Hoje é o segundo dia da babá. Aliás, o primeiro dia inteiro, pois o anterior foi só uma pequena amostra. Enquanto os vejo passear lá em baixo junto à piscina questiono-me se será a melhor opção.
Temos um infantario aqui no condominio que aceita bebés, mas só de pensar na quantidade de viroses e de mosquitos que por lá podem passear,desisti da ideia por agora. Temos até um casal amigo que tem lá o filho e diz maravilhas, mas por hora, não me senti preparada para tal.
Uma simples constipação do Guilherme aqui em Luanda vai fazer-me ficar nervosa (sim, estou bastante paranoica com doenças cá, admito ) e isso e outras mil coisas iam ser impossiveis de evitar se ele frequentasse o infantario.
Não consigo saber a temperatura do ac lá, que tipo de agua lhe dão, como fazem a comida, etc etc etc. Tenho a noção perfeita que tenho de abandonar estes pensamentos e como dizia a pediatra "a vir, vir sem dramas" (e conto contigo Isabel para isso) mas por agora, e uma vez que chegamos apenas há dois meses, optamos pela situação da babá e do Guilherme ficar em casa.
Decidimos por isso contratar uma pessoa, que noutro pais qualquer seria apelidada de empregada e assimilaria igualmente as funções de limpeza da casa. Aqui não. A C. foi contratada para se dedicar em exclusivo ao Guilherme e às suas coisas. À sua roupa, comida, brinquedos. Foi assim que outras mães de cá me recomendaram fazer e foi assim que idealizei. Mesmo assim tenho receio que não dê conta do recado. Mas não será normal este receio? Não o terei sempre que entregar o meu filho a alguem? Ou estarei a ser paranoica outra vez?
À minha frente claro que tudo corre bem. Ela é meiga, atenciosa, preocupada e as questões que coloca são até bastante pertinentes. E ainda não provou a sopa dele com o dedo, como já ouvi!! E e quando eu não estiver? Aperta-me o coração pensar nisso mas sinto que tenho de me controlar e tentar confiar. A C é irmã da nossa ex empregada de cá na qual eu confio plenamente e só por isso tenho de lhe dar um voto de confiança. Tem experiência com crianças e nota-se que esta à vontade na maioria dos assuntos.
Mas....Será que é meiga o suficiente? Será que vai brincar com ele? Será que vai ensinar-lhe a dizer olá, mama ou bater palminhas?