quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

PARABÉNS LOIRA!!!!!!


:-) vais ficar gordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa e linda!
lololololololo :-) beijos para os três!
 

Pitú

domingo, 26 de abril de 2009

UM BOM TEXTO...."ELOGIO DO AMOR"

Recebi este texto duma grande amiga minha e pela sua excelente qualidade decidi partilha-lo. Vinha assinado por Miguel Sousa Tavares embora eu não possa provar a sua autenticidade..De qualquer maneira, seja quem for o autor, trata-se de um belíssimo texto!

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.

O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também..."


beijos mil....Pitú

quinta-feira, 16 de abril de 2009

2h a estacionar e as Quirimbas



Bem...Há dias que mais vale esquecer!

Há dias que só me apetece ir embora e hoje é um deles. Vim de casa e demorei 20minutos a chegar (fabuloso)!
Cheguei ao escritório e demorei duas horas a estacionar!

Hoje é um dia bom para desistir de estar aqui e apanhar o avião para as Quirimbas!

quarta-feira, 1 de abril de 2009






Lá chegou o dia 31 de Março e fomos nós curtir a prenda de aniversário que dei ao Nuno...Uma noite num quarto spa no Aquapura Douro Valley!!!! `Saímos de manha e fomos pela Auto estrada até Vila Real, pela antiga Ip4 e depois seguimos por outra estrada nova que nos leva directamente á Régua...Rapida e bonita a viagem!
Quando chegamos à Régua, eram horas de almoçar e por sugestão da Miminhos, fomos experimentar o "DOURO IN"..Excelente...Ficamos agradavelmente surpreendidos com a qualidade e simpatia!
De entradas provamos um crepe de salmão e um presunto e para o prato, o Nuno pediu????
Já não me lembro, mas estava tudo óptimo!!

Fomos em seguida visitar o Museu do Vinho do Porto, instalado na antiga Casa da Real Companhia Velha, mesmo ao lado do restaurante...O projecto de autoria do gabinete R+D Arquitectura, do Arquitecto Duarte Cunha, de Braga convida á visita pela fabulosa fachada em ardosia, pedra da região! Nao tive tempo de o visitar convenientemente nem de apreciar correctamente o projecto, mas parece-me que se trata duma excelente intervenção no patrimonio edificado e de relevante valor histórico do Douro.
Seguimos para o hotel e ......
O hotel trata-se duma recuperação da antiga Quinta Vale Abraão situada na margem esquerda do Douro...Bem, posso dizer que só acabei de ficar maravilhada no dia seguinte quando vim embora. Tudo é perfeito, tudo é fabuloso! Eu estava muito curiosa de ver como tinha ficado o projecto, pois tinha sido uma das minha hipóteses de trabalho de final de curso..enfim! Posso dizer que o projecto da autoria de Luis Rebelo de Andrade está muito bom! A integração na paisagem e nas pré existências está feita de uma forma simples, sem "rebuscamentos" estranhos com linhas perfeitas e materiais muitíssimo bem conseguidos!






sexta-feira, 27 de março de 2009

DE REGRESSO!



Mais 77 dias em Luanda...
Mais uma temporada, a 5ª!

Domingo rumo à mais bela cidade - PUUUOOOORTTTTTTTTTTTTTTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

beijossssssssssssssssssss

terça-feira, 3 de março de 2009

Dia do bilhete


Em Angola, ou melhor e mais correctamente, no "estrangeiro", existe o chamado dia do bilhete. Isto claro, que só para quem trabalha fora..Para quem é emigrante, portanto! Sim, porque quando se vai de férias, não existem "dias do bilhete".

O que é o "dia do bilhete" então?

