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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Guilherme a passear por Angola #1


Fomos a Malanje. Os três. É engraçado ter sido a Malanje a primeira viagem do Guilherme dentro de Angola (sim, primeira, porque ir às palmeirinhas ou ao Mussulo não conta) porque quando falo deste país e quando sugiro algum passeio a alguém que não está cá, as Quedas da Kalandula são sempre a minha primeira opção. Acho que cataratas sempre me fascinaram. A força da agua, o barulho e as fotos fabulosas que dão agradam-me e fazem-me lembrar que vivo em África, o continente da natureza por excelência. A viagem não é longa e a estrada está optima (optima em critérios angolanos não se esqueçam) e chegamos às Quedas da Kalandula à hora de almoço. No seguimento dos conselhos da pediatra do Guilherme que me disse uma vez (a respeito de vir para Angola) "se tem de ir, vá. Mas vá descomplicada!" (obrigada Profª Carla Rego) e aproveitando um feriado, com umas sopas congeladas e um nestum na bagagem ai fomos nós por esta Angola fora. E correu tão bem! Ficamos no Hotel Palácio Regina e jantamos no Kapri (que continua a ser o único restaurante em Malanje). O hotel é limpo, o que nos parâmetros turísticos de cá quer dizer : recomendável. Tem dois senãos..Os quartos da frente (camas de casal, logo o meu) não têm janelas e fica em frente à "praça de taxis" da cidade. Malanje é uma cidade agradável onde se notam varias tentativas de reconstrução e reabilitação e a viagem é bonita e não demasiado longa. Foi a primeira do Guilherme por estes lados....Esperam-se outras!

"cabe sempre mais um"

   Alegria 
 
Quedas da Kalandula







Central de taxis de Malanje

  


hotel Palácio Regina

 Igreja de Malanje

  Hospital Central de Malanje

 
Hotel Palanca Negra em "reconstrução" árdua
 
 
e mais um...
 
 
Praça de Malanje
 
 
Ei-las! Majestosas como só elas sabem ser. As Pedras Negras!

 
Atravessando N'dalatando


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Douro day 3

O dia por aqui começa cedo. O Guilherme toca antes do despertador e ainda não eram 8.15 e já estávamos acordados. Pequeno almoço, como quem diz leite ao mais novo e coisas varias a nós e piscina! Já cá estamos a desfrutar da belíssima vista e deste sol maravilhoso à temperatura ideal para a minha criatura. Ontem, depois do quase desastre do dia anterior (face ao desapontamento em relação ao hotel) p dia revelou-se muito bem e as (segundas e más) impressões transformaram-se. Almoçamos divinamente, numa sombra linda, graças a um toldo maravilhoso (tenho de descobrir o fornecedor), junto à piscina e a ver o Douro. Duas saladas muito bem elaboradas e uma entrada de tomate grelhado fabulosa acompanhadas de um vinho da região. Seguiu-se uma tarde passada com muita azafama... Sombra, sol, mergulhar, secar, sombra, sol.. Uma canseira!!! 
Uma sesta com o Guilherme para terminar a tarde, seguida de um jantar que se revelou melhor que o anterior mas ainda longe de memorável. 
E hoje é outro dia... O ultimo por cá! 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Douro day 2

As primeiras impressões foram ótimas. O site está bem construído, as imagens são boas e o sitio é lindíssimo. O projecto de arquitectura da autoria do Arq. Serôdio é muito bom. Os interiores (não sei de quem são) são igualmente muito bem conseguidos. Mas depois... Depois é outra coisa. É quase que uma pena no panorama do turismo português. No panorama do turismo do Douro. Pedir uma tábua de queijos e enchidos nesta zona, num hotel de 4* e servirem salpicão/salame pré fatiado daquelas embalagens do Continente é inadmissível aos meus olhos. O único vinho a copo disponível para acompanhar snacks no bar lateral à recepção ser da zona de Lisboa ?!??! WTF!! Estamos no DOURO minha gente! E o DOURO tem dos melhores vinhos do mundo minha gente! O jantar, servido numa sala lindíssima, com uma mobília e decoração de mesas igualmente "no ponto" foi médio. Bonzinho mas longe de um grande jantar. Longe de um jantar que um turista leve guardado na memória. Hoje está bom tempo. Muito bom tempo aliás! Já tomamos o pequeno almoço e já estamos na piscina. E mais uma vez o mesmo... Piscina (ainda que MUITO pequena para este hotel) fabulosa, com uma localização e vista incrível mas.. Com "toalhinhas" (fraquitas) com o logotipo da Lavandaria Galáxia!!! Ó valha-nos Deus e Sr!!!! Alguém explica a estes senhores do Eurostars que eles já têm tudo..a vista, o sitio, o Douro, o fabuloso edifício... É favor não estragar e fazer disto um hotel memorável??! É favor ir passar dois dias ao Aquapura para ver como se faz???

