terça-feira, 14 de maio de 2013


Há dias em que ser mãe é fabuloso mas outros???!!!!!! Em que a farinha de pau (feita pela primeira vez e com tanto cuidado) colada nas calças (acabadas de vestir) e no cabelo arrasam qualquer intenção! 

p.s : já para não falar do sono (do meu) e dos gritos (dele!)...

BRCA1


Acabo de ler este artigo onde fiquei a saber que a fabulosa Angelina Jolie tinha feito uma dupla mastectomia.
De acordo com o artigo, a mesma efectuou um teste genético onde ficou a saber que teria 87% de probabilidade de desenvolver cancro da mama, assim como a sua mãe, que faleceu da doença ao fim duma luta de 10 anos.
E claro que eu fiquei a pensar..
Fazer um teste onde ficamos a saber a probabilidade de ter uma doença como o cancro é muito bom. Mas é muito bom para quem tiver coragem (não sei bem se coragem é a palavra adequada) de tomar uma atitude. Porque saber para "ficar a morrer" antecipadamente....Porque há pessoas que não sabem lidar com maus prognósticos. Isso por si só poderá ser para alguns uma doença. Por exemplo, se o teste der uma probabilidade de 35% ou mesmo 45% qual será a atitude correcta a tomar? Tirar a mama? Ou viver com 35% de medo de morrer? Qual a percentagem que nos descansa e qual a que nos tirará o sono?
Eu sei o que são os corredores do Ipo, as salas de espera à espera de resultados, o medo dos resultados. A alegria dos resultados. Mas sei do lado positivo, se é que o IPO tem lado positivo, que eu quero e tenho de continuar a acreditar que tem. E por isso acho este teste e está possibilidade de operação, enquanto tudo ainda está bem, algo fabuloso. Porque sermos operados por precaução, sendo (ainda) saudáveis é facilmente ultrapassável. Recupera-se rápido. É positivo. É para continuar a ser saudáveis ainda que sem útero ou com mamas de silicone. Mas é para continuar cá e bem.
No caso especifico da Jolie, acho que não podia haver duvidas. Já teve os filhos (e muitos) e com uma probabilidade tão alta, seria esperar mais ou menos por uma certeza que iria acontecer. Seria viver a "apalpar" as mamas diariamente. Seria viver com medo todos os dias. Claro está que ela pode daqui a uns tempos descobrir cancro noutro local, mas ao menos deste está safa.
Cada vez mais assistimos a cancro ao nosso lado. Toda a gente conhece alguém mais ou menos próximo que esta a passar por isso. Na minha opinião é sem duvida alguma o mal dos séculos (não do século). Multiplica-se em formas e feitios e foge da cura como o diabo da cruz. É mesmo o estupor do vizinho e ainda por cima um vizinho silencioso. 
Lembro-me como se fosse hoje dum jantar em 2007 com a minha amiga Fi, onde comentávamos um caso do marido duma amiga, e ao que eu lhe respondi : " acho que cancro é mesmo o meu único medo...pelo seu instalar tão silencioso, pelo seu aparecimento muitas vezes sem qualquer tipo de causas aparentes". Lembro-me tão bem desta conversa, na praça de alimentação do Dolce Vita das Antas...Dois meses depois lidava eu com o medo. Lidava eu com as consultas, exames, diagnósticos (ou não), duvidas e mais duvidas. No meu caso (e até aos dias de hoje) o saldo é muito positivo, mas julgo que o factor mais importante para isto foi o precoce diagnóstico, enquanto tudo estava quase quase bem. Por isso este teste é hiper importante e eu acho que quem tiver alguma indicação familiar para o fazer, deveria pensar nisso.
No texto Angelina Jolie afirma : "Não me sinto menos mulher. Sinto-me mais poderosa porque fui capaz de fazer uma escolha forte que de forma alguma diminui a minha feminilidade."
Às vezes, muitas vezes, a maioria das vezes talvez, é difícil bater de frente com o medo. Mas antes com o medo e com a cura e com a vida do que com o resto!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Life comes with many challenges. The ones that should not scare us are the ones we can take on and take control of.  " AJ

sábado, 11 de maio de 2013

Bake a Wish

Tempos de crise vivem-se em Portugal, mas ao que tenho visto e descoberto, mais do que a crise a instalar-se, instalam-se sentimentos nobres de ajuda ao próximo. Sentimentos que andavam perdidos em nós há uns tempos. Outrora provavelmente mais distraidos, agora andamos atentos ao vizinho que precisa, à criança que sente a falta ou ao amigo do amigo que está mal. 
Barbara Barreto é a mulher de um amigo meu e acabo de ler este post no seu fb:

