quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Gandhi

Não poderiamos deixar Mumbai sem visitar a casa de um dos fundadores da nação Indiana.
No dia do seu aniversário, e feriado nacional (nem de proposito :-)), fomos visitar a casa onde morou Gandhi em Mumbai.
Dos mais bem conseguidos museus que já visitei impressiona pela sua simplicidade. À semelhança do seu primeiro habitante e fundador da luta pacifica, este museu comove, emociona permitindo a qualquer dos seus visitantes não só o conhecimento da vida de Mahatma Gandhi como também a percepção da sua ideologia de vida.
Parabéns ao museu e particularmente à exposição patente no ultimo andar, onde é recriada de uma forma fabulosa com "pequenas maquetes animadas" a vida e luta da "Grande Alma".
As fotografias aqui presentes foram todas tiradas no museu...

A VIDA DE GANDHI
Mohandas Karamchand Gandhi
मोहनदास करमचन् गान्धी , mais conhecido por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma") nasceu no dia 2 de Outubro de 1869 na Índia ocidental. O pai era um político local, e a mãe uma Vaishnavite religiosa. Com 13 anos, Mohandas foi casado casa com Kasturba segundo costumes da época e da sua religião.

Mais tarde é decidido que Gandhi deveria continuar os seus estudos de direito em Inglaterra, para onde vai, após bênção de sua mãe. Gandhi promete-lhe abdicar de vinho, mulheres e de carne. Já na altura, a sua viagem representa uma alteração de costumes, pois aos da usa casta não era permitida esta viagem.

No seu regresso à Índia em 1891, Gandhi não obtêm sucesso como advogado e aproveitando uma oportunidade de trabalho viaja para a África de Sul para representar uma firma local durante um ano. Entretanto a sua mãe já tinha falecido….

Na África do Sul Gandhi desperta a sua consciência social ao ser constatado com os mais diversos episódios de descriminação. Inicia-se assim a luta de um dos que foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violência de protesto) como um meio de revolução.

Toda a sua luta pela igualdade se inicia quando Gandhi é expulso de um comboio por se ter recusado a oferecer o seu lugar a um “branco”.

Após uma viagem à Índia para ir buscar a sua mulher e os seus filhos em Janeiro de 1897, Gandhi deparasse com uma proposta de lei para que os hindus fossem proibidos de votar. Começa a luta na África do Sul…


O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de activistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martim Luther King e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).


Casa Museu de Gandhi

Gandhi permanece 20anos na África do Sul defendendo a minoria hindu e liderando a luta do povo pelos seus direitos.

Enquanto isso, a Índia estava sofrer abusos violentos de baixo das regras coloniais britânicas.

Gandhi surge assim como uma voz preponderante nesta guerra ao defender a ideia que a Índia poderia ganhar a sua independência por meios não violentos e por via da ego-confiança. Gandhi rejeita por completo a força bruta e a opressão e defende que a força da alma ou amor mantêm a unidade das pessoas e por consequência a paz e a harmonia.
De regresso à Índia em 1915, Gandhi surge num papel fundamental na guerra pela independência. Guerra esta que pelas suas palavras e actos, seria sempre uma luta pacifica baseada no uso da não-violência.

Vários episódios se passaram ao longo de vários anos, em que o governo britânico consciencializa-se que apenas Gandhi poderia controlar as multidões.



Gandhi realizou várias viagens ao longo de toda a India, procurando a conscientização em massa de todas as pessoas, mostrando a necessidade da prática da desobediência civil e do uso da não violência.

Durante finais dos anos 20, Gandhi escreve uma auto-bibliografia retratando suas experiências vividas onde com a toda a sinceridade e apontando os erros até então cometidos ele descreve o seu programa e objectivo base. Este objectivo era transmitido pelos 5dedos da sua mão:

igualdade;

nenhum uso de álcool ou droga;

unidade hindu-mulçumano;

amizade;

igualdade para as mulheres.

Esses pontos (os cinco dedos representando o sistema) estavam conectados ao pulso, simbolizando a não-violência.