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pensar em férias




Este ano não vou ter ferias. É certo que estive vários meses sem trabalhar, mas quando falo em ferias, falo em destinos de lazer, paradisíacos ou não, citadinos ou de praia mas que permitam viver o “dolce fare niente”. Ou o fazer coisas de ferias que é praticamente a mesma coisa. Conhecer sítios novos, línguas novas, comidas novas para mim é sinonimo de descanso. Muitas vezes este descanso até pode significar cansaço físico mas a minha mente “sai”, “viaja”, conhece, logo tira férias. Gosto muito de viajar. É certamente um dos maiores prazeres que tenho. Durante muito tempo abdiquei de outros “luxos” materiais pata poder viajar e conhecer outras culturas. Não me custava deixar de sair ou mesmo deixar de comprar esta roupa ou aquela carteira, tendo em conta no que mês seguinte iria percorrer ruas longínquas e sentir aromas nunca antes sentidos. E normalmente quanto mais diferentes fossem estes aromas mais eu apreciava as viagens. Nos últimos anos, consequência da “evolução financeira” tenho conhecido sítios fabuloso e retornado a outros que me marcaram. Viajar é algo que nos agrada muito e no qual gostamos de investir. Li algures que “viajar é a única coisa que compramos que nos deixa mais ricos”. Grande verdade na minha opinião. Bem, mas este ano, vejo todos os meus amigos a irem de ferias, a colocarem maravilhosas fotos de praias e de sol no fb e eu aqui em Luanda. E neste cacimbo horroroso! Este ano se pudesse ter ferias tinha tantas ideias…Ai, tantas! A nível nacional ia dar um salto ao Lagos no Algarve. E queria muito passar uns dias no L'and Vineyards. Recomendaram-me vivamente e as fotos do site convencem mesmo os mais céticos.

Se viajasse uma semana, ficaria pelas redondezas europeias. Estava indecisa entre Cinque Terre em Itália (que ando há anos para conhecer), pela maravilhosa ilha da Sicília ou pela Sardenha. Gostava igualmente de dar um pulinho até às aguas de Formentera. Sítios perto, não excessivamente caros e atrativos para quem tem um filho de 9 meses.

No caso de (em sonhos) conseguir tirar duas semanas ia tentar conhecer as Sheychelles ou Maurícias. Ilhas que andam há dois anos a ficar para trás no mapa de destinos. Ilhas situadas no Indico e que por esse motivo dispensam mais apresentação no que diz respeito a praias, possuem igualmente um fabuloso património histórico e arquitetonico uma vez que faziam parte de históricas rotas de escravos e comércio de especiarias. 

Como não vou a lado nenhum a não ser à ilha de Luanda com a minha “Volta ao Mundo” sonhar ou com muita sorte à Maia em Setembro, vou deixar algumas sugestões a quem pode ir. Vou iniciar uma rubrica de destinos! Uns por mim visitados, outros por amigos e altamente recomendados. Na ausência de férias, ao menos falo delas!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Viagens com o Guilherme


A propósito de levar o Guilherme nestas viagens e em outras que pretendo fazer, deparei-me hoje num dos blogs que sigo atentamente, o Diario de Pikitim , com um artigo sobre o porquê de levar as crianças a viajar, mesmo que "supostamente" elas não se lembrem. Vale a pena ler!
  

"There is no question that a feeling of being loved and taken care of allows children to reach higher, to attempt new things, and to trust in themselves. Even if they don’t remember it."

