terça-feira, 9 de junho de 2009

Há dias que marcam a alma e a vida da gente.......


 
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sinto falta....



Sexta feira..à porta um fim de semana de três dias! Três dias de praia!
Ao menos isso! Ando com saudades imensas de estar em Portugal…de estar no meu norte..
Aliás o Porto é o meu Norte! A velha expressão.”Perdeu o Norte” tem verdadeiro significado usada neste sentido. O porto, o Norte é a casa. O Porto de abrigo.
Aqui será mais um fim-de-semana de praia e praia. Talvez uma saída, mas sem as minha amigas! Talvez mais um jantar mas sem aqueles…..

Vocês fazem -me falta! 

Acho que não sou saudosista, mas sinto a falta de estar no meu mundo….

sinto falta de entrar no café e dizer mil “olás”
sinto falta do meu ziggy
sinto falta do café do norte
sinto falta dos fins de tarde as 8.30 (não 20.30) e ainda com sol
da nortada não sinto a falta
sinto falta do céu azul azul azul
sinto falta de perder as horas a dar à língua com aqueles que me preenchem
sinto falta do Sr. de Matosinhos e de tirar bonecos para a Miminhos
aiiii o S.João que aí vem e de Miragaia, que saudades!!!!!!!!!!
sinto falta de cerejas negras compradas na rua
sinto falta de cinema antecedido por um gigante Bic Mac ao domingo e meia hora a ver quem passa no Arrábida
sinto falta de tanta coisa que por vezes pergunto-me se vale a pena sentir tantas saudades….

Por um lado quero voltar, por outro quero outro desafio, outro país…Por outro lado estar aqui permite milhões de coisas que de outra forma não seriam possíveis…Não sei o que quero, não sei o que devo tão pouco, mas sei que trocava estes próximos três dias por uma noite no Sr. de Matosinhos !!!!!!!!!!!!!! J
beijossssssssssssssssssssss

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dia do bilhete de ida..



Fomos assaltados...

Bem, ao fim de um ano e 5meses em Luanda já tardava. Os avisos eram constantes e nós com o velho lema: a nós não! A nós nunca nos acontece nada..Até um dia!

Dormia na praia quando percebi que não tinha a mochila ao lado...Mas ainda há minutos lá estava :-( enfim...dias seguintes passados a distribuir panfletos tentando pagar para nos devolverem os documentos (no mínimo isso).

Pagar para me devolverem o que é meu! custa-me.........custa-me tanto!

Há dias que custa estar cá.
Que quero muito o meu país, que não é perfeito, mas permite o simples "sornar na praia".

Portugal :-) quase quase perfeito!

Saudades de Portugal!

beijos mil

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Malange

Partimos sábado pela madrugada de Luanda...Seguimos a estrada até ao Dondo e depois, seguimos para Norte...O céu clareava e o sol começa a aquecer! Café, não havia!! Normallllllllllllllllllllllllll :-) Perto do meia dia chegamos às Quedas da Kalandula! as imagens mostram....






Amei as Quedas! Não esperava que fossem tão majestosas!

Seguimos para a cidade de Malange, capital da provincia com o mesmo nome. Malange é uma cidade muito pequena, em que tudo se passa ao longo de uma avenida principal. restaurantes aconselhados 2 ou 3! Visitamos 3 e optamos por almoçar e jantar no mesmo sitio : Restaurante Krapi, na avenida!!!





No dia seguinte, despedimos-nos do Hotel Palanca Negra, um4estrelas bastante ........diferente :-) e regressamos a Luanda. O caminho seria outro, para podermos visitar as pedras Negras de Pundo Andongo onde segundo reza a lenda está a pegada da Rainha Ginga! Paisagens incríveis...África no seu melhor!






Desminagem ainda patente em muitos locais em Angola

o meu pé ao lado da "grande " pegada da Rainha Ginga!