Finalmente em 1928, Gandhi anuncia uma campanha de Satyagraha em Bardoli contra o aumento de 22% em impostos britânicos. Os indianos recusaram-se a pagar os impostos, sendo repreendidas pelo governo britânico. No entanto continuavam não violentos. Finalmente, após vários meses, os britânicos cancelaram os aumentos, libertaram os prisioneiros, e devolveram as terras e propriedades confiscadas.

Ainda nesse ano, o congresso indiano quis a autonomia da Índia e considerou guerra aos ingleses para conseguir esse fim. Gandhi recusou-se a apoiar uma atitude como esta, porém declarou que se a Índia não se tornasse um Estado independente ao final de 1929, então ele exigiria sua independência.



Por conseguinte em 1930, Mahatma Gandhi informou ao vice-rei, de que a desobediência civil em massa iniciaria no dia 11 de março. "A minha ambição é nada menos que converter as pessoas britânicas à não violência, e assim fazer-lhe ver o mal que fizeram à Índia. Eu não quero danificar as pessoas.". Gandhi decidiu desobedecer as Leis Salgadas que proibiram os índios de fazer seu próprio sal; este monopólio britânico golpeou especialmente ao pobre.













o quarto de Gandhi na sua casa em Mumbai

Começando com setenta e oito sócios, Gandhi iniciou uma marcha ( a histórica Marcha do Sal) para o mar de 200 milhas, que levaria mais de vinte e quatro dias. Milhares tinham se juntado no começo, e vários milhares uniram-se durante a marcha. Primeiro Gandhi e, então outros juntaram um pouco de água salgada na beira-mar em panelas, deixando ao sol para secar. Em Bombaim o Congresso teve panelas no telhado; 60.000 pessoas juntaram-se ao movimento, e foram presas centenas delas. Em Karachi multidão era tão espessa que impedia a policia de efectuar alguma apreensão. As prisões estavam lotadas com pelo menos 60,000 ofensores. Incrivelmente porém "não havia praticamente nenhuma violência por parte da população; as pessoas não queriam que Gandhi cancelasse o movimento. Gandhi foi preso antes de que pudesse invadir os Trabalhos Dharasana Sal, mas o amigo dele Sr. Sarojini Naidu conduziu 2.500 voluntários e advertiu-os a não resistir às interferências da polícia. De acordo com uma testemunha ocular, o repórter Miller de Webb, eles continuaram a marchar até serem detidos abaixo do aco-shod lathis, por quatrocentos policiais, mas nunca tentaram lutar. Tagore declarou que a Europa tinha perdido a moral e o prestígio na Ásia.

Gandhi foi chamado à uma reunião com o Vice-rei Irwin em 1931, assinando um acordo em Março. A Desobediência civil foi cancelada; foram libertados os prisioneiros; a fabricação de sal foi permitida na costa; e os líderes do Congresso assistiriam à próxima Conferência de Mesa Redonda em Londres. Gandhi viajou para Londres onde conheceu Charlie Chaplin, George Bernard Shaw, e Maria Montessori, entre outros. Em transmissão de rádio para os Estados Unidos, afirmou que a força não violenta é um modo mais consistente, humano e digno. Discutindo relações com os britânicos defende não querer somente a independência, mas também a interdependência voluntária baseada no amor.




cartazes expostos na casa museu que representam a filosofia da vida do lutador

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi continua defendendo seus princípios pacifistas.

Já em 1938 ele exortou os judeus para defender os direitos deles e se necessário morrer como mártires. "Um manhunt degradante pode ser transformado num posto tranquilo e determinado, oferecendo aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah." Mahatma recomenda o uso de métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler; já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.











carta que Gandhi escreveu ao Hitler por altura da 2ªGuerra Mundial

Em 1942, Gandhi sugeriu modos para resistir não violentamente aos japoneses. Ele propôs uma atracção às pessoas japonesas, a causa da "federação mundial da fraternidade sem a qual não poderia haver nenhuma esperança para a humanidade".

Gandhi continua exercendo uma revolução não violenta para a Índia, e em 1942 ele e outros lideres foram presos. Decide jejuar novamente, juntamente com outras presos mas apenas ele sobrevive.

Quando a guerra terminou, Gandhi defende a necessidade de "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações".

Nos últimos anos de sua vida torna-se mais do que um socialista. Afirma varias vezes: "Violência é criada por desigualdade, a não-violência pela igualdade".