"What children do and see and learn when they are two impacts how they perceive what they do, see, and learn when they are three. And that will impact what happens when they are 4. Although they might not remember it when they are 15 or 20, the impact is there anyway."

 

Isto vem comprovar a minha ideia que O Guilherme mesmo que aparentemente não aproveite, no seu intimo esta a apreender novas expeerincias, e por isso faz todo o sentido leva-lo quando viajamos. Quando regressei a Luanda, no passado mês de Março, um dos meus medos era a reacção do guilhemre às pessoas negras. Em Portugal, nunca havia convivido com pessoas de cor negra e por isso, passou-me pela cabeça que poderia eventualmente estranhar.

Quando chegamos, todos os meus medos revelaram-se infundados. O Guilherme salta de colo em colo, de negros, para chinesas, para homens ou mulheres. Não há cá esquisitices. É bom ter um filho assim. Que é simpatico com todos e que cujas gargalhadas não escolhem raças nem credos. Em Cape Town mais uma vez tivemos essa prova. Enquanto comiamos, o Guilherme passeava no restaurante ao colo de um dos empregados. Claro que haverá uma fase, segundo as etapas normais do crescimento das crianças (que eu li no livro do Dr. Mario Cordeiro) que ele estranhará as pessoas. Mas espero que assim, com estes habitos, estranhe menos.

Na minha opinião, de arquitecta e recente mãe, ou seja de alguém que não percebe puto de psicologia ou de educação de crianças (só da minha e porque é minha), viajar só pode fazer bem. E apesar de os bebés não guardarem as memórias como nós as guardamos, de determinado local ou acontecimento, a diversificação de locais ou de momentos, de pessoas, de cheiros e sabores, permitirá que se habituam ao "variado", ao "diferente". Permitirá que os seus horizontes crescem de uma forma aberta. Claro que dá mais trabalho. Dá sim. E ainda por cima agora que ele come sopa e papa e leite. E tudo variado, e tudo sem poder ser do restaurante. Dá trabalho sim! Mas nada do outro mundo. Fiz sopa para os dias todos, congelei e meti na mala num saco térmico com acumuladores de frio. Cheguei ao destino e coloquei no frigorifico do hotel. E voilá..Sopa para a criança para todos os santos dias. A papa e o leite é misturar com agua, que pode (e  deve) logicamente ser local. Até isto, segundo o médico que acompanhou a viagem de volta ao mundo da Pikitim, afirmou ser saudavel. As crianças habituam-se (claro que dentro dos limites das suas idades) a alimentos variados, aguas diferentes, sabores distintos e tornam-se (espero eu) mais resistentes e menos esquisitas. Quem sabe daqui a uns anos, o Guilherme já come sushi, tandori ou arroz de pauzinhos! (e com a minha sorte, o arroz e as batatas deixa para a mãe comer!).

Como alguém já disse, "viagens é a unica coisa que se compra e nos deixa mais ricos". É isso mesmo! Viajar dá riqueza. A nós e a eles. 


