quarta-feira, 29 de maio de 2013

8



Oito meses
Oito meses de aprender a ser mãe, a ser uma familia, a ter muitas novas responsabilidades
Oito meses a aprender a brincar e a cantarolar
Oito meses de alegria
Oito meses de medos (meus)
Oito meses de Pocoyo
Oito meses de birras para comer (e cada vez pior)

O Guilherme faz oito meses hoje. 
Faz oito meses hoje que somos uma familia, a cada dia mais unida. A cada dia com mais alegrias, mas também mais medos, mais incertezas, mais duvidas. 
Aos oito meses já temos um dente, já nos sentamos perfeitamente, já demos algumas cabeçadas no chão. 
Aos oito meses já comemos sopa de carne, de peixe, iogurte, açorda, farinha de mandioca.
Aos oito meses já aceitamos uma bolacha que a vizinha nos ofereceu.
Aos oito meses já tentamos gatinhar e quase que conseguimos.
Aos oito meses ganhamos um leão, porque um leão é uma prenda africana e nós vivemos em Africa.
Aos oito meses somos felizes e peço que assim continuemos.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Cape Town a 3


Cape Town é uma cidade fabulosa. Já aqui tinha falado dela das anteriores vezes que lá estivemos. Mas sempre que lá vamos as sensações são muito diferentes. A primeira vez, por altura do Campeonato do Mundo, em Junho de 2010, a euforia era total. Portugal ia jogar, a cidade estava repleta de turistas como nós,  ouvia-se português, via-se a nossa bandeira, enfim...Adorei a cidade, mas quem não adoraria qualquer cidade nestas condições? Para não falar na nossa vitória de 7-0 sobre a Coreia, um jogo debaixo de chuva mas nem por isso menos espectacular. Acho que sempre que me lembro desses momentos, de ouvir "Waka Waka" seguido do nosso hino sob aquela chuva torrencial me arrepio. E não é de frio!
Da segunda vez, fomos no Verão, Março de 2011. CT com calor e muito sol é ainda mais espectacular. Visitamos sítios novos, repetimos antigos, aprendemos mais sobre esta cidade e este país e ficamos a gostar ainda mais.
Desta vez decidimos voltar a três. Ainda que o Guilherme aparentemente aproveite pouco destas viagens, é bom viajar a três. É bom repetir sítios que se gostou ou descobrir locais novos em família. Tirar fotos que ficarão para sempre e desta vez a três. Tivemos a nossa primeira experiência na passagem de ano, na ida à Cote D'Azur e correu tão bem, que não hesitamos em repetir. Claro que agora a viagem era diferente. Dessa vez levamos o Guilherme e as minhas mamas, desta vez, além do Guilherme teve de ir um aprovisionamento de sopas, papa, leite, biberons, pratos, colheres, etc e tal. Nada que não se resolva!
O Guilherme é um bebé que deve gostar de viajar! Porta-se lindamente no avião e colabora bastante não estranhando cama, carro, tempo etc. Acho até que come melhor quando anda no passeio do que em casa.
Fomos apenas quatro dias, mas souberam muito bem. Sair de Luanda para uma cidade como CT é qualquer coisa como "apanhar um ar fresco quase europeu " e sabe sempre bem.
Mas desta vez, talvez por ir em família, houve coisas que chamaram mais à minha atenção. África do Sul é um país sem dúvida belíssimo e com um enorme potencial turístico, mas extremamente racista. Muito racista mesmo. Dos mais racista que conheço. E aliás muitíssimo mais racista que Angola por exemplo. Conheço outros países africanos, subsaarianos, como a Tanzania, a Namibia ou Moçambique e em nenhum deles vi situações como em Africa do Sul. Quando estivemos em Joanesburgo já tinha abordado este assunto com locais, e ouvi relatos preocupantes, mas na minha inocência, ou estupidez, achava que em CT, talvez devido à sua beleza e à sua proximidade de um dos maiores marcos da luta contra o Apartheid, Robben Island, hoje em dia o racismo já não fosse tão visivel. Mas é!
