A falta de net e mesmo de rede telefónica vai fazer com que provavelmente so publique este post amanha!! Ou segunda ... Nunca se sabe o que acontece nesta terra!
domingo, 11 de maio de 2014
Sábado
Mais um sábado. Mais uma semana que passou e menos uma que falta para irmos de ferias. Sim, verdades absolutas e sem necessidade de confirmação mas assim parece que é mais real. Mais perto de se concretizar. As ferias ainda não estão decididas e contava com a tarde de hoje para me debruçar sobre esse tema. O cansaço evidente, a tosse do Gui, a ausência do pai e a falta de net fizeram com que os planos se alterassem. Uma tarde de pesquisa foi substituída por uma tarde de sono com o meu filho. Por isso continuo sem destino certo mas mais refeita desta ultima (pesada) semana que passou!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Dias compridos
Já devo ter escrito sobre este tema uma meia dúzia de vezes mas começam a chegar os dias que mais me custam por cá. Nem é o frio, pois esse nunca chega. Nem tão pouco é a falta de sol. O que me falta são os dias compridos. Os jantares com claridade na esplanada ou no jardim dos meus pais. Fosse Angola um pais com sol até as 9h da noite e eu seria tão mais feliz. Aquele ritual de ficar na praia até tarde. De jantar com sol. Esta época em Portugal é grande. Os dias duram e duram. Combinam-se programas depois do trabalho. Tenho tantas saudades dos meus cafés de fim de tarde com as minhas amigas. Aqueles momentos de descontração depois dum dia de trabalho e antes de voltar a casa. Os dias compridos permitem isso. Os dias grandes cheiram a passeio, a festa, e sabem a martini ou sangria. Nos dias compridos vive-se mais e eu tenho saudades disso.
Dias menos bem
Há dias em que não tenho tempo para almoçar. Ou parar para actualizar os meus blogs favoritos (demasiados dias!!). Há muitos dias mesmo que chego tarde para jantar ou que não consigo fazer seque metade da minha lista. E outros que só sobram seis horas para dormir. Mas tudo isso, mesmo tudo, eu levo "na boa" (ou quase!). Mas basta o Guilherme não estar a 100% ou tossir de manha para eu ir de coração apertado. Já nada me corre bem. Já a minha cabeça está constantemente fora do autocad. Preciso que ele esteja bem para eu poder estar "fora", mais ausente, mais lá na obra, menos "aqui" em casa.
terça-feira, 6 de maio de 2014
wish list de vida
É nestes dias que tenho (ainda) mais certezas que quero um dia viver na Asia. Nem digo especificamente onde, pois tenho algumas (varias) opções. Mas quero ir viver para lá. O cheiro a "humidade", a chuva, a calor transpirante. Gosto tanto. O contraste entre verde, praia, milhoes de pessoas e cidades imensas. Onde tudo é bruto. Tudo é intenso. Tudo é Muito. Tudo é imensamente forte. Não há meios termos. A beleza é imensa. A tragédia também. Lembra-me sempre alguns dos dias mais felizes da minha vida. Este cheiro é feito para mim. Sou eu e é disto que eu gosto.
Wish list #6 . Colares
E porque nem só de conversas serias ou desabafos vive este blog, e porque sim...Hoje só precisava dum destes! Qualquer um!
Haja colarzinhos bonitos!!!
Todos na Uterque*
sábado, 3 de maio de 2014
Véspera de dia da mãe . Sábado
O dia hoje começou cedo. Muito cedo. Demasiado cedo, aliás! O Guilherme acordou as 6.50!!! Madrugada, bom dia! O sol já ia alto por estes lados e muita gente já trabalhava na rua. Mas aqui no meu subconsciente ainda era madrugada. Trouxe-o para a minha cama, em modos que zoombie, na tentativa de aproveitar mais meia hora de sono. Mas...passada essa meia hora, já riamos os três à gargalhada. Nestas coisas posso garantir com certeza, que o meu filho não sai à minha pessoa. Mesmo com sono, acorda com uma boa disposição incrível e nos primeiros minutos já fazia palhaçadas. Ainda que com os olhos meus abertos. E os meus quase fechados. Volvida a desilusão de poder descansar mais uns minutos, levantamo-nos os três e enquanto os homens desciam para o pequeno almoço eu arranjei-me para trabalhar e para uma reunião com uma possível grande cliente. Hoje foi dia de pineappleaddicted! Gosto de ananases e gostos de pineapple prints. Seja em roupa seja em home decor. Adiante. A reunião concretizou-se após 1h e 25 minutos de atraso, em que estive literalmente plantada a escorrer ao sol! Ao género perfeito do ananás. Like um fruto tropical! Acabar a reunião e vir a correr para casa para sair o pai, já por sua vez, 1h atrasado para a sua reunião. E assim só as duas da tarde começou o meu fim de semana. As duas da tarde parei, respirei fundo, almocei com o meu filho (ele já estava no fim diga-se) e comecei a abrandar o ritmo. E agora, enquanto escrevo, ele dorme ao meu lado. A primeira parte da sesta dormiu-a na cama dele, enquanto eu li umas revistas trazidas esta semana da "civilização". Depois acordou, pediu colo, e viemos os dois para a minha cama, para o mimo.