terça-feira, 28 de maio de 2013

Cape Town a 3


Cape Town é uma cidade fabulosa. Já aqui tinha falado dela das anteriores vezes que lá estivemos. Mas sempre que lá vamos as sensações são muito diferentes. A primeira vez, por altura do Campeonato do Mundo, em Junho de 2010, a euforia era total. Portugal ia jogar, a cidade estava repleta de turistas como nós,  ouvia-se português, via-se a nossa bandeira, enfim...Adorei a cidade, mas quem não adoraria qualquer cidade nestas condições? Para não falar na nossa vitória de 7-0 sobre a Coreia, um jogo debaixo de chuva mas nem por isso menos espectacular. Acho que sempre que me lembro desses momentos, de ouvir "Waka Waka" seguido do nosso hino sob aquela chuva torrencial me arrepio. E não é de frio!
Da segunda vez, fomos no Verão, Março de 2011. CT com calor e muito sol é ainda mais espectacular. Visitamos sítios novos, repetimos antigos, aprendemos mais sobre esta cidade e este país e ficamos a gostar ainda mais.
Desta vez decidimos voltar a três. Ainda que o Guilherme aparentemente aproveite pouco destas viagens, é bom viajar a três. É bom repetir sítios que se gostou ou descobrir locais novos em família. Tirar fotos que ficarão para sempre e desta vez a três. Tivemos a nossa primeira experiência na passagem de ano, na ida à Cote D'Azur e correu tão bem, que não hesitamos em repetir. Claro que agora a viagem era diferente. Dessa vez levamos o Guilherme e as minhas mamas, desta vez, além do Guilherme teve de ir um aprovisionamento de sopas, papa, leite, biberons, pratos, colheres, etc e tal. Nada que não se resolva!
O Guilherme é um bebé que deve gostar de viajar! Porta-se lindamente no avião e colabora bastante não estranhando cama, carro, tempo etc. Acho até que come melhor quando anda no passeio do que em casa.
Fomos apenas quatro dias, mas souberam muito bem. Sair de Luanda para uma cidade como CT é qualquer coisa como "apanhar um ar fresco quase europeu " e sabe sempre bem.
Mas desta vez, talvez por ir em família, houve coisas que chamaram mais à minha atenção. África do Sul é um país sem dúvida belíssimo e com um enorme potencial turístico, mas extremamente racista. Muito racista mesmo. Dos mais racista que conheço. E aliás muitíssimo mais racista que Angola por exemplo. Conheço outros países africanos, subsaarianos, como a Tanzania, a Namibia ou Moçambique e em nenhum deles vi situações como em Africa do Sul. Quando estivemos em Joanesburgo já tinha abordado este assunto com locais, e ouvi relatos preocupantes, mas na minha inocência, ou estupidez, achava que em CT, talvez devido à sua beleza e à sua proximidade de um dos maiores marcos da luta contra o Apartheid, Robben Island, hoje em dia o racismo já não fosse tão visivel. Mas é!
Em Cape Town é impossível ver num restaurante um grupo multi racial. E nem sequer se vê uma mesa de negros a jantar. Os melhores restaurantes são exclusivamente frequentados por brancos e os empregados são negros, sendo que o gerente de sala poderá ser negro, mas na grande maioria é branco.Pergunto a mim mesma...Não haverá numa cidade inteira, a segunda mais populosa do país, negros com capacidade financeira para frequentar estes restaurantes? Tenho a certeza que sim, até porque o partido actualemnte no governo é um "partido negro", logo, consequentemnete terá de haver negros com capacidade monetaria. Até porque CT não é uma cidade cara e em alguns dos seus melhores restaurantes, é possivel de almoçar ou jantar por menos de 50€.
Isso faz-me uma confusão tremenda! Se até alguns anos havia aqui uma justificação para esta separação (uma justificação abominavel mas isso são outros 500!) agora já não há! Nestes últimos anos, os jovens brancos, negros, mestiços ou seja qual for o raio do adjectivo que lhes atribuem, e que à semelhança do que se passa em Angola faz parte do bilhete de identidade, deveriam frequentar as mesmas escolas, as mesmas universidades, as mesmas igrejas, praias, autocarros etc, e consequentemente deveriam fazer amigos de todas as cores. Deveriam namorar entre si, casar, ter filhos, não? Como é possível que isso, passados 19 anos ainda não aconteça? O fim do apartheid, onde as pessoas eram separadas em negros, brancos, de cor ou indianos, foi oficialmente declarado em 1994 e hoje em dia não há brancos com amigos negros? Há milhares de crianças que já nasceram livres desta estupidez de leis e preconceitos, porque não há misturas? Porque não há escolas "multi raciais"? E quando eu digo que não acontece, não quero dizer que não seja comum. Quero dizer que não acontece MESMO. Quero dizer que estive quatro dias a reparar neste facto e não vi um único casal multi racial, um único grupo de amigos "colorido", um único grupo de negros a jantar onde jantei ou almocei. Vi negros a fazer compras, mas negros turistas. Negros ingleses, americanos e de um ou outro pais africano como Angola ou Zimbawe, mas não vi negros sul-africanos. Como é isto possível? Já tinha ouvido pela boca da minha manicure de cá (de Luanda) que o fim do apartheid era um mito. Aliás...um mito estranho segundo ela. Neste momento, em África do Sul, os negros "negros"(verdadeiramente negros) são beneficiados pelo Governo do Jacob Zuma, actual presidente, enquanto que os brancos, de ascendência inglesa ou holandesa, loiros, esqualidos e de olhos azuis mantêm os privilegios de sempre. Tudo o resto "não existe". Mestiços, emigrantes de outros países africanos, descendentes de indianos, são praticamente marginalizados, sendo-lhes extremanente dificil arranjar emprego e casa por exemplo. Pensar e repensar nestas questões todas, num país que eu gosto faz-me muita confusão e até repensei aquela minha ideia que gostaria de trabalhar lá. Eu até gostava de viver em CT, trabalhar em CT, mas nem pensar, nem ao de muito longe, educar o meu filho tendo por base estas segregações. São segregações demasiado enraizadas nas mentes para que apenas o fim de algumas politicas consiga modificar a vida do dia a dia.

