É sabido, pelo menos entre quem me conhece mais ou menos bem, que não sou grande pessoa de Igreja. Não sou de ir à missa nem tão pouco de defender a instituição, muito pelo contrario ultimamente. Mas isso não quer dizer, pelo menos para mim, facto que também sei que muita gente não percebe, não entende e nem aceita, que não seja uma pessoa de fé. Acredito! Sei no que acredito, sei o que isso me conforta, e quem me conhece (aqui tem de conhecer um bocadinho melhor) sabe como acredito. Mas isso são outros quinhentos e outros posts. Aqui a questão baseia-se em Igreja enquanto instituição e o seu efeito. Aqui em Luanda, muitas são as igrejas existentes. Para além da católica normal (vou chamar normal propositadamente) que eu "pertenço" existem umas dezenas de outras que eu vou mais ou menos conhecendo e vendo proliferando por este pais fora. Lembro-me de ver num ano de grandes cheias, penso que 2010, a Igreja do Reino de Deus do Bairro de Alvalade a carregar camiões para distribuir nas províncias mais atingidas. E lembro.me que isso me pareceu bem, apesar de não ser grande adepta desta igreja. lembro de pensar que era das primeiras vezes que via uma "igreja" a ser verdadeiramente útil. Não quero com isto dizer que não o são, mas eu nunca tinha "visto"! Desta vez vi a fé transformada em farinha, toneladas de farinha, em colchões, em arroz, em leite, e achei que isto era o que devia ser sempre. Este ano tive outro contacto com outra Igreja, a Igreja de Sétimo Dia, que até aqui não conhecia. Tive alunos que faltaram porque não podem ter aulas ou trabalhar ao sábado. E não houve quem os demovesse. E agora tive o meu segundo contacto. Entrevistei uma babá na 2ºfeira que pertence a esta igreja e de um modo muito franco, honesto e directo me disse que nunca trabalharia ao sábado mas que aos outros dias estava disponivel para qualquer horário. E a moça ficou com o emprego. E como disse o Nuno à saida " pertence à Igreja e isso é bom". Pode-vos parecer uma visão simplista ou até contraditória de alguém como eu, mas a verdade é que aqui em Luanda isso é real. Quem "pertence" à Igreja tem "mais" regras. Cumpre mais. Chega a horas. É na generalidade muito mais limpo e mais cumpridor. Não sei os metodos são os correctos sequer. Se há promessas de céu ou de eternidade dourada mas o que é certo é que as missas fazem efeito nas pessoas.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Wish list#5 - sempre as Hip Tee
e assim para esquecer os temas sérios e voltar à minha wish list (não é que não seja um assunto serissimo!!) descobri esta t-shirt hoje....
Emigrar
Na sexta feira passada foi o primeiro dia, ou melhor primeira noite que saímos a dois em Luanda. A dois propriamente não, (saímos nós e mais um bando gigante de gente) mas sem o meu pimpolho. Fomos ao concerto de Seu Jorge e a minha querida M, mais conhecida por babá de Braga ficou cá em casa a fazer a substituição (que só para quem quer saber, correu maravilhosamente bem). também quem estiver curioso acerca do concerto fica a saber que foi fraco. Demasiado fraco até para as expectativas luandenses que são sempre inferiores às dum concerto num Coliseu. Enfim, adiante...O Seu Jorge não está certamente interessado na minha opinião, mas se cá voltar não me apanha mais usd. O que eu tirei de resumo desta noite de amigos no concerto foi que há muita "xavalada" emigrante. Mas mesmo muita, muita. Demasiada até. Preocupantemente muita. Passo a explicar..
