. Aproveitem .
sábado, 20 de abril de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Tamanhos
Eu gostava muito de saber por onde se guiam as empresas de roupa de criança (e não só) no que diz respeito aos tamanhos! Chegar a uma loja e dizer que se quer uns calções para um menino de 6 meses pode não servir rigorosamente para nada.. Sim, porque eu tenho um filho de seis meses e meio, normal, nem gordo nem magro (já foi magrito mas Luanda "botou-lhe mais corpo), nem pequeno nem gigante e tenho calções comprados, oferecidos e emprestados que lhe devem servir apenas quando ele andar!!!! E todos marcam seis meses na etiqueta!!! Os da Zara por exemplo, marcam 68cm como medida indicativa, que é exactamente a medida do Guilherme e parecem do primo mais velho!! (por acaso os do primo são os da Jacadi).
A Jacadi é outra interrogação. Se por um lado tenho os calções brancos que lhe servem perfeitamente, por outro tenho os do primo, azuis, também de seis meses que lhe darão provavelmente daqui a dois meses! E a correr bem, Ana, só te devolvo em Setembro!!
Não percebo o porquê destas diferenças. Que as existam em marcas neo zelandesa ou norte americanas que os moços por lá até têm tendência a ser assim para o graúdo até entendia, agora em marca europeias!! E europeias sem ser do norte! Porque os loiros lá de cima também são mais compridos!
A Nanos é outro escândalo de tamanhos! O Guilherme teve um fato, tipo babygrow de tricot, lindo de morrer (daqueles à principe espanhol, mas sem golas!) que marcava o zero, e que lhe ficava gigante! E o rapaz nasceu com 51,5cm e 3,250kg por isso não era mínimo. Vestiu esse fatinho com mês e meio talvez! Mas com três meses, por altura do Natal vestia os calções (ultra maravilhosos e igualmente de principe) de fazenda para seis meses!!! Mas agora com os tais ditos seis meses ainda não veste os de nove que já lhe comprei! Como é que se pode comprar roupa assim? Só se levar o moço e lhe experimentar na loja!!!
Este desabafo também serve para a Zara mulher! Porque se não sou anoréctica e conheço mulheres mais magras que eu, não percebo como é que um S me fica grande!!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Pequeno almoço com qualidade
Ontem foi dia de chegada de encomenda de casa. Hoje foi dia de pequeno almoço muito bom! Iogurte com granola de avelãs a descobrir os segredos da Albânia...
Há comidas que me fazem faltam, ou lojas ou cenas de que não preciso para nada mas me fazem falta na mesma, mas as minhas revistas...aiaiai! Sinto tanta faltinha das minhas revistas....
Juntamente com a encomenda de comidinha saudável, veio também uma saia da Zara que eu esperei, esperei e quase desesperei de tantas vezes que esteve esgotada. E agora, finalmente chegou. E ESTÁ GRANDE! E é um S!! Ora, visto que não estou anoretica e comprei um S que me fica grande, gostava de saber como são feitas as medidas desta colecção. Porque a minha roupinha velha continua-me a servir!!
Para ser um pequeno almoço perfeito só faltou o cafezito no fim. Mas essa maquina vem na próxima encomenda...É aguardar!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Mães diferentes
a Miau Miau e o Guilherme
Há muitos tipos de mães. Eu conheço imensos tipos. Entre as minhas amigas e família, já para não falar em mães de outras gerações, identifico géneros muito diferentes. Mais preocupadas, menos stressadas, menos pink, mais tradicionais, todas são distintas. Mas somos todas mães com um background mais ou menos igual. Todas nascidas e criadas num paraíso à beira mar plantado, todas com mais ou menos estudos, todas com mais ou menos possibilidades financeiras e consequente qualidade de vida (se é que isso tem ligação, o que ultimamente me tem dado para pensar bastante).
Desde que cheguei a Luanda e desta vez com um bebé nos braços, as conversas invariavelmente vão dar ao Guilherme. Como ele se dá, se gosta, se não..(ele não diz grande coisa sobre o assunto ainda!) o que eu acho de ser mãe aqui etc etc.