Mas à parte destas minhas considerações sobre como se consegue viver assim as mini férias foram optimas e mais uma vez Cape Town deslumbrou. E o Guilherme deslumbrou Cape Town distribuindo sorrisos e gargalhadas por todo o lado e toda a gente!!!!!!!!!!! Ficamos num hotel impecavel em Sea Point, o Winchester, mesmo em frente à praia. Muitissmo bem localizado, com uma arquitectura a relembrar epocas inglesas e a um preço bastante acessivel. Alugamos carro e passeamos pela Peninsula do Cabo e o Guilherme, um dia na escola, quando estudar os Descobrimentos, poderá olhar para o mapa e pensar que já esteve lá, onde os Portugueses brilharam.

Aterragem - A vista surpreendente da Table Moutain e do Lion's Head e a habitual nevoa 


Aterragem - A vista do Cabo da Boa Esperança

Nós no Cabo da Boa Esperança
(onde a presença portuguesa é praticamente ignorada)








 a estrada que nos leva ao Cabo


Waterfront 


O estadio (dos mais lindos que já vi) onde fomos tão felizes


 
Eu e o Pocoyo a comer ostras


aprender a conduzir pela direita 


o patio do hotel  


Hotel (imagem retirada do site)


 
Visita de estudo em Waterfront - Como referi acima..Não há misturas de "cores"


Uma replica de uma nau (note-se a comparação do seu tamanho com o catamaran ao lado)


uma das melhores sandwich Club que já comi na vida..
Eu e certamente o novo leão do Gui