Diz a Marta (e com uma certa razão), pois eu nunca tinha parado para pensar nisso, que é o dia em que se a Tap fosse mais barata e se tivesse mil lugares naquele avião nós iamos embora sem hesitações.
Aquele dia em que não se aguenta mais..Não se aguentam os problemas daqui, as saudades de lá, não se quer saber do futuro, da crise portuguesa e mundial..Apenas de quer ir embora..Entregar o dito bilhete, embarcar e ir embora. Às vezes pode ser para qualquer lado, mas sair..voar..fugir...
Há dias assim........

beijos para ti Marta

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

AS CONTRADIÇÕES DE JOANESBURGO

Aterramos em Joanesburgo já de noite. À nossa espera um motorista do hotel Michelangelo..
No caminho até ao hotel, auto estrada a serio, com 2, 3 e até 4faixas! Decididamente uma Africa diferente!
O hotel, supostamente um dos melhores da cidade era simplesmente fabuloso. Membro dos "Leading Hotels of the World" fazia-me sentir uma princesa :-)
De manha, bem cedo, alugamos um taxi e fomos com o motorista dar uma volta pelo centro da cidade.
Uma cidade de contradições..Uma especie de barril de polvora simpatico..
Grandes edificios, boa arquitectura, empresas sem fim, num ambiente um tanto ao quanto pesado.
Sente-se a marginalidade, a miséria, a pobreza e até o crime. Não é uma cidade que se apresenta aos olhos do turista segura..Pena, pois é uma cidade bonita e certamente seria agradavel percorre-la a pé, coisa que não nos atrevemos. O motorista fala da discriminação, de tempos em que ele não podia circular livremente, de tempos em que apenas os brancos possuem direito de existir e ser livres nos seus movimentos. Tempos dificeis que deixam marcas..marcas que não passam facilmente...Tempos em que ele não tinha o direito de viver, apenas de servir..tempos de injustiça, de crueldade, de maldade...

"Apartheid ("vida separada") é uma palavra de origem afrikaans, adoptada legalmente em 1948 na África do Sul para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 eleições livres foram realizadas.

O apartheid foi implementado por uma lei. As restrições a seguir não foram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei.

Não-brancos eram excluídos do governo nacional e não podiam votar excepto em eleições para instituições segregadas que não tinham qualquer poder. Aos negros eram proibidos diversos empregos sendo-lhes também vetado empregar brancos. Não-brancos não podiam manter negócios ou práticas profissionais em quaisquer áreas designadas somente para brancos. Cada metrópole significante e praticamente todas as áreas comerciais estavam dentro dessas áreas. Os negros sendo um contingente de 70% da população, foram excluídos de tudo menos uma pequena proporção do país, a não ser que eles tivessem um passe que era impossível para a maioria conseguir. A implementação desta política resultou no confisco da propriedade e remoção forçada de milhões de negros. Um passe só era dado a quem tinha trabalho aprovado; esposas e crianças tinham que ser deixadas para trás. Esse passe era emitido por um magistério distrital confinando os (negros) que o possuíam àquela área apenas. Não ter um passe válido fazia um negro sujeito à prisão imediata, julgamento sumário e "deportação" da "pátria". Viaturas da polícia que continham o símbolo sjambok da polícia vasculhavam a "área branca" para enquadrar os negros "ilegais".

A terra conferida aos negros era tipicamente muito pobre, impossibilitada de prover recursos à população forçada a ela. As áreas de negros raramente tinham saneamento ou electricidade.

Os hospitais eram segregados, sendo os destinados a brancos capazes de fazer frente a qualquer um do mundo ocidental e os destinados a negros, comparativamente, tinham séria falta de pessoal e fundos e eram, de longe, limitados em número. As ambulâncias eram segregadas, forçando com que a raça da pessoa fosse correctamente identificada quando essas eram chamadas. Uma ambulância "branca" não levaria um negro ao hospital. Ambulâncias para negros tipicamente continham pouco ou nenhum equipamento médico.