Quando viemos para Luanda, em Janeiro de 2008, eu tinha acabado de fazer 30 anos. O Nuno estava prestes a fazer 31 e ambos já tínhamos trabalhado uns longos anitos em Portugal. Não eramos a voz da sabedoria mas já tinhamos algum calito em obra e projecto. E quando chegamos, cada vez que olhávamos em volta, éramos dos mais novos. Nós e o nosso grupo, que não era assim tão grande na altura eramos os putos na praia. E eram só quase rapazes/homens. Hoje vejo milhares de jovens aqui. Demasiado jovens até. Vi caras que são certamente saídas da faculdade. Vi jovens (sim, já falo do alto de 35 quase quase 36 verões) que devem ter vindo estagiar para cá. Que saíram da queima e acham (muitos deles) que vêm termina-la aqui. Juventude não é sinonimo de leveniedade certamente mas representa de certo alguma falta de experiência. Claro está que isto é um pau de muitos bicos. Porque eles vêm porque não conseguem ficar no país deles, na casa deles, como tantos de nós. Mas vêm "frescos", vêm à pressa, vêm sem pensar muito. e Angola é um pais de oportunidades é certo mas não é um país facil. Não é a mesma coisa de estagiar na Europa, a duas horas e duzentos euros de distancia de casa. Aqui esta-se longe de todas as maneiras. onge de tempo, de kms, de vida, de dinheiro. Eu já sabia desta situação no mercado actual do emprego cá mas o que vi na sexta à noite fez-me ter uma ideia do panorama real da coisa. Se não devem vir? Acho que sim, que devem. Não têm outra hipotese! Agora, outros valores se levantam. Se vêm para um pais onde é preciso "ensinar", onde há falta de técnicos especializados, como ganharão eles mesmo a experiência que nunca tiveram?
Por outro lado ontem na praia vi imensas famílias. Coisa que não se via em 2008. Em 2008 viam-se homens mais ou menos velhos, que iam e vinham e deixavam a família em casa, na segurança da Europa e do país à beira mar plantado. Agora vêm-se muitas senhoras que deixaram as coisinhas e "ala que se faz tarde". Vem-se muitas, muitas crianças na praia e isto é a parte boa desta reviravolta da emigração. Já não emigra quem quer arriscar, quem quer coisas novas ou melhores. Agora emigra toda a gente pois não tem mais hipótese. Vai o miudo, a mãe, o pai, o jovem licenciado e o arquitecto senior que perdeu o gabinete.
Agora quando saio em "casa" metade das pessoas vai emigrar, ou já emigrou ou namora com alguém que está emigrado. Neste verão, duas pessoas muito próximas de mim, iniciaram realções com homens emigrados. Já não há homens do Porto e a trabalhar no Porto e com futuro no Porto? Uma outra amiga de longa data veio para cá também e outra está a tentar. Um outro amigo depois de ter ido embora há dois anos regressou hoje e um outro está a sondar o regresso. Agora já há grupos de mães no fb de "emigradas". Já não somos a novidade, o casal/bichinho do zoo que está emigrado. Agora somos apenas mais uns dos que estão fora. Dos que estão longe.
Qualquer dia Portugal está vazio.....
domingo, 20 de outubro de 2013
Praia
Aqui a praia sabe a menos. Aqui a praia não sabe a férias. Quase que não sabe a verão. Aqui a praia sabe menos a praia. Sabe apenas a fim de semana, sabe a rotina, sabe a outro dia igual, sabe menos, sabe pouco. Aqui a praia sabe igual ao almoço de domingo. Não sei se é por não ter aqueles nossos finais de dia, se é por faltar o sol das 8 da noite do meu verão, mas não sabe a um DIA de praia a sério. É certo que esta agua é outra louça e o sol até queima mais, mas uma praia que não cheira a maresia e não tem calipos sabe menos. É bem certo e está provado que tudo o que temos em excesso damos menos valor e se calhar o sentimento vem dai. Mas acreditem..sabe menos mas é muito bom ter este menos o ano todo!
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Vale a pena ir #1 - Cote d'Azur
Em finais de Julho, quando achava que não ia ter férias, (e tristíssima por isso), escrevi um post onde abordava o tema. E onde me comprometia a fazer algumas sugestões de sítios por onde passei e que recomendo, o que são quase quase todos, (sim, porque sou uma vendida em férias ) ou por onde amigos passaram e trazem boas sugestões. Este será o meu primeiro post sobre isso. Sobre destinos. Sobre viajar. Porque alguém já o disse que é a única coisa que podemos comprar que nos deixa mais ricos. E eu concordo tanto. Para mim, conhecer sítios novos, dá-me horas de "sono", de descanso. Dá-me alegria, juventude, sanidade, serenidade. Dá-me tudo. É a melhor prenda que posso ter ou a que posso oferecer.