A RAINHA GINGA
"Indomável e inteligente soberana (1624-1663) do povoGinga de Matamba e Angola e nascida em Cabassa, interior de Matamba, que altaneira e silenciosa conseguiu juntar vários povos na sua luta contra os invasores portugueses e resistiu até ao fim sem nunca ter sido capturada, tornando-se conhecida pela sua coragem e argúcia. Do grupo étnico Mbundu, era filha do rei dos mbundus no território Ndongo, hoje em Angola, e Matamba, Ngola Kiluanji, foi contemporânea de Zumbi dos Palmares (1655-1695), o grande herói afro-brasileiro, ambos pareceram compartilhar de um tempo e de um espaço comum de resistência: o quilombo. Enviada a Luanda pelo seu meio irmão e rei Ngola Mbandi, para negociar com os portugueses, foi recebida pelo governador geral e pediu a devolução de territórios em troca da sua conversão política ao cristianismo, recebendo o nome de D. Anna de Sousa. Depois os portugueses não respeitaram o tratado de paz, e criaram uma situação de desordem no reino de Ngola. A enérgica guerreira, diante da gravidade da situação e da hesitação de seu irmão manda envenená-lo, tomando o poder e o comando da resistência à ocupação das terras de Ngola e Matamba. Não conseguindo a paz com os portugueses em troca de seu reconhecimento como rainha de Matamba, renegou a fé católica, aliou-se aos guerreiros jagas de Oeste e fundou o modelo de resistência e de guerra que constituía o quilombo. Com sua política ardilosa, conseguiu formar uma poderosa coligação com os estados da Matamba, Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissama, e comandou a resistência à ocupação colonial e ao tráfico de escravos no seu reino por cerca de quarenta anos, usando táticas de guerrilhas e de ataques aos fortes coloniais portugueses, incluindo pagamentos com escravos e trocas de reféns. Após a assinatura de um tratado (1656) com o governador geral, que incluiu a libertação de sua irmã Cambu, então convertida como Dona Bárbara e retida em Luanda por cerca de dez anos pelos portugueses, e sua renúncia aos territórios de Ngola, uma paz relativa voltou ao reino de Matamba até a sua morte, aos 82 anos, sendo sucedida por Cambu, continuadora da memória de sua irmã, mas já estava em curso o declínio da Coligação. Dois anos mais tarde, o Rei do Congo empenhou todas as suas forças para retomar a Ilha de Luanda, ocupada por Correia de Sá, saindo derrotado e perdendo a independência, e no início da década seguinte o Reino do Ndongo foi submetido à Coroa Portuguesa (1771). A rainha quilombola de Matamba e Angola tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, dando origem a um imaginário cultural que invadiu o folclore brasileiro com o nome de Ginga, despertou o interesse dos iluministas como no romance Zingha, reine d’Angleterre. Histoire africaine (1769), do escritor francês de Toulouse, Jean-Louis Castilhon, inspirado nos seus feitos, e foi citada no livro L'Histoire de l'Afrique, da publicação Histoire Universelle (1765-1766). Ainda hoje é reverenciada como exemplo de heroína angolana pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola. Sua vida tem despertado um crescente interesse dos historiadores, antropólogos e outros estudiosos do período do tráfico de escravos. Sua resistência à ocupação dos portugueses do território angolano e o conseqüente tráfico de escravos, tem sido motivo de intensos estudos para a compreensão de seu momento histórico, caracterizado por sua habilidade política e espírito de liderança desta rainha africana na defesa de sua nação. Também é conhecida como Jinga, Zhinga, Rainha Dona Ana e Rainha Zinga"


O regresso a Luanda, até à cidade do Dondo, foi feito TODO em terra batida!!! para esquecer!

Sorrisos!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

CECILIA............BONS TEMPOS NÂO?





Quando olhamos para trás a carteira tinha ficado em terra....:-)  
Mas foram umas férias 4ever, não?????????Nós e o Villa Lobos!!lololo beijossssssssss

quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

PARABÉNS LOIRA!!!!!!


:-) vais ficar gordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa e linda!
lololololololo :-) beijos para os três!
 

Pitú

domingo, 26 de abril de 2009

UM BOM TEXTO...."ELOGIO DO AMOR"

Recebi este texto duma grande amiga minha e pela sua excelente qualidade decidi partilha-lo. Vinha assinado por Miguel Sousa Tavares embora eu não possa provar a sua autenticidade..De qualquer maneira, seja quem for o autor, trata-se de um belíssimo texto!

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.

O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também..."


beijos mil....Pitú

quinta-feira, 16 de abril de 2009

2h a estacionar e as Quirimbas



Bem...Há dias que mais vale esquecer!

Há dias que só me apetece ir embora e hoje é um deles. Vim de casa e demorei 20minutos a chegar (fabuloso)!
Cheguei ao escritório e demorei duas horas a estacionar!

Hoje é um dia bom para desistir de estar aqui e apanhar o avião para as Quirimbas!

quarta-feira, 1 de abril de 2009






Lá chegou o dia 31 de Março e fomos nós curtir a prenda de aniversário que dei ao Nuno...Uma noite num quarto spa no Aquapura Douro Valley!!!! `Saímos de manha e fomos pela Auto estrada até Vila Real, pela antiga Ip4 e depois seguimos por outra estrada nova que nos leva directamente á Régua...Rapida e bonita a viagem!
Quando chegamos à Régua, eram horas de almoçar e por sugestão da Miminhos, fomos experimentar o "DOURO IN"..Excelente...Ficamos agradavelmente surpreendidos com a qualidade e simpatia!
De entradas provamos um crepe de salmão e um presunto e para o prato, o Nuno pediu????
Já não me lembro, mas estava tudo óptimo!!

Fomos em seguida visitar o Museu do Vinho do Porto, instalado na antiga Casa da Real Companhia Velha, mesmo ao lado do restaurante...O projecto de autoria do gabinete R+D Arquitectura, do Arquitecto Duarte Cunha, de Braga convida á visita pela fabulosa fachada em ardosia, pedra da região! Nao tive tempo de o visitar convenientemente nem de apreciar correctamente o projecto, mas parece-me que se trata duma excelente intervenção no patrimonio edificado e de relevante valor histórico do Douro.
Seguimos para o hotel e ......
O hotel trata-se duma recuperação da antiga Quinta Vale Abraão situada na margem esquerda do Douro...Bem, posso dizer que só acabei de ficar maravilhada no dia seguinte quando vim embora. Tudo é perfeito, tudo é fabuloso! Eu estava muito curiosa de ver como tinha ficado o projecto, pois tinha sido uma das minha hipóteses de trabalho de final de curso..enfim! Posso dizer que o projecto da autoria de Luis Rebelo de Andrade está muito bom! A integração na paisagem e nas pré existências está feita de uma forma simples, sem "rebuscamentos" estranhos com linhas perfeitas e materiais muitíssimo bem conseguidos!