Nos anos 1970 a educação de cada criança negra custava ao estado apenas um décimo de cada criança branca. Educação superior era praticamente impossível para a maioria dos negros: as poucas universidades de alta qualidade eram reservadas para brancos. Além disso, a educação provida aos negros era deliberadamente não designada para prepará-los para a universidade, e sim para os trabalhos braçais disponíveis para eles.

Comboios e autocarros eram segregados. Além disso, comboios para brancos não tinham vagões de terceira classe, enquanto comboios para negros eram superlotados e apresentavam apenas vagões de terceira classe. Autocarros de negros paravam apenas em paradas de negros e os de brancos, nas de brancos.

As praias eram racialmente segregadas, com a maioria (incluindo todas as melhores) reservadas para brancos.

Piscinas públicas e bibliotecas eram racialmente segregadas mas praticamente não havia piscinas ou bibliotecas para negros. Quase não havia parques, cinemas, campos para esportes ou quaisquer amenidades a não ser postos policiais nas áreas negras. Os bancos de parques eram marcados "Apenas para europeus".

Sexo inter-racial era proibido. Policiais negros não tinham permissão para prender brancos. Negros não tinham autorização para comprar a maioria das bebidas alcoólicas. Um negro poderia estar sujeito à pena de morte por violar uma branca, mas um branco que violasse uma negra recebia apenas uma multa, e quase sempre nem isso.

Os cinemas nas áreas brancas não tinham permissão para aceitar negros. Restaurantes e hotéis não tinham permissão para aceitar negros, a não ser como funcionários.

Tornar-se membro em sindicatos não era permitido aos negros até os anos 1980, e qualquer sindicato "político" era banido. Greves eram banidas e severamente reprimidas. Negros pagavam impostos sobre uma renda baixa do nível de R30 (Rand, a moeda oficial na África do Sul) ao mês (cerca de 15 libras nos anos 70), o limite de isenção dos brancos era muito mais alto.

O apartheid perverteu a cultura Sul-Africana, assim como as suas leis. Um branco que entrasse em uma loja seria atendido primeiro, à frente de negros que já estavam na fila, independente da idade ou qualquer outro factor. Até os anos 1980, dos negros sempre se esperaria que descessem da calçada para dar passagem a qualquer pedestre branco. Um menino branco seria chamado de "klein baas" (pequeno patrão) talvez com um sorriso amarelo por um negro; um negro adulto deveria ser chamado de "garoto", na sua cara, por brancos.

A África do Sul foi colonizada pelos neerlandeses e britânicos do século XVII em diante. Como acontecia normalmente no caso de colónias na África, os colonizadores Europeus dominavam os nativos através de controlo político e militar e do controle da terra e da riqueza.

Depois da Guerra dos Bôeres entre os independentistas bôeres e os ingleses, foi criada a União Sul-Africana em 1910, com o estatuto de Domínio do Império Britânico. Embora o sistema colonial fosse essencialmente um regime racista, foi nesta fase que se começaram a forjar as bases legais para o regime do apartheid. Por exemplo, na própria constituição da União, embora fosse considerada uma república unitária, com um único governo, apenas na Província do Cabo os não-brancos que fossem proprietários tinham direito ao voto, porque as províncias mantinham alguma autonomia.

Uma das primeiras leis adoptadas foi o "Regulamento do Trabalho Indígena" de 1911, segundo a qual era considerado um crime - apenas para os "africanos", ou seja, os "não-brancos", a quebra dum contrato de trabalho. Ainda no mesmo ano, foi promulgada a "Lei da Igreja Reformada Holandesa" que proibia os negros de se tornarem membros de pleno direito daquela igreja.

Mais importante ainda foi a "Lei da Terra" de 1913, que dividiu a África do Sul em áreas onde só negros ou brancos podiam ter a posse da terra: os negros, que constituíam dois terços da população, ficaram com direito a 7,5 % da terra, enquanto os brancos, que eram apenas um quinto da população, ficaram com direito a 92,5 % da terra; os mestiços não tinham direito à posse da terra. Esta lei determinava igualmente que os "africanos" só poderiam viver fora das suas terras quando empregados dos brancos. Passou também a ser ilegal a prática usual de ter rendeiros negros nas plantações.

