Em finais de Julho, quando achava que não ia ter férias, (e tristíssima por isso), escrevi um post onde abordava o tema. E onde me comprometia a fazer algumas sugestões de sítios por onde passei e que recomendo, o que são quase quase todos, (sim, porque sou uma vendida em férias ) ou por onde amigos passaram e trazem boas sugestões. Este será o meu primeiro post sobre isso. Sobre destinos. Sobre viajar. Porque alguém já o disse que é a única coisa que podemos comprar que nos deixa mais ricos. E eu concordo tanto. Para mim, conhecer sítios novos, dá-me horas de "sono", de descanso. Dá-me alegria, juventude, sanidade, serenidade. Dá-me tudo. É a melhor prenda que posso ter ou a que posso oferecer.
Vou falar-vos de destinos, de viagens que já fiz há algum tempo e nestas, não terei muitas referencias concretas a dar (hotéis, restaurantes ou lojas) . Ficará a minha opinião do pais ou da cidade, ou do local..Ficará a minha impressão e as minhas memorias. Os meus prós e alguns contras certamente.
E a primeira será a viagem da passagem de ano deste ano - a viagem à Cote d'Azur!
Este ano escolhi a Cote d'Azur para passar a primeira passagem de ano do Guilherme. Porque? Quais foram as minhas razões? A tão famosa costa francesa nunca tinha estado nos meus planos, pelo menos naqueles assim próximos, assim prioritários. (Sim, porque tenho uma lista de viagens prioritárias). Mas este ano tinha um filho com tres meses, tinha milhas da Tap para gastar e tinha poucos dias para me ausentar de Portugal. Procurei locais na Europa, locais que há muito quero conhecer, como Viena, ou Munique, ou mesmo Moscovo. Mas em todos o problema era comum: o mau tempo e a falta de voos directos. O frio, a neve, a chuva e as varias escalas são situações que não me assustam numa viagem mas que com um miúdo de três meses não me agradavam particularmente. Conhecer uma cidade com neve e um carrinho não estava nas minhas intenções. Assim, foram vários os locais que começaram a ser sucessivamente postos de lado. até que surgiu o aeroporto de Nice. A duas horas de voo de Lisboa (sim porque já estava fora das minhas esperanças os voos diretos do Porto! hello Tap????Para quando???) e com uma previsão de tempo ameno e com sol foi a nossa escolha, ainda que não profundamente convencidos. Estou aqui a ser simpatica com o sr. minha cara-metade/namorado/amantizado, pois no que toca a viagens ele "prefere" não fazer nenhum, só ir. Posteriormente com a pesquisa que fiz alegrei-me a quantidade de locais próximos interessantes de Nice. Afinal ia ser uma boa escolha.
Fomos no dia 27 de dezembro de manha cedinho. Ponto 1 favorável: com os horários da Tap, o voo chega a Nice antes do almoço. Alugamos carro no aeroporto (atenção, aluguem uns dias antes porque tivemos imensa dificuldade) e seguimos em direção ao centro de Nice, ao Hotel
Meridien em plena Promenade des Anglais com uma localização de 5*. O hotel, supostamente um hotel de 4*, e pertencente à cadeia Meridien, facto pelo qual eu o escolhi sem grandes pesquisas ..... fica muito aquém do que pensavamos. Em primeiro lugar não tem rés-do-ch-ao, sendo a sua recepçao num 1ºpiso, acessivel de escadas rolates. Claro está que com bebés e carrinhos essa opção deixou-me logo "fula" para ser bem educada. Ponto numero dois: na altura da reserva, e na escolha da promoçao percebemos que nao teriamos direito a pequeno almoço. No check-in foi nos avisado que para termos direito ao pequeno almoço, o upgrade custaria cerca de 50€/dia. Roubar???nãooooo! Enfim, adiante. A escolha foi tomar pequeno almoço nos cafés vizinhos e por muito menos de 50€ diarios.
Nice e a Riviera Francesa revelaram-se nos dias seguintes uma excelente escolha. Muito mais que locais de apenas "de luxo" mostram-se cidades com historia, com alma, com muito ambiente! As cidades, aldeias e demais localidades vizinhas são todas lindas, e a comida?? Mais que fabulosa!
Visitamos o Mônaco, Cannes, Menton, Saint Tropez, e algumas vilinhas mais pequenas das redondezas. A grande vantagem desta zona é tudo ser relativamente perto e mesmo com uma criança tão pequena (o Guilherme tinha 3meses feitos lá) as distancias são facilmente percorridas sem dramas, choros e na maioria das vezes entre mamadas. Comemos (vezes em conta) mexilhões com batatas fritas(Moulle frites), ostras e parei demasiadas vezes na La Durée! Fizemos kms e kms naquela costa, naquele mar tão azul (mesmo de inverno) e tive de fazer a promessa que lá voltar e mergulhar. Se de inverno aquela zona me maravilhou tanto, o que fará de verão? Com esplanadas (sem aquecedores), calor, praia, sol a queimar e sangria??