Mas tive duas conversas que me marcaram. Que me fizeram pensar e me deram a conhecer na primeira pessoa, dois tipos de mães muito diferentes de todas as minhas amigas e conhecidas de Portugal. Dois tipos de mães, dois tipos de amor, dois tipos de sacrificios diferentes.
A primeira mãe, a Pequena (sim, é esse o nome dela), era a nossa empregada na guest house da empresa do Nuno. Um dia, enquanto limpava a casa, e chamava "Branquinho" ao Gui (acho que nunca soube dizer o nome dele) perguntou pelo irmão dele. Eu, admirada com a pergunta, respondi que o G era filho único, que não tinha deixado nenhum outro filho mais velho em Portugal. A Pequena riu-se..
- "Então o Branquinho é o Mimoso"?
- Mimoso quer dizer filho único Pequena?
- Mimoso é o primeiro...
- Então sim, o Guilherme é o mimoso..(as coisas que eu aprendo).
A Pequena contou-me então que os seus dois primeiros filhos eram "falecidos". O primeiro, com oito meses, morreu de "febres" (paludismo, perguntei eu? - febres respondeu ela!) e a segunda, uma menina de nove meses, morreu de "diarreia".
Não se referiu a eles pelo nome nem sequer me deu mais detalhes. Também não os deve saber. Se era uma conversa sofrida? Acho que sim, mas um sofrimento diferente do nosso. Um sofrimento conformado, aceite, uma dor aos meus olhos não normal, talvez demasiado leve se é que isso é possível. Não acho que aqui em África, por terem mais filhos (muitas vezes demasiados!) os amem menos, mas penso que estão tão habituados à sua vida ser uma desgraça, uma perda constante, que tudo é normal. Os filhos morreram é normal..Não chegarem ao primeiro ano de vida era muito normal.
A Pequena explicava-me então perante o meu silêncio que naquela altura era "normal". Havia a guerra, eles estavam nas Lundas (província norte de Angola) e a UNITA não os deixava viajar. Não havia grandes hospitais (se ainda agora é o que é, não imagino há vinte anos), não havia médicos e era habitual dizia-me ela. Fiquei sem saber bem o que comentar e só conseguia abanar com a cabeça e dizer "pois...".
O que se diz a uma mãe que perdeu dois filhos? Não sei.
A segunda conversa que me marcou foi com uma chinesa que trabalha no restaurante da empresa do Nuno. De nome Miau Miau (acho que não se escreve assim, mas é assim que se diz, e eu acho uma delicia de nome) agarra-se ao Guilherme de cada vez que entro para jantar. Com a desculpa de ser prestável e dessa forma eu poder jantar à vontade, mal entramos ela cola-se ao "pequeno Nuno" (até a chininha os acha iguais) até eu dizer para ela pegar nele. Quando lhe é dada permissão é emocionante ver a forma como o agarra -eu acho que ele também gosta muito dela, mas tenho algumas dúvidas que não seja por ela ser parecida com os desenhos animados !!-
A Miau Miau deixou duas filhas no interior da China para vir trabalhar para Luanda. Uma com dois anos e uma com quatro. Não as vê há mais de um ano e só as vai ver no próximo.
Somos todas mães mas em continentes diferentes. O amor é o mesmo certamente mas vive-se em línguas distintas.
E foi assim ... Fim de semana
Aqui não é sempre fim de semana, mas acredito que quem lê este blog acredite nisso.
Este foi um bom fim de semana. Daqueles que recuperam tudo!
terça-feira, 16 de abril de 2013
Condição : emigrante
“nunca serei de cá e não voltarei a ser de lá”
Não resisto a copiar estas palavras do Nuno
"Quando me pagavam casa e alimentação e me davam transporte e viagens a
Portugal de três em três meses, era expatriado. A partir do dia em que
decidi trocar Angola por Cabo Verde (um dia hei-de escrever sobre isto) e
um ordenado razoável por um orçamento apertado, tornei-me emigrante.
Saí de Portugal em 2008, por vontade própria, quando a crise estava
apenas no início e ninguém imaginava – tirando o Medina Carreira, vá –
que viesse a ser “isto tudo” em que se tornou.