A Independência da Índia era agora iminente, mas Jinnah o Líder muçulmano começa a exigir a criação de um estado separado: o Paquistão, dificultando desta forma as negociações. Gandhi. Continuando a sua luta pacifica, prega para unidade e tolerância, chegando mesmo a ler nas suas reuniões um Alcorão.



Gandhi começa a ter problemas som os seus. O s hindus chegam a ataca-lo acusando-o de favorecimento dos muçulmanos. Gandhi viaja para Calcutá tentando acalmar a discussão e a violência entre hindus e muçulmanos. Mais uma vez ele jejuou até que os lideres da comunidade assinaram um acordo para manter a paz. Antes destes assinarem, ele adverte-os de que se rebelassem ele jejuaria até a morte.






Embora este ódio religioso entristeceu a Gandhi, a Índia tinha conquistado sua independência no dia 15 de Agosto de 1947 que realizando a maior revolução não
violenta da historia mundial.

Finalmente, Gandhi era assassinado por um hindu enfurecido em 30 de Janeiro de 1948 numa reunião de oração em Nova Deli; com seu último suspiro o Mahatma cantou o nome de Deus.
















mensagens de Gandhi expostas na sua casa museu



Gandhi e a sua mulher


"A única revolução possível é dentro de nós.”

"A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.”

"O amor é a força mais abstracta, e também a mais potente, que há no mundo.”

"O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha.”

"Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros.”

"Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas esteja tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível.”

"Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma."

"Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos."

"Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio. "

"Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã. "

"Nas questões de consciência a lei da maioria não conta."


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A desilusão de Goa

Fiquei triste em Goa...A antiga colónia portuguesa está velha, triste e sujo. O termo que nos surge é abandono..
Ao sairmos do aeroporto e até chegarmos ao hotel, percorremos áreas de vegetação luxuriante e zonas lindíssimas, mas a cidade entristece. O local onde ainda se fala português (muito pouco é certo, mas ainda ouvimos um "boa noite" e "muito obrigada") é possivelmente a desilusão desta viagem.
Uma área com um fantástico potencial turístico, visto possuir as mais belas praias da India(segundo nos disseram) está...abandonada....


Pequeno relato histórico

“Situa-se entre Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul, na costa do Mar da Arabia, a cerca de 400 km de Bombaim. É o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, e o mais rico em PIB per capita da Índia. A sua língua oficial é o concani, mas ainda existem pessoas neste estado que falam português.

Goa a partir de 1510 foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido invadida pela União Indiana em 1961.

Com a derrota dos muçulmanos da região, em 1553 um quinto dela estava sob domínio português, recebendo o nome de "Velhas Conquistas". Os governadores portugueses da cidade pretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente e para tal criaram algumas instituições e construíram-se várias Igrejas para expandir o cristianismo e fortificações para a defender de ataques externos.

Com a chegada da Inquisição (1560–1812), muitos dos residentes locais foram convertidos violentamente ao Cristianismo por missionários, ameaçados com castigos ou confisco de terra, títulos ou propriedades. Para escapar a Inquisição milhares de goeses fugiram e estabeleceram-se nas cidades vizinhas de Mangalore e Karwar.

A decadência do porto no século XVII foi consequência das derrotas militares dos portugueses para a Companhia Neerlandesa das Índias Orientais dos Países Baixos no Oriente, tornando o Brasil e, mais tarde, no século XIX, as colónias africanas, o centro económico de Portugal. Houve dois curtos períodos de dominação britânica (1797-1798 e 1802-1813) e poucas outras ameaças externas após este período.

Durante o domínio britânico na Índia, muitos habitantes de Goa emigraram para Mumbai, Calcutá, Puna, Karachi e outras cidades. O isolamento de Goa diminuiu com a construção das vias-férreas a partir de 1881, mas a emigração em busca de melhores oportunidades económicas aumentou.”

A Arquitectura residencial tradicional de Goa visivelmente influenciada pela presença portuguesa, possui tesouros belíssimos, mas a precisar urgentemente de reparação.