Vou falar-vos de destinos, de viagens que já fiz há algum tempo e nestas, não terei muitas referencias concretas a dar (hotéis, restaurantes ou lojas) . Ficará a minha opinião do pais ou da cidade, ou do local..Ficará a minha impressão e as minhas memorias. Os meus prós e alguns contras certamente.
E a primeira será a viagem da passagem de ano deste ano - a viagem à Cote d'Azur!
Este ano escolhi a Cote d'Azur para passar a primeira passagem de ano do Guilherme. Porque? Quais foram as minhas razões? A tão famosa costa francesa nunca tinha estado nos meus planos, pelo menos naqueles assim próximos, assim prioritários. (Sim, porque tenho uma lista de viagens prioritárias). Mas este ano tinha um filho com tres meses, tinha milhas da Tap para gastar e tinha poucos dias para me ausentar de Portugal. Procurei locais na Europa, locais que há muito quero conhecer, como Viena, ou Munique, ou mesmo Moscovo. Mas em todos o problema era comum: o mau tempo e a falta de voos directos. O frio, a neve, a chuva e as varias escalas são situações que não me assustam numa viagem mas que com um miúdo de três meses não me agradavam particularmente. Conhecer uma cidade com neve e um carrinho não estava nas minhas intenções. Assim, foram vários os locais que começaram a ser sucessivamente postos de lado. até que surgiu o aeroporto de Nice. A duas horas de voo de Lisboa (sim porque já estava fora das minhas esperanças os voos diretos do Porto! hello Tap????Para quando???) e com uma previsão de tempo ameno e com sol foi a nossa escolha, ainda que não profundamente convencidos. Estou aqui a ser simpatica com o sr. minha cara-metade/namorado/amantizado, pois no que toca a viagens ele "prefere" não fazer nenhum, só ir. Posteriormente com a pesquisa que fiz alegrei-me a quantidade de locais próximos interessantes de Nice. Afinal ia ser uma boa escolha.
Fomos no dia 27 de dezembro de manha cedinho. Ponto 1 favorável: com os horários da Tap, o voo chega a Nice antes do almoço. Alugamos carro no aeroporto (atenção, aluguem uns dias antes porque tivemos imensa dificuldade) e seguimos em direção ao centro de Nice, ao Hotel Meridien em plena Promenade des Anglais com uma localização de 5*. O hotel, supostamente um hotel de 4*, e pertencente à cadeia Meridien, facto pelo qual eu o escolhi sem grandes pesquisas ..... fica muito aquém do que pensavamos. Em primeiro lugar não tem rés-do-ch-ao, sendo a sua recepçao num 1ºpiso, acessivel de escadas rolates. Claro está que com bebés e carrinhos essa opção deixou-me logo "fula" para ser bem educada. Ponto numero dois: na altura da reserva, e na escolha da promoçao percebemos que nao teriamos direito a pequeno almoço. No check-in foi nos avisado que para termos direito ao pequeno almoço, o upgrade custaria cerca de 50€/dia. Roubar???nãooooo! Enfim, adiante. A escolha foi tomar pequeno almoço nos cafés vizinhos e por muito menos de 50€ diarios.
Nice e a Riviera Francesa revelaram-se nos dias seguintes uma excelente escolha. Muito mais que locais de apenas "de luxo" mostram-se cidades com historia, com alma, com muito ambiente! As cidades, aldeias e demais localidades vizinhas são todas lindas, e a comida?? Mais que fabulosa!