"Eramos ambas crianças, apesar de eu ser uns cinco ou seis anos mais nova. Ela ia ajudar os pais que arranjavam o jardim e eu admirava o seu cabelo loiro e as face sempre rosadas... Ficavamos ambas a retirar pequenas ervas e folhas, a ajudar na «lavoira», as suas mãos morenas do sol que apanhava todos os dias no campo. Passaram-se anos e nunca mais a vi... Mas há pouco tempo atrás encontrei-a, na casa onde ía com os pais ajudar a arranjar o jardim, o pai já falecido, a mãe velhinha, pelo braço e ela a sorrir para mim, mas apenas com 4 dentes na boca. Disse que não tinha dinheiro para uma prótese... Não consegui ficar indiferente. Lancei um desafio a mim mesma. Em 2013 os bolos que fizer reverterão para essa causa. Para lhe dar um novo sorriso..."
Pessoal, toca a mandar fazer bolos à Barbara!

Este ajudar, esta cumplicidade tão portuguesa é a unica coisa positiva de toda a crise!!

Ideias Nacionais #2 - Fantasy Land Store





Uma destas cestas maravilhosas já esta na minha casa em Portugal à espera de conseguir vir até cá. São da Fantasy Land Store , uma empresa portuguesa que descobri no fb de Lisboa mas que prontamente enviam para qualquer ponto do pais. Comprei a verde menta, como seria de prever este ano, mas adoro-as quase todas. As douradas são lindas, as azuis combinavam com as coisas do Guilherme e as vermelhas ficam um show nas fotos com o sol da praia. Por agora veio a do coração menta e aguardo a tshirt igual.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Gaja


Hoje ao escrever uma mensagem para uma amiga, e ao ter de descrever na mesma uma pessoa do sexo feminino, constatei mais uma vez, porque era facto que já havia constatado antes, que há situações ou descrições em que só esta palavra pode ser utilizada. Há conversas e assuntos em que uma pessoa não vai dizer " esta mulher etc e tal" porque não soa bem. Também utilizar "miúda" para uma mulher de vinte ou trinta e tal anos não me parece bem. "Rapariga" é um termo que não me agrada, "moça"ainda é pior e "senhora" parece que estamos a falar de alguma Santa! Ou seja, ficamos reduzidos a Gaja!
Gaja pode querer dizer tanta coisa! E logicamente que é um termo do Norte, disso nem há discussão.
Podemos dizer "Grande Gaja" ( ou se for mesmo à Porto, "Gaaanda gaja") e isto por si só pressupõe um grande elogio."Aquela gaja" pode ser meramente indicativo ou se o dissermos num tom mais azedo pode significar o pior dos desprezos.
Gaja não é miúda, nem moça, nem sequer cachopa (termo que eu acho super carinhoso e adoro), nem mulher.. Gaja é um termo forte, simples, directo, conciso. Tenho amigas que trato por Gaja e com muito orgulho. Mas há gajas que não gostam nem usam o termo. Há Gajas que adoro e outras que me enjoam, mas essas são "aquelas" pois nem merecem o termo.
Gaja é simplesmente Gaja!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Cortejo

Depois de ler o post da Princesa bateu-me aqui uma saudade..Sei que a esta hora, na minha terra, no meu Porto, está aquela morrinha chatinha habitual no dia do cortejo. Mas também tenho a certeza que não será a chuva, mesmo que venha às carradas que afuguentará os milhares de jovens que enchem as ruas do Porto hoje. O Porto hoje é lindo! As cores passeiam naquela cidade e por todo o lado se vêm sorrisos, uns sinceros outros do vinho é certo.
Tenho tantas mas tantas saudades desses tempos! Tempos de folia sem nenhuma preocupação a não ser as entregas que SEMPRE tive nessa semana, fruto da simpatia dos professores de projecto.
Tempos de sair até o sol nascer, e ficar dia, e continuar dia..E de pequenos almoços a saber quase a almoço. Tenho saudades de não ter visto nenhum concerto na integra em cinco anos (o primeiro e unico que vi, já não era estudante e foi estranho..muito estranho mesmo!), de sair chovesse ou não, de passar a noite na treta com assuntos sem assunto nenhum.
Fui muito feliz em todas as minhas queimas. Fiz de tudo! Passei a tribuna quando fui caloira e quando fui finalista. Os outros anos passeei-me pela baixa. Cartolei, levei bengaladas que chegassem,nunca pus plastico na cartola por isso era de totós e nesse dia adormeci molhada no carro. Acordei com 39 de febre. Ou seja, a unica noite que faltei foi a minha noite de cortejo no ano de finalista. 
Jantei todos os anos no Tia Aninhas, tive t shirts lindas com frases incriveis, bebi bebidas de cores fabulosas. Tive bons momentos, outros....Tipicos de queima posso dizer. Conheci gente que ainda hoje é minha amiga.
Hoje, em Luanda, lembro com saudade estes tempos e à semelhança da Princesa penso se naquela altura julgaria a minha vida assim, como a é hoje.
Acho que na altura, além da preocupação do curso e dos arrufos de namorados, não tinha preocupações. Hoje olhando para trás sei que isso não eram sequer preocupações.. Hoje olho e sei que estou contente, muito contente com a vida que tenho, mas sei..sei que tenho saudades daquelas loucuras...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Wish list #1 - para os pés