Nos anos que se seguiram à vitória do Partido Nacional nas eleições gerais de 1948, um grande número de leis foram aprovadas, instituindo ainda mais a dominação da população branca sobre outras raças.

As principais leis do apartheid foram as seguintes:

  • Lei de Proibição de Casamentos Mistos (1949)
    • Tornou crime um casamento entre uma pessoa branca e uma não-branca.
  • Emenda à Lei de Imoralidade (1950)
    • Tornou ato criminoso uma pessoa branca ter relações sexuais com uma pessoa de raça diferente.
  • A Lei de Registro Populacional (1950)
    • Requeria que todos os cidadãos se registassem como negros, brancos ou mestiços.
  • A Lei de Supressão ao Comunismo (1950)
    • Bania qualquer partido de oposição ao governo que o governo decidisse catalogar como "comunista".
  • Lei de Áreas de Agrupamento (1950)
    • Barrou o acesso de pessoas de algumas raças de várias áreas urbanas
  • Lei da Auto-determinação dos Bantu (1951)
    • Estabelecia as chamadas “Homelands” (conhecidas para o resto do mundo como “Bantustões”) para dez diferentes tribos “africanas” (de negros), onde eles podiam residir e ter propriedades.
  • Lei de Reserva de Benefícios Sociais Separados (1953)
    • Proibiu pessoas de diferentes raças de usar as mesmas instalações públicas como bebedouros, banheiros e assim por diante.
  • Lei de Educação Bantu (1953)
    • Trouxe várias medidas explicitamente criadas para reduzir o nível de educação recebida pela população negra.
  • Lei de Minas e Trabalho (1956)
    • Formalizava a discriminação racial no emprego.
  • Lei de Promoção do Auto-Governo Negro (1958)
    • Criou "pátrias" nominalmente independentes para pessoas negras. Na prática, o governo sul-africano tinha uma influência forte sobre um bantustão.
  • Lei de Cidadania da Pátria Negra (1971)
    • Mudou o estatuto dos nativos das 'pátrias' de forma que eles não fossem mais considerados cidadãos da África do Sul, não tendo assim mais nenhum direito associado a essa cidadania.

Em 21 de Março de 1960, 5.000 pessoas negras congregadas em Sharpevilledemonstraram contra o requerimento para negros portarem as identidades (sob as regras estipuladas na Lei da Licença). A polícia abriu fogo nos protestantes, matando 69 e ferindo 180. Todas as vítimas eram negras. A maioria delas foi baleada nas costas. O Coronel J. Pienaar, o oficial da polícia encarregado no dia, foi visto dizendo que: "Hordas de nativos cercaram a delegacia. Meu carro foi acertado com uma pedra. Se fazem essas coisas, eles devem aprender a lição do modo difícil."

Esse evento ficou conhecido como o Massacre de Sharpeville. Como consequência, o governo baniu o Congresso Nacional Africano(CNA) e o Congresso Panafricanista (PAC).

O evento levou a uma grande mudança nas tácticas do ANC, mudando de meios pacíficos para meios violentos. Apesar de suas unidades terem detonado bombas nos edifícios do governo nos anos seguintes, o ANC e o PAC não eram ameaças ao Estado, que tinha o monopólio de armamento moderno.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 1761 em 6 de Novembro de 1962 que condenou as políticas racistas do apartheid sul-africano e pediu que todos os países-membros da ONU cortassem as relações militares e econômicas com a África do Sul.

Em 1964, Nelson Mandela, líder do ANC, foi condenado a prisão perpétua.