Visitamos o Mônaco, Cannes, Menton, Saint Tropez, e algumas vilinhas mais pequenas das redondezas. A grande vantagem desta zona é tudo ser relativamente perto e mesmo com uma criança tão pequena (o Guilherme tinha 3meses feitos lá) as distancias são facilmente percorridas sem dramas, choros e na maioria das vezes entre mamadas. Comemos (vezes em conta) mexilhões com batatas fritas(Moulle frites), ostras e parei demasiadas vezes na La Durée! Fizemos kms e kms naquela costa, naquele mar tão azul (mesmo de inverno) e tive de fazer a promessa que lá voltar e mergulhar. Se de inverno aquela zona me maravilhou tanto, o que fará de verão? Com esplanadas (sem aquecedores), calor, praia, sol a queimar e sangria??
Nice
Nice foi a cidade-pouso. Iamos e vinhamos todos os dias. Fica mais ou menos a meio da riviera e assim conseguiamos sair de manha e voltar a maioria dos dias para jantar. Tem uma zona antiga lindissima, um emaranhado de vielas com lojinhas, cafés e restaurantes que vale a pena conhecer. Um mercado de flores e de frescos de perder a cabeça e uma marginal muito, mas muito agradavel de percorrer. Comemos pão e croissants fantásticos, queijos optimos e descobrimos (muito perto do hotel) um take away de sushi que acho que era o melhor sushi que comi. Chama-se Sushi shop, pertence a uma grande cadeia e tudo era perfeito (abrir em Portugal não???).
Fica a nota que não vale a pena ficar no Meridien pois falharam redondamente.
Mônaco
O Mônaco é o LUXO! Tudo é caro. Tudo é luxo. Tudo é muito brilhante e muito, muito, muito muito tudo..
Saint-Tropez
Dizer o quê?? A-d-o-r-e-i é pouco. Nesta antiga vila de pescadores respira-se classe, beleza, muita "onda". Um luxo disfarçado mas que esta lá. Que se sente e respira! É uma cidade muito pequena, pequenina mesmo, mas com tudo. Lojinhas de perder a cabeça e a carteira. Restaurantes com umas ostras fresquíssimas viradas para a marina. E que marina..
Grasse
A vila onde nasceu o perfume (e onde eu quase perdi o iphone e passados uns miseros15m o tripé da maquina) é um emaranhado de lojas Fragonard. Em todos os cantos cheira bem! Perfumes, sabonetes, essências fantásticas misturadas com uns cafezinhos maravilhosos para se petiscar. Recomendo o Museu do Perfume porque além da "lógico" interesse na historia do mesmo é uma fabulosa peça de reabilitação arquitetônica.
Villefrench du Mer e Cap Ferrat
Quando eu for rica posso ir viver para lá!
Menton
Uma agradavel supresa no caminho entre o Monaco e Italia. Estava mau tempo (o unico dia da semana interira) e por isso não deu para passear a pé mas percebe-se que é mais uma belissima cidade cpre existencias e recuperaçoes arquitectoincas que valem a pena ver.
Muito perto de Menton tentei descobri a ultima morada de Le Corbusier mas não consegui. A famosa cabana é de acesso a pé (e longo) e o tempo e o Guilherme não permitiam isso. Fiquei-me pela foto com o seu busto.
Cagnes sur mer
A quinze minutos de Nice e a caminho de Cannes, uma vilareja linda que descobrimos por acaso...
Cannes
Cannes é uma cidade grande. Com uma grande marginal consequentemente. Com o famoso teatro do festival. Come-se bem e vale a pena dar uma volta mas foi dos sitios que menos me deslumbrou. É aquilo que se vê nas revistas, na tv. Nada de novo.
Eze
Uma cidadezinha localizada no alto de uma mini montanha, a meio caminho entre Nice e o principado de Mônaco.. Um labirinto fabuloso recheado de casinhas de pedra, lojinhas maravilhosas, galerias de arte, um hotel de charme e até um jardim botânico com vistas sobre o Mediterrâneo. Logo à entrada da Vila encontramos uma loja de brinquedos Inacreditável. O fabuloso artesão contou-nos que faz modelos para os filmes do Spielberg. Vendo as peças (que chegavam a rondar varias dezenas de milhar de euros) não me custa acreditar. Fotografias não era permitidas. Trouxemos a caixa de música do Principezinho que ainda hoje faz as delicias do Guilherme!
