terça-feira, 1 de outubro de 2013

A festa



Durante dias (3) quase não sai da cozinha, que como sabem é enorme nesta minha nova casa. Cozinhamos tudo para festa. Tentamos o melhor que soubemos, que pudemos e acho que não nos saímos mal. As decorações vieram de Portugal, da Joana , e contaram com o design da minha grande amiga Silvia. Os Brincaventos vieram de Portugal também, e fizeram sensação. Foram encomendados para crianças mas não chegaram para todos os adultos que me pediram. A cor foi o azul, embora o menta também lá estivesse. As nossas roupas foram de verão como o dia pedia. E o tema, foi, como só poderia ter sido, o Pocoyo!
O Guilherme estava feliz embora eu ache que não percebeu que aquilo tudo era para ele. Mas nós sabíamos que era para ele. Que o fizemos por ele. Por ele e por nós. Pelos três. Para festejar o seu primeiro ano de vida. O primeiro de muitos que queremos assim felizes, sempre. Não foi a festa no Porto com a família, com batizado, como inicialmente estava previsto. Foi a festa de Luanda com a outra família, a de cá. Foi a festa feita graças a amigos que trouxeram malas carregadas de pompons e compotas. Foi a festa que os amigos de lá ajudaram também a fazer. Foi a sua primeira festa! Foi a nossa primeira festa. Muita coisa gostaria de ter mudado. Preferia não ter dormido e ter passado a manha com o Guilherme e o seu novo triciclo. Não consegui. Estivemos até à ultima a terminar tudo. Gostava de ter passado mais tempo só com ele. No seu dia. De ter tirado muitas mais fotos. Não consegui. De ter filmado os parabéns. Não me lembrei! Muita coisa devia ter sido diferente mas uma não..O seu sorriso. A forma como se riu quando lhe cantaram os parabéns percebendo que era para ele..isso, quero que seja sempre assim!












segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um ano*



Ontem foi O Dia!!! O dia especial. O dia pelo qual ansiávamos há uns tempos. Um dia em que o Guilherme ainda foi Mais a estrela das nossas vidas. Fez ontem um ano. Fez ontem um ano que a nossa vida mudou. Que passamos a ser três. Que passamos a ser muito mais felizes. Que o Guilherme, depois de ter esperado 37 semanas e meio, depois de ter esperado que o pai aterrasse, deu o ar da sua graça às sete da manha (após um jantar com amigas até às quatro..). Fez ontem um ano que ele me provou que nada pode (ou deve) ser assim tão programado. Que a vida é mesmo assim, inesperada, sem contar, impulsiva, rápida. E que me provou mais uma vez que nem sempre o que achamos que são certezas realmente o são. Ser mãe é diferente do que pensava. É mais fácil, melhor, mais cansativo e muito mais recompensador do que alguma vez pensei. Foram 365 dias de alegrias. Muitas vezes dias de saudade, alguns dias de preocupação, poucos de angustia, mas sempre pelo menos com um sorriso. Em muitas coisas não foi o ano que pensei, que sonhei, que queria. Mas foi o ano possível. Passado entre cá e lá. Entre casas, aviões, muitos sorrisos, algumas quedas e gritos. Fez ontem um ano estava um dia lindo de sol, de calor, um dia de verão como o Guilherme. Um dia de sol como ele. É um puto alegre, sorridente, traquina, com cinco dentes e muita energia.

É o meu sol e fez ontem um ano!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Wish List #4 - Fios

Na tristeza que é viver num pais que não permite grandes compras (posso sempre consolar-me no supermercado e nem isso) valha-nos a internet para regalar os olhos e fazer uso do cartão. E como o verão está a chegar em força preciso urgentemente de renovar os meus fios. Sim, uma coisa são colares que se põem e tiram de vez em quando, ou pulseiras mais pesadas ou mesmo brincos compridos. E depois há os "fios", os chamados "básicos". Pulseiras ou colares que nunca se tiram, o que para pessoas como eu, é ouro sobre azul.
Próximas compras na CODE...(Estes prendicalhos com cores arrasam!)