No contexto da descolonização, após os Ingleses terem deixado a Índia (1947) e os Franceses Pondicherry (1954), o governo português, liderado por António de Oliveira Salazar, recusou-se a negociar com a Índia. Por essa razão, de 18 para 19 de Dezembro de 1961 uma força indiana de 40.000 soldados conquistou Goa, encontrando pouca resistência. À época, o Conselho de Segurança da ONU considerou uma resolução que condenava a invasão, o que foi vetado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A maioria das nações reconheceram a acção da Índia, mas Portugal apenas a reconheceu após a Revolução dos Cravos, em 1974. “


CRONOLOGIA PORTUGUESA NA INDIA

1488 Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança

1498 Vasco da Gama chega a Calicut.

1502 Segunda expedição de Vasco da Gama para a costa ocidental indiana. Uma feitoria em Cochim e uma fortificação em Cannanore são o resultado de relações diplomáticas com os Rajas. Os Rajas esperavam poder contar com o apoio dos portugueses na luta pela sua independência do soberano de Calicut. Afonso de Albuquerque fica a comandar um dos barcos que são deixados para controlar a costa.

1510 Afonso de Albuquerque alia-se com Krishna Deva Raja de Vijayanagar contra os reinantes muçulmanos de Calicut e Bijapur. Em fins de Fevereiro de 1510 Afonso de Albuquerque conquista a actual Panjim e Ela (hoje Velha-Goa) sem encontrar grande resistência. Depois da morte de Yusuf Adil Shah, é o ministro de estado Kamal Khan que toma conta da casa de Bijapur. Kamal Khan ordena a reconquista de Goa. As suas tropas conseguem fazer retirar os portugueses para os seus barcos, mas com o apoio de novas embarcações chegadas de Portugal, Afonso de Albuquerque consegue depois de alguma luta entrar em Ela (Velha-Goa) no dia de St.ª Catarina, designada a padroeira de Goa (25.11.1510).

1515 Ormuz passa para os portugueses e consolida-se assim a posição privilegiada de Portugal no Mar Árabe. Depois da sua vitória em Ormuz Afonso de Albuquerque falece em Goa. Em 1556 os seus restos mortais são levados para Lisboa.

1534 Os portugueses conquistam Diu; Goa é feita capital do império português na Ásia.

1542 O co-fundador da Ordem dos Jesuítas, Francisco Xavier, visita Goa por dez meses, antes de partir para outras viagens missionárias para China e outros lugares asiáticos.

1556 Os jesuítas estabelecem a primeira impressora de toda a Índia em Goa. São impressas escritas de Francisco Xavier, obras de Luís Vaz de Camões, uma gramática de Concanim e textos bíblicos traduzido para Marati e Concanim.

1557 Macau entra para o domínio dos portugueses. Goa torna-se arcebispado.

1560 É introduzida a Inquisição em Goa.

1580 1640 Portugal é anexado à Espanha. Os holandeses aliciam diversas possesões portuguesas na Ásia. Em 1603 os holandeses bloqueiam infrutiferamente Goa. Portugal perde diversos pontos comerciais para outras potências europeias. É o início da decadência da "cidade dourada" de Velha-Goa.

1695 Transferência da residência do vice-rei de Velha-Goa para Panelim (entre Velha-Goa e Pangim).

1774 O Marquês de Pombal abole a Inquisição em Goa.

1778 D. Maria I volta a introduzir a Inquisição.

1797 1813 Napoleão planeia ocupar Goa com ajuda do sultão Tipu. Os ingleses ofereçem ajuda às forças portuguesas. Diversos fortes são tomados pelos ingleses.

1814 É reabolida a Inquisição.

1821 1835 A monarquia parlamentar permite a Goa que passe a ser representada por seis deputados no parlamento português.

1843 Pangim é declarada capital de Goa.

1881 Começo da construção dos caminhos-de-ferro em Goa, dos primeiros na Índia, ligando a cidade portuária de Mormugão à fronteira do interior com a Índia Inglesa.

1910 Revolução em Portugal (5 de Outubro). É proclamada a República. Estado e Igreja são separados. Também em Goa entra em vigor a liberdade religiosa.

