sexta-feira, 27 de março de 2009

DE REGRESSO!



Mais 77 dias em Luanda...
Mais uma temporada, a 5ª!

Domingo rumo à mais bela cidade - PUUUOOOORTTTTTTTTTTTTTTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

beijossssssssssssssssssss

terça-feira, 3 de março de 2009

Dia do bilhete


Em Angola, ou melhor e mais correctamente, no "estrangeiro", existe o chamado dia do bilhete. Isto claro, que só para quem trabalha fora..Para quem é emigrante, portanto! Sim, porque quando se vai de férias, não existem "dias do bilhete".

O que é o "dia do bilhete" então?

Diz a Marta (e com uma certa razão), pois eu nunca tinha parado para pensar nisso, que é o dia em que se a Tap fosse mais barata e se tivesse mil lugares naquele avião nós iamos embora sem hesitações.
Aquele dia em que não se aguenta mais..Não se aguentam os problemas daqui, as saudades de lá, não se quer saber do futuro, da crise portuguesa e mundial..Apenas de quer ir embora..Entregar o dito bilhete, embarcar e ir embora. Às vezes pode ser para qualquer lado, mas sair..voar..fugir...
Há dias assim........

beijos para ti Marta

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

AS CONTRADIÇÕES DE JOANESBURGO

Aterramos em Joanesburgo já de noite. À nossa espera um motorista do hotel Michelangelo..
No caminho até ao hotel, auto estrada a serio, com 2, 3 e até 4faixas! Decididamente uma Africa diferente!
O hotel, supostamente um dos melhores da cidade era simplesmente fabuloso. Membro dos "Leading Hotels of the World" fazia-me sentir uma princesa :-)
De manha, bem cedo, alugamos um taxi e fomos com o motorista dar uma volta pelo centro da cidade.
Uma cidade de contradições..Uma especie de barril de polvora simpatico..
Grandes edificios, boa arquitectura, empresas sem fim, num ambiente um tanto ao quanto pesado.
Sente-se a marginalidade, a miséria, a pobreza e até o crime. Não é uma cidade que se apresenta aos olhos do turista segura..Pena, pois é uma cidade bonita e certamente seria agradavel percorre-la a pé, coisa que não nos atrevemos. O motorista fala da discriminação, de tempos em que ele não podia circular livremente, de tempos em que apenas os brancos possuem direito de existir e ser livres nos seus movimentos. Tempos dificeis que deixam marcas..marcas que não passam facilmente...Tempos em que ele não tinha o direito de viver, apenas de servir..tempos de injustiça, de crueldade, de maldade...

"Apartheid ("vida separada") é uma palavra de origem afrikaans, adoptada legalmente em 1948 na África do Sul para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 eleições livres foram realizadas.

O apartheid foi implementado por uma lei. As restrições a seguir não foram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei.

Não-brancos eram excluídos do governo nacional e não podiam votar excepto em eleições para instituições segregadas que não tinham qualquer poder. Aos negros eram proibidos diversos empregos sendo-lhes também vetado empregar brancos. Não-brancos não podiam manter negócios ou práticas profissionais em quaisquer áreas designadas somente para brancos. Cada metrópole significante e praticamente todas as áreas comerciais estavam dentro dessas áreas. Os negros sendo um contingente de 70% da população, foram excluídos de tudo menos uma pequena proporção do país, a não ser que eles tivessem um passe que era impossível para a maioria conseguir. A implementação desta política resultou no confisco da propriedade e remoção forçada de milhões de negros. Um passe só era dado a quem tinha trabalho aprovado; esposas e crianças tinham que ser deixadas para trás. Esse passe era emitido por um magistério distrital confinando os (negros) que o possuíam àquela área apenas. Não ter um passe válido fazia um negro sujeito à prisão imediata, julgamento sumário e "deportação" da "pátria". Viaturas da polícia que continham o símbolo sjambok da polícia vasculhavam a "área branca" para enquadrar os negros "ilegais".