Em Cape Town é impossível ver num restaurante um grupo multi racial. E nem sequer se vê uma mesa de negros a jantar. Os melhores restaurantes são exclusivamente frequentados por brancos e os empregados são negros, sendo que o gerente de sala poderá ser negro, mas na grande maioria é branco.Pergunto a mim mesma...Não haverá numa cidade inteira, a segunda mais populosa do país, negros com capacidade financeira para frequentar estes restaurantes? Tenho a certeza que sim, até porque o partido actualemnte no governo é um "partido negro", logo, consequentemnete terá de haver negros com capacidade monetaria. Até porque CT não é uma cidade cara e em alguns dos seus melhores restaurantes, é possivel de almoçar ou jantar por menos de 50€.
Isso faz-me uma confusão tremenda! Se até alguns anos havia aqui uma justificação para esta separação (uma justificação abominavel mas isso são outros 500!) agora já não há! Nestes últimos anos, os jovens brancos, negros, mestiços ou seja qual for o raio do adjectivo que lhes atribuem, e que à semelhança do que se passa em Angola faz parte do bilhete de identidade, deveriam frequentar as mesmas escolas, as mesmas universidades, as mesmas igrejas, praias, autocarros etc, e consequentemente deveriam fazer amigos de todas as cores. Deveriam namorar entre si, casar, ter filhos, não? Como é possível que isso, passados 19 anos ainda não aconteça? O fim do apartheid, onde as pessoas eram separadas em negros, brancos, de cor ou indianos, foi oficialmente declarado em 1994 e hoje em dia não há brancos com amigos negros? Há milhares de crianças que já nasceram livres desta estupidez de leis e preconceitos, porque não há misturas? Porque não há escolas "multi raciais"? E quando eu digo que não acontece, não quero dizer que não seja comum. Quero dizer que não acontece MESMO. Quero dizer que estive quatro dias a reparar neste facto e não vi um único casal multi racial, um único grupo de amigos "colorido", um único grupo de negros a jantar onde jantei ou almocei. Vi negros a fazer compras, mas negros turistas. Negros ingleses, americanos e de um ou outro pais africano como Angola ou Zimbawe, mas não vi negros sul-africanos. Como é isto possível? Já tinha ouvido pela boca da minha manicure de cá (de Luanda) que o fim do apartheid era um mito. Aliás...um mito estranho segundo ela. Neste momento, em África do Sul, os negros "negros"(verdadeiramente negros) são beneficiados pelo Governo do Jacob Zuma, actual presidente, enquanto que os brancos, de ascendência inglesa ou holandesa, loiros, esqualidos e de olhos azuis mantêm os privilegios de sempre. Tudo o resto "não existe". Mestiços, emigrantes de outros países africanos, descendentes de indianos, são praticamente marginalizados, sendo-lhes extremanente dificil arranjar emprego e casa por exemplo. Pensar e repensar nestas questões todas, num país que eu gosto faz-me muita confusão e até repensei aquela minha ideia que gostaria de trabalhar lá. Eu até gostava de viver em CT, trabalhar em CT, mas nem pensar, nem ao de muito longe, educar o meu filho tendo por base estas segregações. São segregações demasiado enraizadas nas mentes para que apenas o fim de algumas politicas consiga modificar a vida do dia a dia.

Mas à parte destas minhas considerações sobre como se consegue viver assim as mini férias foram optimas e mais uma vez Cape Town deslumbrou. E o Guilherme deslumbrou Cape Town distribuindo sorrisos e gargalhadas por todo o lado e toda a gente!!!!!!!!!!! Ficamos num hotel impecavel em Sea Point, o Winchester, mesmo em frente à praia. Muitissmo bem localizado, com uma arquitectura a relembrar epocas inglesas e a um preço bastante acessivel. Alugamos carro e passeamos pela Peninsula do Cabo e o Guilherme, um dia na escola, quando estudar os Descobrimentos, poderá olhar para o mapa e pensar que já esteve lá, onde os Portugueses brilharam.