A noite de passagem de ano foi passada em Nice. Jantamos no quarto (sushi) pois o hotel cobrava 350€/pessoa para jantar a ver "fogo de artifício" na marginal (tinham até umas belas fotos do mesmo). À meia noite descemos os três com o champagne para ver um fogo que eram 2 ou 3 foguetes. Felizmente comemos sushi no quarto e poupamos 700€.
Na generalidade achei estes franceses muito mais simpáticos que os parisienses que tenho sempre na ideia que andam mal dispostos com a vida, ou não apreciam grandes conversas e sorrisos. São umas ferias que não são baratas, mas também não são escandalosamente caras (tirando a zona do Mônaco). É possível almoçar em sítios mais baratos ou escolher comidas mais acessíveis. Gosto de sítios assim, em que dia a dia, refeição a refeição gastamos o que queremos. É sem duvida um sitio a voltar e decididamente no verão!!
Fomos no dia 27 de dezembro de manha cedinho. Ponto 1 favorável: com os horários da Tap, o voo chega a Nice antes do almoço. Alugamos carro no aeroporto (atenção, aluguem uns dias antes porque tivemos imensa dificuldade) e seguimos em direção ao centro de Nice, ao Hotel Meridien em plena Promenade des Anglais com uma localização de 5*. O hotel, supostamente um hotel de 4*, e pertencente à cadeia Meridien, facto pelo qual eu o escolhi sem grandes pesquisas ..... fica muito aquém do que pensavamos. Em primeiro lugar não tem rés-do-ch-ao, sendo a sua recepçao num 1ºpiso, acessivel de escadas rolates. Claro está que com bebés e carrinhos essa opção deixou-me logo "fula" para ser bem educada. Ponto numero dois: na altura da reserva, e na escolha da promoçao percebemos que nao teriamos direito a pequeno almoço. No check-in foi nos avisado que para termos direito ao pequeno almoço, o upgrade custaria cerca de 50€/dia. Roubar???nãooooo! Enfim, adiante. A escolha foi tomar pequeno almoço nos cafés vizinhos e por muito menos de 50€ diarios.
Nice e a Riviera Francesa revelaram-se nos dias seguintes uma excelente escolha. Muito mais que locais de apenas "de luxo" mostram-se cidades com historia, com alma, com muito ambiente! As cidades, aldeias e demais localidades vizinhas são todas lindas, e a comida?? Mais que fabulosa!
Visitamos o Mônaco, Cannes, Menton, Saint Tropez, e algumas vilinhas mais pequenas das redondezas. A grande vantagem desta zona é tudo ser relativamente perto e mesmo com uma criança tão pequena (o Guilherme tinha 3meses feitos lá) as distancias são facilmente percorridas sem dramas, choros e na maioria das vezes entre mamadas. Comemos (vezes em conta) mexilhões com batatas fritas(Moulle frites), ostras e parei demasiadas vezes na La Durée! Fizemos kms e kms naquela costa, naquele mar tão azul (mesmo de inverno) e tive de fazer a promessa que lá voltar e mergulhar. Se de inverno aquela zona me maravilhou tanto, o que fará de verão? Com esplanadas (sem aquecedores), calor, praia, sol a queimar e sangria??
Nice
Nice foi a cidade-pouso. Iamos e vinhamos todos os dias. Fica mais ou menos a meio da riviera e assim conseguiamos sair de manha e voltar a maioria dos dias para jantar. Tem uma zona antiga lindissima, um emaranhado de vielas com lojinhas, cafés e restaurantes que vale a pena conhecer. Um mercado de flores e de frescos de perder a cabeça e uma marginal muito, mas muito agradavel de percorrer. Comemos pão e croissants fantásticos, queijos optimos e descobrimos (muito perto do hotel) um take away de sushi que acho que era o melhor sushi que comi. Chama-se Sushi shop, pertence a uma grande cadeia e tudo era perfeito (abrir em Portugal não???).
Fica a nota que não vale a pena ficar no Meridien pois falharam redondamente.
Mônaco
O Mônaco é o LUXO! Tudo é caro. Tudo é luxo. Tudo é muito brilhante e muito, muito, muito muito tudo..