Algumas destas coisinhas vão ter de "habitar" os meus pés!
(tudo Uterque)

Dia da Mãe


Acordar e ter esta preciosidade a rir-se à gargalhada com esta tshirt vestida ao meu lado na cama é ser feliz!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ideias Nacionais #3 - Taberna do Largo

Mais uma grande ideia nacional. Ultimamente tenho visto muitos, mas mesmo muitos amigos meus a "desistirem" das suas primeiras opções profissionais e abraçarem novos desafios. A grande maioria motivados pela crise é certo, mas igualmente porque o que faziam já não os preenchia na totalidade.
A Taberna do Largo, no Largo São Domingos que a mim me diz tantoooooo (a minha faculdade é lá e por isso guardo deste largo algumas das melhores recordações da minha vida) é propriedade de três amigas, (duas minhas grandes amigas) que se conheceram nos meandros da psicologia e sociologia. Trabalhavam as três nos Centros de Novas Oportunidades que entretanto fecharam. O gosto comum por Portugal, por vinhos e por produtos portugueses levaram-nas a pensar neste negocio. 
Acompanhei de perto a procura do sitio e lembro-me bem da primeira vez que vi esta loja. Era "fria". comprida e escura. Mas era num sitio incrível aos meus olhos. Estava um dia de sol lindo, de inverno, frio, mas cá fora o largo fervilhava. Eu gostei e elas gostaram também. Fizeram o negócio e iniciou-se o projecto, da autoria de um  grande professor e arquitecto meu conhecido. Um ano depois abriu a Taberna do Largo!
Mais de 50 tipos de vinhos, queijos, enchidos,que o meu mais que tudo anda a gabar desde que lá fomos,   doces como pão de ló e ovos moles, e até bebidas dos Açores e da Madeira como a Kima e Brisa. Tudo o que é português e é bom, elas têm.
Numa altura que Portugal precisa tanto, é bom ver a aposta em produtos nacionais. É bom ver que Portugal tem tanta qualidade. É bom ver ideias assim! E para mim, é muito bom ver o meu Largo assim.







Babá ou infantario


Hoje é o segundo dia da babá. Aliás, o primeiro dia inteiro, pois o anterior foi só uma pequena amostra. Enquanto os vejo passear lá em baixo junto à piscina questiono-me se será a melhor opção.
Temos um infantario aqui no condominio que aceita bebés, mas só de pensar na quantidade de viroses e de mosquitos que por lá podem passear,desisti da ideia por agora. Temos até um casal amigo que tem lá o filho e diz maravilhas, mas por hora, não me senti preparada para tal.
Uma simples constipação do Guilherme aqui em Luanda vai fazer-me ficar nervosa (sim, estou bastante paranoica com doenças cá, admito ) e isso e outras mil coisas iam ser impossiveis de evitar se ele frequentasse o infantario.
Não consigo saber a temperatura do ac lá, que tipo de agua lhe dão, como fazem a comida, etc etc etc. Tenho a noção perfeita que tenho de abandonar estes pensamentos e como dizia a pediatra "a vir, vir sem dramas" (e conto contigo Isabel para isso) mas por agora, e uma vez que chegamos apenas há dois meses, optamos pela situação da babá e do Guilherme ficar em casa.
Decidimos por isso contratar uma pessoa, que noutro pais qualquer seria apelidada de empregada e assimilaria igualmente as funções de limpeza da casa. Aqui não. A C. foi contratada para se dedicar em exclusivo ao Guilherme e às suas coisas. À sua roupa, comida, brinquedos. Foi assim que outras mães de cá me recomendaram fazer e foi assim que idealizei. Mesmo assim tenho receio que não dê conta do recado. Mas não será normal este receio? Não o terei sempre que entregar o meu filho a alguem? Ou estarei a ser paranoica outra vez?
À minha frente claro que tudo corre bem. Ela é meiga, atenciosa, preocupada e as questões que coloca são até bastante pertinentes. E ainda não provou a sopa dele com o dedo, como já ouvi!! E e quando eu não estiver? Aperta-me o coração pensar nisso mas sinto que tenho de me controlar e tentar confiar. A C é irmã da nossa ex empregada de cá na qual eu confio plenamente e só por isso tenho de lhe dar um voto de confiança. Tem experiência com crianças e nota-se que esta à vontade na maioria dos assuntos.

Mas....Será que é meiga o suficiente? Será que vai brincar com ele? Será que vai ensinar-lhe a dizer olá, mama ou bater palminhas?