quarta-feira, 3 de julho de 2013
Wish list #2 - para os olhinhos
Esta-me a querer parecer que me falta um par de oculos destes para curtir o verão, nem que seja ao longe, como deve de ser! E se há coisinha que eu gosto é oculos de sol! Jasussss *
terça-feira, 2 de julho de 2013
O nosso coração é azul
Esta era uma das surpresas que tinha à minha espera em casa!! Uma encomenda especial da Sara da Cutchi para uma mãe que se queixa de falta de coisas para rapazes!
Adorei *
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O meu silêncio e a nossa ida "a casa"
Não tenho escrito nestes lados com a assiduidade
que pretendo e que gostaria, mas tem sido por boas (muito boas aliás) razões. A
primeira foi um trabalho, um trabalho muito diferente do habitual e depois fomos "A CASA"!
Uns maravilhosos dias na companhia de todos os que adoro. Começou logo com o pé direito com um casamento duma amiga de infância na Quinta da Pedra Salgada! Tudo estava perfeito e a cerimónia foi linda. Os noivos eram o espelho da felicidade e o Gui portou-se lindamente no seu primeiro evento de tal calibre.
No segundo dia, um PicNIC! Um picnic “organizado
por mim” ou quase quase! Um fashion picnic que tentei organizar mas que com as
aulas foi passado para último plano. Assim, foi um picnic sem sol, com mantas
lindas, comidas maravilhosas e um mar de amigos que não cumprem os “dress codes” mas comparecem cheios de
carinho e saudades. Um picnic que começou no Parque da Cidade e acabou na mesa
da minha sala. Um picnic onde facilmente se constata que as conversas não
esmorecem (pelo contrário) com a ausência de três meses nem com a distância de
6 mil km. Um picnic que nos lembra a maravilha que é ter amigos. Um picnic que
nos recorda que amigos são família e família que cresce cada vez mais e com
criaturas absolutamente “comestíveis” de tão lindas.
A semana continuou a mil a hora entre consultas,
(minhas e do Guilherme), compras (desta vez quase em exclusivo para o mais
pequeno) e tentativas de ver tudo e todos. Tentativas absolutamente falhadas
quando se faz o check list no ultimo dia. Não consegui fazer metade do que
pretendia! E assumidamente a culpa é do Guilherme J! A manha rende metade, pois a
criatura tem horas para dormir. Depois há que almoçar, pelo menos parado (ou
seja bye bye Mac drive) para lhe dar a sopa. De tarde, embora durma na cadeira,
há que evitar o entra e sai do carro, pois não há sono que resista! E ele
coitadinho, até coopera bastante! Mesmo assim conseguimos ir almoçar ao Gull
(parabéns afilhado pois é dos melhores restaurantes que conheço e o sushi
estava magnifico), ver grande parte da família e dos amigos, matar milhões de
saudades dos avós (que nesta viagem ignoraram por completo a minha pessoinha!)
tentar escolher um sítio para o baptizado do Guilherme e passear no meu Porto.
No meu doce e amado Porto! Conseguimos até mostrar ao Guilherme a vista do
teleférico (que recomendo a todos) e mostrar-lhe o que é um São João! Sim,
porque qualquer tripeiro que se preze, como nós, tem de adorar o São João. Cada
vez gosto mais da nossa cidade e tenho a certeza que o meu filho seguirá os
meus gostos. Ficou a massagem por fazer, o devido corte ao cabelo, a manicure e
pédicure em condições, as minhas calmas e demoradas compras, a compra da
maquina nova de fotografia, a compra da bimby, a escolha de livros, a ida ao
cinema com direito a Big Mac primeiro, a ida à Champanheria à noite (porque de
dia não falhou!), um jantar só de gajas (que tanta, mas tanta falta me faz) e
tantas outras coisas. Mas foi uma boa semana. Uma semana que nos encheu e que encheu,
pelo menos um bocadinho, de quem esteve connosco. Trouxe no coração muita
coisa, muitas ideias, muitas saudades, muito carinho. Agora é até Setembro!
em familia
a rigor com a ajuda da minha Mi

um picNic sem sol
eles
elas e alguns mini eles

Jantares destes com fotos colectivas...
