quarta-feira, 30 de abril de 2014

Preciso disto


É disto que eu gosto. 
É disto que preciso. 
É isto que preciso hoje como de pão para a boca!
 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Fim de semana

Sábado. Estou na praia embora o calor já nao aperte. O Gui brinca com o pai. A Sofia e o Hugo jogam raquetes. A semana foi dura mas terminou ontem com um bom jantar. Foi uma semana de primeiras vezes. Ontem foi a primeira vez que o Guilherme comeu funge. E foi a primeira vez que fez coco na sanita. (Sim, eu sei que não é um tema que vos interesse nem alias que tenha interesse de discutir no blog, mas para nós foi uma pequena vitoria, e por isso facto a assinalar). Quanto ao funge, o pequeno comeu e gostou. E ao jantar disseram-me assim "esse pequeno já não sai daqui". Será? Cada vez que penso nisso as duvidas multiplicam-se! Aumentam em cada pensamento, em cada conversa acerca do tema. Será que ele vai entender Angola como o seu pais? Será que ele um dia (sim, continuo a pensar que vou regressar!!) vai ser infeliz em Portugal e sentir que aquela não é a sua casa? Estar aqui a escrever e ve-lo correr por esta praia, por este mar, penso nisso. Será que eu não seria mais feliz se achasse que esta terra também era a minha? Será que isso faz mais sentido do que chamar casa ao sítio onde estou cinco semanas por ano? Sei lá! Quero que não faça. Quero que seja temporário. 

Domingo.
Ontem acabei por não publicar o post quando cheguei a casa. Deitei-me col o Guilherme e acordei já atrasada para um jantar. Fomos (os mesmos de ontem!!) experimentar um restaurante novo- Casa das Baguetes. O sítio é girissimo e super diferente do habitual cá da banda. E isso sabe bem. Sabe mesmo muito bem. A conversa foi a continuação de ontem e por isso, fabulosa! Hoje foi dia de sorna, muita sorna e mimo, muito mimo. Foi um domingo em família para recuperar forças para a semana que se adivinha difícil. 

Segunda feira 
Finalmente publico o post! 

Dias

Há dias em que gostava de ser diferente. Gostava de ter tempo. Gostava de ter paciência. Muito mais paciência e muito mais tempo. Hoje é um desses dias. 

domingo, 20 de abril de 2014

Domingo de Páscoa

Quem me conhece sabe que não ligo nenhuma à Páscoa. Nunca liguei. Para mim desde muito cedo a Páscoa resumia-se a oferecer o ramo à minha madrinha e depois ir com ela escolher a minha prenda. Normalmente as sapatilhas desse ano!! (Recordo especialmente umas Le Coq Sportif vermelhas lindasss). E esse era o programa dos dois fins de semana de Páscoa. Sempre adorei a minha madrinha e a ideia de dois fins de semana com ela e com os meus primos, era sempre coisa divertida. Mais tarde, a piada da Páscoa começou a ser as ferias, primeiro da escola, depois da faculdade e com estas a possibilidade de viajar. Mais tarde ainda, com o trabalho e salario (ainda que fraco!!) a ideia de uns dias fora era sempre a tentação. Pois, o conceito católico da Páscoa, esse, sempre me passou muito ao lado. Acho que parte desse "passar ao lado" também vem da minha mãe me acordar às oito da manha para receber o Compasso. Compasso este que nunca, mas repito-vos nunca, entrou em minha casa antes do meio dia! Mas e convencer a Sra. Dona minha mãe de tal facto? Impossível! Adiante...
As amêndoas ou os ovos da Páscoa também nunca foram a minha perdição. Nem tão pouco o folar ou o cabrito, animal este que nem como. Ou seja, a Páscoa nunca me disse muito e talvez por isso, desde que sou emigrante e que tenho de programar as minhas idas a Portugal, nunca foi data que fizesse questão. Até ter um afilhado! Quando o Pedro nasceu pensei com tristeza que não ia receber o ramo, tradição que gosto e que sempre que posso ainda cumpro. Pensei também que o meu afilhado não ia crescer com este ritual e tive pena. Claro está que continua a receber a sua prenda, mas nunca conhecerá a Páscoa como eu me lembro e tenho pena por isso. Este sentimento ficou ainda mais forte quando o Guilherme nasceu. Também ele apesar de ter madrinha, não saberá o que é ir comprar o ramo, escolher o mais bonito e entregar com todo o carinho que a madrinha lhe merece. E apesar da madrinha também lhe comprar o folar, também ele nao saberá o que é receber no dia certo, no dia de Páscoa. São estas algumas das nossas perdas aqui. São estas pequenas tradições, impossíveis de manter em Angola que me fazem agora ter pena. Que me fazem sentir que há fotografias que o meu filho ou o meu afilhado nunca terão. Há vidas que terão sempre sentimentos e momentos vividos com um continente no meio.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Chove e chove forte

São fins de tarde como o de ontem que me relembram que isto é Africa. Muito, muito Africa! E Africa em toda a sua força e esplendor. A tempestade surgiu repentina. A chuva caia como uma cortina espessa, os relâmpagos iluminavam os céus de Luanda segundos  sem fim. O vento levantava chapas, telhados de alguém, como folhas de papel. Lá fora tudo as escuras. E de repente... Tudo normaliza! Tudo passa! Fica uma chuva miudinha para hoje de manha o cheiro a terra ainda ser mais intenso. A humidade relativa do ar esta em 94% e por agora não chove. 