Aterragem - A vista surpreendente da Table Moutain e do Lion's Head e a habitual nevoa 


Aterragem - A vista do Cabo da Boa Esperança

Nós no Cabo da Boa Esperança
(onde a presença portuguesa é praticamente ignorada)








 a estrada que nos leva ao Cabo


Waterfront 


O estadio (dos mais lindos que já vi) onde fomos tão felizes


 
Eu e o Pocoyo a comer ostras


aprender a conduzir pela direita 


o patio do hotel  


Hotel (imagem retirada do site)


 
Visita de estudo em Waterfront - Como referi acima..Não há misturas de "cores"


Uma replica de uma nau (note-se a comparação do seu tamanho com o catamaran ao lado)


uma das melhores sandwich Club que já comi na vida..
Eu e certamente o novo leão do Gui

 
Viagem de regresso a sobrevoar o Pan do Etosha, Namibia


sábado, 25 de maio de 2013

Cape Town


Mais cedo do que pensava aqui estamos nós! Numa das cidades mais lindas que já visitei e desta vez a três. Primeira tour do Gui em África!

terça-feira, 21 de maio de 2013

polemica adopção

Muito se escreveu nos últimos dias sobre a nova lei, ou quase lei, ou deverei dizer meia leia sobre a adopção de crianças por casais homossexuais.
Eu sou totalmente a favor mas respeito quem não o é, logo que os seus argumentos sejam no mínimo "entendiveis". Mas ler isto "Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais."....... 
 Ler este tipo de coisa escrito pela Sra Maria Teixeira Alves é ter vontade de lhe dar dois pares de estalos por tamanha estupidez. Minha Srª quando diz : "Eu acho que há instituições que são melhores do que muitas famílias biológicas." eu até posso concordar. Sabe porquê? Porque existem infelizmente milhares de famílias, de pai e mãe, como a Srª apelida de NORMAIS em que o pai bate na mãe, ou a mãe no pai, onde há gritos e faltas de respeito, onde há violações, fome e maus tratos . E são as ditas famílias normais sabe??? De casais heterossexuais. São as famílias muitas vezes abençoadas pelo padre da paroquia com que os vizinhos simpatizam que criam adolescentes traumatizados e adultos problematicos.
Mas enfim..como diz a minha mãezinha e com muita razão " VOZES DE BURRA NÃO CHEGAM AO CÉU"!


Outro belíssimo artigo que muito me enervou foi publicado por um dito profissional da matéria, o Drº
 Abel Matos Santos, Psicólogo Clínicono Jornal Publico a 16 de Maio. Passo a citar :

"3- Crianças que foram privadas, por exemplo, do cuidado materno durante longos períodos de tempo na fase precoce das suas vidas, revelaram em geral menor capacidade de sentir e de se emocionarem, tendem a criar relações superficiais, a mostrar tendências antissociais e são mais hostis ao longo do seu crescimento." 
E se tiverem a sorte de ter duas mães? Vão ter uma maior capacidade de criar relações??

"4 - Os pais têm talentos específicos. São bons a disciplinar, a brincar e a levar as crianças a enfrentar desafios. São modelos a seguir para as crianças. A sua presença em casa protege a criança do medo e fortalece a capacidade da criança para se sentir segura. A vasta investigação cientifica sobre os graves problemas psíquicos, académicos e sociais nos jovens criados em famílias sem um dos pais demonstraram a importância da sua presença em casa para um desenvolvimento saudável."
 Então pela logica, dois pais vão se sentir ainda mais seguras!