Deixar o país implica duas coisas: primeiro, estar disposto a
recomeçar; segundo, saber abdicar. Se a viagem tem como destino um país
africano, então abdicar significa deixar de lado, em versão simplista:
luz eléctrica 24 horas por dia (ou pelo menos aprender a lidar com
cortes frequentes), água potável na torneira (dependendo das zonas, água
de todo), supermercados com dez marcas diferentes para cada produto e
Internet rápida.
Nestes cinco anos, já vi de tudo: betinhos de cabelo impecável que
confundem Luanda com Londres, drama queens que choram do primeiro ao
último dia com saudades de casa (e do shopping), novos hippies que se
põem tão à vontade que acabam com uma hepatite ao fim de três semanas e
trolhas que deixam as mulheres em Portugal e arranjam uma amante – ou
várias – que os levam até onde não julgavam ser possível.
Todos os outros são aqueles que se envolvem, participam e tentam
fazer parte. Tenho visto muita presunção, mas vou conhecendo, também – e
felizmente – muita gente cheia de vontade de dar a volta por cima.
Assumem o risco e, mesmo quando as coisas correm mal e a estadia acaba
por ser mais curta do que o previsto, guardam da experiência o que esta
teve de melhor.
Certo dia, a propósito de um episódio de má memória, escrevi qualquer
coisa parecida com isto: “nunca serei de cá e não voltarei a ser de
lá”. E é este o principal dilema de um tipo como eu.
Em Portugal, olham para mim como o tipo que vive lá fora e não faz a
mínima ideia “do que passamos aqui” (além de acharem que estou rico e
que passo o dia na praia). Onde vivo, sou um estrangeiro “na terra de
gente” e, por melhor integrado que esteja e menos preconceituoso que
seja, o argumento “vai para a tua terra” é sempre o último recurso numa
discussão.
Emigrar tem tudo a ver com reaprender a viver. Emigrar para África
ainda mais. A quem chega, não se pede que desista de ser quem é, mas
espera-se, pelo menos, que aceite os outros como são."
São tão verdade que até doi.. Pertenço onde agora? Ao meu eterno Porto? A Luanda? Sentimo-nos "longe" em qualquer lugar.
Pertencemos ao mundo talvez. A crise e a procura de oportunidades faz-nos pertencer ao mundo e a onde houver oportunidades para nós. Onde crescerá o Guilherme? Não sei. Parece-me pouco provavel que seja onde eu cresci, no meu doce Portugal à beira mar plantado. Será aqui? Também não seria a minha preferência! Um dia de cada vez e um sitio de cada vez. Como alguém já o disse, nós os portugueses vamos além mar e descobrimos coisas...
Que assim seja........
sábado, 13 de abril de 2013
Fim de semana
Nada como uma ida à praia para organizar ideias. Deitadinha na areia ao sol é o melhor sitio para pensar na vida, na semana que se avizinha, na entrevista que vou fazer à babá que pretendo contractar, nos curriculos que enviarei.. Mas isso era antes!!! Provavelmente com o Gui a única coisa que conseguirei fazer é estar à sombra às gargalhadas :) O resto, as grandes decisões, organizações ou pensamentos, o bronzeado, as "sornas" ao sol ficam para outros dias! E não posso imaginar melhor alternativa.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Ideias Nacionais #1 . A Cutchi e a Sara
Viana, Porto, Guimarães e Lisboa
Os nomes destas fabulosas t-shirts feitas pela minha amiga Sara Viana de Lima. (gostava de dizer, como bairrista que sou, que a minha favorita era a do Porto, mas a Viana...enche-me o coração!)
Psicóloga clínica de profissão aprendeu com a avó a arte do crochet e hoje em dia o tempo já não chega para as encomendas.
É tão bom ver reinventar tradicições antigas como o crochet adaptando-as às necessidades e gostos actuais. No meu entender tratar-se de "viabilizar" o passado. É como a reabilitação arquitectonica. Aproveitamos o edifício, a sua traça, as suas fabulosas fachadas ou as suas maravilhosas caixilharias, mas implantamos uma mercearia gourmet no seu interior, substituindo o velho mercado que lá se encontrava. Chama-se a isto no meu entender "Belíssimas Ideias" .
Gosto de ver ideias nacionais boas. Gosto da tradição do crochet. E gosto das peças da Sara.