Em 1974 o governo aprovou o Decreto de Mídia Afrikaans que forçava todas as escolas a usarem o africânder quando ensinassem aos negros matemática, ciências sociais, geografia e história nas escolas secundárias. Punt Janson, o vice-ministro de educação bantu disse: "Eu não consultei o povo Africano na questão da língua e não vou consultar. Um Africano pode achar que 'o chefe' apenas fala Afrikaans ou apenas fala Inglês. Seria vantajoso para ele saber as duas línguas".

Essa política foi profundamente impopular. Em 30 de Abril de 1976, crianças da escola primária Orlando West no Soweto entraram em greve, recusando-se a ir às aulas. A rebelião espalhou-se por outras escolas em Soweto. Os estudantes organizaram um protesto em massa para 16 de Junho de 1976, que acabou com violência - a polícia respondendo com balas às pedras jogadas pelas crianças. O incidente disparou uma onda de violência generalizada por toda a África do Sul, custando centenas de vidas.

Internacionalmente, a África do Sul ficou isolada. Inúmeras conferências aconteceram e as resoluções das Nações Unidas foram aprovadas condenando-a, incluindo a Conferência Mundial Contra o Racismo em 1978 e 1983. Um imenso movimento de cerceamento de direitos iniciou-se, pressionando os investidores a se recusarem a investir em empresas da África do Sul ou empresas que fizessem negócios com a África do Sul. As equipas desportivas de África do Sul foram proibidos de participarem em eventos internacionais, e o turismo e a cultura sul-africanos foram boicotados.

Esses movimentos internacionais, combinados com problemas internos, persuadiram o governo Sul-Africano que sua política de linha-dura era indefensável e em 1984 algumas reformas foram introduzidas. Muitas das leis do apartheid foram repelidas, e uma nova constituição foi introduzida que dava representação limitada a certos não-brancos, apesar de não estendê-las à maioria negra. A violência continuou até os anos 1980.

Os anos mais violentos dos anos 80 foram os de 1985 a 1988, quando o governo P. W. Botha começou uma campanha para eliminar os opositores. Por três anos a polícia e os soldados patrulharam as cidades sul-africanas em veículos armados, destruindo campos pertencentes a negros e detendo, abusando e matando centenas de negros. Rígidas leis de censura tentaram esconder os eventos, banindo a mídia e os jornais.

Em 1989, F. W. de Klerk sucedeu a Botha como presidente. Em 2 de Fevereiro de 1990, na abertura do parlamento, de Klerk declarou que o apartheid havia fracassado e que as proibições aos partidos políticos, incluindo o ANC, seriam retiradas. Nelson Mandela foi libertado da prisão. De Klerk seguiu abolindo todas as leis remanescentes que apoiavam o apartheid.

Em 10 de Março de 1994, Nelson Mandela fez o juramento como presidente da África do Sul diante de uma eufórica multidão. Dentre suas primeiras acções foi criada a Comissão Verdade e Reconciliação e reescrita a Constituição. Na eleição multi-racial seguinte, o ANC de Mandela ganhou com larga margem, efectivamente terminando com a era do apartheid

Mandela torna-se presidente nas primeiras eleições presidenciais livres em muitos anos. Em 15 de Abril de 2003, o seu sucessor, presidente Thabo Mbeki anunciou que o governo da África do Sul pagaria 660 milhões de Rand (aproximadamente 85 milhões de dólares norte-americanos) para cerca de 22 mil pessoas que haviam sido torturadas, detidas ou que haviam perdido familiares por consequência do apartheid. A Comissão da Verdade e Reconciliação, formada para investigar os abusos da era do apartheid, havia recomendado ao governo pagar 3000 milhões de rands em compensação, pelos cinco anos seguintes.