Saint-Tropez
Dizer o quê?? A-d-o-r-e-i é pouco. Nesta antiga vila de pescadores respira-se classe, beleza, muita "onda". Um luxo disfarçado mas que esta lá. Que se sente e respira! É uma cidade muito pequena, pequenina mesmo, mas com tudo. Lojinhas de perder a cabeça e a carteira. Restaurantes com umas ostras fresquíssimas viradas para a marina. E que marina..
Grasse
A vila onde nasceu o perfume (e onde eu quase perdi o iphone e passados uns miseros15m o tripé da maquina) é um emaranhado de lojas Fragonard. Em todos os cantos cheira bem! Perfumes, sabonetes, essências fantásticas misturadas com uns cafezinhos maravilhosos para se petiscar. Recomendo o Museu do Perfume porque além da "lógico" interesse na historia do mesmo é uma fabulosa peça de reabilitação arquitetônica.
Villefrench du Mer e Cap Ferrat
Quando eu for rica posso ir viver para lá!
Menton
Uma agradavel supresa no caminho entre o Monaco e Italia. Estava mau tempo (o unico dia da semana interira) e por isso não deu para passear a pé mas percebe-se que é mais uma belissima cidade cpre existencias e recuperaçoes arquitectoincas que valem a pena ver.
Muito perto de Menton tentei descobri a ultima morada de Le Corbusier mas não consegui. A famosa cabana é de acesso a pé (e longo) e o tempo e o Guilherme não permitiam isso. Fiquei-me pela foto com o seu busto.
Cagnes sur mer
A quinze minutos de Nice e a caminho de Cannes, uma vilareja linda que descobrimos por acaso...
Cannes
Cannes é uma cidade grande. Com uma grande marginal consequentemente. Com o famoso teatro do festival. Come-se bem e vale a pena dar uma volta mas foi dos sitios que menos me deslumbrou. É aquilo que se vê nas revistas, na tv. Nada de novo.
Eze
Uma cidadezinha localizada no alto de uma mini montanha, a meio caminho entre Nice e o principado de Mônaco.. Um labirinto fabuloso recheado de casinhas de pedra, lojinhas maravilhosas, galerias de arte, um hotel de charme e até um jardim botânico com vistas sobre o Mediterrâneo. Logo à entrada da Vila encontramos uma loja de brinquedos Inacreditável. O fabuloso artesão contou-nos que faz modelos para os filmes do Spielberg. Vendo as peças (que chegavam a rondar varias dezenas de milhar de euros) não me custa acreditar. Fotografias não era permitidas. Trouxemos a caixa de música do Principezinho que ainda hoje faz as delicias do Guilherme!
A noite de passagem de ano foi passada em Nice. Jantamos no quarto (sushi) pois o hotel cobrava 350€/pessoa para jantar a ver "fogo de artifício" na marginal (tinham até umas belas fotos do mesmo). À meia noite descemos os três com o champagne para ver um fogo que eram 2 ou 3 foguetes. Felizmente comemos sushi no quarto e poupamos 700€.
Na generalidade achei estes franceses muito mais simpáticos que os parisienses que tenho sempre na ideia que andam mal dispostos com a vida, ou não apreciam grandes conversas e sorrisos. São umas ferias que não são baratas, mas também não são escandalosamente caras (tirando a zona do Mônaco). É possível almoçar em sítios mais baratos ou escolher comidas mais acessíveis. Gosto de sítios assim, em que dia a dia, refeição a refeição gastamos o que queremos. É sem duvida um sitio a voltar e decididamente no verão!!
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
dias complicados
Pois..Isto não esta facil. Babá nem vê-la. A empregada foi embora. O pai foi ao Bié. O Guilherme no seu melhor a tentar trepar tudo.Ou seja eu vou ficar tolinha. Valham-me as suas três habituais horas da sesta e as onze que dorme seguidas durante a noite. Nada como aproveitar o silêncio para arrumar....
Esperam-se cenas dos próximos capitulos.