Claro está que vou gostar ainda mais quando vierem as t-shirts de adulta..Mas isso ainda é segredo :)
E por ultimamente ter visto algumas boas Ideias Nacionais vou passar a mostrar-vos as minhas favoritas.
Comidinha saúdavel
Não sou propriamente um exemplo no que diz respeito à alimentação.
Aliás, não sou em inúmeros aspetos mas no que toca a comida acho que sou mesmo
um mau exemplo. Gosto de coisas que fazem mal. Gosto de fritos, adoro panados,
bebo coca-cola, não sou apreciadora de legumes cozidos, fígado que faz tão bem
à anemia (que já tive) nem vê-lo e a tal história da maça diária não é comigo.
Nada como acordar e passar no Macdonald´s e jabardar logo um Big Mac ou ir ao
Norteshoping e aterrar no KFC. Ir ao shopping e comer uma "sopinha"
ou um hamburguer dito saudável no H3 não é bem a minha onda de divertimento.
Mas também como coisinhas saudáveis. Não assim uma nodoa total (acho eu).
Adoro sushi, saladas (com molhinho claro!), leite, fruta na generalidade (expecto
maças e diospiros), bebo bastante água, não exagero nos doces, devoro iogurtes.
Tenho consciência que parte do meu facilitismo na alimentação deve-se à minha "gratuita" constituição física, pois nunca tive necessidade de fazer dietas nem de fechar a boca a nenhum alimento. Costumo dizer que não tenho paciência nem jeito para fazer dieta, nem sequer força de vontade, mas admito que se não me sentisse bem no corpo que tenho, provavelmente teria. Tenho em mim exemplos que o hábito faz o gosto. Não gostava de tomate em miúda mas achava “giro” nas saladas. O fim da força achei que deveria gostar. E hoje em dia adoro. O mesmo se passou com o pepino, mas este bem mais recentemente. Talvez um dia consiga fazer o mesmo com o fígado e com os coentros.
Aquando da gravidez e do princípio de anemia decidi que ia seguir uma ementa rigorosa no que diz respeito à ingestão de ferro. E assim foi. Passei o resto do tempo do barrigão a comer sopa de lentilhas com espinafres e ervilhas (ate cheirava a ferro de tão mal que sabia). Não era NADA boa mas “o que não tem remedio, remediado está!”. Em pleno verão e muitas vezes antes de belissimos jantares com amigos lá engolia eu a minha dose diaria de sopa horrorosa. E por isso até acredito na minha capacidade de sacrifício alimentar. O resto era fácil de comer: 500ml de leite ou derivados por dia (eu consumia facilmente mais que isso), muitas saladas, frutas, nada de doces, e muita água. Fácil! Custou reduzir o café, a coca-cola e os meus Big Mac, mas a razão valia a pena. Assim, com estas regras e o fabuloso acompanhamento do Dr. Boaventura Alves engordei 10,5 aproximadamente na gravidez, quilos estes facilmente perdidos posteriormente.
Neste momento, a razão deste post não é nada de saúde, felizmente, nem sequer perder peso, (pelo contrario). É mesmo achar que TENHO de comer comida saudável, que só me faz bem e que TENHO de habituar o Gui desde cedo a isso (acho que esta é a única séria razão).
Assim, tenho pesquisado imenso sobre alguns ingredientes menos utilizados e que me agradam, (visualmente pelo menos). Já uso couscous, quinoa e lentilhas há muito, mas agora vou começar a comer granola, sementes de sésamo e linhaça, abacate, papas de aveia etc. etc. Nem sei muito bem se estes ingredientes são assim tão espetaculares, mas pelo menos são diferentes. Saem do tradicional arroz, batata e massa com carne e peixe e por isso parecem-me bem.
Acho que o facto de o Pinterest existir e ter maravilhosas imagens de comidas destas também me entusiasma muito. Gostava de criar um filho que fosse “boa boca”. Que gostasse de verdes e de fruta. Que gostasse de comidas diferentes também. Que não fosse esquisito (em algumas coisas como a sua mãe). Mas sagradinho que vai fazer visitas ao Mac :)
Se alguém conhecer receitas boas, diferentes e saudaveis (ou só boas!) pode enviar-me. Agradeço também blogs com sugestões de comidinha para bebe.
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