A herança do apartheid e as desigualdades socioeconómicas que ela promoveu e sustentou podem vir a prejudicar a África do Sul por muitos anos no futuro."

texto retirado da WIKIPEDIA

África não tem só coisas bonitas...........

beijos mil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ETOSHA_DAY 3..THE LION

Depois de um pequeno almoço às 6da manha, partimos, desta vez com o guia particular do Onguma Lodge em busca dos animais que não tinhamos ainda avistado!
Mal saimos do lodge, ao longe na estrada avistamos um Rinoceronte, mas quando lá chegamos o animal já se tinha embrenhado na mata, que nesta zona do parque é mais densa.
Poucos km depois, uma hiena! O passeio prometia...

.
Seguimos viagem, "massacrando" o guia que queiramos ver animais " a sério"..Leões, elefantes, rinos!!!
Poucos minutos depois, quando o sol já começava a queimar e a fazer-nos lembrar que estávamos mesmo em África, o nosso guia recebe via radio um aviso...A toda a velocidade e ..... um dos BIG FIVE...O leão! Com uma calma incrível, levantou-se, olhou para nós e foi embora...Incrível!



Pelos vistos, uns minutos antes, este leão pertencia a um grupo de 7 que se passeava por esta zona. Vimos dois e eu fiquei maravilhada e a achar que vale a pena viajar em Africa!
Mais uns km e já completamente rendida aos encantos da vida selvagem e deparamos-nos com um elefante!




Depois de umas dezenas(largas) de fotos, regressamos ao Lodge! Eram horas de partir em direcção a Windhoek.










Partimos, mas com a certeza de um regresso...Onguma....
beijos

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Day 2..do Ongava ao Onguma



Bem cedo pela manha partimos do Ongava. Com a certeza que íamos voltar despedimo-nos daquela paisagem imensa, daquela simpatia formidável de todos os que nos atenderam.
Mal entramos no parque, aparecem as girafas a dizer "bom dia"!





As paisagens fabulosas sucediam-se.. chegamos ao PAN!




ETSOHA PAN



Depois de deslumbrados com as imagens do Pan, seguimos viagem para Halali, o "rest camp" no interior do parque e mais ou menos a meio da distancia entre Okaukuejo(porta Sul) e Namutoni (porta Este).
Chegando a Halali, mais uma vez ficamos agradavelmente surpreendidos pela qualidade do serviço e sobretudo pela simpatia de todos aqueles que aqui trabalham. A Namibia, está sem dúvida, preparada para o turismo, conseguindo cativar todos aqueles que por aqui passam.
Mas, falando com outros guias, as noticias não eram animadoras. Com as chuvas dos últimos dias, os animais refugiavam-se no interior, não sendo por isso facil avista-los....
Depois de 2horas e meia de viagem, e sem ver mais que centenas de antilopes, zebras e girafas, chegamos a Namutoni e ao ONGUMA!
Mal avistamos a entrada do resort, facilmente percebemos o significado do seu nome..."the place you don't want to leave"
Não é difícil não querer ir embora....
O céu abriu-se numa chuva torrencial para nos receber , mas nem assim, o resort perdeu a sua magia..Depois de excelentemente bem recebidos e de completamente maravilhados com a área da recepção ( e de saborear uma bebida de canela fantástica) fomos encaminhados para o quarto. A surpresa continuava! Top top!
Depois de um mergulho na piscina, um martini bianco e um breve descanso, um jantar 5 estrelas!Uma mistura de "Cuisine française" num ambiente de vida selvagem agrada-me! E muito! De sobremesa, cantares tribais pelos funcionários do Lodge! Não podia ser mais espectacular!

Mas....a surpresa estava para vir..
Saboreando uma bebida no deck em frente à sala de jantar, onde a vista se perdia numa paisagem sem fim, já praticamente de noite, começamos a notar uma movimentação estranha dos animais(antilopes) à nossa frente (no Onguma não há rede, nem nenhuma protecção a separar-nos dos animais)....e eis que surge um leão jovem a passear calmamente nas redondezas do restaurante!

Sem palavras............




o deck do nosso quarto

ONGUMA...."the place you don't want to leave"

beijossssss