experiências
Trocam-se prendas
Mimos de madrinha
gelados de limão
visitas ao Jardim Zoologico
saidas a fazer pandan
de pequenino se adora o Porto
o nosso Porto
compras : as minhas primeiras calças às flores e a primeira bicicleta do meu afilhado
como já me ponho de pé
Mimos, mimos e gargalhadas
desejos que se pedem em familia
p.s: Estava a organizar as fotos para este post e fiquei com a
sensação, ainda mais agravada que o tempo voou e que a semana se resume
a tão pouco. Parece que faltam tantas e tantas fotos com tanta gente,
com tantos amigos. Parece que faltou visitar tantos sitios maravilhosos
que o meu Porto tem, comer tantas coisas boas que só lá é possivel,
tirar tantas fotos. Olhando agora para a pasta das "férias Junho 2013" julgo-a muito vazia.... e
no entanto não parei. Lembro-me bem dum pensamento que tive no dia de
São João, quando me levantei após dormir 6 horas :"o sono, ponho em dia
em Luanda!". Ou seja, vou de férias e venho com a secreta (só muito secreta e longinqua) ideia que no primeiro sabado em Luanda vou dormir...
sábado, 29 de junho de 2013
9 meses *
Aos 9 meses:
gatinho mais rapido que o vento*
já me tento levantar sozinho*
continuo a não gostar de comer*
já tenho dois dentes*
adoro crianças*
adoro cães*
não liguei nenhuma à visita ao jardim zoologico (saio à minha mãe)*
já como comida sem ser passada*
já tenho um triciclo*
já tomo banho de chuveiro*
distingo perfeitamente o genérico do verdadeiro episódio do Pocoyo*
já adoro gelados Santini (e de limão!)*
já andei de teleférico*
Já fui a casa e já voltei a Africa! Sou um crescido*
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Aeroporto- regresso
Ir não é fixe! Decididamente cada vez custa mais. Vou, vamos, mas um bocado grande de cada um de nós fica cá. Fica neste paraíso à beira mar plantado. Sim, porque mesmo com todas as dificuldades e os tempos menos bons da crise, Portugal é um paraíso! Vou e fica tanto por fazer, tantos e tantos por ver (Claudia, Marcia, Mi, Diana, etc etc desculpem!!!) tantos sítios onde faltou ir. Vou e deixo este sol e calor que trouxe. Vou feliz porque tudo está bem comigo (pelo menos mais seis meses, como diz o Dr. Dinis) e tudo está bem com o Guilherme, mas triste por deixar tantos que amo cá.
Vou para um inverno africano e deixo ca um céu azul, um verão português como eu adoro. Deixo as tardes que se prolongam até às 10 horas da noite, as esplanadas cheias, os petiscos de verão, o meu afilhado a aprender a andar de bicicleta, as sangrias, as amigas gravidas (algumas que nem vi), bebés maravilhosos que entretanto nasceram, e tanto e tanto e tudo..
Esta é sem duvida a viagem que no ano custa mais. Vamos para o cacimbo, para a vida nublada e deixamos Portugal a entrar em pleno no verão. Mas vamos porque temos de ir. E o que tem de ser tem muita força! Por isso, Portugal do meu coração até breve!!!
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Aeroporto - ida
Post escrito a 14 de Junho.
Escrevo este post sentada no café do aeroporto de Luanda, escandalizada (e eu que achava que já nada me escandalizava nesta terra) por me terem pedido 10 Usd por um croissant e um compal. Sim... Um croissant ranhoso que custa 7 Usd! E que eu não comi. Não costumo desistir da compra, apesar de muitas vezes até não concordar com o valor, mas desta vez achei mesmo too much! Bem, mas enquanto espero pela Tap, que está atrasada (normal!!) vejo quem passa. E vejo a terceira família de três filhos a passar. Emigrantes e com três filhos. Haja gente corajosa! E tudo famílias lindas com crianças escolhidas a dedo. Eu já acho que é preciso coragem, aliás muita coragem para se ter três filhos, mas ser emigrante, EM LUANDA, e ter três crianças é muito mais que coragem. Primeiro pelo país que é...colégios que custam duas vezes o salário mínimo português e nem sequer me refiro aos melhores; babás inexistentes ou em grande falta no mercado; saúde extremamente precária, etc etc e tal. Apesar de ser um país típico de grandes famílias (ainda esta semana um aluno me dizia que tinha 23 irmãos!!!!) como é habitual em países subdesenvolvidos, o que até me podia incentivar e dar motivação, eu acho muito difícil criar uma grande família cá, sem todo o apoio extra de avós, tios, padrinhos. Com um transito que impede grandes agendas e compromissos com horas marcadas, com estes preços, com todas (e são muitas) dificuldades deste país cada vez acho mais dificil ter muitos filhos! E a juntar aos eventuais e possíveis e prováveis stresses de cá, há a considerar as dificuldades de viajar a cinco, cada vez que se vai a "casa", o que se espera que seja algo como quatro vezes por ano! Viajar a cinco de Portugal para Luanda e vice versa deve ser um CAOS. É certamente! Primeiro conseguir cinco lugares (minimo marcar dois meses antes), depois viajar com 10malas e por ultimo pagar, cada vez que se quer ir a casa, a módica quantia de pelo menos 5mil€... E isso a apontar muiiiito por baixo. Por isso repito: "haja muito boa vontade, coragem e dinheiro".