Nice
Nice foi a cidade-pouso. Iamos e vinhamos todos os dias. Fica mais ou menos a meio da riviera e assim conseguiamos sair de manha e voltar a maioria dos dias para jantar. Tem uma zona antiga lindissima, um emaranhado de vielas com lojinhas, cafés e restaurantes que vale a pena conhecer. Um mercado de flores e de frescos de perder a cabeça e uma marginal muito, mas muito agradavel de percorrer. Comemos pão e croissants fantásticos, queijos optimos e descobrimos (muito perto do hotel) um take away de sushi que acho que era o melhor sushi que comi. Chama-se
Sushi shop, pertence a uma grande cadeia e tudo era perfeito (abrir em Portugal não???).
Fica a nota que não vale a pena ficar no Meridien pois falharam redondamente.
Mônaco
O Mônaco é o LUXO! Tudo é caro. Tudo é luxo. Tudo é muito brilhante e muito, muito, muito muito tudo..
Saint-Tropez
Dizer o quê?? A-d-o-r-e-i é pouco. Nesta antiga vila de pescadores respira-se classe, beleza, muita "onda". Um luxo disfarçado mas que esta lá. Que se sente e respira! É uma cidade muito pequena, pequenina mesmo, mas com tudo. Lojinhas de perder a cabeça e a carteira. Restaurantes com umas ostras fresquíssimas viradas para a marina. E que marina..
Grasse
A vila onde nasceu o perfume (e onde eu
quase perdi o iphone e passados uns miseros15m o tripé da maquina) é um emaranhado de lojas Fragonard. Em todos os cantos cheira bem! Perfumes, sabonetes, essências fantásticas misturadas com uns cafezinhos maravilhosos para se petiscar. Recomendo o Museu do Perfume porque além da "lógico" interesse na historia do mesmo é uma fabulosa peça de reabilitação arquitetônica.
Villefrench du Mer e Cap Ferrat
Quando eu for rica posso ir viver para lá!
Menton
Uma agradavel supresa no caminho entre o Monaco e Italia. Estava mau tempo (o unico dia da semana interira) e por isso não deu para passear a pé mas percebe-se que é mais uma belissima cidade cpre existencias e recuperaçoes arquitectoincas que valem a pena ver.
Muito perto de Menton tentei descobri a ultima morada de Le Corbusier mas não consegui. A famosa cabana é de acesso a pé (e longo) e o tempo e o Guilherme não permitiam isso. Fiquei-me pela foto com o seu busto.
Cagnes sur mer
A quinze minutos de Nice e a caminho de Cannes, uma vilareja linda que descobrimos por acaso...
Cannes
Cannes é uma cidade grande. Com uma grande marginal consequentemente. Com o famoso teatro do festival. Come-se bem e vale a pena dar uma volta mas foi dos sitios que menos me deslumbrou. É aquilo que se vê nas revistas, na tv. Nada de novo.
Eze
Uma cidadezinha localizada no alto de uma mini montanha, a
meio caminho entre Nice e o principado de Mônaco.. Um labirinto fabuloso recheado de casinhas de pedra, lojinhas maravilhosas, galerias de arte, um hotel de charme e até um jardim botânico com vistas sobre o Mediterrâneo. Logo à entrada da Vila encontramos uma loja de brinquedos Inacreditável. O fabuloso artesão contou-nos que faz modelos para os filmes do Spielberg. Vendo as peças (que chegavam a rondar varias dezenas de milhar de euros) não me custa acreditar. Fotografias não era permitidas. Trouxemos a caixa de música do Principezinho que ainda hoje faz as delicias do Guilherme!
A noite de passagem de ano foi passada em Nice. Jantamos no quarto (sushi) pois o
hotel cobrava 350€/pessoa para jantar a ver "fogo de artifício" na marginal (tinham até umas belas fotos do mesmo). À
meia noite descemos os três com o champagne para ver um fogo que eram 2
ou 3 foguetes. Felizmente comemos sushi no quarto e poupamos 700€.
Na generalidade achei estes franceses muito mais simpáticos que os parisienses que tenho sempre na ideia que andam mal dispostos com a vida, ou não apreciam grandes conversas e sorrisos. São umas ferias que não são baratas, mas também não são escandalosamente caras (tirando a zona do Mônaco). É possível almoçar em sítios mais baratos ou escolher comidas mais acessíveis. Gosto de sítios assim, em que dia a dia, refeição a refeição gastamos o que queremos. É sem duvida um sitio a voltar e decididamente no verão!!