A terra conferida aos negros era tipicamente muito pobre, impossibilitada de prover recursos à população forçada a ela. As áreas de negros raramente tinham saneamento ou electricidade.

Os hospitais eram segregados, sendo os destinados a brancos capazes de fazer frente a qualquer um do mundo ocidental e os destinados a negros, comparativamente, tinham séria falta de pessoal e fundos e eram, de longe, limitados em número. As ambulâncias eram segregadas, forçando com que a raça da pessoa fosse correctamente identificada quando essas eram chamadas. Uma ambulância "branca" não levaria um negro ao hospital. Ambulâncias para negros tipicamente continham pouco ou nenhum equipamento médico.

Nos anos 1970 a educação de cada criança negra custava ao estado apenas um décimo de cada criança branca. Educação superior era praticamente impossível para a maioria dos negros: as poucas universidades de alta qualidade eram reservadas para brancos. Além disso, a educação provida aos negros era deliberadamente não designada para prepará-los para a universidade, e sim para os trabalhos braçais disponíveis para eles.

Comboios e autocarros eram segregados. Além disso, comboios para brancos não tinham vagões de terceira classe, enquanto comboios para negros eram superlotados e apresentavam apenas vagões de terceira classe. Autocarros de negros paravam apenas em paradas de negros e os de brancos, nas de brancos.

As praias eram racialmente segregadas, com a maioria (incluindo todas as melhores) reservadas para brancos.

Piscinas públicas e bibliotecas eram racialmente segregadas mas praticamente não havia piscinas ou bibliotecas para negros. Quase não havia parques, cinemas, campos para esportes ou quaisquer amenidades a não ser postos policiais nas áreas negras. Os bancos de parques eram marcados "Apenas para europeus".

Sexo inter-racial era proibido. Policiais negros não tinham permissão para prender brancos. Negros não tinham autorização para comprar a maioria das bebidas alcoólicas. Um negro poderia estar sujeito à pena de morte por violar uma branca, mas um branco que violasse uma negra recebia apenas uma multa, e quase sempre nem isso.

Os cinemas nas áreas brancas não tinham permissão para aceitar negros. Restaurantes e hotéis não tinham permissão para aceitar negros, a não ser como funcionários.

Tornar-se membro em sindicatos não era permitido aos negros até os anos 1980, e qualquer sindicato "político" era banido. Greves eram banidas e severamente reprimidas. Negros pagavam impostos sobre uma renda baixa do nível de R30 (Rand, a moeda oficial na África do Sul) ao mês (cerca de 15 libras nos anos 70), o limite de isenção dos brancos era muito mais alto.

O apartheid perverteu a cultura Sul-Africana, assim como as suas leis. Um branco que entrasse em uma loja seria atendido primeiro, à frente de negros que já estavam na fila, independente da idade ou qualquer outro factor. Até os anos 1980, dos negros sempre se esperaria que descessem da calçada para dar passagem a qualquer pedestre branco. Um menino branco seria chamado de "klein baas" (pequeno patrão) talvez com um sorriso amarelo por um negro; um negro adulto deveria ser chamado de "garoto", na sua cara, por brancos.

A África do Sul foi colonizada pelos neerlandeses e britânicos do século XVII em diante. Como acontecia normalmente no caso de colónias na África, os colonizadores Europeus dominavam os nativos através de controlo político e militar e do controle da terra e da riqueza.

Depois da Guerra dos Bôeres entre os independentistas bôeres e os ingleses, foi criada a União Sul-Africana em 1910, com o estatuto de Domínio do Império Britânico. Embora o sistema colonial fosse essencialmente um regime racista, foi nesta fase que se começaram a forjar as bases legais para o regime do apartheid. Por exemplo, na própria constituição da União, embora fosse considerada uma república unitária, com um único governo, apenas na Província do Cabo os não-brancos que fossem proprietários tinham direito ao voto, porque as províncias mantinham alguma autonomia.