Sempre gostei de ver tempestades. Acho que nos "colocam no nosso lugar". Que nos fazem sentir o quanto temos muitas vezes de ser espectadores desta vida. Há muitas tempestades numa vida. Há muitas mais do que as que gostaríamos. Mas eu gosto das tempestades de Africa. Talvez seja das coisas que mais gosto aqui. Ela chega, sem aviso, com força e determinação. Varre e levanta tudo. Ilumina os céus fantasticamente. Mas depois segue viagem pelo continente e de manha o sol brilha num céu limpo. É um recomeço. Mais um! E eu prefiro a chuva assim do que a "morrinha" meses sem fim. No tempo e na vida. 

Africa é bruta e selvagem mas forte e directa. E eu gosto da vida assim. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Tudo se mantém

Quando achamos que Luanda já não é assim tão mau, que até já há (duas!!) gelatarias fantásticas, pizzas maravilhosas (num sítio!), alguns supermercados com produtos mais alternativos, eis que surge um dia de temporal, que nos corta o telefone, a internet e nos deixa ficar sem gasolina paradas uma hora no meio do transito. Sim, podia ser pior. Foi só isto. 

Domingo

Já cheguei, já matei saudades, já mergulhamos juntos e já demos muitos abraços. Saudades "matadas". Trabalho?? Em pilha em cima da mesa. Em pilhas sucessivas. Mas sentimento de sucesso, de êxito. Apesar de me faltar resolver uma centena de assuntos, consegui ir a Milão, ver a feira, voltar, abraçar o meu filho e marido e até ir à praia. Consegui ser mãe, mulher e arquitecta. E até consegui fazer as unhas  no meio disto tudo. O que falta? Finalizar a mudança da casa. Esta semana é a vez da ausência do pai. Ficamos nós pá dois, viaja o pai. E a recompensa será um fim-de-semana dos compridos. Três dias de abraços com sabor a sal e a sol! 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Arriverdeci Milano

Estou cansada. Muito cansada mas satisfeita. Milão é sem duvida alguma uma cidade que respira design, moda, bom gosto, qualidade, etc e afins. A feira de Milão é um verdadeira "ajuntamento" de gente ligada à arquitectura, ao mobiliário, ao design de interiores. Claro que vimos imensas coisas que não interessam a ninguém, mas também vi coisas muito boas. Stands fabulosos, moveis incríveis e gente cheiinha, mas cheiinha de pinta! Daquela que dá gosto ver. Daquela que nos inspira e nos faz acreditar que uma pessoa assim só pode projectar coisa fantásticas. E Milão? Milão vale a pena! E vale muito a pena nesta semana. A animação na rua é frequente e em imensas lojas vemos festas que se prolongam pelo passeio. E festas com um glamour inacreditável. Cada vez que convenço mais que é muito importante viajar. Mas para a minha profissão, a minha ocupação é mesmo imprescindível! Preciso de ver, de conhecer, de tocar naquele marmore ou naquela parede. Vou cansada repito, com os pés desfeitos mas com a cabeça cheia. Por agora esperam-me 10horas de voo, mais duas de alfândega até abraçar o meu pequeno! Porque a cabeça vai cheia mas as saudades apertam. Amanha é dia de passar para o papel as ideias e dia de abraços! Amanha vai ser um dia muito bom! 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Vou ali e venho já

Post escrito ontem. 

Fomos a casa e viemos. Eu acho que cada vez sabe a menos. Não vimos todos os que queríamos, não fomos a todos os lados e nem descansamos. Alias, essa é a minha maior certeza-não descansei! Mas cortei o cabelo, fiz compras (e boas) matei algumas saudades, conheci uma princesa nova que já faz parte de nós e soube de duas novidades que me encheram o coração. E no entretanto, enquanto fui e voltei, mudamos de casa. E voltei ao trabalho. Voltei para uma pilha de projectos. E ainda não arrumei os caixotes das mudanças nem fiz a mala para partir de novo amanha. Mas já fomos à praia. E à piscina. Já actualizamos os nossos Ss (sun, sea, salt and sand) na pele. Sim, porque a praia é parte do que nos aguenta aqui. Hoje sigo para Milão para ver as novidades. Sigo a trabalho mas o coração fica cá. Quando voltar terei de actualizar trabalho, arrumar caixotes e organizar uma casa nova. Devo abrandar lá para Maio!!! 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Nova etapa


Hoje sou assim. Toda eu sou flores. Vou a casa. E vou sair de casa.
Mais uma casa que nos viu passar. E seguir. E ter contrariedades. E ser felizes. Aliás a ser muito felizes. Vamos a casa hoje e quando voltarmos vamos para uma nova casa. Hoje é dia da arvore, hoje começa a Primavera e eu tenho motivos para sorrir. Mais uma nova etapa e que seja esta tão feliz como a anterior ( e com mais m2!!!).