Enquanto olho para ele penso que amanha é dia da mãe. E, apesar de como já aqui o disse, não apreciar especialmente estes "dias de alguma coisa", lembro-me de mães que sofrem. Nem sou muito de tristezas, mas vem-me à cabeça mais que perderam filhos, mães que lutam para não os perder, mães que amanha vão sofrer se calhar ainda mais que em outros dias, ditos normais. Nem sei bem porque me ocorreram estas ideias tão tristes mas sinto que essas são as mães a ser homenageadas amanha. Para essas mães e mulheres que lutam, lutaram, ou que sofrem vai a minha homenagem amanha. Porque a maternidade devia ser uma fonte inesgotável de alegrias, de sorrisos, de vitorias. E muitas vezes não é. Porque nessas vidas e nessas vezes a "vida" é injusta.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Fim de semana
Sábado. Estou na praia embora o calor já nao aperte. O Gui brinca com o pai. A Sofia e o Hugo jogam raquetes. A semana foi dura mas terminou ontem com um bom jantar. Foi uma semana de primeiras vezes. Ontem foi a primeira vez que o Guilherme comeu funge. E foi a primeira vez que fez coco na sanita. (Sim, eu sei que não é um tema que vos interesse nem alias que tenha interesse de discutir no blog, mas para nós foi uma pequena vitoria, e por isso facto a assinalar). Quanto ao funge, o pequeno comeu e gostou. E ao jantar disseram-me assim "esse pequeno já não sai daqui". Será? Cada vez que penso nisso as duvidas multiplicam-se! Aumentam em cada pensamento, em cada conversa acerca do tema. Será que ele vai entender Angola como o seu pais? Será que ele um dia (sim, continuo a pensar que vou regressar!!) vai ser infeliz em Portugal e sentir que aquela não é a sua casa? Estar aqui a escrever e ve-lo correr por esta praia, por este mar, penso nisso. Será que eu não seria mais feliz se achasse que esta terra também era a minha? Será que isso faz mais sentido do que chamar casa ao sítio onde estou cinco semanas por ano? Sei lá! Quero que não faça. Quero que seja temporário.
Domingo.
Ontem acabei por não publicar o post quando cheguei a casa. Deitei-me col o Guilherme e acordei já atrasada para um jantar. Fomos (os mesmos de ontem!!) experimentar um restaurante novo- Casa das Baguetes. O sítio é girissimo e super diferente do habitual cá da banda. E isso sabe bem. Sabe mesmo muito bem. A conversa foi a continuação de ontem e por isso, fabulosa! Hoje foi dia de sorna, muita sorna e mimo, muito mimo. Foi um domingo em família para recuperar forças para a semana que se adivinha difícil.
Segunda feira
Finalmente publico o post!
Dias
Há dias em que gostava de ser diferente. Gostava de ter tempo. Gostava de ter paciência. Muito mais paciência e muito mais tempo. Hoje é um desses dias.
domingo, 20 de abril de 2014
Domingo de Páscoa
Quem me conhece sabe que não ligo nenhuma à Páscoa. Nunca liguei. Para mim desde muito cedo a Páscoa resumia-se a oferecer o ramo à minha madrinha e depois ir com ela escolher a minha prenda. Normalmente as sapatilhas desse ano!! (Recordo especialmente umas Le Coq Sportif vermelhas lindasss). E esse era o programa dos dois fins de semana de Páscoa. Sempre adorei a minha madrinha e a ideia de dois fins de semana com ela e com os meus primos, era sempre coisa divertida. Mais tarde, a piada da Páscoa começou a ser as ferias, primeiro da escola, depois da faculdade e com estas a possibilidade de viajar. Mais tarde ainda, com o trabalho e salario (ainda que fraco!!) a ideia de uns dias fora era sempre a tentação. Pois, o conceito católico da Páscoa, esse, sempre me passou muito ao lado. Acho que parte desse "passar ao lado" também vem da minha mãe me acordar às oito da manha para receber o Compasso. Compasso este que nunca, mas repito-vos nunca, entrou em minha casa antes do meio dia! Mas e convencer a Sra. Dona minha mãe de tal facto? Impossível! Adiante...
As amêndoas ou os ovos da Páscoa também nunca foram a minha perdição. Nem tão pouco o folar ou o cabrito, animal este que nem como. Ou seja, a Páscoa nunca me disse muito e talvez por isso, desde que sou emigrante e que tenho de programar as minhas idas a Portugal, nunca foi data que fizesse questão. Até ter um afilhado! Quando o Pedro nasceu pensei com tristeza que não ia receber o ramo, tradição que gosto e que sempre que posso ainda cumpro. Pensei também que o meu afilhado não ia crescer com este ritual e tive pena. Claro está que continua a receber a sua prenda, mas nunca conhecerá a Páscoa como eu me lembro e tenho pena por isso. Este sentimento ficou ainda mais forte quando o Guilherme nasceu. Também ele apesar de ter madrinha, não saberá o que é ir comprar o ramo, escolher o mais bonito e entregar com todo o carinho que a madrinha lhe merece. E apesar da madrinha também lhe comprar o folar, também ele nao saberá o que é receber no dia certo, no dia de Páscoa. São estas algumas das nossas perdas aqui. São estas pequenas tradições, impossíveis de manter em Angola que me fazem agora ter pena. Que me fazem sentir que há fotografias que o meu filho ou o meu afilhado nunca terão. Há vidas que terão sempre sentimentos e momentos vividos com um continente no meio.
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