"6 - Um estudo australiano (Children in three contexts) feito com crianças a viver com casais heterossexuais casados, com casais heterossexuais em união de facto e com pares homossexuais, revelou que os primeiros forneciam o melhor ambiente para um desenvolvimento social da criança e para a sua educação, os casais em união de facto eram os segundos e, os pares homossexuais aparecem em último."
Este diz-me respeito a mim em particular. Mas que raio influencia eu ser ou não casada no desenvolvimento do Guilherme???Vamos lhe dar mais ou menos amor? Vamos ter mais ou menos respeito um pelo outro? Na minha opinião, que apesar de não ser casada, sou a favor do casamento, este conta (para mim claro que nunca casaria pela Igreja) por duas razões : razões de direitos legais e pela fabulosa festa que deve ser.

"10 - Privar deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e faz mal à criança. As crianças adoptadas, em geral, vivenciam traumas de abandono precoce, na fase inicial das suas vidas e, devem ser protegidas de um trauma adicional como seria esta cruel experiência social."
Esta é a melhor... Chamar cruel experiência social à possibilidade de dar um lar, uma cama, carinho e amor a uma criança que vive numa instituição é no mínimo assustador.


Eu não sou especialista em crianças, nem em adopções, nem tão pouco em psicologia. Mas tenho amigos homossexuais. Conheço casais homossexuais e sei que podiam adoptar crianças. Sei que seriam tão bons pais/mães como outro casal qualquer. Sei que cometeriam erros como eu e o Nuno cometemos, sei que teriam falhas como qualquer casal, mas sei que amariam as crianças como nós amamos. Não acho que devem ser privilegiados por serem gays, nem prejudicados. Penso que deveriam ir para a lista de espera como qualquer outro candidato. Que deveriam ser analisados como qualquer outro casal. Que deveriam ter a mesma hipotese de dar amor a um filho. Porque é disto que se trata..de dar amor!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

África



Estar em África e ver o Diamante de Sangue é diferente de estar no sofá da minha casa na Maia a ver o mesmo filme. Não vos consigo explicar bem o porquê, até porque já disse muitas vezes que Luanda não é propriamente África mas os sentimentos são diferentes. Estas paisagens, esta cor da terra vermelha, este pôr-do-sol deste filme é África. Julgo que a maioria do filme foi filmado em Moçambique visto a Serra Leoa ou a Libéria não serem propriamente, pelo menos na altura, locais aconselhados a filmagens, mas estas paisagens são cenários mais ou menos comuns por este continente. Viajando para fora de Luanda, indo até ao interior de Angola, deparamo-nos com cenários fantásticos, de uma grandeza que só compete a África. Lembro me de viajar a primeira vez aqui, em 2008 e sentir a nossa pequenez. Lembro-me também de um grande amigo me perguntar se tinha avistado animais selvagens, ao que lhe perguntei se baratas gigantes tinham interesse. Não é a mesma coisa andar de carro nestas estradas ou em Portugal ou na Europa. Aqui tudo é grande, distante, longínquo. A estrada desaparece no horizonte, mas longe, muito longe mesmo. O monte parece pequeno e afinal é gigante quando lá chegamos. O Sol é mesmo vermelho ao seu pôr. E o cheiro é mesmo diferente. Cheira a calor. Cheira a terra. Cheira a sol. Já estive por diversas vezes na Ásia e das coisas que mais aprecio naquelas paragens é o cheiro. É um cheiro molhado, a humidade. A calor mas calor asiático. Calor sufocante. Este cheiro daqui é diferente. É africano. E o calor africano é diferente do calor asiático. Estas paisagens, estes cheiros são África. Ver paisagens como neste filme ou noutro dos meus filmes favoritos como “Africa Minha” faz-me gostar muito deste local. E faz-me ter pena de não conhecer mais deste continente fantástico. Em Angola já conheço alguma coisa mas falta muito mais e quero mostrar este país ao Guilherme. Quero muito mostrar este país e este continente ao Guilherme. Um continente de contradições, de guerras, de sangue, de miséria mas de muita beleza. Quero voltar a Moçambique com ele. Quero mostrar-lhe a Tanzânia, pais que me deslumbrou pela sua beleza e pelas suas contradições. Quero voltar ao sopé do Kilimanjaro com o meu filho e quero que ele veja o Pan do Etosha. Já vi algumas coisas de África mas quero ver muitas mais. A foto que serve de capa a este blog foi tirada no norte da Tanzânia, num parque com cenários de cortar a respiração. Cenários como esta foto. Cenários como Ngongoro, como Zanzibar. Esta é a beleza que devíamos preservar na memória quando falamos de África. É esta África que lhe quero mostrar.
Quero sair de Luanda, percorrer estas estradas, ver as Quedas da Kalandula (uma das minhas imagens favoritas de Angola) sentir o cheiro das mangas desta terra, ver o riso destas crianças do interior. São coisas que quero que o Guilherme veja. Será que ele um dia vai chamar “casa” a Angola? Será que se vai sentir em “casa” em África? Será que para ele as quatro estações portuguesas vão ser estranhas? O Guilherme já leva com quase três meses de Angola mas de Luanda, de condomínios, de piscinas, de uma África urbana, citadina (se podemos chamar citadina) e controlada. Ainda não viu leões, elefantes, savanas, imbondeiros. Ainda não viajou aqui. Ainda nem sequer sentiu o calor africano a sério, pois a piscina do condomínio ou a praia, ou mesmo a segurança do ac têm-no resguardado deste calor. Quero voltar a Malange, ao Kwanza. Quero ir ao Deserto do Namibe. Quero ir à Gorongosa e ao Kruguer. É estranho este sentimento, porque acima de tudo quero que ele ame Portugal e que saiba de onde veio, mas gostava que ele sentisse África um bocado sua também.