Uma das primeiras leis adoptadas foi o "Regulamento do Trabalho Indígena" de 1911, segundo a qual era considerado um crime - apenas para os "africanos", ou seja, os "não-brancos", a quebra dum contrato de trabalho. Ainda no mesmo ano, foi promulgada a "Lei da Igreja Reformada Holandesa" que proibia os negros de se tornarem membros de pleno direito daquela igreja.

Mais importante ainda foi a "Lei da Terra" de 1913, que dividiu a África do Sul em áreas onde só negros ou brancos podiam ter a posse da terra: os negros, que constituíam dois terços da população, ficaram com direito a 7,5 % da terra, enquanto os brancos, que eram apenas um quinto da população, ficaram com direito a 92,5 % da terra; os mestiços não tinham direito à posse da terra. Esta lei determinava igualmente que os "africanos" só poderiam viver fora das suas terras quando empregados dos brancos. Passou também a ser ilegal a prática usual de ter rendeiros negros nas plantações.

Nos anos que se seguiram à vitória do Partido Nacional nas eleições gerais de 1948, um grande número de leis foram aprovadas, instituindo ainda mais a dominação da população branca sobre outras raças.

As principais leis do apartheid foram as seguintes:

  • Lei de Proibição de Casamentos Mistos (1949)
    • Tornou crime um casamento entre uma pessoa branca e uma não-branca.
  • Emenda à Lei de Imoralidade (1950)
    • Tornou ato criminoso uma pessoa branca ter relações sexuais com uma pessoa de raça diferente.
  • A Lei de Registro Populacional (1950)
    • Requeria que todos os cidadãos se registassem como negros, brancos ou mestiços.
  • A Lei de Supressão ao Comunismo (1950)
    • Bania qualquer partido de oposição ao governo que o governo decidisse catalogar como "comunista".
  • Lei de Áreas de Agrupamento (1950)
    • Barrou o acesso de pessoas de algumas raças de várias áreas urbanas
  • Lei da Auto-determinação dos Bantu (1951)
    • Estabelecia as chamadas “Homelands” (conhecidas para o resto do mundo como “Bantustões”) para dez diferentes tribos “africanas” (de negros), onde eles podiam residir e ter propriedades.
  • Lei de Reserva de Benefícios Sociais Separados (1953)
    • Proibiu pessoas de diferentes raças de usar as mesmas instalações públicas como bebedouros, banheiros e assim por diante.
  • Lei de Educação Bantu (1953)
    • Trouxe várias medidas explicitamente criadas para reduzir o nível de educação recebida pela população negra.
  • Lei de Minas e Trabalho (1956)
    • Formalizava a discriminação racial no emprego.
  • Lei de Promoção do Auto-Governo Negro (1958)
    • Criou "pátrias" nominalmente independentes para pessoas negras. Na prática, o governo sul-africano tinha uma influência forte sobre um bantustão.
  • Lei de Cidadania da Pátria Negra (1971)
    • Mudou o estatuto dos nativos das 'pátrias' de forma que eles não fossem mais considerados cidadãos da África do Sul, não tendo assim mais nenhum direito associado a essa cidadania.

Em 21 de Março de 1960, 5.000 pessoas negras congregadas em Sharpevilledemonstraram contra o requerimento para negros portarem as identidades (sob as regras estipuladas na Lei da Licença). A polícia abriu fogo nos protestantes, matando 69 e ferindo 180. Todas as vítimas eram negras. A maioria delas foi baleada nas costas. O Coronel J. Pienaar, o oficial da polícia encarregado no dia, foi visto dizendo que: "Hordas de nativos cercaram a delegacia. Meu carro foi acertado com uma pedra. Se fazem essas coisas, eles devem aprender a lição do modo difícil."

Esse evento ficou conhecido como o Massacre de Sharpeville. Como consequência, o governo baniu o Congresso Nacional Africano(CNA) e o Congresso Panafricanista (PAC).