 * Nuno sempre a zelar para que não te faltem ideias*

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Preparativos


Em preparativos e experiências. Assim será parte desta semana. Organizar o 1º aniversario do Guilherme em Luanda não estava nos meus planos mas a vida assim o obrigou. Ultimamente até parece que a Srª Vida se organiza para me atrapalhar os planos. Mas como se costuma dizer...O que não tem remédio, remediado está. Assim, toca de encomendar o máximo de coisas possível em Portugal e cravar todos os amigos possíveis para as trazerem. E a seguir, fazer experiências. Muitas. Experiências com decor, com bolos, com bimby, com toalhas, com fotos. Com tudo basicamente. Até porque nesta terra nada é certo e se há hoje manjericão no supermercado, ninguém me garante que sábado haverá. 


# preparativos de fotos no jardim caseiro #

domingo, 22 de setembro de 2013

As minhas botas


Vinha de Malanje, pensativa, e dei por mim a olhar para elas. Acompanham-me há anos. já fizeram comigo alguns milhares de kms (de avião claro). E estão prontas para mais alguns. Comprei-as em 2008, dias antes de viajar para a India. E foi sem duvida a compra mais acertada que fiz para essa viagem. Percorreram lama, campos, margens de rios, enfim..Viram uma fé que nos abalou e cheiraram caril. No ano seguinte fomos à Namíbia ver o pan. Em 2010 fizeram comigo um safari na Tanzânia e não podiam ter sido mais úteis. Ficam bem de calças, de calções, limpinhas (no primeiro dia) ou sujas com terra vermelha de Africa quando a viagem termina. Nos intervalos (como se a minha vida fossem férias e as paragens algum trabalho) fizeram obra. Fizeram viagens de lama, de ferro, de betão por esta Angola. E esta semana saíram do armário para voltar a Malanje. Olha para elas, sozinha com os meus botões e penso..Que dinheirinho mais bem empregue! Adoro as minhas botas!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Guilherme a passear por Angola #1


Fomos a Malanje. Os três. É engraçado ter sido a Malanje a primeira viagem do Guilherme dentro de Angola (sim, primeira, porque ir às palmeirinhas ou ao Mussulo não conta) porque quando falo deste país e quando sugiro algum passeio a alguém que não está cá, as Quedas da Kalandula são sempre a minha primeira opção. Acho que cataratas sempre me fascinaram. A força da agua, o barulho e as fotos fabulosas que dão agradam-me e fazem-me lembrar que vivo em África, o continente da natureza por excelência. A viagem não é longa e a estrada está optima (optima em critérios angolanos não se esqueçam) e chegamos às Quedas da Kalandula à hora de almoço. No seguimento dos conselhos da pediatra do Guilherme que me disse uma vez (a respeito de vir para Angola) "se tem de ir, vá. Mas vá descomplicada!" (obrigada Profª Carla Rego) e aproveitando um feriado, com umas sopas congeladas e um nestum na bagagem ai fomos nós por esta Angola fora. E correu tão bem! Ficamos no Hotel Palácio Regina e jantamos no Kapri (que continua a ser o único restaurante em Malanje). O hotel é limpo, o que nos parâmetros turísticos de cá quer dizer : recomendável. Tem dois senãos..Os quartos da frente (camas de casal, logo o meu) não têm janelas e fica em frente à "praça de taxis" da cidade. Malanje é uma cidade agradável onde se notam varias tentativas de reconstrução e reabilitação e a viagem é bonita e não demasiado longa. Foi a primeira do Guilherme por estes lados....Esperam-se outras!

"cabe sempre mais um"

   Alegria 
 
Quedas da Kalandula







Central de taxis de Malanje

  


hotel Palácio Regina

 Igreja de Malanje

  Hospital Central de Malanje

 
Hotel Palanca Negra em "reconstrução" árdua
 
 
e mais um...
 
 
Praça de Malanje
 
 
Ei-las! Majestosas como só elas sabem ser. As Pedras Negras!