p.s : mas também quero e muito voltar a Cape Town em família! Está é a parte “fashion” africana J

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Para as meninas de 2013

 
 modelito Pili Carrera

Apesar da crise (parece que mais ou menos meia volta e tudo passa por esta palavrinha horrorosa) e contrariamente a todas as expectativas, este ano vai ser um babyboom. Não sei se será nacional a questão, mas no meu grupo de amigos e conhecidos é o ai jesus! Vai ser o ANO!
E este ano parece que os nascimentos vão ser mais equilibrados. Vai haver muitas meninas. E esse é o tema deste post. Fazer compras para o nascimento dum bebé é um sonho mas no caso desse bebé ser uma menina é um sonho multiplicado. Ou como dizia um amigo meu no ano passado "espero que seja menino..Não ganho para a minha mulher ter uma menina!" pode também ser um problema....
É dado adquirido que a oferta para o sexo feminino, seja bebe, criança ou adulto é muito mais forte e se calhar por isso é que nos tornamos na maioria, muitas mais "compradoras" e temos muito mais roupa, e carteiras, e sapatos e tudo e tudo...Eu, enquanto mãe de um rapaz, digo sem duvida nenhuma que é muita mais fácil perder a cabeça com meninas. Há coisas maravilhosas e em todo o lado. Para rapaz, as compras tornam-se muito mais difíceis e quem quer poupar algum dinheiro ainda tem mais dificuldade. As marcas mais acessíveis, como Zara e afins têm coleções girissimas para meninas e para meninos têm uma prateleira ou no máximo uma estante onde muitas vezes nada se aproveita.
Também existe o problema da chamada "roupa de bebe". Enquanto que para menina lacinhos, crochet, rendinhas e golas, tudo fica bem e tudo se usa, no caso de rapazes há pais que não acham piadinha nenhuma. O meu "maridão" por exemplo, não gostava de ver o Guilherme com roupas com lacinhos. E admito que ele tinha algumas. A sua primeira roupa por exemplo, tinha lacinhos azuis. E era lindaaaa!
E mesmo o argumento de "ele é bebé" "em bebé fica bem" não pegava sempre. Se eu tivesse tido uma menina, era mais que certeza que iria abusar de laços, cueiros, folhinhos e ele ia gostar.
Para mal dos meus pecados, quando estava gravida, perdi algumas vezes a cabeça com as compras, mas olhando para as minhas gavetas, não há nada que me tenha arrependido. O Guilherme usou toda a roupa que eu comprei e mesmo que me ofereceram. Usou o tamanho zero, que muitas pessoas me diziam para não comprar e usou mais que uma vez a maioria das roupas. Mas tenho a consciência que se tivesse tido uma Beatriz, os meus pecados tinham sido bem maiores. Mas adiante...O post de hoje são sugestões para as minhas amigas que vão ter meninas. As meninas M do ano 2013. Serão duas Marias, uma Madalena e uma Matilde (esta ultima ainda não decidida a 100%). Pelo menos para já.....
Apesar de não adorar cor-de-rosa (eu que me lembre não tenho nada dessa cor) se tivesse uma menina iria abusar de alguns tons de rosa. Alguns como o rosa velho, ou o rosa clarinho ficam deliciosos nas princesas. Claro está que aos meus olhos, rosa pink estaria fora de questão. Não gosto de ver as meninas como pequenas "fashionistas". Não gosto de as ver imitar adultas, não gosto de as ver de leggings, nem de licras, nem tão pouco de padrões animalescos como já vi por exemplo na Zara. Roupinha com caveirinhas então, nem pensar! Gosto de ver meninas como princesas, meninas classicas, meninas bonecas.