 
Viagem de regresso a sobrevoar o Pan do Etosha, Namibia


segunda-feira, 20 de maio de 2013

África



Estar em África e ver o Diamante de Sangue é diferente de estar no sofá da minha casa na Maia a ver o mesmo filme. Não vos consigo explicar bem o porquê, até porque já disse muitas vezes que Luanda não é propriamente África mas os sentimentos são diferentes. Estas paisagens, esta cor da terra vermelha, este pôr-do-sol deste filme é África. Julgo que a maioria do filme foi filmado em Moçambique visto a Serra Leoa ou a Libéria não serem propriamente, pelo menos na altura, locais aconselhados a filmagens, mas estas paisagens são cenários mais ou menos comuns por este continente. Viajando para fora de Luanda, indo até ao interior de Angola, deparamo-nos com cenários fantásticos, de uma grandeza que só compete a África. Lembro me de viajar a primeira vez aqui, em 2008 e sentir a nossa pequenez. Lembro-me também de um grande amigo me perguntar se tinha avistado animais selvagens, ao que lhe perguntei se baratas gigantes tinham interesse. Não é a mesma coisa andar de carro nestas estradas ou em Portugal ou na Europa. Aqui tudo é grande, distante, longínquo. A estrada desaparece no horizonte, mas longe, muito longe mesmo. O monte parece pequeno e afinal é gigante quando lá chegamos. O Sol é mesmo vermelho ao seu pôr. E o cheiro é mesmo diferente. Cheira a calor. Cheira a terra. Cheira a sol. Já estive por diversas vezes na Ásia e das coisas que mais aprecio naquelas paragens é o cheiro. É um cheiro molhado, a humidade. A calor mas calor asiático. Calor sufocante. Este cheiro daqui é diferente. É africano. E o calor africano é diferente do calor asiático. Estas paisagens, estes cheiros são África. Ver paisagens como neste filme ou noutro dos meus filmes favoritos como “Africa Minha” faz-me gostar muito deste local. E faz-me ter pena de não conhecer mais deste continente fantástico. Em Angola já conheço alguma coisa mas falta muito mais e quero mostrar este país ao Guilherme. Quero muito mostrar este país e este continente ao Guilherme. Um continente de contradições, de guerras, de sangue, de miséria mas de muita beleza. Quero voltar a Moçambique com ele. Quero mostrar-lhe a Tanzânia, pais que me deslumbrou pela sua beleza e pelas suas contradições. Quero voltar ao sopé do Kilimanjaro com o meu filho e quero que ele veja o Pan do Etosha. Já vi algumas coisas de África mas quero ver muitas mais. A foto que serve de capa a este blog foi tirada no norte da Tanzânia, num parque com cenários de cortar a respiração. Cenários como esta foto. Cenários como Ngongoro, como Zanzibar. Esta é a beleza que devíamos preservar na memória quando falamos de África. É esta África que lhe quero mostrar.
Quero sair de Luanda, percorrer estas estradas, ver as Quedas da Kalandula (uma das minhas imagens favoritas de Angola) sentir o cheiro das mangas desta terra, ver o riso destas crianças do interior. São coisas que quero que o Guilherme veja. Será que ele um dia vai chamar “casa” a Angola? Será que se vai sentir em “casa” em África? Será que para ele as quatro estações portuguesas vão ser estranhas? O Guilherme já leva com quase três meses de Angola mas de Luanda, de condomínios, de piscinas, de uma África urbana, citadina (se podemos chamar citadina) e controlada. Ainda não viu leões, elefantes, savanas, imbondeiros. Ainda não viajou aqui. Ainda nem sequer sentiu o calor africano a sério, pois a piscina do condomínio ou a praia, ou mesmo a segurança do ac têm-no resguardado deste calor. Quero voltar a Malange, ao Kwanza. Quero ir ao Deserto do Namibe. Quero ir à Gorongosa e ao Kruguer. É estranho este sentimento, porque acima de tudo quero que ele ame Portugal e que saiba de onde veio, mas gostava que ele sentisse África um bocado sua também.

p.s : mas também quero e muito voltar a Cape Town em família! Está é a parte “fashion” africana J

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

25 de Janeiro de 2013


Faz hoje um ano, estava por aqui, a aprender a esquiar.
E pelas minhas contas, faz hoje um ano que foi um dia muito importante nas nossas vidas!




Será um presságio para o Gui adorar neve?
Será um presságio ser o dia da cidade de Luanda? 


Como eu disse no ano passado, é um dia que me tem marcado ao longo dos ultimos anos. Já o passei em varios continentes, em várias situações, mais ou menos feliz, a trabalhar ou de férias. Eu própria me interroguei  aqui onde estaria este ano. Como estaria a minha vida nesta altura. 

Este ano é passado na minha terra novamente, na minha casa e MÃE!








segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Coisas da Cote D'Azur #1


Estas férias foram diferentes. Tão diferentes! Não fomos com tudo pensado e organizado como de costume, não saímos do hotel as 9h da manha, não fizemos kms a pé como é habito. Foram as primeiras férias do G e como tal o lema é " indo e vendo".

Queríamos ver como ele se comportava no avião, como se habituava ou não a um hotel etc.

E conclusão ... Sai aos paizinhos! Sempre bem disposto no passeio!!
Mamou em dezenas de sítios, fez kms de carrinho e com 90 dias já esteve em dois países!

E como tal, achamos que esta mochila era adequada ao que queremos para o nosso filho - Que seja aventureiro e que percorra o mundo!





quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ferias de luxo???


Poder-se-à chamar luxo a isto?
Uma semana 180 mil euros.
Os esquis devem ser telecomandados para o pessoal fazer excelente figura. Só pode.




quinta-feira, 5 de julho de 2012