Esperam-se cenas dos próximos capitulos.
sábado, 12 de outubro de 2013
Dia de festa
Hoje é dia de festa. É dia de festa cá e em "casa". Temos um aniversario cá, de duas amiguinhas do Guilherme, que certamente será fantástico. De duas princesas de cá que nasceram lá. E do lado de lá temos uma festa para um futuro amiguinho do Guilherme. Uma festa em que gostava de estar. Mais uma festa que falto. Que estou presente de coração mas longe de corpo. Viver longe é assim. É ter duas casas, duas "famílias", dois grupos, dois países, e faltar a muita coisa. É estar constantemente em falta. Falta-se cá quando se vai a "casa" e falta-se lá porque estamos cá. É nunca estar a 100% em lado nenhum. É agradecer à net todos os dias. É viver com dois corações a 6mil km de distancia.
Mas hoje é dia de festa e por isso tristezas ficam lá fora *
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
o gladiador vs a morte
Texto escrito a 7 de Outubro
Não há vez que veja o Gladiador
que não chore. Nenhuma. Já vi o filme vezes sem conta, sei falas..e no entanto,
na derradeira luta final, mesmo antes dele morrer os meus olhos parecem um
lago. Não sei se é a música, se é a cena em si, mas choro sempre. Mas choro
mesmo. Ainda ontem chorei. Pensava cá para mim, enquanto via a cena final que a
morte deveria ser assim. Um campo de cereais na Toscana. Uma paisagem linda sem
fim, como se percorrêssemos um caminho até encontrar quem amamos. Com calma,
beleza, serenidade. Com aquela brisa quente no rosto. Será assim?? Nunca fui de
pensar nisso e desde que o meu querido pulmão me pregou aquele ‘susto’ que
durará para toda a vida e mais seis dias, nem gosto propriamente do tema. Para
uma “não-quase-nem sempre-nunca-depende dos dias” católica é uma visão
simpática. Para alguém com um ‘susto para toda a vida’ dos meus, uma visão
adorável. E enquanto pensava nisso, em morte e em encontrar quem amamos como o
Gladiador encontra, lembrei-me que dia era hoje. Realmente a vida tem destas
coincidências. Fazer-me pensar em morte, em encontrar quem já morreu, ou
partiu, ao som daquela maravilhosa banda sonora no dia 7 de Outubro. Pensar em
morte com aquela serenidade…Faz hoje exatamente dez anos que perdi o chão. Acho
que na minha vida perdi o chão duas vezes e uma foi exatamente há dez anos, às
6.20 da tarde quando o meu telefone tocou. Estava no escritório onde era regra
não se poder atender (Yesss eu trabalhei numa ditadura!) e o meu pai ligou.
Rejeitei a chamada. Ligou novamente. Tornei a rejeitar. E encontrava-me a
escrever-lhe uma msg a dizer que sairia dez minutos depois…se era assim tão
urgente, se não podia esperar. Quando ele liga outra vez. Lembro-me de abrir a
porta da sala de desenho e de no corredor ouvir algumas palavras. De voltar à
sala, pegar na carteira e sair, sem conseguir falar. De conduzir o pouco mais
de um km que separava a minha casa do escritório assim meia em transe. Num
transe com medo da verdade. E mal cheguei ao topo da minha rua deparei-me com
ela mesmo. Com uma verdade que me tirou o chão. E nada teve de brisa quente no
rosto. Disseram-me que morreu sem sofrer
como se isso consolasse. E consola. Que a enfermeira que a trazia do lar abriu
o portão e ela entrou e caiu.. caiu lá dentro e assim ficou. Que tinha estado a
jogar cartas toda a tarde. Faria 82 anos passados 2 meses. E aos 7 de Outubro
de 2003 soube o que era perder quem se ama. Perdi quem criou a minha mãe e quem
me criou a mim. Perdi muito mais que uma avó. Não me lembro bem dos dois dias
seguintes. Lembro-me de passado umas semanas cair em mim e pensar que ela nunca
me veria casada, nem nunca veria um filho meu. Nem nunca mais discutiria comigo
por causa dos meus cigarros. Gosto de acreditar que para ela foi como um
passeio num campo de cereais ao som daquela banda sonora. E quero acreditar que
um dia (lá muitoooooooooooooo longe se possível) será assim também. E ela vai
lá estar ao fundo à minha espera. E quem sabe numa paisagem da Toscana.Por enquanto fica uma saudade grande, uma saudade serena. Uma vontade de partilhar momentos ou conversas.