1933 António Oliveira Salazar torna-se chefe-de-estado português. É o Estado Novo.

1947 Independência da Índia

1961 Em 18/19 de Dezembro tropas indianas invadem os territórios de Goa, Damão e Diu.

1987 Goa torna-se no 25º e mais pequeno e mais recente estado indiano.




Basílica do Bom Jesus onde está sepultado S.Francisco Xavier

S. Francisco Xavier é o Santo Padroeiro de Goa e dos Goeses. Há uma grande identificação dos Goeses com este Santo, porque ele simboliza o cristianismo na Ásia e o esforço passado de o enraizar nas sociedades orientais.. O seu corpo está hoje na Basílica do Bom Jesus em Velha Goa e de dez em dez anos é exposto publicamente.

Praia de Goa

A. Lopes Mendes descreve os seus sentimentos no seu livro "A Índia Portuguesa", publicado no século XIX:


"Quasi tudo se acha já desmoronado e desfeito, como testemunho evidente do nosso desleixo e ingratidão nacional. Sente-se na verdade profunda mágoa ao contemplar as solitárias ruínas de Goa, onde os nossos maiores alcançaram tão merecida fama."

Goa, com a sua vegetação luxuriante e toda a sua beleza, poderia sem duvida alguma tornar-se numa das pérolas da Índia e quem sabe até talvez tornar merecer novamente o titulo de Goa Dourada. Mas muito tem de ser feito..Parabéns ao fabuloso restaurante no Bairro das Fontainhas onde nos deparamos com um autentico menu português, embora eu tenha ficado com as minhas duvidas quanto ao leitão!!!


Beijos mil
Pitú

sábado, 27 de setembro de 2008

Cochin e Vasco da Gama


Das Backwaters seguimos para Cochin onde chegamos à hora de almoço!
A terra do Vasco da Gama!


O túmulo original de Vasco da Gama, mais tarde transladado para o Mosteiro dos Jerónimos

Aqui, fomos as estrelas da festa! Uma excursão duma escola que visitava o Túmulo percebeu que éramos portugueses e que "até conseguíamos ler o que estava escrito :-)" Foi o delírio!


Os fantoches tipicos da India.
Os que eu comprei são fabulosos!


Bairro judeu de Cochin. Hoje apenas vivem aqui 7familias judaicas.
Zona absolutamente imperdivel onde perdi a cabeça nas compras!


Amei esta janela!

o terror da comida Indiana..as malaguetas!

olha elas!!!!!!!!!!!!!!!!

beijos picantes com sabor a malaguetas
Pitú

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

BACKWATERS EM KERALA


house boat

Seguimos de Jaipur para Cochin! Um voo fabuloso com quatro escalas...O chamado avião "todas as estações e apeadeiros". De Cochin partimos de carro para sul, em direcção às famosas Backwaters sugestão do meu amigo Miguel Angelo(tou a dever-te uma)... Começou então um dos dias mais lindos da viagem.

Tinhamos reservado uma house boat com tripulação mas nunca pensei ficar tao maravilhada! O barco, ou a casa flutuante era lindo! A tripulação fantastica e a paisagem indescritivel! Tinhamos um cozinheiro, um comandante, um camareiro e um ajudante!

Tudo isto para nós, num cenario de sonho, de silencio e paz, magia..enfim!
Posso qualificar a India com varios adjectivos, mas sem duvida que Contraste será das palavras que melhor define este pais maravilhoso!




o nosso comandante










beijos mil
Pitú

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Jaipur Rosa


Depois de um dia de viagem, chegamos quase ao fim da tarde a Jaipur, a cidade cor de rosa. Jaipur é uma cidade da no estado do Rajastão e tem cerca de 2.46 milhões de habitantes. Foi fundada em 1728 mas adquiriu importância quando em em 1876 o seu marajá mandou pintá-la de cor de rosa, para a visita do príncipe de Gales. Desde então a cidade é regularmente pintada e todas as novas construções situadas no seu perímetro têm obrigatoriamente de ser rosas.No final de Março, as procissões de elefantes anunciam a Holi, a festa da Primavera Na cidade, homens desfilam de turbante e mulheres desfilam trajando saris de cores cintilantes e coloridas. A cidade é sede da cultura dos Rajastanis (uma etnia de guerreiros).