 
Atravessando N'dalatando


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Dias felizes#2

Há dias que são felizes. E felizmente que os há. Domingo foi um dia assim.
Levantamo-nos tarde os três. O Guilherme bebeu o seu biberon na nossa cama cedo e ficamos os três na sornice mais um bom par de horas. Quando começamos a achar que dormir já era perder  tempo precioso levantamo-nos, banhoca os três e prontinhos para a rua. Decidimos ir comprar cestos às palmeirinhas. As palmeirinhas é a zona de praia em que a Ilha do Mussulo (que não é ilha) toca em terra. Sim, caiu o mito! Tanto o Mussulo como a "Ilha de Luanda" não são ilhas no verdadeiro sentido geográfico. São antes penínsulas ligadas ao continente por uma zona estreitinha. No caso do Mussulo, é nesta zona mais estreita que existem umas "mini aldeias" com artesãs que trabalham lindamente a "palha" e a preços muito mais convidativos que o Mercado de Benfica. Assim, lá fomos os três. Compramos um belíssimo cesto para o Guilherme guardar os seus brinquedos, conhecemos a Ritinha e o irmão, filhos da sra. que nos fez o cesto, e que nos disseram que o Guilherme era lindo e demos um bom passeio. O Guilherme lá veio a choramingar quando viemos embora mas rapidamente se distraiu com o pai a cantar. Foi um domingo feliz!








quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Douro #resumo

Como já tinha falado num post anterior fomos passar uns dias ao Douro, mais propriamente ao Eurostars em . E como também já tinha referido a estadia não começou nada bem. Aliás começou logo mal pelo almoço em que nos foi servido um "salame" fatiado made by Pingo Doce em vez duma alheirinho ou de um chouriço assado como convinha naquela zona. Adiante...A estadia começou com o pé esquerdo mas com uma vista daquelas e dentro dum projecto de arquitectura como aquele não há forma de uma arquitecta ficar três dias mal disposta. Todos os pormenores era fabulosos. Tudo foi cuidadosamente pensado para o sitio especifico e para a sua função. Um projeto com pés, unhas, tornozelos, mãos e cabeça com chapéu. Os quartos são simples mas bem desenhados, os sanitários fabulosos, a áreas comuns iluminadas, bem dimensionadas e cuidadosamente mobiladas e a sala de refeições foi detalhadamente organizada possuindo inclusive um excelente serviço de louça (muito simples mas muito elegante) e uns bonitos jogos de atoalhados (mas depois metem o pé na poça na forma como distribuem os cereais ao pequeno almoço GOD??!!)

Continuo com a minha opinião que a gerencia do hotel deveria aprimorar o serviço, nomeadamente servir mais produtos regionais, trocar as toalhas da piscina (ver imagens da Quinta da Romaneira) e URGENTEMENTE alargar ou fazer outra piscina. É impensável que num hotel desta qualidade, ou que aspira a uma certa qualidade a única piscina exterior disponível ter lotação. Quer dizer, para ter lugar nas cadeirinhas, que de longe não chegam para todos os quartos, e para ter direito ao acesso à piscina, os hospedes têm de se levantar mais cedo? WTFF%&%&&. Se me quiserem consultar até vos dou uma sugestão de sitio para fazerem outra...Mas isto é a parte fácil. O melhorar o serviço é o mais fácil porque a base fantástica e inigualável pela localização e conceito já eles o possuem.

Mas mesmo com todos os precalços a estadia foi muito, mas muito boa e o balanço positivo. Acordar e ver o Douro, ver aquela paisagem sem fim que nos diz tanto. Que é o nosso País. Ver o Guilherme deliciado a brincar com aquele fundo por trás, dormir uma sesta à sombra duma oliveira..foi muito bom e soube a pouco. A opinião foi melhorando hora após hora e quando viemos embora viemos com pena. Quero voltar e sugiro vivamente sem hesitar este hotel. Espero que melhorem os aspectos que referimos (e pessoalmente) pois simpatia e aparentemente vontade não lhes falta. Ficam algumas fotos...

*Já agora..quando construirem a segunda piscina pensem em aquecer a agua..Lord ;)!!!!!!!!