Estas são algumas das coisas que eu se tivesse uma menina pensaria em comprar....
 Dois berços que gostei bastante e que já existiam na altura que o Guilherme nasceu. Mas o Pai dele achou que não eram adequados a rapazes....
Zara Home . Pili Carrera

 O meu carrinho de eleição no momento - Stokke. Além de o bebé viajar à nossa altura, o que eu acho maravilhoso, têm milhões de acessorios girissimos.

 Peluches
Maria Design Kids . Zara Home
 
 Acessorios varios by Zara Home

 Malas de maternidade e acessórios para a cadeira e carro



 modelitos by Pili Carrera




modelito by  Ma Petite Princesse 


modelito by  Casilda y jimena

modelito by Tocoto Vintage
e um pequeno devaneio...Umas sandalitas de princesa*

terça-feira, 14 de maio de 2013


Há dias em que ser mãe é fabuloso mas outros???!!!!!! Em que a farinha de pau (feita pela primeira vez e com tanto cuidado) colada nas calças (acabadas de vestir) e no cabelo arrasam qualquer intenção! 

p.s : já para não falar do sono (do meu) e dos gritos (dele!)...

BRCA1


Acabo de ler este artigo onde fiquei a saber que a fabulosa Angelina Jolie tinha feito uma dupla mastectomia.
De acordo com o artigo, a mesma efectuou um teste genético onde ficou a saber que teria 87% de probabilidade de desenvolver cancro da mama, assim como a sua mãe, que faleceu da doença ao fim duma luta de 10 anos.
E claro que eu fiquei a pensar..
Fazer um teste onde ficamos a saber a probabilidade de ter uma doença como o cancro é muito bom. Mas é muito bom para quem tiver coragem (não sei bem se coragem é a palavra adequada) de tomar uma atitude. Porque saber para "ficar a morrer" antecipadamente....Porque há pessoas que não sabem lidar com maus prognósticos. Isso por si só poderá ser para alguns uma doença. Por exemplo, se o teste der uma probabilidade de 35% ou mesmo 45% qual será a atitude correcta a tomar? Tirar a mama? Ou viver com 35% de medo de morrer? Qual a percentagem que nos descansa e qual a que nos tirará o sono?
Eu sei o que são os corredores do Ipo, as salas de espera à espera de resultados, o medo dos resultados. A alegria dos resultados. Mas sei do lado positivo, se é que o IPO tem lado positivo, que eu quero e tenho de continuar a acreditar que tem. E por isso acho este teste e está possibilidade de operação, enquanto tudo ainda está bem, algo fabuloso. Porque sermos operados por precaução, sendo (ainda) saudáveis é facilmente ultrapassável. Recupera-se rápido. É positivo. É para continuar a ser saudáveis ainda que sem útero ou com mamas de silicone. Mas é para continuar cá e bem.
No caso especifico da Jolie, acho que não podia haver duvidas. Já teve os filhos (e muitos) e com uma probabilidade tão alta, seria esperar mais ou menos por uma certeza que iria acontecer. Seria viver a "apalpar" as mamas diariamente. Seria viver com medo todos os dias. Claro está que ela pode daqui a uns tempos descobrir cancro noutro local, mas ao menos deste está safa.