Segundo o que nos disseram trata-se de uma cidade pacifica onde hindus e muçulmanos vivem em harmonia, mas o que é certo é que à entrada do hotel, revistam o carro à procura de bombas! faz pensar o porquê!

Depois de instalados no hotel e como já era tarde fomos jantar a uma espécie de parque temático onde é recriada a vida no Rajastão.Se não fosse pelas compras e pela voltita de elefante, tinha sido terrível! As danças não eram boas, as miúdas só se preocupam em pedir dinheiro e a comida era simplesmente terrorífica. Valeram as túnicas bordadas que comprei!

No dia seguinte, pela manha bem cedo, fomos visitar Jaipur. Começamos pelo Palácio do Vento, com as suas centenas de mini janelas.. Construído para que as mulheres do palácio podem observar sem ser vistas!O que sofriam as mulheres naqueles tempos!

Seguimos para o Amber Fort, onde como todos os outros turistas, subimos de elefante até ao Palácio. Nunca tinha andado de elefante, e isto, tão turístico, desiludiu um pouco, mas..já deu para provar o balanço lá de cima.
É agradável e os elefantes são animais bem simpáticos.


Palácio do Vento - Hawa Mahal construído em 1799


Amber Fort


Elefantes para subir ao Amber Fort. Para turista, claro! Mas fantástico!

maravilhosos tectos em ladrinhos e espelhos

Jaipur Lake Palace
Adorei, amei este Palacio...Imaginei-me a viver ali rodeada de agua ::-)
Só me faltavam os elefantes com as cadeirinhas em cima!


Depois de visto o Amber Fort e de ter comprado mais uns milhões de bugigangas, viemos novamente em direcção à cidade.
Paramos para ver o Palácio do Lago e seguimos em direcção ao Observatório Astronómico só para uma visita rápida.
Paramos numa das suas 7portas e aí, perdi-me de vez!
As lojas de artesanato eram incríveis e deparei-me com trajes antigos, com trabalhos fantásticos de bordados que chegavam a pesar kilos!

Cometi o erro (ou não) de entrar numa loja para ver um casaco antigo bordado..Sai de lá com esse casaco cor de fogo, um branco e a minha prenda na Índia: uma saia de noiva bordada! Mias pobre, com mais 5 ou 6kgs de bagagem para levar e com a promessa que se um dia casasse enviava os convites ao vendedor, sai da loja, feliz, feliz, feliz! Já tenho saia de noiva pelo menos!!!!!

Seguimos para o City Palace e depois desistimos..Estavam no mínimo 50graus!!!Decidimos ir almoçar ao hotel e dar um mergulho na piscina antes de derretermos ao sol!
Ao final da tarde, depois de uns belos mergulhos e já levemente tostada, compras again! Jaipur é a cidade para perder a cabeça nas compras!
!!!

City Palace onde vimos vestuário do Raja que pesava 180kg!


Compras em Jaipur
beijos mil
Pitú

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

FATEHPUR SIKRI


Partimos de Agra bem cedo pela manha, deixando para trás o Taj e prometendo voltar um dia.

A caminho de Fatehpur Sikri íamos sendo deslumbrados por toda correria multicolor das ruas da periferia de Agra.

Aproximadamente uma hora de caminho depois, chegamos finalmente à cidade fantasma, como é actualmente apelidada. Construída pelo Imperador Mughal Akbar em 1564, reza a história que ao visitar Fatehpur Sikri na procura de uma bênção que lhe concedesse um filho, conheceu um homem santo de nome Sheikh Salim Chishti. Este prevendo o futuro prometeu-lhe a chegada de um sucessor.

Quando o filho tão desejado pelo Imperador finalmente nasceu, este, imensamente grato ao santo homem, construiu a cidade capital do seu estado em Fatehpur Sikri. Infelizmente, ou não, e em consequência da falta de água nestas paragens, a cidade poucos anos depois (14anos) teve de ser abandonada, tendo o império de Akbar sido transferido para Agra a poucos mais de 40km.

O complexo além dos palácios e dos maravilhosos jardins possui uma das maiores mesquitas da India, a Jama Masji.

Ficamos maravilhados com toda a grandiosidade dos edifícios. Uma imensidão de pedra rosa trabalhada como uma jóia.















beijos mil
Pitú