O evento levou a uma grande mudança nas tácticas do ANC, mudando de meios pacíficos para meios violentos. Apesar de suas unidades terem detonado bombas nos edifícios do governo nos anos seguintes, o ANC e o PAC não eram ameaças ao Estado, que tinha o monopólio de armamento moderno.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 1761 em 6 de Novembro de 1962 que condenou as políticas racistas do apartheid sul-africano e pediu que todos os países-membros da ONU cortassem as relações militares e econômicas com a África do Sul.

Em 1964, Nelson Mandela, líder do ANC, foi condenado a prisão perpétua.

Em 1974 o governo aprovou o Decreto de Mídia Afrikaans que forçava todas as escolas a usarem o africânder quando ensinassem aos negros matemática, ciências sociais, geografia e história nas escolas secundárias. Punt Janson, o vice-ministro de educação bantu disse: "Eu não consultei o povo Africano na questão da língua e não vou consultar. Um Africano pode achar que 'o chefe' apenas fala Afrikaans ou apenas fala Inglês. Seria vantajoso para ele saber as duas línguas".

Essa política foi profundamente impopular. Em 30 de Abril de 1976, crianças da escola primária Orlando West no Soweto entraram em greve, recusando-se a ir às aulas. A rebelião espalhou-se por outras escolas em Soweto. Os estudantes organizaram um protesto em massa para 16 de Junho de 1976, que acabou com violência - a polícia respondendo com balas às pedras jogadas pelas crianças. O incidente disparou uma onda de violência generalizada por toda a África do Sul, custando centenas de vidas.

Internacionalmente, a África do Sul ficou isolada. Inúmeras conferências aconteceram e as resoluções das Nações Unidas foram aprovadas condenando-a, incluindo a Conferência Mundial Contra o Racismo em 1978 e 1983. Um imenso movimento de cerceamento de direitos iniciou-se, pressionando os investidores a se recusarem a investir em empresas da África do Sul ou empresas que fizessem negócios com a África do Sul. As equipas desportivas de África do Sul foram proibidos de participarem em eventos internacionais, e o turismo e a cultura sul-africanos foram boicotados.

Esses movimentos internacionais, combinados com problemas internos, persuadiram o governo Sul-Africano que sua política de linha-dura era indefensável e em 1984 algumas reformas foram introduzidas. Muitas das leis do apartheid foram repelidas, e uma nova constituição foi introduzida que dava representação limitada a certos não-brancos, apesar de não estendê-las à maioria negra. A violência continuou até os anos 1980.

Os anos mais violentos dos anos 80 foram os de 1985 a 1988, quando o governo P. W. Botha começou uma campanha para eliminar os opositores. Por três anos a polícia e os soldados patrulharam as cidades sul-africanas em veículos armados, destruindo campos pertencentes a negros e detendo, abusando e matando centenas de negros. Rígidas leis de censura tentaram esconder os eventos, banindo a mídia e os jornais.

Em 1989, F. W. de Klerk sucedeu a Botha como presidente. Em 2 de Fevereiro de 1990, na abertura do parlamento, de Klerk declarou que o apartheid havia fracassado e que as proibições aos partidos políticos, incluindo o ANC, seriam retiradas. Nelson Mandela foi libertado da prisão. De Klerk seguiu abolindo todas as leis remanescentes que apoiavam o apartheid.

Em 10 de Março de 1994, Nelson Mandela fez o juramento como presidente da África do Sul diante de uma eufórica multidão. Dentre suas primeiras acções foi criada a Comissão Verdade e Reconciliação e reescrita a Constituição. Na eleição multi-racial seguinte, o ANC de Mandela ganhou com larga margem, efectivamente terminando com a era do apartheid

Mandela torna-se presidente nas primeiras eleições presidenciais livres em muitos anos. Em 15 de Abril de 2003, o seu sucessor, presidente Thabo Mbeki anunciou que o governo da África do Sul pagaria 660 milhões de Rand (aproximadamente 85 milhões de dólares norte-americanos) para cerca de 22 mil pessoas que haviam sido torturadas, detidas ou que haviam perdido familiares por consequência do apartheid. A Comissão da Verdade e Reconciliação, formada para investigar os abusos da era do apartheid, havia recomendado ao governo pagar 3000 milhões de rands em compensação, pelos cinco anos seguintes.