Cada vez mais assistimos a cancro ao nosso lado. Toda a gente conhece alguém mais ou menos próximo que esta a passar por isso. Na minha opinião é sem duvida alguma o mal dos séculos (não do século). Multiplica-se em formas e feitios e foge da cura como o diabo da cruz. É mesmo o estupor do vizinho e ainda por cima um vizinho silencioso. 
Lembro-me como se fosse hoje dum jantar em 2007 com a minha amiga Fi, onde comentávamos um caso do marido duma amiga, e ao que eu lhe respondi : " acho que cancro é mesmo o meu único medo...pelo seu instalar tão silencioso, pelo seu aparecimento muitas vezes sem qualquer tipo de causas aparentes". Lembro-me tão bem desta conversa, na praça de alimentação do Dolce Vita das Antas...Dois meses depois lidava eu com o medo. Lidava eu com as consultas, exames, diagnósticos (ou não), duvidas e mais duvidas. No meu caso (e até aos dias de hoje) o saldo é muito positivo, mas julgo que o factor mais importante para isto foi o precoce diagnóstico, enquanto tudo estava quase quase bem. Por isso este teste é hiper importante e eu acho que quem tiver alguma indicação familiar para o fazer, deveria pensar nisso.
No texto Angelina Jolie afirma : "Não me sinto menos mulher. Sinto-me mais poderosa porque fui capaz de fazer uma escolha forte que de forma alguma diminui a minha feminilidade."
Às vezes, muitas vezes, a maioria das vezes talvez, é difícil bater de frente com o medo. Mas antes com o medo e com a cura e com a vida do que com o resto!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Life comes with many challenges. The ones that should not scare us are the ones we can take on and take control of.  " AJ

sábado, 11 de maio de 2013

Bake a Wish

Tempos de crise vivem-se em Portugal, mas ao que tenho visto e descoberto, mais do que a crise a instalar-se, instalam-se sentimentos nobres de ajuda ao próximo. Sentimentos que andavam perdidos em nós há uns tempos. Outrora provavelmente mais distraidos, agora andamos atentos ao vizinho que precisa, à criança que sente a falta ou ao amigo do amigo que está mal. 
Barbara Barreto é a mulher de um amigo meu e acabo de ler este post no seu fb:

"Eramos ambas crianças, apesar de eu ser uns cinco ou seis anos mais nova. Ela ia ajudar os pais que arranjavam o jardim e eu admirava o seu cabelo loiro e as face sempre rosadas... Ficavamos ambas a retirar pequenas ervas e folhas, a ajudar na «lavoira», as suas mãos morenas do sol que apanhava todos os dias no campo. Passaram-se anos e nunca mais a vi... Mas há pouco tempo atrás encontrei-a, na casa onde ía com os pais ajudar a arranjar o jardim, o pai já falecido, a mãe velhinha, pelo braço e ela a sorrir para mim, mas apenas com 4 dentes na boca. Disse que não tinha dinheiro para uma prótese... Não consegui ficar indiferente. Lancei um desafio a mim mesma. Em 2013 os bolos que fizer reverterão para essa causa. Para lhe dar um novo sorriso..."
Pessoal, toca a mandar fazer bolos à Barbara!

Este ajudar, esta cumplicidade tão portuguesa é a unica coisa positiva de toda a crise!!