Aventura em Luanda #2
Post escrito no taxi na terca feira e publicado hoje já feliz em terras lusas!
Taxi parte 2. Post iniciado na terceira aventura. Ontem fui na "taxi jovem". Pedi no dia anterior para as 7horas e como ja estav a supor, as 6h16m, enquanto aproveitava os meus últimos minutos, pimba!!! Liga o taxista a confirmar o meu pedido. Confirmei e pedi-lhe para não se atrasar. Diz-me ele... "Maezinha (raio de tratamento que nao consigo achar piada) se às 6h40m eu não conseguir, vou enviar o mano." E eu pensei ...pronto, já fui! Devo chegar às aulas às 10!!! Às 7h10m desci e belíssima surpresa, vejo o taxi a aproximar-se. Tudo correu lindamente, tirando pagar mais 50% que o normal (que já é um escândalo) com a justificação dada pelo taxista que os taxis desta empresa dão melhores! Esta melhoria fez com que pagasse 60usd em vez dos habituais 40, por um trajecto que em Portugal pagaria 15€ talvez..mas This is Angola!
Ontem à noite liguei para a empresa mais barata. E a resposta foi que "não marcamos para amanha. A senhora tem de ligar amanha". Tentei ligar directamente para o taxista do rali de sexta e estava desligado. Fui dormir a pensar " seja o que o Deus dos taxis quiser". Levantei-me mais cedo que o habitual e do que precisaria para me arranjar na expectativa de chamar o taxi e isto funcionar bem.
Primeira chamada - taxi Morvic - " vou ver quem esta disponível e volto a ligar ".
Segunda chamada - taxi Morvic (5m depois) - "nao tenho ninguém disponível e por isso nao liguei senhora! " azar o meu que preciso de chegar a horas.
Terceira chamada - taxi jovem (empresa cara) - tenho taxi mas é daqui a bocado. Mas eu preciso agora. Mas agora nao da. Eles estao todos a aspirar p carro senhora. Tem de aguardar! Ora Fod$<<>>%gGgh!!!
Eu preciso é AGORA! Bem, passando a frente diálogos sem sentido, acabei por desligar e insistir na empresa anterior que me forneceu um número sum taxista, que estava perto e que me veio buscar.
Resumindo o assunto de uma forma pratica, os taxis em Luanda não funcionam. E não vão funcionar tão cedo. Simplesmente porque eles ainda não perceberam o sentido do taxi e o seu objectivo. Simplesmente porque eles acham que o cliente tem de se sujeitar. O cliente é que tem de ligar vezes sem conta ao taxista, tem de chegar atrasado e ainda tem de pagar pequenas fortunas para ter o privilegio de fazer rali pela cidade. Sem falar que cada empresa pode fazer o preço que entender. Eu sei que os taxis como nós conhecemos tem pouco mais de dois anos em Luanda, mas a começarem os serviços com vícios deste género, dificilmente atingirão níveis aceitáveis. Haja paciência! Muita !
domingo, 9 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Aventuras em Luanda #1
Começo a escrever de dentro do taxi. O meu primeiro taxi em Angola. Ao fim de 4 anos e 3 meses neste pais pela primeira vez uso o serviço do taxi. Aqui usar o taxi é usar o "candongueiro". Candongueiro é um "taxi" colectivo, as vezes demasiado colectivo até. Uma espécie de mini mini bus, que leva, ou deveria levar 8 pessoas, mas na maioria das vezes leva 10 ou 12. Mais o motorista e o cobrador. Mas que faz percursos mais ou menos certos. Ou seja da Mutamba segue para os Condolenses ou da Maianga para o aeroporto. E o cobrador substitui a placa do destino, gritando-o! Gritando-o ai ponto de se ouvir num sexto andar! Sim, mas não pensem que a minha coragem foi até ai. Eu estou no taxi mas num taxi quase normal. Um carro só para mim. Sem kuduro a decibeis impossiveis de traduzir...sem apertos porque lá cabe sempre mais um! Digo quase normal porque o chamei (combinei ontem) para as 7horas (sim, 7h da manha) e ele ligou às 6h18m "tou à vir" (grande &€F*%&F¥) enquanto eu aproveitava os meus últimos minutos de sono e chegou a minha beira às 7h42m. E a dizer " maezinha, a culpa nao é minha... Os moços tavam a lavar o carro". E basicamente azar o meu que tenho compromissos. Aqui há uns anos, ouvia e calava, pensando, o país até é deles, eu é que tenho de me habituar. Mas quando se acorda às 6h40m da manha, quando ontem já se chamou um taxi que nem se dignou a aparecer, depois de me mentir durante meia hora a dizer " tou a vir" (que nesta terra quer dizer que está é a ir), quando estamos em Luanda há uns anos... Ouviu o que quis, o que não quis e o que o Deus não queria ouvir...resultado.. Vou por becos e vielas a uma velocidade que levanta a terra e abana os barracos e a ouvir entre kuduro " maezinha, me perdoa..vamos conseguir". Aventuras em Luanda #1
Entramos na auto estrada para eles (via rápida para nós e para mim estrada que não deveria existir aqui pelo seu perigo)... Vamos tentar chegar inteiros!