A herança do apartheid e as desigualdades socioeconómicas que ela promoveu e sustentou podem vir a prejudicar a África do Sul por muitos anos no futuro."

texto retirado da WIKIPEDIA

África não tem só coisas bonitas...........

beijos mil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ETOSHA_DAY 3..THE LION

Depois de um pequeno almoço às 6da manha, partimos, desta vez com o guia particular do Onguma Lodge em busca dos animais que não tinhamos ainda avistado!
Mal saimos do lodge, ao longe na estrada avistamos um Rinoceronte, mas quando lá chegamos o animal já se tinha embrenhado na mata, que nesta zona do parque é mais densa.
Poucos km depois, uma hiena! O passeio prometia...

.
Seguimos viagem, "massacrando" o guia que queiramos ver animais " a sério"..Leões, elefantes, rinos!!!
Poucos minutos depois, quando o sol já começava a queimar e a fazer-nos lembrar que estávamos mesmo em África, o nosso guia recebe via radio um aviso...A toda a velocidade e ..... um dos BIG FIVE...O leão! Com uma calma incrível, levantou-se, olhou para nós e foi embora...Incrível!



Pelos vistos, uns minutos antes, este leão pertencia a um grupo de 7 que se passeava por esta zona. Vimos dois e eu fiquei maravilhada e a achar que vale a pena viajar em Africa!
Mais uns km e já completamente rendida aos encantos da vida selvagem e deparamos-nos com um elefante!




Depois de umas dezenas(largas) de fotos, regressamos ao Lodge! Eram horas de partir em direcção a Windhoek.










Partimos, mas com a certeza de um regresso...Onguma....
beijos

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Day 2..do Ongava ao Onguma



Bem cedo pela manha partimos do Ongava. Com a certeza que íamos voltar despedimo-nos daquela paisagem imensa, daquela simpatia formidável de todos os que nos atenderam.
Mal entramos no parque, aparecem as girafas a dizer "bom dia"!





As paisagens fabulosas sucediam-se.. chegamos ao PAN!




ETSOHA PAN



Depois de deslumbrados com as imagens do Pan, seguimos viagem para Halali, o "rest camp" no interior do parque e mais ou menos a meio da distancia entre Okaukuejo(porta Sul) e Namutoni (porta Este).
Chegando a Halali, mais uma vez ficamos agradavelmente surpreendidos pela qualidade do serviço e sobretudo pela simpatia de todos aqueles que aqui trabalham. A Namibia, está sem dúvida, preparada para o turismo, conseguindo cativar todos aqueles que por aqui passam.
Mas, falando com outros guias, as noticias não eram animadoras. Com as chuvas dos últimos dias, os animais refugiavam-se no interior, não sendo por isso facil avista-los....
Depois de 2horas e meia de viagem, e sem ver mais que centenas de antilopes, zebras e girafas, chegamos a Namutoni e ao ONGUMA!
Mal avistamos a entrada do resort, facilmente percebemos o significado do seu nome..."the place you don't want to leave"
Não é difícil não querer ir embora....
O céu abriu-se numa chuva torrencial para nos receber , mas nem assim, o resort perdeu a sua magia..Depois de excelentemente bem recebidos e de completamente maravilhados com a área da recepção ( e de saborear uma bebida de canela fantástica) fomos encaminhados para o quarto. A surpresa continuava! Top top!
Depois de um mergulho na piscina, um martini bianco e um breve descanso, um jantar 5 estrelas!Uma mistura de "Cuisine française" num ambiente de vida selvagem agrada-me! E muito! De sobremesa, cantares tribais pelos funcionários do Lodge! Não podia ser mais espectacular!

Mas....a surpresa estava para vir..
Saboreando uma bebida no deck em frente à sala de jantar, onde a vista se perdia numa paisagem sem fim, já praticamente de noite, começamos a notar uma movimentação estranha dos animais(antilopes) à nossa frente (no Onguma não há rede, nem nenhuma protecção a separar-nos dos animais)....e eis que surge um leão jovem a passear calmamente nas redondezas do restaurante!

