua reunião. E assim só as duas da tarde começou o meu fim de semana. As duas da tarde parei, respirei fundo, almocei com o meu filho (ele já estava no fim diga-se) e comecei a abrandar o ritmo. E agora, enquanto escrevo, ele dorme ao meu lado. A primeira parte da sesta dormiu-a na cama dele, enquanto eu li umas revistas trazidas esta semana da "civilização". Depois acordou, pediu colo, e viemos os dois para a minha cama, para o mimo.
Enquanto olho para ele penso que amanha é dia da mãe. E, apesar de como já aqui o disse, não apreciar especialmente estes "dias de alguma coisa", lembro-me de mães que sofrem. Nem sou muito de tristezas, mas vem-me à cabeça mais que perderam filhos, mães que lutam para não os perder, mães que amanha vão sofrer se calhar ainda mais que em outros dias, ditos normais. Nem sei bem porque me ocorreram estas ideias tão tristes mas sinto que essas são as mães a ser homenageadas amanha. Para essas mães e mulheres que lutam, lutaram, ou que sofrem vai a minha homenagem amanha. Porque a maternidade devia ser uma fonte inesgotável de alegrias, de sorrisos, de vitorias. E muitas vezes não é. Porque nessas vidas e nessas vezes a "vida" é injusta.