E passaram-se 10 anos…
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Projectos vs Baloiço
Hoje é dia de trabalho nos Açores. Que é como quem diz em Luanda a pensar nos Açores. Autocad a todo o gás e as ideias a surgir. Um dia vou-vos falar deste projecto. Gosto de trabalhar a horas estranhas, à noite, com a televisão ligada como barulho de fundo enquanto os meus dois dormem no quarto. De manha, foi hora de baloiço, de triciclo, de gargalhada. De tarde hora de pesquisa, de medições, de confirmações e levantamento de mais duvidas. Mas à noite é que as ideias fluem. É normalmente à noite que escrevo, que desenho. Poderia até quase dizer que é à noite que funciono. Não fosse ter um filho com um ano e agradar-me-ia a ideia de trabalhar pela noite fora e dormir de manha, como tantas e tantas noites o fiz. Muitas vezes o meu pai me disse que este mau habito, ganho nos anos de faculdade, não faria sentido na vida profissional e que eu o perderia. Que quem trabalha diariamente pensa de manha, executa durante o dia. Sim, é verdade. Mas as melhores ideias, "aquelas ideias" nunca me irão surgir pela manha. Ainda não tenho cafeína suficiente para tal. Hoje, por aqui e a esta hora, pensa-se em microcimento, em pedra vulcânica, em verde lima ou azul cobalto??. Pensa-se e desenha-se.Cda vez me convenço mais e mais que ser mãe a tempo inteiro não é para mim. Não é para mim e cada vez é menos. Sinto-me incompleta. Perco a paciência. Falta-me parte de mim. Sinto que preciso de ar, de desenhar, de pensar em mais do que o pocoyo. E como dizia a Sara no outro dia, para cuidar deles é preciso cuidar primeiro de nós. Para ser boa mãe é preciso estar bem. E eu para estar bem preciso de projectar, de me sentir activa, útil. Por isso agora nas próximas horas serão os Açores para amanha de manha o baloiço brilhar!
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A festa
Durante dias (3) quase não sai da cozinha, que como sabem é enorme nesta minha nova casa. Cozinhamos tudo para festa. Tentamos o melhor que soubemos, que pudemos e acho que não nos saímos mal. As decorações vieram de Portugal, da Joana , e contaram com o design da minha grande amiga Silvia. Os Brincaventos vieram de Portugal também, e fizeram sensação. Foram encomendados para crianças mas não chegaram para todos os adultos que me pediram. A cor foi o azul, embora o menta também lá estivesse. As nossas roupas foram de verão como o dia pedia. E o tema, foi, como só poderia ter sido, o Pocoyo!
O Guilherme estava feliz embora eu ache que não percebeu que aquilo tudo era para ele. Mas nós sabíamos que era para ele. Que o fizemos por ele. Por ele e por nós. Pelos três. Para festejar o seu primeiro ano de vida. O primeiro de muitos que queremos assim felizes, sempre. Não foi a festa no Porto com a família, com batizado, como inicialmente estava previsto. Foi a festa de Luanda com a outra família, a de cá. Foi a festa feita graças a amigos que trouxeram malas carregadas de pompons e compotas. Foi a festa que os amigos de lá ajudaram também a fazer. Foi a sua primeira festa! Foi a nossa primeira festa. Muita coisa gostaria de ter mudado. Preferia não ter dormido e ter passado a manha com o Guilherme e o seu novo triciclo. Não consegui. Estivemos até à ultima a terminar tudo. Gostava de ter passado mais tempo só com ele. No seu dia. De ter tirado muitas mais fotos. Não consegui. De ter filmado os parabéns. Não me lembrei! Muita coisa devia ter sido diferente mas uma não..O seu sorriso. A forma como se riu quando lhe cantaram os parabéns percebendo que era para ele..isso, quero que seja sempre assim!
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