Sem palavras............




o deck do nosso quarto

ONGUMA...."the place you don't want to leave"

beijossssss

sábado, 21 de fevereiro de 2009

NAMIBIA..UMA FABULOSA SURPRESA

Chegamos a Windhoek com uma hora de atraso..Normal em África! Aliás voos com uma hora de atraso, são fabulosos! Chovia na capital namibiana e não foi possível apreciar verdadeiramente a cidade.

O agente da Tour no Etosha esperava-nos..Eu já sabia que era português,(pois trocamos diversos mails) mas imaginem a minha surpresa quando na 1ª conversa, descubro que é da Maia, e da Avenida Visconde Barreiros! O mundo é mesmo pequeno..ou a Maia é que é uma nação!

O nosso transfer deixou-nos no Kalahari Sands, no centro da cidade, e pela primeira vez desde a saida de Portugal em Janeiro, pude ver lojas!!!! Lojas a sério :-)
O hotel tem uma recepção simpática e acolhedora e um casino. Subindo para os quartos, nota-se que as obras estão atrasadas, mas a qualidade é bastante razoável.

Jantamos num restaurante perto do hotel, o Gatherman Restaurant, sugestão do nosso agente maiato. Ambiente muito bom e a comida também tinha muito bom ar. Nós fomos limitados a bife, neste caso bife de Eland,(uma especie de bambi) pois as horas já não permitiam outras especialidades! Muito bom.....Para sobremesa Apple Strudel com gelado! Aqui esta a influencia alemã na cidade e no país....

Dia seguinte, partida às 7.30
Direcção : ETOSHA PARQUE AND THE WILD NAMIBIAN LIFE

A estrada é optima e a viagem faz-se muito bem. Os namibianos conduzem civilizadamente e tirando o stress de conduzirem à moda inglesa, parece um passeio num Alentejo em tamanho muito grande! Passamos Okahandja, seguidamente Otjiwarongo, onde tomamos café e onde vimos pela primeira vez uma mulher HERERO, e por ultimo Outjo, antes de chegar à entrada do Parque. Cidades diferentes do que estamos habituados em Angola. Tudo perfeitamente organizado, chegando a assemelhar-se com o que conhecemos (by tv) das cidades interiores dos Estados Unidos. Cidades isoladas, plantados em planícies de extensões inacreditáveis, que nos fazem entender a expressão :"a imensidão de Africa".

E Africa é IMENSA!!!!!!




Por fim, ao fim de 4h30m de viagem, o Etosha, uma das maiores reservas de África, com uma área de 22 270 km².
O Etosha National Park é uma das mais importantes reservas africanas. Declarado Parque Nacional em 1907, quando a Namíbia ainda era uma colónia Alemã, conhecida por South West Africa, ocupa uma área de 22 270 km2, e é famoso pelas 114 espécies de mamíferos incluindo 6000 elefantes e rinocerontes, 340 espécies de aves, 110 espécies de répteis.


Inicialmente o Etosha possuía 100.000km2, sendo a maior reserva do Planeta, mas mais tarde, em 1960, por razões politicas reduziram o parque até à sua área actual.

A entrada principal é a Andresson Gate, situada perto de Okaukuejo, no sul do parque. A entrada leste "Von Lindequist Gate" é perto de Namutoni. Existe também uma nova entrada desde 2003 "Nehale lya Mpingana Gate" (King Nehale Gate) no nordeste do parque.

Na época das chuvas estas planícies enchem-se de água, atraindo milhares de flamingos cor-de-rosa.

Algumas destas espécies encontram-se em perigo, como o rinoceronte preto, a chita e o impala de cara preta. Podem, também, ver leões, girafas, zebras, hienas, leopardo, veados e muitos tipos de antílopes, como kudi, oryx, etc. E animais mais pequenos como o texugo do mel, a raposa “bat-eared”, etc.