Parte 2...
Cheguei inteira e apenas 8m atrasada! Incrível! Quando venho a conduzir saio de casa às 7h15m e chego 5m antes. Da para um cafe rápido. Hoje, sai às 7h42m e cheguei as 8h08m... Haja rali!!! E sorte, muita sorte!
(Escrito ontem mas nem sempre a net permite a publicação)
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Viagens com o Guilherme
A propósito de levar o Guilherme nestas viagens e em outras que pretendo
fazer, deparei-me hoje num dos blogs que sigo atentamente, o Diario de Pikitim , com um artigo sobre o porquê de levar as crianças a viajar, mesmo que "supostamente" elas não se lembrem. Vale a pena ler!
"There is no question that a feeling of being loved and taken care of
allows children to reach higher, to attempt new things, and to trust in
themselves. Even if they don’t remember it."
"What children do and see and learn when they are two impacts how they perceive what they do, see, and learn when they are three. And that will impact what happens when they are 4. Although they might not remember it when they are 15 or 20, the impact is there anyway."
Isto vem comprovar a minha ideia que O Guilherme mesmo que aparentemente não aproveite, no seu intimo esta a apreender novas expeerincias, e por isso faz todo o sentido leva-lo quando viajamos. Quando regressei a Luanda, no passado mês de Março, um dos meus medos era a reacção do guilhemre às pessoas negras. Em Portugal, nunca havia convivido com pessoas de cor negra e por isso, passou-me pela cabeça que poderia eventualmente estranhar.
Quando chegamos, todos os meus medos revelaram-se infundados. O Guilherme salta de colo em colo, de negros, para chinesas, para homens ou mulheres. Não há cá esquisitices. É bom ter um filho assim. Que é simpatico com todos e que cujas gargalhadas não escolhem raças nem credos. Em Cape Town mais uma vez tivemos essa prova. Enquanto comiamos, o Guilherme passeava no restaurante ao colo de um dos empregados. Claro que haverá uma fase, segundo as etapas normais do crescimento das crianças (que eu li no livro do Dr. Mario Cordeiro) que ele estranhará as pessoas. Mas espero que assim, com estes habitos, estranhe menos.
Na minha opinião, de arquitecta e recente mãe, ou seja de alguém que não percebe puto de psicologia ou de educação de crianças (só da minha e porque é minha), viajar só pode fazer bem. E apesar de os bebés não guardarem as memórias como nós as guardamos, de determinado local ou acontecimento, a diversificação de locais ou de momentos, de pessoas, de cheiros e sabores, permitirá que se habituam ao "variado", ao "diferente". Permitirá que os seus horizontes crescem de uma forma aberta. Claro que dá mais trabalho. Dá sim. E ainda por cima agora que ele come sopa e papa e leite. E tudo variado, e tudo sem poder ser do restaurante. Dá trabalho sim! Mas nada do outro mundo. Fiz sopa para os dias todos, congelei e meti na mala num saco térmico com acumuladores de frio. Cheguei ao destino e coloquei no frigorifico do hotel. E voilá..Sopa para a criança para todos os santos dias. A papa e o leite é misturar com agua, que pode (e deve) logicamente ser local. Até isto, segundo o médico que acompanhou a viagem de volta ao mundo da Pikitim, afirmou ser saudavel. As crianças habituam-se (claro que dentro dos limites das suas idades) a alimentos variados, aguas diferentes, sabores distintos e tornam-se (espero eu) mais resistentes e menos esquisitas. Quem sabe daqui a uns anos, o Guilherme já come sushi, tandori ou arroz de pauzinhos! (e com a minha sorte, o arroz e as batatas deixa para a mãe comer!).
Como alguém já disse, "viagens é a unica coisa que se compra e nos deixa mais ricos". É isso mesmo! Viajar dá riqueza. A nós e a eles.
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