O Parque Nacional Etosha é formado por uma extensa placa de sal rodeada por uma imensa savana. Durante a época das chuvas esta área transforma-se num enorme lago, que rapidamente evapora na época seca, deixando um sedimento brilhante, provocando miragens, que podem causar estragos nos olhos. O fabuloso PAN.










Almoçamos em Okaukuejo, já dentro do parque e como já passava da hora de almoço (os namibianos são rigorosos com horarios) contentamo-nos com sandes! Boas e baratas por sinal!
Depois de mais umas horas no parque, voltamos à entrada pois o nosso lodge ficava do lado de fora. O Ongava Lodge, com uma reserva privada de rinocerontes!

O lodge era fabuloso.................................







amanha mais um tour..........
beijinhos

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

BOA SORTE XANAX!



Como diz um amigo meu : "Quem muda Deus ajuda!"
Boa sorte Xana e que ai te aguentes tempo suficiente para uma visita!

S.FRANCISCO CALIFÓRNIA::::::-)

sábado, 3 de janeiro de 2009

NY NEVER SLEEPS..imagens que ficam



New York, New York Frank Sinatra

"Start spreading the news
I'm leaving today
I want to be a part of it, New York, New York
These vagabond shoes
Are longing to stray
And make a brand new start of it
New York, New York
I want to wake up in the city that never sleeps
To find I'm king of the hill, top of the heap
These little town blues
Are melting away
I'll make a brand new start of it
In old New York
If I can make it there
I'll make it anywhere
It's up to you, New York, New York.

I want to wake up in the city that never sleeps
To find I'm king of the hill, top of the heap
These little town blues
Are melting away
I'll make a brand new start of it
In old New York
If I can make it there
I'll make it anywhere
It's up to you, New York, New York."

AMEI NY!!!!!!!Kisssssss


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

1ºdia de 2009


Primeiro dia de 2009 e o frio continuava. Fomos a pé para Brooklyn! As vistas valem a pena..Ny começava já a deixar saudade e a certeza que é uma cidade absolutamente fabulosa! A "Cidade"!
De tarde as ultimas investidas nas compras..Os ultimos dolares.......kissssss

ULTIMO DAY DE 2008



Ultimo dia de 2008 e o tempo medonho! Abrimos a janela de manha e a neve caia...Um frio horrível entrava por todos os buracos da roupa e não se adivinhava bons momentos de espera pelo novo ano..De manha passeamos e fizemos umas ultimas compras. Mas realmente não era fácil para nós andar na rua. As imagens eram lindas :-) mas sentia-me a congelar a cada minuto! Perto do final da tarde dirigimo-nos para a area de Times Square e surpresa......as ruas estavam fechadas. A policia veda o local permitindo apenas a entrada por uma "porta" que fica a 20quarteirões de distancia..Apetecia-me desistir e ainda eram 18h. Estavam -10º. Ás 19h ligamos para Portugal..Tinha chegado 2009 para quem nós mais amavamos! Psicologicamente eu já estava em 2009 por isso até podia ir beber um copo de vinho tinto para o hotel, nao??!!! Mas o Nuno e a Inês queriam continuar.

Continuamos de quarteirão em quarteirão e segundo as palavras da policia "era no seguinte!"..Que desespero. até que conseguimos passar a barreira policial e entrar na avenida que liga a Times Square e de onde se avistava já a famosa bola do New York Times! Passo seguinte: aquecer! Lá encontramos um restaurante onde a ideia foi encomendar o possível para que o jantar durasse até bem perto da meia noite e assim permanecer no quente. ás 23.30 saimos cá para fora e aguentamos no gelo meia hora! E


HAPPY NEW YEAR 2009



Desejo a todos que adoro, que amo, que fazem parte da minha vida o melhor que o mundo tem para oferecer! Nem sempre a vida é fácil, mas vale sempre a pena!
E valeu a pena esperar com -10º por 2009!!!


Happy New Year!!!!!!!!
kisssssssss